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O Futuro da Cirurgia Plástica

By 11 de maio de 2015 Nenhum comentário

O artigo abaixo, publicado no Wall Street Journal, foi escrito pelo diretor da divisão de plástica facial e reconstrutiva do Johns Hopkins Medicine e co-diretor da equipe de transplante facila do Johns Hopkins, um dos centros médicos mais conceituados do mundo.

FUTURO

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Como será a cirurgia plástica estética e reconstrutiva daqui a 30 anos? Acho que é interessante considerarmos o lado da oferta – quais tecnologias irão existir nas próximas três décadas – e o lado da demanda – o que as pessoas precisarão?

Atualmente os cirurgiões plásticos oferecem um leque de opções que era inimaginável para as gerações anteriores, já que a inovação acelerou conforme a demanda. Avanços na engenharia de tecidos, transplantes de mãos e de face, e uma variedade estonteante de “produtos biológicos” (materiais reconstrutivos derivados de organismos vivos) se tornaram normais na área de cirurgia plástica nos últimos anos.

Em 30 anos a engenharia de tecidos personalizada permitirá que estruturas físicas (orelhas, traquéias e pele, por exemplo) poderão ser criadas em laboratório e implantadas com sucesso para restaurar funcionalidades e formas. Também será possível controlar melhor o sistema imunológico, o que permitirá o transplante de estruturas complexas (membros, rostos, etc) para um número maior de pacientes, mesmo aqueles que tiveram partes do corpo removidas por causa de câncer.

Pequenos implantes usarão condução elétrica e materiais novos para restaurar o movimento de áreas paralisadas. Avanços médicos poderão desacelerar ou até mesmo reverter o processo de envelhecimento, incluindo os sinais externos da idade. Estes avanços renderão tratamentos farmacêuticos e dietéticos que modificarão a apoptose celular (morte programa das células) assim como a quebra do colágeno da pele e de outros tecidos moles que resultam na aparência envelhecida.

Cada uma dessas inovações irão estimular a demanda adicional por tratamento, já que prestadores buscarão soluções para pacientes com deformidades e disfunções causadas por traumas, cânceres e má formação congênita.

A demanda não é estática, é claro. O número de fraturas faciais graves nos últimos anos caiu graças a leis que obrigam o uso do cinto de segurança ou de air-bags em automóveis. Será que os carros autômatos (que não precisam de motoristas) mudarão a prática de cirurgiões no futuro? Avanços nos tratamentos de câncer reduzirão a necessidade de cirurgias plásticas reconstrutivas? Podemos esperar que sim.

Uma fonte de demanda não irá mudar, no entanto. O desejo de parecer jovem e atraente não será abatido. Daqui a 30 anos haverá uma demanda muito maior do que agora conforme nossa sociedade não apenas envelhece,mas fica mais velha com maior vitalidade do que antes.

Fonte: The Wall Street Journal