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setembro 2016

Quando a cirurgia plástica ganha uma beleza a mais

By | Notícias

Procedimentos de reparação, feitos para reconstruir o corpo e a autoestima, cresceram nos últimos anos

Ainda hoje, quando se menciona a expressão “cirurgia plástica”, o pensamento costuma focar direto a estética. E é isso o que ela faz mesmo. Algumas vezes, no entanto, a intenção não é somente tornar alguma parte do corpo mais bonita ou harmônica – e sim devolver a uma pessoa a alegria com o próprio corpo. É o que fazem as cirurgias plásticas reparadoras e reconstrutivas.

Esse tipo de operação mais frequentemente inclui regiões do corpo afetadas pelo câncer, como as reconstruções de mamas e devido ao câncer de pele, modificações nas orelhas (reparar orelhas “de abano”), tratamento para síndromes congênitas, reconstruções após acidentes domésticos e urbanos diversos, para vítimas de queimaduras ou tratamento de cicatrizes patológicas (queloides e cicatrizes).

Foto: Shutterstock

Foto: Shutterstock

De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, os números aumentaram em todos os níveis: em 2009 foram realizadas 629 mil cirurgias plásticas no Brasil, o que nos colocava no segundo lugar no mundo, atrás somente dos Estados Unidos. Dessas cirurgias, 27% eram reparadoras (cerca de 170 mil). Em 2015, foram realizadas 1,5 milhão de cirurgias plásticas, sendo 600 mil reparadoras – elevando para 40% do total.

As mulheres são, normalmente, as que mais procuram por esses procedimentos – e, muitas vezes, porque elas se tornam essenciais para começar a curar traumas físicos e até psicológicos.

Saúde pública

Em março passado, foi regulamentada uma lei que permite ao Sistema Único de Saúde em todo o Brasil atender gratuitamente os casos em que a mulher sofreu violência doméstica e precisa de cirurgia plástica reparadora.

O SUS já disponibiliza há tempos a cirurgia plástica em outros casos de reparação. O sistema público cobre, por exemplo, plásticas para fenda palatina e lábio leporino, implantes de silicone em mulheres que passaram por câncer de mama ou operação de redução dos seios naquelas que desenvolvem problemas de coluna devido ao peso da mama.

“A Organização Mundial de Saúde define saúde como bem-estar físico e mental. Portanto, se um paciente está infeliz com alguma alteração estética, considera-se, sim, um problema de saúde”, lembra Marco Túlio Rodrigues da Cunha, cirurgião plástico e membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Mais recentemente, também vem crescendo o número de pessoas que procuram as plásticas reparadoras por terem se submetido à cirurgia bariátrica – e, posteriormente, evoluíram para uma condição em que a flacidez e a sobra de tecidos decorrentes da perda de peso causaram algum grau de prejuízo à imagem ou às atividades de rotina.

Com a realização da operação, muitos pacientes passam a ter uma grande melhora na saúde – mas a melhoria diária da qualidade de vida também faz necessário lidar com o excesso de pele na região do abdômen, dorsal, coxas e braços.

O caso é que, após o emagrecimento e estabilização, que ocorre em torno de 18 meses após a bariátrica, o paciente precisa não só de uma correção, mas de um plano de tratamento que pode envolver até cinco cirurgias, segundo a SBCP (já que esses casos são especiais e as estruturas anatômicas têm alterações e fragilidades que podem ser parciais dependendo de cada indivíduo).

“Os cirurgiões plásticos membros da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica estão capacitados para a execução da maioria dos procedimentos reparadores”, diz Cunha.

Mas não existe, claro, um “toque mágico” que resolva todas as questões. “Cabe ao cirurgião orientar o paciente detalhada e claramente que toda cirurgia tem limitações – e, muitas vezes, acontece uma troca de uma alteração maior por um sinal ou cicatriz mais disfarçado”, explica o cirurgião plástico.

O que muitos pacientes buscam, no fim, é se sentirem bem novamente – e a cirurgia reparadora pode não significar vida plenamente normal, mas uma vida nova e um caminho para se sentirem recuperados após situações tão extremas.

Revisão técnica
Prof. Dr. Max Grinberg
Núcleo de Bioética do Instituto do Coração do HCFMUSP
Autor do blog Bioamigo

 

Cirurgia plástica na era da consulta digital

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Vivemos um grave e importante momento digital da medicina. Aquilo que parecia ser um meio apenas para o paciente ter acesso aos locais de atendimento, telefones de contato e currículo de profissionais da área acabou virando uma ferramenta para consulta. As redes sociais, como o WhatsApp, o Facebook e o Instagram, por exemplo, passaram a ser utilizadas por pacientes e por profissionais de saúde, indevidamente, como um grande e verdadeiro consultório on-line. Basta acessarmos uma página em rede social de alguma clínica estética para comprovar tal fato.

Temos reagido a esse momento estimulando o paciente a comparecer ao consultório para esclarecimentos de seu pré e pós- operatório, bem como sobre os cuidados que se devem ter com as feridas para uma cicatrização de melhor qualidade. Além disso, temos divulgado, também, a importância de o paciente conhecer seu cirurgião plástico e saber se ele é credenciado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), como forma de evitar problemas futuros.

Entre as consultas on-line, a mais comum é sobre os procedimentos ancilares (preenchimentos, toxina botulínica e peelings). Elas são, disparadamente, as mais procuradas. Outras, como a mamoplastia de aumento (próteses) e lipoaspiração, são, também, bastante acessadas. Porém, o que poucos sabem ou se preocupam em saber são os riscos desse “atendimento”.

A mamoplastia de aumento, por exemplo, sem dúvida é um procedimento ao qual o paciente, possivelmente, poderá ficar insatisfeito com o resultado obtido se ele não for ao consultório para conhecer a prótese que o cirurgião plástico irá utilizar, saber o tamanho mais adequado dela e todas as informações sobre possíveis complicações que poderão ocorrer. É fundamental que o exame físico seja realizado para a real indicação da prótese. Muitas vezes, aquilo que o paciente entende que será resolvido com um implante acaba não sendo necessário o uso dele, como ocorre em alguns casos de flacidez associada à hipertrofia da mama.

A insatisfação com o resultado do procedimento realizado, a falta de esclarecimento sobre o procedimento cirúrgico, a falta de segurança do local onde será realizado o procedimento e a ausência de qualificação do cirurgião que propõe a cirurgia estética são os principais riscos a que um paciente se submete quando realiza uma consulta on-line. Nesse sentido, chamamos a atenção para que o paciente não coloque sua vida em risco em troca de resultados fantásticos e preços módicos. Conheça seu cirurgião plástico pessoalmente, e tire suas dúvidas. Consultas on-line, não!

A consulta presencial é importante por vários aspectos. Primeiramente, para o cirurgião e o paciente se conhecerem. Esse contato é muito importante na relação de confiança e empatia. Em uma consulta direta, o paciente e o profissional médico podem conversar abertamente sobre o procedimento, os prováveis riscos de um procedimento cirúrgico estético ou reparador, como será o pós-operatório e o mais adequado para aquele procedimento a ser realizado, os cuidados e o repouso a ser feito e conhecer o local da cirurgia. Esse encontro é importante para o esclarecimento de todas as dúvidas. Somente o momento desta consulta, dentro de um consultório, de forma tranquila e serena, é capaz de evitar efeitos danosos à integridade física do paciente e à conduta médica. Nenhum WhatsApp, Facebook e Instagram substitui esse contato.”

 

Por Dra. Vívian Lemos – Coordenadora do Serviço de Cirurgia Plástica Reparadora e Microcirúrgica “Dr. Roberto Zimmer”, do Hospital Vila da Serra, e coordenadora da Comissão de Feridas do Hospital Vila da Serra

Fonte: Jornal Estado de Minas

SBCP quer que Brasil investigue tráfico de órgãos

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Só neste mês, três casos suspeitos foram registrados. Uma das vítimas morava em Parintins (AM)25/09/2016 

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) encaminhou ofício aos Ministérios da Justiça, das Relações Exteriores e à Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, para investigar casos de tráfico de órgãos de pacientes que saíram do Amazonas e Roraima e morreram após realizarem procedimentos estéticos na Venezuela. Só neste mês, três casos suspeitos foram registrados. Uma das vítimas morava em Parintins.

O presidente nacional da SBCP, Luciano Chaves, classificou a situação como gravíssima, uma vez que o número de pacientes que morrem após o procedimento ou que retornam mutiladas do país vizinho é grande, mas sem dar números precisos e oficiais. “As cirurgias acontecem sem segurança, planejamento e muitas vezes os médicos sequer são especialistas. O caso merece uma atenção das autoridades”, afirmou o presidente, que vai propor à PF realizar campanhas educativas na fronteira do Brasil com a Venezuela para evitar que mulheres continuem se arriscando no “turismo da beleza”.

De acordo com Chaves, os indícios de tráfico de órgãos são fortes e iniciaram há três meses, quando a SBCP recebeu uma denuncia feita pela família de uma paciente que morreu na Venezuela, cujo nome não foi informado, e teria voltado sem um rim.

Outro caso mais recente é da roraimense Adelaide Silva, que morreu há uma semana na cidade de Puerto Ordaz, após ter complicações durante um dos procedimentos estéticos. Segundo familiares da vítima, o corpo chegou em Boa Vista sem nenhum órgão. “O corpo dela foi levado para o IML de Boa Vista e lá, o médico legista disse que não havia nada dentro dela. Temos certeza que os órgãos foram retirados na clínica onde ela morreu porque de lá, o corpo foi direto para a funerária”, afirmou a sobrinha da vítima, Michele da Silva Bezerra, 40.

Familiares da comerciante Dioneide Leite, que saiu de Parintins no início do mês e morreu no dia 13, acreditam que o mesmo não aconteceu com ela porque os acompanhantes estavam bem instruídos e não permitiram que os médicos venezuelanos realizassem a necropsia.

Outra suspeita levantada pela SBCP é de que os órgãos lesionados das vitimas sejam retirados para impedir que perícias sejam realizadas quando o corpo chega ao Brasil. “O número de intercorrências são altas e há muitos médicos operando lá sem especialidade. É preciso investigar se o tráfico está mesmo ocorrendo, ou se esses órgãos estão sendo retirados para que a família não realize a perícia no órgão que foi perfurado e constate a irregularidade”, explicou o cirurgião plástico presidente da sociedade.

Necropsia

Sobre a denúncia de tráfico de órgãos, A CRÍTICA não conseguiu confirmar se a legislação venezuelana é semelhante a brasileira, que obriga a extração dos órgãos para serem necropsiados por um médico legista que irá identificar as causas da morte ou avaliar qual doença ou ferimento está presente no paciente e emitir um laudo pericial sobre o caso.

Médicos solicitam força-tarefa

Em abril deste ano, membros da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) foram ao Ministério Público Federal e Polícia Federal no Amazonas para pedir a criação de uma “força-tarefa” para investigar os casos de brasileiras que vão para países vizinhos realizar cirurgias plásticas e voltam mutiladas ou mortas. A partir desta segunda-feira, a SBCP também vai procurar os órgãos em Roraima para propor que o “turismo da beleza” seja investigado. De acordo com o presidente da Sociedade, Luciano Chaves, há registro de 15 mortes de brasileiras nos últimos anos que se submeteram a cirurgias plásticas na Venezuela.

Em outros países

Segundo o cirurgião plástico Luciano Chaves, o turismo da beleza também acontece nas fronteira do Brasil com Bolívia e Paraguai, onde as mulheres são atraídas por serviços mais baratos que os praticados no País.

Nota de Esclarecimento

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Em relação a recente notícia, amplamente divulgada na mídia e nas redes sociais em que técnicas de cirurgia para tratamento da calvície foram abordadas de maneira equivocada, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica(SBCP), a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e a Associação Brasileira de Restauração Capilar (ABCRC) , vêm a público esclarecer:

1. O Brasil é um dos mais importantes e respeitados centros em Restauração Capilar do mundo.

2. A Cirurgia de Restauração Capilar no Brasil é exercida por Cirurgiões Plásticos e Dermatologistas.

3. As duas técnicas atuais e amplamente utilizadas em todo o mundo para a obtenção dos fios de cabelo a serem transplantadas para as áreas calvas são conhecidas do grande público e denominadas FUT(Transplante de Unidades Foliculares) em que a retirada de cabelos é localizada e FUE(Extração de Unidades Foliculares) em que a retirada de cabelos é difusa.

4. Tanto FUT como FUE, são meios clássicos de colheita de raízes de cabelo, que, como tudo em medicina cirúrgica, tem suas indicações precisas para cada caso em específico, sendo totalmente inverídica a afirmação de “técnica antiga” como sugere a matéria veiculada.

5. A SBCP, SBD E ABCRC no preponderante papel de informar a população sobre a verdadeira atuação da especialidade e de seus especialistas, repudia qualquer matéria que ponha em dúvida a capacidade e a respeitabilidade da cirurgia da restauração capilar brasileira ou que traga qualquer tipo de insegurança aos pacientes geradas por informações sem nenhum embasamento técnico-científico.

SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIRURGIA PLÁSTICA

SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CIRURGIA DA RESTAURAÇÃO CAPILAR

Selfies impulsionam implantes labiais

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A busca de homens e mulheres nos Estados Unidos por um “biquinho perfeito” gerou um número recorde de procedimentos de aumento dos lábios em 2015, que se tornaram rapidamente o segundo procedimento facial mais realizado nos Estados Unidos desde 2000, perdendo somente para procedimentos de dermoabrasão (tratamento de acnes e cicatrizes).
“Vivemos na era da selfie e, por vermos imagens de nós mesmos quase constantemente nas mídias sociais, estamos muito mais conscientes de como nossos lábios são”, disse o Dr. David H. Song, presidente da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos. “Um benefício do procedimento de lábio é que você tem várias opções. Você pode alterar a forma de seus lábios para que fiquem tão sutis quanto você queira”, comenta Song.
Resultado de imagem
De acordo com dados recentemente liberados pela Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS), o número de procedimentos de implantes de lábios cresceu dois dígitos em todas as regiões do país (EUA) em 2015, ganhando popularidade em homens e mulheres. Ao todo, foram 27.449 implantes. Em média, isso significa um procedimento de implante lábio a cada 19 minutos (aumento de 48% em relação ao ano de 2000).
Além do aumento acentuado no número de implantes labiais, as injeções de preenchimento também continuam a mostrar um crescimento impressionante. Entre a toxina botulínica, injeções e uma variedade de preenchimentos faciais, procedimentos labiais fizeram parte de cerca de 9,2 milhões de procedimentos de injeção em 2015, um aumento o de mais de 1.000% em 15 anos.”O lábio é o lugar fácil das pessoas começarem”, disse o Dr. Robert Houser, cirurgião plástico em Westerville, Ohio. Dr. Houser diz que a natureza temporária das injeções são ao mesmo tempo um fator pró e contra para os pacientes. “Se um paciente não gosta do resultado das injeções está tudo bem, porque dentro de alguns meses eles se apagam e tudo volta ao normal”, disse ele. “Mas se eles realmente gostarem do que as injeções fazem com seus lábios, eles têm que continuar voltando por alguns meses para mantê-los.”
A alternativa é um implante de lábio mais permanente, mas ainda reversível. “Implantes labiais estão aí já faz um bom tempo, mas a nova tecnologia está sendo um sucesso repentino para a indústria”, disse Houser. “É por isso que estamos vendo esse crescimento em procedimentos de implantes.”
Feitos de silicone macio e flexível, os implantes mais recentes têm provado ser mais estáveis e mais flexíveis do que os implantes anteriores, disse Houser, e por serem rápidos, exigem menos tempo de recuperação.
“Nós fazemos duas pequenas incisões nos cantos da boca e usamos um pequeno instrumento de passar para ajeitar o implante no lugar, e está feito”, disse Houser. “Dois pontos, muito pouco hematoma, inchaço mínimo e uma recuperação muito rápida.”
Uma vez que os implantes têm a intenção de ser permanentes, os pacientes não precisam mais voltar para injeções repetidas. No entanto, se eles decidirem que não querem mais os implantes, os médicos conseguem removê-los.
Outro benefício dos implantes mais recentes é a variedade de tamanhos. “É tudo sobre o contorno dos lábios e da assimetria da face”, disse Houser. “Os melhores lábios, em aparência, nem sempre são os mais cheios”
A ASPS encomendou uma pesquisa nacional com mais de mil mulheres sobre qual lábio de celebridades elas mais gostariam de ter. Ícones dos lábios cheios Angelina Jolie e Jennifer Garner ficaram em quarto e terceiro lugar na pesquisa, respectivamente. Scarlett Johansson ficou em segundo lugar, mas foram os lábios mais sutis e sensuais de Jennifer Lawrence que a maioria das pessoas escolheu como os mais atraentes.
O desejo de ter lábios mais naturais pode também estar influenciando o número de procedimentos de redução labial. De acordo com as últimas estatísticas da ASPS, houve 927 cirurgias de redução de lábio nos Estados Unidos no ano passado, um aumento de mais de 34% sobre o ano de 2013.
“Eu acho que os resultados mostram o quanto o lábio pode definir o rosto de uma pessoa” disse Song. “Mesmo se você não nasceu com um “biquinho” perfeito, trabalhando com seu cirurgião plástico, você pode alterar seus lábios sutilmente.”
“Ir ao médico certo é crucial” acrescentou Houser. “Porque eles entendem toda a assimetria da face e se preocupam em seguir o mais alto nível de normas de segurança. Certifique-se de procurar o certificado médico de cirurgia plástica e o nome do profissional na lista de membros associados da sociedade de cirurgia plástica do seu país.” Os procedimentos podem ser sutis e muito naturais, mas erros de profissionais menos qualificados podem ser óbvios e desastrosos” disse Houser.
Fonte: ASPS

SBCP lamenta morte de brasileira na Venezuela por erro médico

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A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) lamenta por mais uma morte registrada em decorrência do chamado “turismo da beleza”, caracterizado por viagens a países vizinhos para realização de procedimentos estéticos.

Dioneide Leite, 36, que morava na cidade de Parintins, no Amazonas, morreu esta semana após passar vários dias em coma na cidade de Puerto Ordaz, na Venezuela. Ela viajou para o país vizinho em 29 de agosto para realizar várias cirurgias plásticas, mas morreu após complicações da primeira operação.

Casos como esse não são novidade. E a SBCP vem lutando contra este tipo de prática que coloca em risco a segurança dos pacientes. As mulheres são captadas de salões de beleza e boutiques por agenciadores que as transportam para o país vizinho em ônibus e vans. Essas pessoas são atraídas por “planos” ou “pacotes” que prometem preços extremamente mais baixos do que os praticados no Brasil. Na prática, estes pacientes acabam encontrando estruturas precárias para atendimento cirúrgico, entregues à própria sorte e correndo grandes riscos, devido a infecções e intercorrências graves, inclusive o risco de morte.

Em abril deste ano, a SBPC denunciou o caso ao Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), Conselho Regional de Medicina do Estado do Amazonas (Cremam) e na Polícia Federal de Manaus. Na época, existiam 11 óbitos desde o mesmo período em 2015. A SBCP também sugeriu a criação de um grupo entre SBCP, OAB-AM, MPF e Cremam para reverter essa situação. A entidade solicitou o aumento da fiscalização das fronteiras e a prisão das pessoas que atuam como agenciadoras.

No Brasil, a formação de um médico especialista em cirurgia plástica exige do profissional de cinco a seis anos de estudo após o termino da graduação em medicina. São pelo menos dois anos de especialização em cirurgia geral e mais três anos de especialização em cirurgia plástica.

Em muitos casos, os pacientes que optam pelo “turismo estético” serão atendidos por profissionais que não possuem formação em cirurgia plástica e em locais sem condições para as intervenções em caso de complicações.

Muitas mortes poderiam ser evitadas caso os procedimentos tivessem sido feitos por cirurgiões plásticos qualificados.

Atualmente, existem pelo menos 12 mil médicos não habilitados realizando cirurgias plásticas no país. Por isso, a SBCP coloca à disposição da população um aplicativo gratuito (Android e IOS) onde se pode checar se o profissional é especialista ou não.

Também é possível se informar sobre a formação do médico pelo sitehttp://www.cirurgiaplastica.org.br ou pelo telefone (11) 3044-0000.

31ª Jornada Norte Nordeste começou

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Começou no dia 15 em Salvador a 31ª Jornada Norte Nordeste de Cirurgia Plástica. Especialistas das duas regiões estão reunidos para atualizar seus conhecimentos e discutir técnicas e procedimentos em volta do tema central, que este ano é “Contorno Corporal”. Organizada pela SBCP com apoio da regional Bahia, a jornada vai até o dia 17 e está com uma programação imperdível.

Acesse em http://bit.ly/jornada_norte_nordeste