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Pesquisa aponta que médicos descartam realização de cirurgia plástica em cerca de 20% dos casos

By 13 de setembro de 2013 Nenhum comentário

No ranking mundial de cirurgias plásticas, o Brasil ocupa a segunda colocação com 905 mil procedimentos realizados por ano, atrás apenas dos Estados Unidos, com 1,1 milhão. É neste cenário que os riscos dos procedimentos realizados por profissionais sem a devida qualificação aumentam proporcionalmente.

Uma recente pesquisa realizada na última edição da Jornada Paulista de Cirurgia Plástica, promovida pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional São Paulo (SBCP-SP) e que reúne especialistas de todas as regiões do país revela alguns números dessa realidade. Segundo o levantamento, 52,03% dos cirurgiões plásticos se negam a fazer cirurgias em cerca de 20% dos casos.

Princípios éticos devem guiar a atuação de todo médico, inclusive do cirurgião plástico. É comum receber pacientes que procuram cirurgias que não são adequadas ou trazem grandes riscos cirúrgicos. Interesses financeiros podem prejudicar a decisão do cirurgião na indicação de um procedimento, por isso, a escolha do profissional é a decisão mais importante numa cirurgia plástica. É fundamental averiguar se o médico é realmente um cirurgião plástico. A qualificação profissional, aliada à experiência acumulada na área, aumenta a segurança do paciente submetido a procedimentos cirúrgicos?, explica o Dr. Luis Henrique Ishida, diretor da SBCP-SP e responsável pela pesquisa.

A pesquisa também mapeou as principais causas das cirurgias não serem realizadas pelos especialistas. Para 13% a expectativa irreal é a principal causa; 8,98% apontaram a falta de indicação para a cirurgia; 4,95% optaram por falta de condições clínicas e 73,07% reuniram os três itens anteriores como o principal motivo para não fazer uma cirurgia.

Um levantamento do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) mostra que 97% dos processos motivados por cirurgias plásticas são contra médicos sem título de especialista. Para obter o título são necessários dois anos de residência em cirurgia geral, três anos de residência em cirurgia plástica em algum serviço credenciado e ser aprovado numa avaliação conduzida pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Tal certificação procura assegurar a qualificação dos cirurgiões plásticos.

É imprescindível que o paciente pesquise antes de escolher um especialista, para poder ter certeza da idoneidade e competência do médico e possa ter uma relação de confiança com ele. Qualquer atitude que gere suspeita o paciente deve se afastar e comunicar as entidades de classe como a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional São Paulo, reforça o Dr. Ishida.