Notícias

Nota de esclarecimento

By 19 de novembro de 2016 Nenhum comentário

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, após repercussão da matéria “Fomos Testar: cirurgia simples promete eliminar gordura abdominal em horas”, exibida no Programa do Gugu, na noite de quarta-feira, 16, na Rede Record de Televisão, esclarece que o procedimento citado na reportagem, “vibrolipoaspiração”, fere a resolução 1.711/2003 do Conselho Federal de Medicina (CFM), que “estabelece parâmetros de segurança que devem ser observados nas cirurgias de lipoaspiração”. O médico que apresentou o procedimento não é um cirurgião plástico. Apesar de possuir registros em quatro Conselhos Regionais de Medicina, em nenhum consta qualquer tipo de especialização.

Esse mesmo médico desconhece que as técnicas de cirurgias plásticas não são produtos que possam ser comprados de forma indiscriminada, de acordo apenas com a vontade do cliente. Promover e propagandear benefícios secundários de uma técnica de cirurgia plástica como forma de chamar a atenção e gerar interesse de futuros pacientes é completamente vedado pelo Código de Ética do CFM.

Telespectadores não foram alertados quanto aos riscos, resultados pretendidos com o procedimento e a especialização que um médico precisa ter para realizar cirurgias como a apresentada no programa. O médico deveria ter respeitado os limites éticos preconizados aos profissionais da medicina e os específicos aos cirurgiões plásticos – se ele fosse especialista em cirurgia plástica, certamente saberia destes limites.

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica reconhece na lipoaspiração uma eficiente e consagrada técnica cirúrgica dentro dos procedimentos da cirurgia plástica, com indicações específicas para correções do contorno corporal. A entidade aposta na segurança da população e no exercício ético da especialidade como única forma possível e honesta de atuação e sempre se coloca à disposição da imprensa para contribuir em reportagens e elevar o nível de qualidade e informação oferecida aos telespectadores.

São Paulo, 18 de novembro de 2016

Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica