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setembro 2013

CFM lança campanha para ajudar no combate aos casos de escalpelamento

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O Conselho Federal de Medicina (CFM) lançou campanha para ajudar no combate aos casos de escalpelamento que afetam, sobretudo, os Estados da Região Norte. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, que já fez mutirões para auxiliar as vítimas de escalpelamento no estado do Amapá, apoia esta iniciativa. A “garota-propaganda” Dira Paes, em campanha de conscientização, incentiva atitudes simples, como prender o cabelo quando estiver em embarcações, e que os barqueiros procurem o Ministério da Marinha para cobrir gratuitamente os eixos, serviço que é oferecido sem custos desde 2009.

 

Conheça a campanha!

Cirurgia plástica reconstrói mama

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Nove mulheres já tiveram suas mamas reconstruídas pós câncer esta semana e uma realiza o procedimento cirúrgico hoje, 11, quando então se conclui a ação humanitária de cirurgias plásticas reconstrutivas promovida pela Sociedade de Cirurgia Plástica de Sergipe (SBCP/SE).

Por: JornaldaCidade.Net

Nove mulheres já tiveram suas mamas reconstruídas pós câncer esta semana e uma realiza o procedimento cirúrgico hoje, 11, quando então se conclui a ação humanitária de cirurgias plásticas reconstrutivas promovida pela Sociedade de Cirurgia Plástica de Sergipe (SBCP/SE). A iniciativa pioneira no Estado, que abre a 28ª Jornada Norte-Nordeste de Cirurgia Plástica, busca proporcionar o retorno da autoestima de mulheres carentes submetidas a mastectomia (retirada da mama total) de uma das mamas, possibilitando-as ter uma vida normal. Hoje pela manhã, o coordenador das ações humanitárias em todo o Brasil, Pedro Martins, e o presidente da SBCP/SE, Marcelo Pinheiro, realizam coletiva no Hospital Izabel para divulgar o balanço das dez cirurgias no Estado, cumprimentar as equipes médicas envolvidas e anunciar uma nova edição da iniciativa.

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Encaminhadas pelas sociedades de Mastologia e Oncologia à SBCP/SE, as dez pacientes, nove de Aracaju e uma de Santana do São Francisco, têm idade entre 32 e 50 anos e já retiraram as mamas há mais de três anos. “Em pacientes com mastectomia recente não é possível fazer a reconstrução por conta da paciente, muitas vezes, ainda estar submetida à quimioterapia ou radioterapia. Isso atrapalha, pois a saúde fica debilitada. Diante disso, nos foi encaminhada uma lista de pacientes e fizemos a avaliação chegando a essas dez, sendo que nove já fizeram a cirurgia e uma acontece hoje. As que já passaram pela cirurgia estão se recuperando bem”, afirmou.

Realizadas nos hospitais Santa Izabel, Universitário, Primavera e São José, as cirurgias têm duração de quatro a cinco horas e utilizam três formas de reconstrução mamária. “As reconstruções foram feitas utilizando tecidos do abdome (TRAM), das costas (Grande Dorsal) e expansores de pele, com programação para, em outra data, fazer a simetrização das mamas e reconstrução da aréola e do mamilo. Conta com dez equipes, formadas por dois a três médicos, e embora esta seja a primeira ação humanitária que ganha uma dimensão maior, já foram feitas outras reconstruções no Estado para atender mulheres carentes”, frisou Marcelo Pinheiro.

Segundo ele, o objetivo é fazer com que a cada ano sejam realizadas edições da ação humanitária promovida pela SBCP/SE. “Queremos dar continuidade a essa iniciativa, proporcionando a cirurgia a cada vez mulheres que foram submetidas à mastectomia”, declarou.

 

Jornada Norte Nordeste

A 28ª Jornada Norte Nordeste de Cirurgia Plástica acontece de 12 a 14, no Radisson Hotel Aracaju, onde estarão reunidos cirurgiões plásticos de todo o Brasil. Na oportunidade, o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, José Horário Aboudib, irá abordar temas como o número de cirurgias plásticas realizadas no País e a liderança das cirurgias reconstrutivas por mulheres vítimas do câncer e das violências urbana e doméstica.

 

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Pesquisa aponta que médicos descartam realização de cirurgia plástica em cerca de 20% dos casos

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No ranking mundial de cirurgias plásticas, o Brasil ocupa a segunda colocação com 905 mil procedimentos realizados por ano, atrás apenas dos Estados Unidos, com 1,1 milhão. É neste cenário que os riscos dos procedimentos realizados por profissionais sem a devida qualificação aumentam proporcionalmente.

Uma recente pesquisa realizada na última edição da Jornada Paulista de Cirurgia Plástica, promovida pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional São Paulo (SBCP-SP) e que reúne especialistas de todas as regiões do país revela alguns números dessa realidade. Segundo o levantamento, 52,03% dos cirurgiões plásticos se negam a fazer cirurgias em cerca de 20% dos casos.

Princípios éticos devem guiar a atuação de todo médico, inclusive do cirurgião plástico. É comum receber pacientes que procuram cirurgias que não são adequadas ou trazem grandes riscos cirúrgicos. Interesses financeiros podem prejudicar a decisão do cirurgião na indicação de um procedimento, por isso, a escolha do profissional é a decisão mais importante numa cirurgia plástica. É fundamental averiguar se o médico é realmente um cirurgião plástico. A qualificação profissional, aliada à experiência acumulada na área, aumenta a segurança do paciente submetido a procedimentos cirúrgicos?, explica o Dr. Luis Henrique Ishida, diretor da SBCP-SP e responsável pela pesquisa.

A pesquisa também mapeou as principais causas das cirurgias não serem realizadas pelos especialistas. Para 13% a expectativa irreal é a principal causa; 8,98% apontaram a falta de indicação para a cirurgia; 4,95% optaram por falta de condições clínicas e 73,07% reuniram os três itens anteriores como o principal motivo para não fazer uma cirurgia.

Um levantamento do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) mostra que 97% dos processos motivados por cirurgias plásticas são contra médicos sem título de especialista. Para obter o título são necessários dois anos de residência em cirurgia geral, três anos de residência em cirurgia plástica em algum serviço credenciado e ser aprovado numa avaliação conduzida pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Tal certificação procura assegurar a qualificação dos cirurgiões plásticos.

É imprescindível que o paciente pesquise antes de escolher um especialista, para poder ter certeza da idoneidade e competência do médico e possa ter uma relação de confiança com ele. Qualquer atitude que gere suspeita o paciente deve se afastar e comunicar as entidades de classe como a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional São Paulo, reforça o Dr. Ishida.

Fórum Internacional sobre cirurgia redutora de risco do câncer da mama

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Dia 28 de setembro, a SBCP realizará, através da Comissão Nacional de Reconstrução Mamária, o FÓRUM INTERNACIONAL SOBRE CIRURGIA REDUTORA DE RISCO DO CÂNCER DA MAMA, no Hotel Sofitel, Rio de Janeiro.

Este tratamento, bastante controverso, foi largamente noticiado quando a atriz Angelina Jolie revelou tê-lo executado para prevenção de câncer nas mamas, uma vez que possuia fortes antecedentes familiares da doença.

Pelo interesse multidisciplinar da matéria, a SBCP reunirá durante todo o sábado (28), oncologistas, mastologistas, geneticistas e cirurgiões plásticos , entre outros profissionais envolvidos no diagnóstico e tratamento do câncer da mama para discussões sobre o tema.

A cada dia chegam aos nossos consultórios pacientes solicitando a retirada de
suas mamas para previnir tumores futuros. Quais critérios devemos adotar? A
resultante deste tratamento é aceitável esteticamente? Estaremos realmente
fazendo prevenção do câncer da mama?

Convidamos o presidente da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos, Dr.
Greg Evans, para nos apresentar o cenário atual nos Estados Unidos a respeito
deste controverso tratamento.

O câncer da mama incide com relevante frequência em pacientes jovens. Algumas
delas apresentam fortes indícios familiares da doença ou mesmo a mutação
genética que sugere a probabilidade do acontecimento de tumores malignos.

Sabemos também que nessas pacientes, na maioria das vezes, quando os tumores se
apresentam mais agressivos as cirurgias para seu tratamento podem determinar
deformidades secundárias de complexa restauração.

Resta- nos saber o momento ideal da intervenção e como fazê-la no sentido de
minimizar as sequelas do tratamento.

As inscrições são gratuitas para os médicos interessados e será fornecido
certificado aos participantes.

José Horácio Aboudib – Presidente da SBCP
Paulo Roberto Leal – Presidente da SBCP -RJ

Eleições 2013

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ELEIÇÕES PARA O BIÊNIO 2014/2015

 Caros Colegas,

A partir das 09hs30min do dia 06 de Setembro (sexta-feira), estará aberto um link em nosso site, para que possam acompanhar o trabalho de apuração dos votos das Diretorias Nacional e Regionais, para o biênio 2014/2015, na sede da SBCP – Nacional.

Clique em Eleições 2013, para acompanhar a apuração.

Cordiais saudações,

 

A Comissão Eleitoral

Coordenador – Dr. Rogério de Castro Bittencourt

Dr. José Eduardo Lintz

Dra. Tatiana Tourinho Tournieux

Cirurgiões criticam treinamento

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Especialistas em plástica reprovam com veemência convênio que habilitará mastologistas a fazer reconstrução mamária em mulheres que passaram por mastectomia. Entre outras críticas, eles dizem que a capital já tem profissionais suficientes

O novo programa do governo para a reconstrução de mamas de mulheres com câncer despertou a indignação de cirurgiões plásticos da cidade e também de profissionais de outras regiões do país. Há três semanas, 10 mastologistas da rede pública começaram a fazer um curso para aprender a realizar essa operação reparadora em pacientes mutiladas pela doença. Mas a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e especialistas da área questionam duramente a medida, sob a alegação de que os colegas não teriam capacitação necessária para fazer a reconstrução de mamas. A entidade defende que Brasília tem 160 cirurgiões plásticos aptos a atender essas mulheres e que um curso de 200 horas não é suficiente para treinar os mastologistas, o que colocaria em risco a vida das pacientes. O treinamento foi uma medida idealizada pelo GDF para o cumprimento da lei que determina a reconstrução imediata dos seios de pacientes submetidas a mastectomia (leia O que diz a lei).

A capacitação é fruto de uma parceria entre a Sociedade Brasileira de Mastologia com a Secretaria de Saúde da capital. Pelo acordo, o governo oferece as salas de cirurgia e a estrutura da rede pública. Já a entidade, por meio de acordos com a iniciativa privada, disponibiliza o material necessário, como próteses. Os médicos matriculados pagam o salário dos professores contratados para dar as aulas — ministradas durante um fim de semana por mês, ao longo de 10 meses.

O médico Alexandre Mendonça Munhoz, presidente da Comissão Nacional de Reconstrução Mamária da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, é um dos principais críticos do programa. “Não tenho nada contra os colegas mastologistas, pelo contrário, mantenho um excelente relacionamento com eles. Mas do ponto de vista técnico, esse curso é extremamente falho porque não é formativo. São apenas 10 meses de treinamento, com aulas em um único fim de semana do mês. É muito pouco”, comenta o cirurgião, que atua em São Paulo. “Em Brasília, há 160 cirurgiões plásticos membros da Sociedade Brasileira, que passaram por mais de 6 mil horas de treinamento e por provas. Alguns ainda fizeram uma formação extra de 1,8 mil horas, focada unicamente na reconstrução mamária. Já existem profissionais treinados na cidade para fazer esses procedimentos nos pacientes”, acrescenta Munhoz.

O presidente da comissão afirma que os integrantes do curso feito em parceria com o governo local preconizam a colocação imediata de próteses de silicone depois da realização da mastectomia — o que motiva a oposição maciça de cirurgiões plásticos. “Isso representa um risco para os pacientes. Hoje, existem 20 técnicas para reconstruir mama, e a colocação imediata de próteses é a que tem maior índice de complicações, como infecções que podem levar à perda da prótese”, comenta Alexandre Munhoz. “Em 90% das mastectomias por câncer, nenhum cirurgião bem habilitado e bem treinado vai colocar a prótese imediatamente, porque isso pode levar a grandes complicações. A reconstrução é feita em fases”, finaliza o representante da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Os cirurgiões defendem métodos como a colocação de um expansor temporário, antes da inserção da prótese de silicone. Outra técnica preconizada por esses profissionais é a cirurgia chamada de retalho, em que é feita a transferência de pele e de gordura do abdômen ou da musculatura das costas para o seio (veja arte).

Mutirão

O cirurgião Luciano Chaves, que atua no DF e é vice-presidente nacional da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, também faz críticas ao programa de treinamento de mastologistas. Ele lembra que, entre 2011 e 2012, a sociedade propôs à Secretaria de Saúde a realização de mutirões de cirurgia de reconstrução de mamas. “Em apenas um dia, em março de 2011, operamos 62 pacientes. No ano anterior, apenas 102 mulheres haviam passado pelo procedimento. A partir desse projeto piloto, lançamos o mutirão nacional e, em cinco dias em março de 2012, operamos 554 pacientes em 18 capitais do Brasil. Então, os cirurgiões plásticos brasilienses estão preocupados com essa situação e, de forma voluntária e gratuita, ajudaram a zerar a fila de espera, que era de seis anos”, comenta Luciano.

Ele afirma que foi surpreendido com o anúncio de que mastologistas do DF seriam treinados para fazer reconstrução de mama. “Hoje, existem no Brasil cerca de 1 mil mastologistas, mas não passa de 15 o número de profissionais que vêm realizando a reconstrução de mamas com bons resultados”, acrescenta.

Para o cirurgião plástico Ognev Cosac, há um risco para os pacientes. “Essa carga horária é muito pequena e estão sendo usados pacientes do SUS, que não sabem quem vai operá-los. Nossa preocupação é com os pacientes porque esse curso de capacitação de mastologistas é insuficiente. É um aprendizado feito na porta dos fundos, de forma ilegal, e isso põe a população em risco.”

O que diz a lei – Mastectomia e reconstrução

Em abril deste ano, a presidente Dilma Rousseff sancionou a Lei n° 12.802/2013, que trata sobre a obrigatoriedade da cirurgia plástica reparadora da mama no Sistema Único de Saúde (SUS) nos casos de mutilação decorrentes de tratamento de câncer.

O texto alterou uma lei que vinha de 1999 para determinar que a reconstrução seja feita imediatamente após a mastectomia (cirurgia de retirada da mama), sempre que a paciente tiver condições de saúde de passar pelo procedimento. A lei atual estabelece que, “no caso de impossibilidade de reconstrução imediata, a paciente será encaminhada para acompanhamento e terá garantida a realização da cirurgia imediatamente após alcançar as condições clínicas requeridas.”

Fonte:Correio Braziliense – 30/08/2013

Matéria na íntegra publicada no jornal Correio Braziliense em 30/08/2013

Matéria na íntegra publicada no jornal Correio Braziliense em 30/08/2013