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“Cirurgia caseira” faz mulher sofrer amputações

By 17 de julho de 2014 Nenhum comentário

Apryl Brown era uma hari stylist de sucesso em Los Angeles quando decidiu fazer colocar uma prótese de silicone na região dos glúteos. Incentivada por uma cliente, resolveu buscar uma forma mais barata de realizar o procedimento.

Algumas semanas depois a cabeleireira estava em um quarto recebendo injeções de preenchimento, imaginando que a substância era a mesma que cirurgiões plásticos usavam para realizar este tipo de procedimento. No entanto o que era para ser motivo de alegria quase se tornou na causa de sua morte – o material usado no corpo da americana era massa para calafetação.

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A história acima é relatada pela CNN. O caso de Apryl se complicou tanto que suas mãos e pés foram amputados e ela teve que passar por 27 cirurgias para permanecer viva. Infelizmente, este não é o único: de acordo com a Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos é cada vez mais comum que as pessoas optem por realizar cirurgias consideradas menos complexas de forma caseira – comprando o material via internet e recebendo auxílio de profissionais incapacitados para a função –, sem ao menos consultarem um cirurgião para reduzir custos e realizar um sonho.

Como vemos, o preço pode ser bem maior do que se imagina.

“Acho que isso é muito sedutor para as pessoas que não sabem dos problemas dessa opção”, explica na reportagem o cirurgião plástico americano Richard Glogau. “As pessoas pensam que é simples como tingir o cabelo e no fim das contas se trata de um procedimento médico”, completa o cirurgião.

Por isso, lembre-se: segurança em primeiro lugar! Nenhum custo deve ser mais importante do que sua saúde. Pesquise antes de tomar qualquer decisão e nunca deixe de procurar um cirurgião plástico da SBCP. Isso garante que o profissional foi treinado e tem experiência para realizar cirurgias. Desconfie de propagandas milagrosas, cheque os produtos e verifique se a instalação onde o procedimento será feito é credenciado pela entidade.

Durante a entrevista para a CNN, Apryl Brown afirmou que não quer que as pessoas sintam pena dela, mas que aprendam com sua história. Você pode conhecer melhor sua trajetória e suas experiências no site pessoal de Apryl.

“Tudo o que eu peço a eles é que quando essa idéia surgir que eles pensem novamente sobre isso e façam uma pesquisa. Se ainda assim quiserem fazer isso, que façam. Mas não poderão ficar surpresos depois, dizendo que não sabiam que a escolha poderia deixá-los sem mãos, pés ou bunda”, afirma Apryl.

Com informações da CNN. Leia a matéria completa aqui (em inglês).

 

Crédito da foto: Reprodução/Vídeo CNN