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agosto 2015

Waist training é saudável?

By | Notícias

Você sabe o que é waist training? Em tradução literal, waist training significa treinamento de cintura ou abdômem. Esta é mais uma das modas que surgem na internet e são impulsionadas por celebridades: o uso de corpetes para “treinar” e modelar a região abdominal para atingir o visual necessário.

A partir desta tendência a repórter Aly Walansky, do site Smart Beauty Guide, resolveu investigar se a nova moda é segura e dá resultados.

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Se a pressão exercida pelo corpete for moderada e modesta, como a exercida por cintas usadas por quem se submete a lipoaspirações ou abdominoplastias, não há riscos para as mulheres. Apesar disso, o uso da peça não irá eliminar gordura ou oferecer resultados reais de contorno corporal, como após uma cirurgia plástica. No entanto algumas pessoas podem se sentir mais confiantes.

O problema, de acordo com Jenifer Walden, cirurgiã plástica americana integrante da ASAPS, é o exagero na compressão.

“O corpete em si não tem nenhum efeito na redução da gordura ou da silhueta de quem usa. Se você parar de usar o corpete irá retornar ao estado anterior se não estiver se alimentando corretamente ou praticando exercícios físicos. Ele não fará nenhuma diferença se for usado por um curto período de tempo, mas se o período for de dias, semanas ou mesmo meses um corpete muito apertado estará em risco de ter problemas de saúde como refluxo gástrico, compressão de órgãos internos, inchaço das pernas ou da pele abaixo do corpete e dores musculoesqueléticas depois de um período prolongado de uso”, explica a Dra. Jenifer.

Apesar de dar confiança a quem usa e oferecer resultados, ainda que limitados, o padrão ouro para eliminar gordura da cintura e remodelá-la é a lipoaspiração. Também há opções de procedimentos minimamente invasivos. Ou seja: se você estiver em busca de um resultado seguro deixe de lado a moda do “waist training” e procure um cirurgião plástico associado à SBCP!

Com informações do Smart Beauty Guide.

Foto sob licença Creative Commons 1.0

Cirurgia plástica para homens: implante de próteses de silicone no peitoral

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Os implantes mamários de próteses de silicone são comuns e uma das cirurgias plásticas mais feitas no mundo – apenas em 2014 foram mais de 1,3 milhões de procedimentos do tipo ao redor do mundo.

Este é um tipo de cirurgia plástica comum entre as mulheres, mas muitos homens também realizam implantes de próteses de silicones no peitoral. Da mesma forma que os seios flácidos ou sem definição afetam a auto-estima das mulheres, o peitoral masculino também pode deixar muitos homens inseguros ou insatisfeitos com seu visual.

Certamente existem muitos exercícios ou até suplementos que podem auxiliar os homens a conseguirem o peitoral desejado, mas muitas vezes, seja por uma predisposição genética ou qualquer outro fator, eles não atingem seus objetivos.

O site Smart Beauty Guide conversou com o cirurgião plástico integrante da American Society For Aesthetic Plastic Surgery (ASAPS) Mark P. Solomon.

Quer entender melhor o assunto, sobre os benefícios e outros efeitos dos implantes de próteses no peitoral? Leia a entrevista abaixo, conduzida pela repórter Melissa Chapman:

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O quão comum é este procedimento? Ele é feito apenas por razões cosméticas?

Este não é um procedimento muito comum. Pode ser feito em decorrência de determinados defeitos de nascimento, como homens com a Síndrome de Poland – uma doença rara caracterizada pelo subdesenvolvimento ou ausência do músculo do peito em um dos lados do corpo. Na maioria das vezes, é feita por razões estéticas por homens que não conseguem construir o peitoral desejado por meio de exercícios físicos.

Qual é o material usado? É similar aos implantes de silicones mamários usado em mulheres?

As próteses são feitas de silicone, mas não como uma prótese de mama. Eles são de silicone sólido, com firmeza que varia para simular o tecido muscular. Os implantes mamários têm uma cápsula e são preenchidos. Por isso, eles são diferentes visualmente e sensorialmente dos usados em homens.

Os implantes são seguros? Eles necessitariam serem removidos? Quanto tempo duram?

Em geral, implantes de silicones blocados são seguros. Eles não murcham ou se rompem, então são desenhados para durar um longo tempo, embora nada seja garantido para toda a vida. Eles precisariam ser removidos em casos de infecção ou quando a prótese muda ou gira na bolsa onde está colocada.

Quais são as complicações e os efeitos colaterais?

Complicações de implantes de próeteses de peitoral são similares aos de uma mamoplastia de aumento. Eles incluem infecção, sangramentos, resultados aquém do esperado, mudança ou giro da prótese. Há uma cicatriz em cada axila para a colocação da prótese. No entanto, estas complicações são raras se feitas por um cirurgião plástico experiente e certificado [no Brasil, pela SBCP].

Que atividades devem ser evitadas após a cirurgia? É possível exercitar os músculos do peito depois?

Eu limito as atividades dos meus pacientes por quatro semanas após a cirurgia plástica, incluindo ausência de exercício e proibição de levantar algo mais pesado do que quatro quilos. Eu encorajo alguns movimentos para evitar a rigidez na área. Uma vez totalmente recuperados, meus pacientes não tem nenhum tipo de restrição de atividades.

Como a cirurgia plástica é feita e qual o tempo de recuperação? Que tipo de anestesia é usada?

Esta cirurgia plástica é feita com anestesia geral em nível ambulatorial. Acredito que os homens toleram melhor o procedimento quando estão bem descansados. Uma incisão na axila é usada para criar a bolsa para alocar a prótese. Alguns cirurgiões plásticos podem usar a endoscopia para auxiliar no procedimento, mas eu não faço isso. O local do implante da prótese abaixo do músculo é similar a uma mamoplastia de aumento e o desconforto também. Meus pacientes usam uma cinta cirúrgica por quatro semanas. Eles podem tomar banho diariamente após a cirurgia plástica. Eu receito antibióticos por vários dias após a cirurgia, em conjunto com uma medicação para dor e um relaxante muscular. A maioria dos pacientes está de volta a sua rotina regular em quatro semanas.

Lembre-se: sempre consulte um cirurgião plástico associado a SBCP para avaliar e planejar sua cirurgia plástica!

Com informações de Melissa Chapman, do Smart Beauty Guide. Leia o texto original, em inglês aqui.

Foto: mbeo (via Flickr / CC BY-NC-ND 2.0)

Música pode ajudar recuperação da cirurgia

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Uma grande revisão de estudos, publicada no Lancet, descobriu que pacientes cirúrgicos que escutam música – até mesmo enquanto estão sob anestesia geral – têm menos ansiedade e necessitam de menos medicação para dor durante a recuperação do que aqueles que não o fazem.

A análise inclui dados de 72 ensaios clínicos randomizados. Os estudos abrangeram diversos gêneros musicais, calendário e métodos de entrega (alto-falantes contra fones de ouvido) e procedimentos que vão desde a colonoscopia de rotina até uma cirurgia cardíaca aberta. Os pesquisadores registraram tempo de permanência no hospital, a dor medida usando escalas numéricas de rating e a ansiedade e a satisfação estimada por auto-relato.

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Em comparação com os cuidados regulares, a música foi associada com uma redução de 20 por cento na dor pós-operatória, uma redução de 10 por cento em ansiedade e uma redução significativa da utilização de medicação para a dor. Ele aumentou a satisfação do paciente ligeiramente, mas não afetou o tempo de internação.

A dor foi reduzida mais quando a música foi tocada antes da operação, um pouco menos quando jogado durante o procedimento, e menos quando jogado depois, mas a diferença de tempo não foi clinicamente significativa.

“Se você gosta de música e achar que é calmante, pode ajudar muito”, disse o autor sênior, Catherine Meads, um leitor na avaliação de tecnologias em saúde na Universidade de Brunel, em Londres. “Pode ser que os hospitais gostaria de dizer aos pacientes que eles podem ouvir música antes da operação.”

Fonte: New York Times (leia a matéria original aqui).
Crédito da Foto: Fe Ilya (via Flickr / CC BY-SA 2.0)

Benefícios da cirurgia plástica de transplante capilar vão além da calvice masculina

By | Notícias

A falta de cabelos ou de pelos pode ser um problema para muitas pessoas. As causas podem ser genéticas ou resultado de traumas e cicatrizes, mas os efeitos são os mesmos: baixa auto-estima e problemas de imagem corporal. Quem tem este tipo de problema pode encontrar na cirurgia plástica de transplante capilar um aliado importante.

 

O Blog da SBCP conversou com o regente do Capítulo de Restauração Capilar da SBCP, Dr. Henrique Nascimento Radwanski, para esclarecer como esta cirurgia plástica pode auxiliar pessoas a resgatarem sua auto-estima, quais casos são indicados, as principais técnicas e as etapas pré e pós-operatórias.

 

 

Está enganado quem pensa que este tipo de procedimento é reservado apenas aos homens mais velhos. Apesar de ser maioria, este público não é o único que se submete a transplantes capilares. “Mulheres podem se beneficiar do transplante capilar nas seguintes situações: numa alopécia androgenética limitada; para restaurar supercílios (ie. sobrancelhas), para descer uma testa alta, e para corrigir cicatrizes desagradáveis consequentes de um lifting facial”, explica o Dr. Henrique.

 

Os motivos para se submeter a um transplante capilar também vão muito além da questão estética. Pessoas que sofreram traumas, como queimaduras ou cortes, também são boas candidatas a esta cirurgia plástica. “Pode-se restaurar cabelo, fazendo transplante de folículos sobre áreas cicatriciais pós-queimadura ou pós-trauma, com excelentes resultados”, diz o Dr. Radwanski.

 

Leia a entrevista completa abaixo.

 

Doutor, quais cirurgias plásticas fazem parte do capítulo de restauração capilar?

A cirurgia de restauração capilar, ou de transplante capilar, pode atender diversas demandas de pacientes que se apresentam ao cirurgião plástico. O denominador comum é a falta de cabelo ou de pelos. A maioria dos pacientes é composta por homens de 25-65 anos de idade com alopécia androgenética (calvície herdada do lado paterno e/ou materno). Entretanto, mulheres também sofrem de calvície. Outras áreas que podem ser transplantadas: sobrancelhas, cicatrizes em couro cabeludo ou na face, mulheres que têm a testa alta.

 

A cirurgia plástica de restauração capilar pode ser feita apenas por razões estéticas? Quais situações podem ser consideradas funcionais?

A cirurgia plástica é tanto estética quanto reparadora; no transplante capilar isso também é verdade. Pode-se restaurar cabelo, fazendo transplante de folículos sobre áreas cicatriciais pós-queimadura ou pós-trauma, com excelentes resultados.

 

A calvice tem cura, Doutor? O que pode causar este problema?

A calvície é uma condição herdada, e não tem cura. Com tratamentos dermatológicos é possível amenizar ou retardar seu desenvolvimento, mas não há terapia alguma que acabe definitivamente com a alopécia androgenética.

 

A cirurgia plástica é a melhor forma de combater este problema?

Sim, contanto que o (ou a) paciente tenha uma boa reserva de folículos, ou seja: que apresente uma área doadora com bastante cabelo. Evidentemente, os cabelos têm que ser da mesma pessoa. O princípio do transplante capilar é que os folículos são removidos da área posterior do couro cabeludo, e que não têm tendência a queda. Uma vez transferidos (daí a palavra transplante) estas raízes de cabelo crescerão no seu novo local como se estivessem na região de origem.

 

 

Existe contra-indicação para esta cirurgia plástica?

Sim, como todo procedimento cirúrgico existem contra-indicações. Caso não exista área doadora suficiente o cirurgião não conseguirá uma cabertura adequada e o paciente ficará insatisfeito. Também é importante eliminar pacientes com expectativas irreais, como o paciente jovem que ainda perderá, inexoravelmente, seus cabelos.

 

Quais são as recomendações pré-operatórias para este procedimento?

O transplante capilar, como procedimento cirúrgico, exige um preparo adequado; entre os requisitos, estão os exames laboratoriais de rotina e um risco cirúrgico com eletrocardiograma. Evidentemente, uma consulta pré-operatória é necessária, com anamnêse completa e história clínica bem registrada.

 

E as pós-operatórias, quais são?

O transplante capilar tem, normalmente, um pós-operatório bastante tranquilo, pois trata-se de uma cirurgia de porte 2 (ie. de leve grau de trauma). Requer um afastamento do trabalho por 3 – 5 dias, suspensão de atividades esportivas pelo tempo de 10 dias, e pode retomar piscina e praia após três semanas.

 

Este tipo de procedimento é comumente associado aos homens. Mulheres também podem se submeter a esta cirurgia plástica? Há diferença no tratamento?

Mulheres podem se beneficiar do transplante capilar nas seguintes situações: numa alopécia androgenética limitada; para restaurar supercílios (sobrancelhas), para descer uma testa alta, e para corrigir cicatrizes desagradáveis consequentes de um lifting facial.

 

Quais são as técnicas mais usadas?

O transplante capilar é, essencialmente, um procedimento cirúrgico que redistribui folículos de uma área do couro cabeludo (doadora) para outra (receptora). Para a remoção dos folículos, pode-se retirar um segmento de couro cabeludo (ie. uma tira de pele com folículos) ou os folículos podem ser extraídos individualmente pela técnica FUE (sigla em inglês para follicular unit extraction). Na 1ª opção o paciente fica com uma discreta cicatriz na área doadora, escondida debaixo dos cabelos; na 2ª as micro-cicatrizes tampouco aparecem.

 

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Crédito da foto: Greg Peverill-Conti (via Flickr / CC BY NC SA 2.0)

Rapaz de 18 anos morre após suposta aplicação de hidrogel no pênis

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Jovem foi internado no HC-UE em Ribeirão e sofreu uma parada respiratória. Cirurgiões plásticos advertem sobre riscos do uso da substância.

 

Do G1 Ribeirão e Franca

 

Um jovem de 18 anos morreu na noite de sexta-feira (24) em Ribeirão Preto (SP) em razão de complicações causadas por uma suposta aplicação de hidrogel.

 

Segundo informações do boletim de ocorrência, o rapaz injetou a substância no pênis, foi levado até a Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas (HC-EU), mas não resistiu a um quadro de insuficiência respiratória aguda.

 

O corpo do jovem foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).

 

Segundo informações fornecidas pelo hospital à polícia, o rapaz, morador da zona norte da cidade, deu entrada na emergência por volta das 16h com complicações decorrentes de uma injeção de hidrogel no pênis.

 

Ele não resistiu ao quadro de insuficiência respiratória e morreu quatro horas após ser atendido.

 

O caso foi registrado na Polícia Civil como morte suspeita.

 

Perigo
Os riscos do mau uso do hidrogel, usado principalmente para preenchimento e aumento de volume em regiões do corpo como bumbum e coxas, se tornaram mais evidentes após a morte de uma mulher em Goiânia (GO) e da internação da modelo Andressa Urach, que sofreu uma grave infecção devido ao uso do produto.

 

Apesar de o produto ser formado 98% por água e de ser absorvido pelo corpo após aproximadamente dois anos, o médico explica que tanto o hidrogel quanto a forma com que ele é aplicado podem provocar complicações que colocam a saúde do paciente em perigo.

 

“O risco pode ser desde infecção, que pode ocorrer quatro, cinco, até 10 anos após e mesmo assim levar a morte. Pode também injetar dentro de um vaso e provocar uma embolia e a morte, o que provavelmente tenha sido a causa desse jovem de Ribeirão. Ainda pode ter o deslocamento do produto, ou seja, você injeta em uma área do corpo, bumbum, por exemplo, e aquilo vai parar na coxa”, adverte o cirurgião plástico Raul Gonzalez.

 

Outras consequências da injeção equivocada do hidrogel são a linfangite crônica, uma inflamação nos vasos linfáticos, a insuficiência venosa e as varizes.

 

Ainda segundo o cirurgião, o perigo do produto está principalmente na quantidade, que, na grande parte dos casos, é aplicada muito além do recomendado. “A possibilidade de dar certo em pequena quantidade é grande. Mas a possibilidade de complicar em grande quantidade é enorme”, diz.

 

Proibição
González lembra ainda que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a importação e a venda do hidrogel no Brasil, mas não vetou o uso e a aplicação por clínicas e profissionais que tinham o produto, de uso exclusivamente médico, em estoque.

 

De acordo com o cirurgião plástico Max Engrácia Garcia, a comunidade médica ainda realiza estudos com o hidrogel para mapear seus efeitos. A dúvida, no entanto, não é suficiente para que as pessoas restrinjam o uso.

 

“Atualmente, é um produto fácil. Porque através da internet você tem acesso a tudo. E isso torna a situação mais fácil para a pessoa que quer se automedicar ou fazer um tratamento sem acompanhamento médico”, afirma.

 

Crédito: G1

Música e cirurgia

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CIRURGIÕES PLÁSTICOS QUE ESCUTAM MÚSICA FAZEM SUTURAS MELHORES E DE FORMA MAIS RÁPIDA

Com informações do Telegraph. Leia a matéria original, em inglês, aqui.

 

Uma nova pesquisa indica que cirurgiões que escutam suas músicas favoritas durante procedimentos suturam melhor e mais rápido. Qualquer coisa, desde Bach até Robbie Willians, pode servir como a trilha perfeita, desde que seja a preferida do cirurgião.

Enquanto estudos anteriores demonstraram que a música na sala de operação reduz a pressão sanguínea dos cirurgiões, os cientistas agora acreditam que isso também melhora a performance dos médicos.

O estudo convidou 15 cirurgiões plásticos para fazerem suturas em pele de porco, que tem textura semelhante à humana. Os profissionais foram divididos em dois grupos: um desempenhou a tarefa escutando música e outro não.

 

Em média os cirurgiões plásticos que ouviam música foram 7% mais rápidos. Profissionais mais experientes tiveram desempenho ainda melhor, sendo 10% mas velozes.

Além disso os pesquisadores observaram que a qualidade com que a tarefa foi desempenhada, independentemente de terem escutado música na primeira ou na segunda oportunidade.

O Dr. Shelby Lies, da Universidade do Texas e um dos autores do estudo, afirmou que passar menos tempo na sala de operação pode reduzir custos significativamente, especialmente quando fechar a incisão é uma parte longa do procedimento, como em abdominoplastias.

Já o Dr. Andrew Zhang, também da Universidade do Texas e um dos autores do estudo, afirmou que a pesquisa comprovou que cirurgiões plásticos que escutam música melhoram a eficiência e a qualidade na sutura de procedimentos, o que pode ser traduzido em economia de custos e melhores resultados para os pacientes.

 

O estudo foi publicado no Aesthetic Surgery Journal.

Cirurgia Plástica para homens

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Os implantes mamários de próteses de silicone são comuns e uma das cirurgias plásticas mais feitas no mundo – apenas em 2014 foram mais de 1,3 milhões de procedimentos do tipo ao redor do mundo.

Este é um tipo de cirurgia plástica comum entre as mulheres, mas muitos homens também realizam implantes de próteses de silicones no peitoral. Da mesma forma que os seios flácidos ou sem definição afetam a auto-estima das mulheres, o peitoral masculino também pode deixar muitos homens inseguros ou insatisfeitos com seu visual.

Certamente existem muitos exercícios ou até suplementos que podem auxiliar os homens a conseguirem o peitoral desejado, mas muitas vezes, seja por uma predisposição genética ou qualquer outro fator, eles não atingem seus objetivos.

O site Smart Beauty Guide conversou com o cirurgião plástico integrante da American Society For Aesthetic Plastic Surgery (ASAPS) Mark P. Solomon.

Quer entender melhor o assunto, sobre os benefícios e outros efeitos dos implantes de próteses no peitoral? Leia a entrevista abaixo, conduzida pela repórter Melissa Chapman:

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O quão comum é este procedimento? Ele é feito apenas por razões cosméticas?

Este não é um procedimento muito comum. Pode ser feito em decorrência de determinados defeitos de nascimento, como homens com a Síndrome de Poland – uma doença rara caracterizada pelo subdesenvolvimento ou ausência do músculo do peito em um dos lados do corpo. Na maioria das vezes, é feita por razões estéticas por homens que não conseguem construir o peitoral desejado por meio de exercícios físicos.

Qual é o material usado? É similar aos implantes de silicones mamários usado em mulheres?

As próteses são feitas de silicone, mas não como uma prótese de mama. Eles são de silicone sólido, com firmeza que varia para simular o tecido muscular. Os implantes mamários têm uma cápsula e são preenchidos. Por isso, eles são diferentes visualmente e sensorialmente dos usados em homens.

Os implantes são seguros? Eles necessitariam serem removidos? Quanto tempo duram?

Em geral, implantes de silicones blocados são seguros. Eles não murcham ou se rompem, então são desenhados para durar um longo tempo, embora nada seja garantido para toda a vida. Eles precisariam ser removidos em casos de infecção ou quando a prótese muda ou gira na bolsa onde está colocada.

Quais são as complicações e os efeitos colaterais?

Complicações de implantes de próeteses de peitoral são similares aos de uma mamoplastia de aumento. Eles incluem infecção, sangramentos, resultados aquém do esperado, mudança ou giro da prótese. Há uma cicatriz em cada axila para a colocação da prótese. No entanto, estas complicações são raras se feitas por um cirurgião plástico experiente e certificado [no Brasil, pela SBCP].

Que atividades devem ser evitadas após a cirurgia? É possível exercitar os músculos do peito depois?

Eu limito as atividades dos meus pacientes por quatro semanas após a cirurgia plástica, incluindo ausência de exercício e proibição de levantar algo mais pesado do que quatro quilos. Eu encorajo alguns movimentos para evitar a rigidez na área. Uma vez totalmente recuperados, meus pacientes não tem nenhum tipo de restrição de atividades.

Como a cirurgia plástica é feita e qual o tempo de recuperação? Que tipo de anestesia é usada?

Esta cirurgia plástica é feita com anestesia geral em nível ambulatorial. Acredito que os homens toleram melhor o procedimento quando estão bem descansados. Uma incisão na axila é usada para criar a bolsa para alocar a prótese. Alguns cirurgiões plásticos podem usar a endoscopia para auxiliar no procedimento, mas eu não faço isso. O local do implante da prótese abaixo do músculo é similar a uma mamoplastia de aumento e o desconforto também. Meus pacientes usam uma cinta cirúrgica por quatro semanas. Eles podem tomar banho diariamente após a cirurgia plástica. Eu receito antibióticos por vários dias após a cirurgia, em conjunto com uma medicação para dor e um relaxante muscular. A maioria dos pacientes está de volta a sua rotina regular em quatro semanas.

Lembre-se: sempre consulte um cirurgião plástico associado a SBCP para avaliar e planejar sua cirurgia plástica!

 

Com informações de Melissa Chapman, do Smart Beauty Guide. Leia o texto original, em inglês aqui. 

Foto: mbeo (via Flickr / CC BY-NC-ND 2.0)