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março 2016

Plástica em idosos

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Procedimentos nas pálpebras, cirurgia da face, rejuvenescimento das mãos, correção das rugas, sulcos, manchas e tratamentos a laser são os mais procurados por pessoas com mais de 65 anos. Na última década 56,04% dos cirurgiões plásticos registraram um aumento no atendimento de pacientes com idade acima de 65 anos.

Entre os aspectos que fizeram com que a procura por cirurgia plástica aumentasse estão as mudanças culturais e o aumento da expectativa de vida.

40 dias sem fumar: saiba o que acontece com seu corpo

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Parar de fumar, mesmo que apenas por 20 minutos já pode ter um efeito positivo sobre o seu corpo, de seus pulmões para o cérebro. Mas e se você optar por deixar de fumar por 40 dias?

Ficar sem fumar por este período realmente pode ser uma boa maneira de melhorar sua vida: os efeitos sobre o seu corpo serã transformadores.

Veja o que acontece com ele quando você deixa o cigarro de lado:

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20 Minutos: Dentro de 20 minutos após parar de fumar a sua pressão arterial e pulsação vai voltar ao normal.

24 Horas: Neste ponto as coisas podem começar ficar um pouco difíceis. Suas ansiedades e os sintomas da abstinência vão atingir seu pico de intensidade. Alguns destes sintomas incluem ânsias intensas por tabaco, raiva, frustração, depressão e irritabilidade. Como os fumantes muitas vezes dependem de pausas para o cigarro para reduzir estes sentimentos de estresse, eles podem achar difícil superar tais emoções e sem ter sua dose de nicotina. Ao mesmo tempo, o nível do monóxido de carbono no sangue foi reduzida ao normal até agora.

48 Horas: Dois dias e as coisas começarão a ficar melhor. Sua capacidade de cheirar e provar as coisas vão ter melhorado muito.

2 semanas: Duas semanas é o momento da verdade: os sintomas negativos de abstinência e os efeitos colaterais começam a desaparecer, sua circulação melhora e seus pulmões começam a cicatrizar de fato. Você vai começar a se sentir mais enérgico, experimentar menos tosse e falta de ar.

30 Dias: Dia a dia, os seus efeitos negativos continuam a diminuir até estarem quase completamente desaparecidos. Sua energia e a saúde do seu pulmão melhoram e os minúsculos pêlos que revestem os pulmões funcionam normalmente. Sua função é limpá-los para ajudar a evitar infecções e o seu trabalho será mais fácil agora que você não está destruindo-as com alcatrão.

40 Dias: Você conseguiu! Agora tudo que você tem a fazer é mantr. As coisas estão mais fáceis agora, já que as primeiras semanas são as mais difíceis. Lembre-se: conforme você avança, o risco de doença cardíaca coronária, ataque cardíaco e acidente vascular cerebral diminui em 50% um ano após parar de fumar. Cinco anos depois o risco de uma hemorragia subaracnóide diminui em 41%, e seu risco de diabetes diminui também. Vinte anos mais tarde, se você ainda mantiver firme e longe dos cigarros, o risco de doenças crônicas e morte terão reduzido ao de um não-fumante.

 

Fonte: Medical Daily

Crédito da foto: Nicolas Raymond (via Flickr / CC BY 2.0)

Cirurgia Plástica no futuro: robótica

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Os avanços tecnológicos são fundamentais para todos os setores da sociedade, inclusive nas áreas da saúde e cirurgia plástica. Recentemente diversas notícias mostraram o impacto positivo de novas ferramentas e recursos na busca por melhor qualidade de vida e saúde das pessoas, como o uso de impressoras 3D em cirurgias plásticas reconstrutivas. Outra novidade promete impactar positivamente a especialidade: a cirurgia robótica.

O desenvolvimento e a aplicação deste instrumental iniciou-se há mais de 20 anos na área da cirurgia geral, mas apenas nos últimos anos esta tecnologia começou a ter sua aplicação na cirurgia plástica efetivamente estudada e testada. Por trás deste movimento de inovação incipiente há um brasileiro. O Dr. Marco Faria Correa, cirurgião plástico integrante da SBCP, é um dos pioneiros no mundo no uso da robótica na cirurgia plástica – além dele apenas um cirurgião plástico norte-americano utiliza a tecnologia.

 

Foto: reprodução/da Vinci Surgery

“Este será o futuro das cirurgias minimamente invasivas inclusive na cirurgia plástica”, crava o Dr.Faria-Correa. As principais explicações para que a robótica seja adotada na realização de cirurgias plásticas endoscopicas ou minimamente invasivas está relacionada à eficiência no procedimento e na segurança. “O auxílio da tecnologia anula possíveis tremores da mão, permite incisões menores, acesso a lugares difíceis e visualização detalhada da região operada. A robótica oferece alta precisão para o cirurgião plástico”, explica o especialista.

A tecnologia ainda é muito cara para estar acessível ao grande público. No Brasil existem cerca de 12 equipamentos de robótica, mas nenhum deles é usado para cirurgias plásticas. O número deve aumentar conforme o uso for aprimorado e se consolidar. “O equipamento não é muito caro quando comparando, por exemplo, com uma máquina de tomografia computadorizada. Em alguns anos a robótica chegará ao Brasil”, diz o cirurgião plástico.

De acordo com o Dr. Correa, o custo final de material de uma cirurgia plástica pode aumentar em até US$ 3 mil dólares. Apesar de ser um aumento significativo, há compensação em outras partes.

“A cirurgia Robótica e a evolução da cirurgia endoscópica. As cirurgias minimamente invasivas apresentam muitas vantagens quando comparadas as cirurgias abertas como: menor risco de infeção, menor trauma cirúrgico, reduz o tempo de hospitalização, reduz o tempo de recuperação, e cicatrizes menores, mais rápido retorno para o trabalho, o que compensa o aumento do custo inicial”, afirma o cirurgião plástico.

Os estudos atuais do Dr. Correa se concentram em cirurgias plásticas de abdômen, enquanto o colega americano se dedica a outros procedimentos, como a reconstrução de mamas e microcirurgias e cirurgia de cabeça e pescoço. No futuro a tecnologia seguramente será utilizada em outras técnicas de cirurgia plástica.

Quem manda é o cirurgião

Uma dúvida natural quando tratamos do assunto é a possível substituição dos cirurgiões plásticos por máquinas na hora de realizar procedimentos. Este cenário não deverá se tornar realidade. Apesar do nome robótica, não há nenhum tipo de inteligência artificial comandando o robô. Neste caso, ele é apenas a extensão do braço do especialista.

“Quem opera é o cirurgião plástico e não o robô, que na realidade é uma máquina de cirurgia de alta tecnologia. O cirurgião inicia a cirurgia por métodos convencionais e instala os braços do robô no campo cirúrgico e então senta-se no console e dirige e comanda todos os movimentos. O robô não tem autonomia de movimentos ou criatividade. É o cirurgião com sua experiência e arte que realiza a cirurgia”, explica o Dr. Faria-Correa.

De acordo com o cirurgião plástico, a robótica dá mais precisão e possibilita trabalhar através de cicatrizes mínimas, utilizando mini instrumentos, eliminando os tremores e proporcionando uma imagem tridimensional e de alta definição. “A habilidade e o toque do profissional ainda serão primordiais para procedimentos de sucesso. Da mesma forma cirurgiões plásticos mais novos não serão mais capazes apenas por estarem familiarizados com conceitos similares ao da robótica: a habilidade e a experiência sempre farão a diferença”, esclarece o Dr. Faria-Correa.

Um bom exemplo disso é a própria trajetória do especialista. Antes de se especializar em robótica, o cirurgião plástico acumulou ampla experiência na área. Há 24 anos foi o pioneiro no uso da endoscopia em cirurgias plásticas de abdômen, que por fim acabou levando-o a evoluir para a cirurgia robótica, que representa o estado da arte da endoscopia. Há 10 anos se estabeleceu em Cingapura, de onde continua sua carreira.

“Devemos estar sempre atentos à evolução das técnicas e tecnologias que ajudem a melhorar os nossos resultados. A robótica vem para nos facilitar e aperfeiçoar o que já fazíamos com a endoscopia e talvez para nos ajudar a buscar e desenvolver novos caminhos para uma cirurgia plástica ainda melhor”. Dr. Marco, como e conhecido em Cingapura.

Antes de operar a tecnologia, o Dr. Faria-Correa esclarece que é preciso passar por um rigoroso treinamento, que varia de seis meses a um ano. O profissional é treinado primeiro em um simulador experimental e depois assiste aulas de outras cirurgias. O passo seguinte é executar cinco procedimentos sob supervisão de um profissional já certificado. Só depois de superar este estágio é possível obter a certificação em cirurgia robótica.

Exercícios físicos por uma pele saudável

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O envelhecimento da pele é inevitável. Apesar de haver possibilidades de procedimentos de rejuvenescimento, nada pode parar a ação do tempo. Ao menos esta era a verdade até um grupo de cientistas divulgarem um estudo surpreendente: exercícios físicos podem tornar sua pele mais jovem e talvez até reverter o envelhecimento.

A pesquisa foi realizada por uma equipe da McMaster University, de Ontario (Canadá), e analisou células de pessoas com mais de 65 anos sedentárias. Após a biópsia, o grupo foi instruído a praticar atividades físicas moderadas duas vezes por semana por três meses. No fim do período, a equipe de cientistas realizou nova análise e encontrou um resultado inesperado.

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Ao comparar os exemplares, as células retiradas após o período de exercícios apresentavam sinais de “rejuvenescimento”. É isso mesmo: sintomas característicos do envelhecimento da pele, como epiderme grossa e derme mais fina, por exemplo, haviam regredido. A pele também estava mais saudável em comparação aos exemplares retirados antes do período de atividade física.

Os pesquisadores ressaltam que ainda não é claro como exercícios afetam a composição da pele, mas o estudo aponta para substâncias como a miocina. Essa substância produzida por músculos é capaz de promover alterações em células não musculares – os cientistas encontraram uma alta concentração de uma variação desta substância nos músculos dos voluntários após os exercícios.

Agora você tem (mais um) grande motivo para se exercitar com regularidade!

 

Com informações do New York Times. Leia a matéria completa e original (em inglês) aqui.

 

Crédito da foto: cuegalos via Compfight cc

Qual a origem do nome “cirurgia plástica”?

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A palavra “plástica” é derivada do termo grego plastikos, que significa moldar ou modelar, e foi escolhida porque esta ciência tem como objetivo manipular e mover tecidos do corpo para um fim específico. Em termos gerais, a cirurgia plástica pode ser dividida em reconstrutiva e estética, que podem ser divididas em diversas outras especialidades.

Índia

Os primeiros registros de cirurgias plásticas datam do século VI e foram feitos na área em que hoje está situada a Índia. Muitos procedimentos realizados hoje já eram descritos em textos conhecidos como shushruta samhita. Um exemplo é a técnica que usa pele da testa para reconstrução nasal, usada inicialmente para restaurar a aparência de pessoas que tinham narizes cortados como punição por crimes. Apesar de este tipo de condenação não ser mais comum, o procedimento ainda é bastante utilizado por pessoas que perderam todo ou parte do nariz por causa de cânceres, traumas ou uso de cocaína, por exemplo.

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I e II Guerra Mundial

A cirurgia plástica moderna surgiu como uma resposta aos traumas devastadores causados pela I Guerra Mundial – o grande número de feridos exigiu soluções inovadoras para restaurar suas vidas. O pai da cirurgia plástica moderna, Sir Harold Gilles, percebeu que as feridas precisavam ser fechadas com tecido de outros lugares para restabelecer funcionalidades corporais e dar uma aparência mais “normal” para que os soldados pudessem retomar suas vidas. Para atingir este objetivo, Sir Gilles utilizou enxertos e retalhos (o movimento de tecidos de um local para o outro, mantendo a irrigação de sangue original) de pele. Um exemplo clássico destas técnicas são os grandes ferimentos faciais causados pela guerra de trincheira, que eram fechados com pele do braço ou das pernas. Sir Gilles e seu sobrinho Archibald McIndoe refinaram estas técnicas em soldados feridos durante a II Guerra Mundial – ferimentos que deixariam estas pessoas desfiguradas e sem funções básicas do corpo, como fechar os olhos ou a boca. Estes são exemplos clássicos da cirurgia plástica reconstrutiva.

Uma vez que perceberam que poderiam manipular tecidos para curar feridas devastadoras e restaurar uma aparência “normal”, os cirurgiões plásticos começaram a manipular tecidos para em pessoas “normais“ para buscar uma aparência melhor, criando assim a cirurgia plástica estética. Inicialmente este tipo de procedimento era muito caro e reservado para elites ricas ou atores de Hollywood. Cirurgias plásticas estéticas comuns nos anos 1940 e 1950 eram rinoplastias e facelifts. Com a evolução da área, hoje é possível manipular praticamente qualquer parte do corpo em busca de melhorias – atualmente a mamoplastia de aumento é a mais popular entre as cirurgias plásticas estéticas.

Essencialmente, cirurgia plástica é o tronco de uma árvore que tem como galhos a cirurgia plástica reconstrutiva e a cirurgia plástica estética.

 

Com informações do Huff Post

Crédito da foto: Photo Extremist via Compfight cc

Equívocos comuns sobre mamoplastia de aumento e mastopexia

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A combinação das cirurgias plásticas de mamoplastia de aumento e lifting de mamas (mastopexia de aumento) é uma excelente opção para as mulheres que querem restaurar o volume e corrigir a flacidez que pode ocorrer depois de ter filhos, perder peso, ou com o envelhecimento. No entanto, há muitos equívocos comuns sobre esta cirurgia.

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Os equívocos abaixo são comuns e compreende-los bem antes da cirurgia plástica é fundamental para minimizar os riscos, ter uma recuperação bem sucedida e obter os melhores resultados possíveis.

Equívoco # 1:
“Porque estou escolhendo me submeter a uma mamoplastia de aumento e a uma mastopexia ao mesmo tempo, só preciso de uma cirurgia plástica para obter os resultados que eu quero.”

Quando a combinação de dois procedimentos distintos – um que aumenta o peito e outro que levanta a mama – pode ser muito difícil de obter grandes resultados com segurança em apenas uma cirurgia. Dependendo de seus objetivos e do grau de ptose (flacidez) que você tem, pode ser mais seguro dividir os procedimentos para permitir a seu corpo se recuperar entre as operações. Esta abordagem pode diminuir o risco de complicações pós-operatórias, como a ruptura da pele, redução da sensibilidade do mamilo ou perda total do mamilo.

Equívoco #2:
“Todo mundo me diz que só uma incisão ao redor do mamilo/aréola é necessária, então eu não tenho cicatrizes em meus seios.”

Em geral, a cirurgia plástica é sempre uma escolha entre as cicatrizes ou não fazer a cirurgia plástica. Os seios de cada pessoa são diferentes e exigem incisões em locais diferentes para obter grandes resultados. Seios com mais ptose (flacidez) geralmente vão exigir mais incisões para levantá-lo e moldá-lo corretamente. Seios com menos ptose podem precisar de menos incisões.

É muito importante discutir todos os seus objetivos e ter todas as suas perguntas/dúvidas respondidas pelo cirurgião plástico antes de decidir se submeter a qualquer procedimento cirúrgico. Assim você pode realmente fazer uma decisão ponderada. Se você estiver interessado em ter uma mastopexia de aumento, por favor agendar uma consulta com um cirurgião plástico certificado pela SBCP. Pesquise por um aqui.

Com informações da ASPS. Leia a notícia em inglês aqui.

Conheça a história do clube secreto da segunda guerra mundial que revolucionou a cirurgia plástica

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O post, escrito por Olga Oksman e traduzido livremente do site Gizmodo, remonta a história do Guinea Pig Club, que reuniu muitos soldados gravemente queimados em torno de uma missão: reconstruir suas vidas e reinseri-los na sociedade. Conduzido pelo cirurgião plástico Archibald McIndoe, um pioneiro no tratamento de queimaduras severas e responsável por desenvolver muitas técnicas que são usadas até hoje. Bom proveito!</>

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Um dos clubes mais exclusivos da Grã-Bretanha não é cheio de herdeiros ricos e socialites, mas reúne ex-pilotos e ex-militares como membros: é o Guinea Pig Club e tem regras e taxas de admissão exorbitantes. Para se tornar um membro é preciso ter ao menos duas cirurgias plásticas reconstrutivas no Queen Victoria Cottage Hospital, no Reino Unido, feitas pelo cirurgião plástico Archibald McIndoe nos anos 1940. No fim da Segunda Guerra Mundial eram 649 membros, em sua maioria da Grã-Bretanha, mas também originários do Canadá, Austrália, Nova Zelância e República Tcheca.

Antes da Segunda Guerra as queimaduras severas eram raras e causadas principalmente por acidentes domésticos. O conflito armado mudou isto: voar em aviões perigosos e suscetíveis a acidentes, como os Spitfires e Hurricanes, cheios de combustível altamente inflamável que respingava em pilotos e na tripulação, resultava em homens desfigurados por queimaduras em todo o corpo.

McIndoe, natural da Nova Zelândia, foi um pioneiro da cirurgia plástica e desenvolveu diversas técnicas que ainda são usadas atualmente para tratar queimaduras severas. Ainda assim, reconhecia que para tratar o trauma externo era preciso também tratar do trauma interno – assim surgiu o Guinea Pig Club.

Na época a cirurgia plástica ainda era muito elementar. Até mesmo coisas simples como a melhor forma de tratar as queimaduras antes de tentar uma cirurgia plástica era uma questão de tentativa e erro. O senso comum do período dizia que era necessário usar uma espécie revestimento químico, geralmente utilizado em queimaduras menores. Esta substância formaria uma camada protetora que permitia a cura dos ferimentos, mas se provou desastrosa no tratamento de queimaduras severas em áreas maiores do corpo. O revestimento secava a pele, causava cicatrizes adicionais e sua remoção era incrivelmente dolorosa. Depois de experimentar o revestimento com pouco sucesso, McIndoe observou que as queimaduras de pacientes que caíram na água eram curadas com mais rapidez. A partir de então o cirurgião plástico passou a utilizar banhos salinos para as queimaduras.

 

 

Medidas drásticas eram necessárias quando era preciso reconstruir lábios, narizes e faces. Um grande pedaço de pele retirado de uma área não afetada pela queimadura, como a coxa, por exemplo, não sobreviveria ao transplante. McIndoe, então, cuidadosamente deixava o retalho de pele conectado no local de origem, o enrolava em forma de tubo e então ligava o tecido próximo ao local em que iria utilizado depois – como o braço ou o ombro, por exemplo. Assim que o retalho estivesse recuperado e começasse a puxar o sangue do braço, o cirurgião plástico o separava do local de origem para ligá-lo à face: quando o tecido se recuperasse novamente, McIndoe o usava para a cirurgia plástica reconstrutiva. Os pacientes precisavam andar com suas faces conectadas aos ombros ou braços por um tubo de pele, que parecia uma tromba de elefante – mas funcionavam. Grandes pedaços de pele sobreviviam e podiam ser usados para os procedimentos.

Um dos membros, Bill Foxley, passou por 29 cirurgias plásticas para reconstruir seu rosto. Quando seu avião caiu, ele conseguiu sair ileso, mas correu na direção do veículo em chamas para tentar salvar o operador que ainda estava preso dentro. Seu esforço para liberar o colega das ferragens lhe rendeu queimaduras graves (o operador não sobreviveu). Um olho foi destruído, juntamente com a pele, músculos e cartilagem de rosto até as sobrancelhas. A córnea do outro olho foi gravemente ferida. Foxley nunca mais sorriu devido aos seus ferimentos, mas isto não o impediu de casar com uma das enfermeiras do hospital em 1947 ou de construir uma carreira depois da guerra.

Outro paciente, Sandy Saunders, era piloto de planador. Quando seu avião caiu, sofreu queimaduras em 40% do corpo. Seu nariz e pálpebras tiveram que ser reconstruídas. A experiência o inspirou a se tornar médico: ele passava seu tempo de recuperação entre as cirurgias observando o Dr. McIndoe operar outros pacientes e dissecando sapos para se preparar para sua carreira depois da guerra.

Uma das coisas mais incríveis do Guinea Pig Club era a atitude dos médicos de das enfermeiras. Eles não tratavam os pacientes como inválidos em recuperação, mas criavam um ambiente alegre e natural no hospital. McIndoe ignorava os flertes inapropriados entre os jovens solitários e as enfermeiras. Uma delas lembrava-se de como um dos pacientes conseguia apertá-la, apesar das mãos gravemente queimadas. Quando ameaçou dar-lhe um soco no nariz se fizesse aquilo novamente, o homem a lembrou que ele não tinha um. “Mal posso esperar”, ela retrucou.

The club members had a dark sense of humor. When the club was first formed, they selected a pilot whose fingers were badly burned as the secretary so that he couldn’t take minutes, and another pilot with badly burned legs as the treasurer so he couldn’t run away with club money.

Os integrantes tinham um senso de humor sombrio. Quando o clube foi fundado, eles selecionaram um piloto com os dedos gravemente queimados como secretário, assim ele não poderia fazer atas. Outro piloto, desta vez com as pernas severamente queimadas, foi escolhido para ser o tesoureiro do clube, pois não poderia fugir correndo com o dinheiro.

Eram homens jovens, na maioria com 20 e poucos anos. Alguns eram suicidas quando chegaram ao hospital: eles tinham sobrevivido enquanto seus amigos pereceram. Eles pensavam que suas vidas haviam acabado. Certa vez McIndoe levou algumas dançarinas de Londres para visitá-los para convencê-los de que ainda podiam falar com belas mulheres. O cirurgião plástico também era liberal: deixava fará quantidade de cerveja disponível aos membros, afinal de contas o Guinea Pig Club era um clube de bebida.

It was one of the first efforts to focus on both the physical and the psychological recovery of patients. Before then, people with disfiguring injuries or disabilities were often hidden from sight. Instead of casting the burned pilots and crew as unfortunate young men with their lives cut short, McIndoe presented them as heroes to be lauded for their courage. If a play was opening or a movie premiering in town, McIndoe got his patients invited as guests of honor.

Esta foi um dos primeiros esforços que focou tanto na recuperação física quanto psicológica dos pacientes. Antes do clube, pessoas com lesões e acidentes que os deixavam desfigurados eram simplesmente escondidas. Ao invés de taxá-los como pilotos queimados, jovens desafortunados, McIndoe os apresentava como heróis a serem celebrados pela coragem – se havia uma inauguração ou lançamento de cinema na cidade, o cirurgião plástico fazia seus pacientes serem convidados de honra nestes eventos.

Isto funcionou. A cidade de Grinsted, onde o hospital ficava, se tornou conhecida como “a cidade que não se espanta”. Muitos membros do clube se casaram com mulheres que conheceram durante sua recuperação.

A motivação para a criação do Guinea Pig Club também teve outras motivações, além do altruísmo. A Força Aérea Real queria descobrir qualquer coisa que os pudesse fazer a voltar ao serviço militar. Ainda assim foi uma grande mudança dos militares, de acordo com a historiadora Emily Mayhew, autora de “A Reconstrução de Guerreiros”.

Depois da guerra os pacientes mantiveram as reuniões. Apenas em 2007, quando o membro mais velho tinha 102 anos e o mais jovem 82, eles decidiram que estavam um pouco velhos de mais para continuarem se deslocando para os encontros. O Guinea Pig Club demonstrou que a chave para a resiliência é um pouco de humor, aceitação social e a consciência de que não está sozinho.

Exercícios: salvação para a menopausa

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*Por Barbara Younger, no EmpowHER

Durante a montanha-russa da menopausa, caminhar era a salvação para mim. Minhas amigas da academia e eu usávamos a esteira enquanto discutíamos tudo – desde problemas nos relacionamentos, passando por notícias do mundo, até os últimos lançamentos do cinema. Eu também amava caminhar sozinha pela margem do rio Eno, perto de casa, na Carolina do Norte. Aproveitava a solidão enquanto observava as garças e pensava sobre meus projetos. Caminhar, sozinha ou acompanhada, ativava meu corpo e nutria meu espírito naqueles anos.

Mas será que o exercício físico realmente reduz os sintomas físicos da menopausa, como os fogachos, as transpirações noturnas e a insônia?

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Alguns estudos dizem que sim e outros afirmam que não há conclusões, mas os exercícios trazem benefícios quando o assunto é melhorar seu humor e reduzir ameaças potenciais à saúde. A Dra. Margery Gass, ex-diretora executiva da North American Menopause Society (NAMS), afirma que “exercícios também ajudam a reduzir os riscos comuns a esta época da vida: doenças do coração, diabetes e osteoporose. Ser sedentário é, para a NAMS, tão ruim quanto ter níveis ruins de colesterol ou risco de doenças cardíacas”.

“Quando você está lutando contra os sintomas da menopausa, como problemas para dormir ou alterações de humor, a última coisa que você quer é sair do sofá”, afirma a escritora Regina Boyle, antes de completar: “Mas fazer uma atividade pode ajudar a aliviar o tédio que você sente hoje e a combater os riscos da pós-menopausa que você pode enfrentar no futuro”, completa Boyle.

Especialistas recomendam que as mulheres participem em três tipos de atividades físicas:

– Exercícios aeróbicos, como caminhar, correr, nadar e dançar;

– Treinos de força que aumentem a massa muscular, como levantar pesos, usar faixas de resistência e aparelhos de musculação;
– Exercícios que promovam a flexibilidade e o equilíbrio, como yoga e Tai Chi.

E o temido ganho de peso na menopausa? De acordo com o site WebMD, estudos com animais mostram que o estrogênio ajuda a controlar o peso corporal. Com níveis deste hormônio baixos, os animais tendem a comer mais e ser menos ativos fisicamente. A redução do estrogênio também pode desacelerar o metabolismo, diminuindo o ritmo em que o corpo converte energia acumulada em energia utilizada. Os exercícios não apenas queimam calorias e aceleram o metabolismo, mas também amenizam problemas de humor, como a irritabilidade e a ansiedade, que podem levar as pessoas a comerem exageradamente.

Os sintomas emocionais e físicos da menopausa não me afetam mais, mas os exercícios continuam a ser uma parte feliz e revigorante da minha semana. Alguns dias eu luto contra a tentação de ficar no sofá, mas é só amarrar os cadarços dos meus tênis que fico imediatamente pronta para mandar ver. O Dr. Neil Resnick, diretor associado do Instituto de Envelhecimento da Univerisdade de Pittsburgh, afirma: “As pessoas procuram o segredo para uma vida longa e saudável há milênios quando, na verdade, a intervenção mais poderosa é o exercício físico”.

 

Com informações do EmpowHER. Leia o artigo original aqui.
Crédito da imagem: Diabetes Care via Compfight cc