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Medicina Estética não é especialidade médica, mas, 84% dos brasileiros não sabem

By 7 de junho de 2017 Nenhum comentário

Para garantir a segurança do paciente e certificar a qualidade do atendimento médico, entidades representativas dos médicos como a Associação Médica Brasileira (AMB) e Conselho Federal de Medicina (CFM), criaram padrões educacionais que definem uma especialidade médica. Muitos pacientes, entretanto, vêm sendo enganados por profissionais, muitos não médicos, que se dizem especialistas em Medicina Estética, especialidade essa que não existe.

O desconhecimento é grande: segundo estudo inédito, 84% dos entrevistados acreditam que “medicina estética” é sim uma especialidade médica. Isto é, reconhecida pela AMB e CFM. Os entrevistados responderam a pergunta: Você sabia que o médico que se apresenta como especialista em “medicina estética” não tem residência médica e nem tem título de especialista sobre o tema uma vez que a especialidade de ‘medicina estética’ não é reconhecida pelas instituições médicas?

Existem dois problemas fundamentais na realização de um procedimento com um profissional não qualificado: um é a qualidade do serviço prestado e o outro, mais grave, é a segurança. Cirurgia Plástica é um procedimento médico e está sujeito a complicações desde as mais simples até problemas sérios, podendo culminar até em morte.

Um cirurgião plástico precisa estudar 11 anos para ter um título de especialista: são seis anos de medicina, dois anos de especialização em cirurgia geral e 3 anos de especialização em cirurgia plástica. Esse é o profissional mais indicado para realização de procedimentos estéticos invasivos ou minimamente invasivos. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica tem sua sede Nacional em São Paulo e Regionais em 19 capitais do país e reúne mais de 6.000 especialistas.

Por meio do site e do app da SBCP é possível consultar se o médico é ou não membro da Sociedade.

A pesquisa foi realizada pela Insight, a pedido da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) sobre as impressões dos brasileiros acerca de determinados temas referentes a especialidade. Foram entrevistadas de maneira online, 1.500 pessoas das cinco regiões brasileiras, no período de 6 a 14 de março de 2017, com idades entre18 e 65 anos, das classes ABC. Cotas pré-definidas de sexo e idade, reproduzindo o perfil típico das pessoas que se submetem a cirurgia plástica no universo pesquisado.