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junho 2015

Garota que nasceu sem nariz faz cirurgia para receber prótese

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Tessa Evans tem uma condição rara chamada arrinia completa congênita. Para modelar a prótese, seu crânio foi reconstituído com impressora 3D.

Tessa Evans, de 2 anos, nasceu sem nariz. Trata-se de uma condição extremamente rara conhecida como arrinia completa congênita. Recentemente, ela passou por uma cirurgia para implantar uma prótese inovadora, modelada com a ajuda de uma impressora 3D.

Reprodução/Bem-Estar/Facebook/Gráinne Evans

Fotos de Tessa depois da cirurgia foram divulgadas este mês. “Realmente mudou o perfil dela. Não conseguia imaginar como ela iria ficar, então foi um enorme alívio quando finalmente a vimos”, publicou sua mãe, Gráinne Evans, no Facebook.

A familia vive na cidade de Maghera, na Irlanda, mas o procedimento foi feito no Hospital Great Ormond Street, em Londres, segundo o “Daily Mail”.

Impressora 3D
Para criar a prótese ideal, o cirurgião plástico Jonathan Britto usou um modelo do crânio de Tessa feito com uma impressora 3D. A prótese foi desenvolvida em material cirúrgico e implantada em sua face por uma incisão no couro cabeludo.

Ela terá de passar por uma cirurgia a cada dois anos para adaptar a prótese ao seu crescimento.

Reprodução/Bem-Estar/Facebook/Gráinne Evans

Seus pais contaram ao “Daily Mail” que o normal seria esperar até que ela fosse adolescente para submetê-la a uma cirurgia mais invasiva, em que o nariz é reconstruído com cargilagem e osso do próprio corpo. Mas eles decidiram optar pela cirurgia menos invasiva e mais precoce. O novo nariz de Tessa atende apenas fins estéticos, não funcionando como via aérea.

De acordo com a agência Associated Press, a chance de nascer com arrinia congênita é de uma em 197 milhões.

Fonte: G1/Bem-Estar (clique aqui e leia no site)

Homem que ganhou primeiro pênis transplantado será pai, diz médico

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Site da África do Sul diz que especialista anunciou gravidez em palestra. ‘Órgão está funcionando’, afirmou o médico urologista Andre van der Merwe.

Seis meses depois de realizar o primeiro transplante de pênis do mundo, ocorrido na África do Sul, o médico urologista Andre van der Merwe anunciou nesta quinta-feira (11) que o paciente, de 21 anos, que recebeu o órgão vai ser pai.

Segundo o site sul-africano “News 24”, a informação foi divulgada pelo especialista em palestra proferida em Stellenbosch, sede da Universidade de Stellenbosch – onde a pesquisa foi conduzida em parceria com o Hospital Tygerberg, da Cidade do Cabo.

Cirurgiões são vistos durante cirurgia de transplante de pênis realizada em dezembro na África do Sul (Foto: Divulgação/Stellenbosch University)

Merwe confirmou à publicação que a gravidez confirma o sucesso da cirurgia. “O órgão está funcionando”, disse ele. O paciente, que teve o pênis amputado após problema em um ritual de circuncisão, continuará a ser monitorado por mais um tempo. É possível que ele passe por uma nova cirurgia em meados de agosto.

Entenda o procedimento
O transplante de nove horas de duração, que aconteceu em dezembro do ano passado, foi parte de um estudo para ajudar homens que perdem seus pênis em rituais de circuncisão mal feitos todos os anos.

A cirurgia só foi divulgada em março, meses após sua realização, depois que os médicos verificaram que o paciente se recuperava bem.

O homem teve recuperação total do órgão, disseram os médicos, acrescentando que o procedimento eventualmente pode ser ampliado a quem perdeu o pênis devido ao câncer ou como última alternativa para problemas de disfunção erétil.

Achar um doador de órgão foi um dos maiores desafios para o estudo, disse a universidade em nota. O órgão usado na cirurgia inédita veio de um doador morto.

Ainda segundo a equipe de especialistas, outros nove pacientes receberiam transplantes penianos como parte da pesquisa. As datas desses procedimentos não foram divulgadas.

Fonte: G1 (clique aqui para ler no site)

Hc da unicamp faz cirurgia inédita de reconstrução de crânio

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O Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp, em Campinas, anunciou nesta terça-feira, 2, que a primeira cirurgia para a reconstrução crânio-facial realizada com placa de titânio impressa em 3D foi um sucesso. Quem passou pelo procedimento, pioneiro no Brasil, foi a estudante Jéssica Cussiolli, de 23 anos, que sofreu um acidente de moto no dia 5 de setembro de 2014 em Araçatuba, no interior de São Paulo. A cirurgia durou oito horas.

Os médicos usaram o exame de tomografia de Jéssica para criar um modelo virtual do crânio fraturado. A partir daí, a impressora 3D o reconstruiu em resina e placas de titânio por meio do pó do metal, que é importado. Três placas cobriram o afundamento de 12 centímetros no crânio da estudante e ficaram prontas em 20 horas.

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A técnica faz parte de uma pesquisa da Faculdade de Ciências Médicas e tem o esforço multiprofissional de engenheiros, médicos e físicos. “Importamos o equipamento e ele não vem com manual de aplicações para os estudos e pesquisas. Tudo fomos nós que desenvolvemos e aperfeiçoamos em seis anos de projeto”, diz o cirurgião Paulo Kharmandayan, professor do departamento de cirurgia plástica da Unicamp.

A cirurgia de Jéssica foi feita pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas como trata-se de uma pesquisa não há prazo estimado para ser disponibilizado na rede pública. “A intenção é que as pesquisas se tornem protocolos de medicina para serem adotados pelo SUS em todo País, em um futuro próximo. Estamos prontos para treinar outros hospitais e centros de pesquisa”, enfatiza Kharmandayan.

O médico diz que a cirurgia pioneira foi discutida entre toda a equipe de pesquisa. “A extensão dos problemas eram muitas, mas o desafio era maior ainda e aceitamos”, recorda o chefe da cirurgia plástica do HC.

De acordo com o médico, o resultado estético no crânio de Jéssica será bem próximo ao que era antes. Kharmandayan ainda afirmou que a nova técnica reduz a rejeição se comparada aos métodos já existentes, como o enxerto ósseo ou resina acrílica, o polimetilmetacrilato.

O acidente
Jéssica Cussioli tentou desviar de um buraco e bateu contra uma caçamba, em Araçatuba, há 8 meses. Mesmo com o capacete, a estudante sofreu traumatismo crânio/facial gravíssimo e um acidente vascular cerebral (AVC), que refletiram em afundamento do crânio, perda da visão do olho direito e perda parcial dos movimentos do lado esquerdo do corpo. Após a primeira cirurgia, em Araçatuba, médicos estimavam que Jéssica tinha 2% de chance vida. Sua recuperação foi surpreendente.

A estudante passou por quatro cirurgias e, mesmo assim, não conseguia se livrar dos desconforto. Reclamava de fortes dores de cabeça, tontura e mal-estar. Jéssica agora sonha com uma vida normal. “Quero terminar a faculdade, ir ao shopping”, diz.

Fonte: R7
Crédito da foto: Reprodução/HC Unicamp

Completando 18 anos e fazendo uma cirurgia plástica de redução de mamas

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Assim como muitas adolescentes, Mackenzie Langan adora ir às compras, mas seus passeios costumavam acabar em lágrimas.

Mackenzie é uma estudante morena e pequena, com cerca de 1,5 metros de altura, mas suas mamas eram muito grandes para seu tamanho. Isso tornava difícil encontrar roupas que servissem nela.

“É bom ter mamas grandes e muitas pessoas dizem que eu tenho sorte por isso”, afirma Mackenzie em entrevista para o Yahoo News. “Mas eu tenho dores nas costas e nos ombros, além do inchaço causado nos ombros. Eu tenho problemas para encontrar roupas. Tenho todas estas dificuldades”, completa a estudante.

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Mackenzie decidiu optar por uma cirurgia plástica de redução de mamas quando completou 18 anos.

“Alguém me disse que eu estava indo contra Deus, que me deu esta benção, e eu não deveria fazer ir adiante com a cirurgia plástica, que eu era muito jovem para esta decisão e que não deveria considerar um procedimento nesta idade”, ela recorda. “E eu gostaria de dizer a eles que não me importa sua opinião porque, no fim das contas, é o meu corpo”, completa Mackenzie.

A estudante está longe de ser a única a tomar uma decisão destas. Cirurgias plásticas de redução de mama aumentaram 157% nos EUA entre 1997 e 2013, de acordo com dados da ASAPS. Entre as causas há quem defenda que as garotas de hoje estão entrando mais cedo na puberdade, quem aponte para a epidemia da obesidade ou para as alterações hormonais causadas pela alimentação. Alguns especialistas também afirma quem o aumento é reflexo da evolução da cirurgia plástica na prevenção das cicatrizes e na segurança do procedimento.

Com cada vez mais jovens buscando a cirurgia plástica questões surgem, como se adolescentes como Mackenzie são velhas o suficiente para compreender os riscos potenciais deste procedimento, como cicatrizes, perda de sensibilidade nos mamilos e incapacidade de amamentar.

Para a estudante de 18 anos os benefícios superam os riscos.

“Os riscos causam medo, mas estou pronta para assumi-los e dar este passo porque acredito que no fim valerá a pena”, afirma Mackenzie.

Ela avalia que o tamanho de suas mamas tiveram um preço físico e emocional desde cedo em sua adolescência. Mackenzie sofria com dores nas costas constantemente, não conseguia praticar esportes que ela queria e o atrito do sutiã no ombro causava sangramentos.

“Acho que a pior parte sobre isso para mim foi socialmente e como estar apenas andando na rua ou andando pelo corredor na escola”, disse Mackenzie. “Ser conhecida no primeiro ano como ‘a menina com os peitos gigantes’ ou ter garotos querendo sair comigo porque eu tenho peitos … Isso me dá um monte de problemas de auto-confiança, porque eu sinto que eu não posso confiar nas pessoas”, explica Mackenzie. “Eu queria ser normal, parecer com uma garota normal”, completa a estudante.

Para realizar sua cirurgia plástica, Mackenzie foi com a mãe ao Boston Children’s Hospital para encontrar o Dr. Brian Labow, um dos maiores especialistas americanos em mamoplastias redutoras em adolescentes.

“Vemos pacientes com 12 ou 13 anos, mas isso é raro. A média de idade dos pacientes é de 18 anos”, afirma Dr. Labow, um dos poucos cirurgiões plásticos especializados nestes casos, que exigem cuidados especiais. “Há pacientes com 15 ou 16 anos que apresentam mais maturidade do que outros com 18 anos. Não é apenas a idade que determina isso”, diz o especialista.

Parte da equação também está no aspecto físico, como as constantes dores nas costas que atormentavam Mackenzie.

“Não é apenas a angústia adolescente. Estes pacientes simplesmente não têm a mesma qualidade de vida. Isso é algo sério”, crava o Dr. Labow. “Estes pacientes estão entre os mais felizes, isso se não forem os mais, de quem trato. Eu diria que 99,9% ficam extasiados, a taxa é muito alta nestes pacientes”, completa o cirurgião plástico americano.

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Mackenzie passou por uma cirurgia plástica de quatro horas e reduziu o tamanho de suas mamas. O Dr. Lebow ressalta que ela poderá ter que verificar as condições de amamentação no futuro, mas sua qualidade de vida aumentará muito. “Fará uma grande diferença para ela. Eu penso que ela notará a diferença nos ombros, costas e pescoço. Ela se sentirá mais leve imediatamente”, esclarece.

“Eu realmente não sinti nada diferente até que eu fui ao médico hoje e eu olhei para baixo e foi como, ‘Oh meu Deus, eles se foram’”, disse Mackenzie. “Minha dor nas costas se foi, o que é como a melhor coisa do mundo. Eu posso sentar ereta sem chorar, porque minhas costas sempre machucavam. E eu me sinto completamente nova e isso é ótimo”, finaliza a estudante.

Com informações do Yahoo, por Juju Chang, Erin Brady, Jackie Jesko e Lauren Effron. Leia a original (em inglês) aqui.
Crédito da foto: Gonzak via Compfight cc

5 mitos sobre flacidez de pele

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Correr causa flacidez no rosto?
Falso. A flacidez da pele ocorre por dois fatores relacionados ao envelhecimento: perda de colágeno, que dá à pele elasticidade, e perda de gordura facial, que causa o caimento da pele. É pouco provável que o movimento do corpo enquanto você corre seja capaz de danificar o colágeno, de acordo com o presidente da ASAPS, Michael Edwards.

Uma causa mais provável é a exposição prolongada aos raios UVs durante o exercício, que com o tempo quebra o colágeno. Certifique-se de passar protetor solar adequadamente antes de iniciar sua corrida – mesmo que o tempo esteja frio.

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Dormir de barriga para baixo causa flacidez?
Falso. A posição na hora de dormir não irá causar a flacidez propriamente dita, mas pode causar rugas, que podem ser vistas no espelho do banheiro todas as manhãs, quando você levanta. Elas são causadas pela pressão do travesseiro na pele delicada do rosto enquanto a pessoa dorme. Quando se é jovem isto não é um problema já que a pele é elástica e volta ao normal rapidamente. Contudo, conforme a pessoa envelhece a pele se torna menos resiliente e estas linhas podem permanecer no rosto. De acordo com o Dr. Edwards, a melhor forma de evitar esta situação é dormir com a barriga para cima.

Se você tiver dificuldades para dormir nesta posição ou se mexe muito durante a noite, é possível encontrar travesseiros no mercado que tentam evitar as rugas.

Você pode fazer exercícios faciais para reduzir a flacidez da pele?
Verdade, mas com uma observação: “Os exercícios aumentam o tamanho dos músculos faciais e reduzir eventualmente a flacidez, eles também causam linhas de expressão”, explica o presidente da ASAPS. Logo, se um exercício reduz as olheiras, ele pode piorar o pé de galinha. Se você não tiver nenhum tipo de restrição, a aplicação de toxina botulínica pode oferecer melhores resultados.

Perda de peso causa flacidez da pele?
Verdade. Quando se ganha peso, a pele do rosto se expande para acomodar o ganho, como em todo o corpo. Se você perder o peso extra você poderá notar bolsas abaixo dos olhos e uma mandíbula com “folga”. “Conforme você envelhece a pele perde elasticidade e depois de esticada ela não voltará a mesma condição de quando você era jovem”, esclarece o Dr. Edwards. Há procedimentos capazes de melhorar estas condições.

Existem produtos que auxiliam na luta contra a flacidez da pele?
Verdade. É possível reduzir a flacidez de fora para dentro: experimente produtos tópicos que aumentam a produção de colágeno e tome vitamina C, que ajuda a recuperar elasticidade da pele. Consulte um especialista antes de qualquer decisão.

Com informações do Health, por Hallie Levine. Leia a matéria original aqui (em inglês).

Comuns no brasil, cirurgias plásticas demandam precauções

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Diminuir a barriguinha, aumentar os seios e levantar o nariz estão entre os procedimentos estéticos corriqueiros que colocam o Brasil no topo da lista de países com maior número de cirurgias plásticas estéticas. Mas, apesar de o país ter cirurgiões plásticos conceituados no mundo todo, quem procura por esse tipo de procedimento deve tomar algumas precauções. Segundo dados Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, enquanto nos últimos dez anos a população brasileira aumentou 10%, o número de cirurgiões plásticos aumentou 90%. Em 2014, foram feitas 1,49 milhão de procedimentos cirúrgicos estéticos.

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O professor de psicologia social da Universidade de Brasília, Fábio Iglesias, conta que a busca por essas modificações faz parte de um processo chamado de gerenciamento de impressões, com o qual as pessoas buscam se posicionar em determinados meios. Ele explica que assim como as pessoas procuram se vestir, maquiar-se, escolher fotos para as redes sociais pensando em como serão vistas e em serem bem-aceitas, elas procuram os procedimentos estéticos com a mesma finalidade. “Essa cirurgia permite que a impressão sobre aquela pessoa seja melhor gerenciada e de uma forma que hoje não é mais tão cara e que também é mais rápida que outros meios”, explica.

O especialista ressalta que como o clima do Brasil, principalmente em regiões litorâneas, favorece a exposição do corpo, a preocupação com a estética também aumenta. “As pessoas exibem muito mais o corpo. Esse apego muito grande à beleza, [querer] parecer mais bonito e mais jovem é bastante evidente aqui, o que coloca o Brasil no topo desse ranking mundial.”

O presidente da regional de São Paulo da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Fernando Prado, aconselha o paciente a, antes de passar por um procedimento como esse, pedir referências de médicos e consultar, no site da entidade, se o profissional tem o título de especialista. “Às vezes médicos que não conseguem residência acabam aceitando um pouco de cada especialidade, mas não ficam realmente qualificados em nenhuma”, acrescenta. O especialista cita pesquisa de 2008 apontando que 97% dos erros em cirurgias plásticas foram cometidos por profissionais que não passaram pela residência específica. Ele ainda conta que a consulta deve ser longa o suficiente para tirar todas as dúvidas do paciente.

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Depois de duas cirurgias não satisfatórias para modificar o nariz, a carioca Sônia Cruz buscou um terceiro procedimento. Desta vez, a aposentada sofreu danos graves. “Nesse terceiro procedimento, o camarada retirou toda a cartilagem do meu nariz. Eu tive que fazer outra cirurgia para reparar, tive que repor cartilagem da orelha no nariz”, contou Sônia. Só depois dos danos, ela soube que o médico não era especialista em cirurgia plástica. Oito anos depois, Sônia passou por outro procedimento e, mesmo assim, não ficou totalmente satisfeita com o resultado.

Em alguns casos, mesmo tomando todas as preocupações, um procedimento cirurgico pode acabar mal. Em 2014, a bancária brasiliense Railma Siqueira buscou, aos 32 anos, um especialista para trocar as próteses mamárias. “Ela pesquisou bem, eu fui com ela ao médico, que nos passou confiança, de quem tivemos referências. Agimos com segurança”, conta Cleydson Siqueira, marido de Railma. Ao conversar com o médico, a bancária resolveu fazer ainda uma miniabdominoplastia e uma lipoaspiração. Railma morreu dias depois da cirurgia, após passar por duas hemorragias.

“Nós acreditávamos que tínhamos um bom profissional. Nunca imaginei que isso pudesse acontecer. Ele foi negligente. Teve a oportunidades de socorrê-la e não o fez, mas não podemos generalizar, tem ótimos profissionais no mercado”, disse Cleydson.

Por outro lado, cirurgias bem-sucedidas podem realmente mudar a vida do paciente. A cabeleireira de Brasília Silvia Olive, de 39 anos, estava com a autoestima baixa com as mudanças que a gravidez provocou em seu corpo. “Eu não me sentia nada atraente. Nem tinha espelho em casa, não ficava sem roupa na frente de ninguém. Procurei muito e pesquisei no site do conselho para ver se o médico que me indicaram era especialista”, relembra. Depois de uma lipo e uma abdominoplastia no ano passado, ela está satisfeita. “Eu passei a me olhar no espelho novamente. Até a intimidade com meu marido melhorou. Agora tenho coleção de lingerie”, conta Sílvia.

Fonte: Agência Brasil
Autora: Aline Leal

Preço menor leva mulheres de manaus à venezuela para realizar cirurgia plástica

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Procedimentos estéticos invasivos a custo bem mais barato que no Brasil se sobressaem à segurança das pessoas.

Manaus – Aline Maquiné, 35, amazonense e mãe de dois filhos, juntou R$ 9 mil, por três anos, necessários à realização de um sonho antigo: fazer uma cirurgia plástica e levantar a autoestima. Em seis meses, ela estava com as malas prontas para viajar ao exterior. “Me sinto outra mulher. Pude ter a realização de um sonho que nunca teria condições de realizar no Brasil, pois os valores são altíssimos”, disse.

Aline não é a única. Tássia Camila Gomes, 30, que voltou a Manaus na última sexta-feira após um mês fora do país para a realização de uma lipoaspiração e um preenchimento nos glúteos, planeja retornar em agosto para pôr silicone nos seios. “Queria ter feito tudo de uma vez, mas o médico disse que seria muito dolorido para mim. Fiz meus procedimentos por R$ 2,5 mil. Aqui no Brasil, chegaria a R$ 12 mil ou R$ 14 mil”, revelou.

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Já a professora roraimense Mara Jeanne Medeiros não revela a idade, mas conta que, após conversar com amigas que consideraram um sucesso cirurgias para renovar o rosto e o corpo, decidiu se submeter a uma lipoescultura, um modelamento dos glúteos com retirada de gordura da papada e braços. O valor? R$ 5,730 mil. “Cheguei na última sexta-feira. Não pesquisei sobre os preços, mas tenho certeza que seria no mínimo cinco vezes mais caro no Brasil”, afirmou.

O que atraem mulheres como Aline, Flávia e Mara para realizar cirurgias estéticas na Venezuela são preços, mais baixos que no Brasil.

O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), João Prado Neto, disse que nada impede que os brasileiros busquem fazer as operações na Venezuela, mas eles precisam estar atentos se os valores cobrados pelos procedimentos garantem a qualidade e segurança que esse tipo de intervenção exige. “Se o paciente entende que lá vai ser bem atendido e por valores mais baixos, não há problema. A questão, tanto lá quanto aqui, é que é difícil encontrar procedimentos de qualidade com valores menores”, comentou.

A procura de médicos não habilitados na especialidade de cirurgia plástica e o uso de próteses com procedência desconhecida são algumas preocupações destacadas pelo especialista quando o paciente realiza um procedimento fora do País. “Quando se está comprando um celular ou um carro, visitamos pelo menos dez concessionárias ou lojas para pesquisar o preço porque os produtos são os mesmos. Quando se trata de prestação de serviços, isso muda radicalmente”, lembra João Prado.

Para atuar como cirurgião plástico, um médico precisa estudar por 11 anos, sendo seis anos de graduação em medicina e cinco anos de residência médica em cirurgia plástica.

A realização de medidas preventivas como os exames pré-operatórios e o acompanhamento pós-cirúrgico é essencial para que o paciente se submeta a uma cirurgia de forma segura. Mas, segundo Prado Neto, mesmo no Brasil médicos não habilitados descumprem a exigência que, no caso de pacientes jovens, com boa saúde e interessadas em se submeter a uma rinoplastia, podem compreender um exame de sangue. Entre pacientes mais velhas, é necessário realizar uma bateria de análises laboratoriais. “Cada tipo de procedimento exige um cuidado diferente. No pós-operatório de uma plástica de abdômen, por exemplo, o tempo mínimo para que a paciente viaje de volta é de 15 dias”, informou.

Efeito colateral
Trombose e embolia pulmonar são algumas das complicações que podem acometer um paciente recém-operado e que viaja de avião, segundo o especialista, devido à influência que a pressão exerce na circulação sanguínea.

Em julho de 2011, uma brasileira morreu em Corumbá após se submeter a três cirurgias plásticas em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. A mulher, de 56 anos, teve complicações logo após a operação e ao ser transferida para um avião com UTI até Rondônia, onde morava, morreu no aeroporto internacional de Corumbá.

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Em janeiro deste ano, uma roraimense também morreu após se submeter a uma cirurgia plástica, na Venezuela. Na época, a médica que realizou a cirurgia informou que o uso excessivo de um xarope para tosse levou a paciente a um quadro de arritmia cardíaca.

Para ter capacidade de atender os pacientes em casos de complicação, o presidente da SBCP destaca que é obrigatório que a clínica tenha um complexo hospitalar adequado às necessidades, composto por aparelhos de anestesia, monitores multiparamétricos que monitoram a frequência cardíaca, entre outros. “É preciso ter dentro do centro cirúrgico equipamentos semelhantes aos de uma UTI para que haja condições de manter o paciente até que ele seja encaminhado a um hospital”, disse.

As mulheres ouvidas pelo D24AM não relataram sobre as condições e nem sobre o atendimento pelos médicos venezuelanos.

Impotência
A frente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Amazonas (Cremam), o médico José Bernardo Sobrinho afirma que mesmo sendo de conhecimento do órgão casos de pacientes do Amazonas que apresentaram complicações após se submeterem a cirurgias plástica na Venezuela, o Cremam não pode fiscalizar o exercício de médicos de outros países. “Pelo código do Conselho, não podemos fiscalizar médicos de outros Estados e nem de outros países”, disse.

O presidente disse ainda que a orientação do conselho é que as pacientes evitem fazer cirurgias na Venezuela, “pois não vale a pena o risco”. Ainda segundo Sobrinho, os preços de uma boa clínica na Venezuela são semelhantes aos de uma clínica no Brasil.

Ele explicou que o número de procedimentos realizados pela paciente de uma vez só podem levar à morte e que cirurgias com duração de seis a sete horas têm risco maior de complicações. O costume das mulheres de “se comportarem como se estivessem em um supermercado”, ao optarem por realizar vários procedimentos em uma única cirurgia, também é criticado pelo presidente da Regional Amazonas da SBCP, o médico cirurgião plástico Rui Rodrigues. “Para se ter uma ideia, eles cobram R$ 5 mil e elas fazem cirurgia de mama e operam o nariz. Elas chegam no dia seguinte, operam e voltam. Tive uma paciente que operou o abdômen, pôs silicone nos seios e no dia seguinte teve um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Essa mesma pessoa, durante uma compressa na barriga, sofreu queimaduras. Em outro caso, as próteses de silicone se uniram após o implante eliminando o espaço entre os seios da paciente”, relatou Rui Rodrigues.

No Brasil, só as próteses de silicone vendidas pelos representantes custam, em média, R$ 2,3 mil, segundo o médico.

De acordo com Rodrigues, do ano passado até agora entre quatro e cinco pacientes que se submeteram a cirurgias plásticas e apresentaram complicações já procuraram orientação em seu consultório. A orientação, nestes casos, segundo ele, é encaminhar a paciente ao médico que realizou o procedimento. “Algumas fazem a cirurgia e querem tirar os pontos aqui, atribuição que compete ao médico que realizou o procedimento lá”, revela.

Rodrigues conta ainda que existem aliciadores espalhados por salões de beleza e que ganham comissões para atrair pacientes. “Existe uma senhora que circula pelos salões de beleza da cidade só para aliciar futuras clientes em troca de comissão”, disse.

Justiça brasileira não ampara serviços contratados no exterior
É essencial o cuidado para a garantia da boa saúde dos pacientes e a situação não é diferente quando se trata dos direitos legais dos consumidores que recorrem a clínicas de estética, na Venezuela. De acordo com o presidente da Comissão de Direito do Consumidor da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Amazonas (OAB/AM), Saulo da Costa, procedimentos contratados por brasileiros diretamente no exterior e que desagradaram o cliente não são amparados pela Justiça brasileira.

“É preciso saber primeiro se a pessoa contratou o serviço com um representante da clínica aqui no Brasil ou se ela fez tudo no outro país. Caso não tenha havido a imagem do atravessador, ela precisa constituir advogado lá e acionar a Justiça venezuelana”, esclareceu.

Para evitar aborrecimentos, ele orienta que os pacientes procurem conhecer a legislação do país sede da prestadora de serviços.

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No Brasil, ações judiciais por má prestação de serviços de cirurgia plástica possibilitam ao consumidor lesado o pedido de indenização por danos morais e materiais. “Moral pelo abalo psicológico e material pelo gasto que ela teve com o procedimento”, informou.

Ações do tipo levam, em média um ano, até a sentença.

Venezuela concentra vencedoras em concursos de beleza mundial
Considerado o país oficial dos concursos de beleza, a Venezuela concentra o maior número de vencedoras no concursos Miss Mundo. De 63 edições, o país conquistou seis coroas, a primeira delas em 1955 e a última em 2011.

No Miss Universo, sete venezuelanas já foram coroadas e seis no Miss Internacional.

Incentivado desde muito cedo, o padrão ideal de estética e comportamento exige que as mulheres ainda crianças se dediquem em cursos de etiqueta, maquiagem e até de poses para fotos.

A prática de exercícios físicos para que estejam apresentáveis durante desfiles em trajes de banho também faz parte do conteúdo ensinado às adolescentes e até crianças de 4 anos matriculadas em escolas especializadas na Venezuela.

Para atingir o critério de beleza imposto pela organização do concurso Miss Venezuela não é rara a realização de cirurgias plásticas pelas candidatas, assim como a ocorrência de desmaios durante dietas, a fixação de plásticos na língua para o impedir a ingestão de alimentos sólidos.

Em 2013, coletivos feministas e ciclistas protestaram contra a imposição estética e os ‘antivalores’ que acusam o concurso de promover.

No ano passado, em entrevista a uma série da rede britânica BBC, a candidata ao concurso Miss Venezuela, Meyer Nava, moradora de um bairro pobre de Caracas, revelou ter gastado R$ 30 mil em cirurgias plásticas para modificar o nariz e os seios.

Também adepta da atadura costurada na língua, Mayer afirmou estar perdendo peso mais rápido, mesmo comendo todo tipo de alimento. “É a mesma coisa, só que liquefeito”, contou.

Lançada em 2009, a atadura desenvolvida por um cirurgião plástico de Beverly Hills (EUA) é uma febre na Venezuela. Com a dieta líquida forçada, o paciente emagrece geralmente, mas traz também dificuldades de fala e para dormir. O procedimento custa US$ 150 em Caracas.

Fonte: D24am
Autor: Annyelle Bezerra
Crédito das fotos:
Best in Plastics (via Flickr / CC BY ND NC 2.0)
Alex E. Proimos (via Flickr / CC BY NC 2.0)
Chris Potter (via Flickr / CC BY NC 2.0)