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julho 2017

Capítulo de cirurgia crânio-maxilo-facial

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A Cirurgia Crânio-maxilo-facial (CCMF) é uma área de atuação médica reconhecida pela AMB desde 2005, sendo uma das 56 atualmente registradas.

O capítulo de CCMF foi criado dentro da SBCP em 1977 e desde o início apresentou importante atividade, na organização de eventos científicos dentro e fora dos congressos.

Também é de fundamental importância a criação em 1994 da Sociedade Brasileira de CCMF, que passou a se chamar Associação Brasileira de CCMF em 2008. Um grupo de renomados e experientes cirurgiões brasileiros esteve envolvido neste processo.

Como é de conhecimento de todos, esta área tem como uma de suas maiores características a interdisciplinaridade, permitindo a titulação de especialistas provenientes da cirurgia plástica, cirurgia de cabeça e pescoço e otorrinolaringologia. O período de formação complementar varia de 1 a 2 anos.

Dentro da atual importância e luta para valorização e recuperação da cirurgia reparadora dentro da cirurgia plástica, a CCMF apresenta-se como importante pilar, tendo em vista as amplas possibilidades de atuação que o treinamento complementar e a experiência adquirida nesta área permitem:

  • No tratamento das deformidades dento-faciais esqueléticas, em atividade integrada com ortodontistas e fonoaudiólogas, para a realização das cirurgias ortognáticas, funcionais e estéticas.
  • Nas deformidades e malformações congênitas crânio-faciais, sendo as fissuras lábio-palatinas as mais frequentes. Podemos citar também as craniossinostoses, microssomias, fissuras crânio-faciais atípicas, encefaloceles e outras condições relacionadas.
  • No trauma crânio-facial e suas sequelas. Em nossa opinião este é o segmento que concentra o maior potencial de crescimento e atuação para os cirurgiões plásticos, mesmo para aqueles que não tenham o treinamento complementar. Ao longo de vários anos, a diminuição do interesse por parte da nossa especialidade permitiu uma expansão significativa da cirurgia buco-maxilo-facial, especialidade da odontologia. Considerando-se questões legais, trata-se de área crítica para nossa atuação.
  • Tratamento das neoplasias benignas e malignas, seja do ponto de vista oncológico propriamente dito, no auxílio com acessos e técnicas de osteotomias e osteossínteses, bem como nas reconstruções associadas.
  • Tratamento dos transtornos da articulação têmporo-mandibular (ATM).
  • Transtornos do sono – Tratamentos cirúrgicos da síndrome da apnéia-hipopnéia obstrutiva do sono (SAHOS).
  • Trabalho com novas tecnologias, em conjunto com as empresas, tendo como exemplos a pesquisa de materiais, prototipagem de reconstruções e cirurgias, desenvolvimento de guias para osteotomias e osteossínteses, bem como placas, parafusos e próteses customizadas.

 

Os processos seletivos variam em sua composição, podendo ser realizadas provas específicas, além de entrevistas.
Maiores informações podem ser obtidas no site abccmf.org.br.

Estamos à disposição para outros esclarecimentos.
Um abraço

Daniel Francisco Mello

Regente do Capítulo de Cirurgia Crânio-Maxilo-Facial da SBCP

Dr_Daniel_Francisco_Mello

CBN: Faculdades emitem diplomas de pós-graduação em cirurgia plástica de maneira indevida

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A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica diz que muitos médicos usam um certificado sem respaldo nenhum do Conselho Federal de Medicina para se passar por especialistas em cirurgia plástica e realizam as operações sem aptidão. Ainda de acordo com a SBCP, mais de 20 pessoas morreram no ano passado durante operações feitas por médicos formados neste tipo de curso.

Por Ricardo Gouvêia

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) estima que 12 mil médicos realizam cirurgias plásticas no Brasil sem nenhum título de especialização. O alerta da SBCP é que boa parte deles engana pacientes usando certificados que não valem nada, mas que são emitidos por faculdades credenciadas no Ministério da Educação. A SBCP afirma que essas operações de médicos sem especialização resultaram, no ano passado, em quatro mortes no Brasil. E mais grave ainda: 18 mortes nessas mesmas circunstâncias ocorreram na Colômbia. Todas elas nas mãos de médicos colombianos que conseguiram esses certificados aqui no Brasil.

O problema apontado pela SBCP é que as faculdades de medicina precisam ser credenciados pelo MEC, mas os cursos de pós-graduação, não. Então qualquer faculdade reconhecida pode criar um curso lato-sensu. Só que um curso de pós-graduação em cirurgia plástica, por si só, não vale absolutamente nada.

Para obter o título de especialista, o médico precisa de uma série de pré-requisitos, além de ser aprovado em uma prova do MEC ou da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a única no ramo reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina e Associação Médica Brasileira. O alerta do presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Luciano Chaves, é que os pacientes não sabem disso, e muitas vezes caem na conversa de médicos que colocam esses certificados de pós-graduação nas paredes de suas clínicas:

“Esses pacientes acabam sendo operados em pequenas clínicas que, na sua maioria, são dominadas por esses médicos, que não são especialistas. E os proprietários dessas clínica terminam sendo esses mesmos médicos, não especialistas em cirurgia plástica”, explica.

Depois de alertas da SBCP, pelo menos três cursos de pós-graduação em cirurgia plástica fecharam as portas desde o ano passado. Mas pelo menos dois continuam oferecendo o lato sensu: a Faculdade Redentor, no noroeste do estado do Rio de Janeiro, e a UNAR, no interior de São Paulo.

A ABM-PÓS, a associação que representa médicos pós-graduados, enviou ao Ministério da Educação uma lista com sete instituições de ensino que oferecem cursos irregulares na área de medicina, não só em cirurgia plástica. O Ministério da Educação informou que, de fato, esses cursos em questão não são reconhecidos. Mas o MEC transferiu a responsabilidade de supervisionar essas instituições para o Ministério Público.

Existe um inquérito aberto no MPF, a pedido da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Inicialmente, o documento foi arquivado pela procuradora responsável. Mas o pedido de arquivamento ainda está em análise pela Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal.

A reclamação da ABM-PÓS é que essas instituições ferem a lei porque terceirizam a atividade. Uma instituição sem as credenciais do MEC monta uma parceria com uma universidade regularizada. Essa instituição se passa por um núcleo de especialização e se torna parte do programa de pós-graduação. A afirmação é do diretor da ABM-PÓS, Felipe Almeida:

“Como elas não têm registro nenhum no Ministério da Educação, elas não poderiam ofertar esses cursos. Contudo, elas se juntam a alguma faculdades, e essas faculdades vão oferecer esse certificado para esses médicos. Mas esse certificado, nessas condições, ele perde a validade, ele não não é válido, é um certificado ‘falso’, porque essas escolas não têm registro no MEC e estão comercializando certificados”.

Depois de ser contatada pela reportagem, a Faculdade Redentor alterou em seu site o nome do coordenador do curso de Cirurgia Plástica, além de ter desvinculado o nome de uma sociedade de cirurgia plástica paralela, e não reconhecida pelos órgãos competentes. No entanto, a Faculdade Redentor alegou que está devidamente credenciada pelo MEC e que se limita oferecer o cursos, deixando que o título de especialização seja conferido pelas sociedades médicas.

O Centro Universitário de Araras “Dr. Edmundo Ulson” – UNAR foi contatado pela CBN, mas não enviou posicionamento até o fechamento desta reportagem.

Fonte: http://cbn.globoradio.globo.com

Células-tronco na pele

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Pesquisa pioneira feita por brasileiros mostra que a aplicação das células curinga promove o rejuvenescimento da cútis de forma impressionante. A terapia pode representar a mais nova revolução na busca pela preservação da beleza

Por Cilene Pereira

Crédito: Divulgação

Dois médicos brasileiros, em conjunto com um colega italiano, estão conduzindo um estudo que pode representar um dos maiores saltos da ciência para a manutenção da beleza da pele. Os cirurgiões plásticos Natale Gontijo de Amorim e Charles Araújo de Sá realizam no Rio de Janeiro uma pesquisa inédita para avaliar se a aplicação na cútis de células-tronco extraídas do próprio paciente são capazes de promover o rejuvenescimento cutâneo. A contar pelos resultados observados até agora, a resposta é sim. Elas reduzem a flacidez de forma impressionante – um dos principais objetivos de qualquer tratamento de rejuvenescimento -, além de assegurarem maior hidratação e viço à pele desgastada pelo tempo.

Até hoje, o principal avanço contra o envelhecimento da pele foi o surgimento do laser. A energia disparada pelos aparelhos provoca uma reorganização das fibras colágeno, responsáveis por dar sustentação à cútis, de maneira a melhorar o aspecto cutâneo. O que Natale, diretora da Comissão Científica da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (regional Rio de Janeiro), Charles, chefe do Departamento Científico do Instituto Ivo Pitanguy, e o médico italiano Gino Rigotti, da Universidade de Verona, na Itália, estão fazendo vai por um caminho diferente e muito promissor. Ao investirem em células-tronco, os três optam por uma das principais apostas da medicina regenerativa da atualidade.

Essas células tornaram-se alvo de intenso interesse porque são como matrizes prontas a serem usadas para confeccionar a maioria dos tecidos do corpo humano. Elas não são especializadas, ou seja, não se tornaram ainda células com funções específicas. Podem, portanto, serem induzidas a se transformarem no que a medicina quiser. Se há uma lesão no músculo cardíaco provocada por um infarto, por exemplo, é possível fazer com que células-tronco assumam as características de células cardíacas e realizem as tarefas das que foram lesadas. Ou que dêem origem a vasos sanguíneos, garantindo que uma área atingida por qualquer agressão receba mais oxigênio e nutrientes. Elas podem ser extraídas de embriões (embrionárias), de lugares do corpo como a medula óssea ou a gordura (adultas), ou serem resultado de uma reprogramação feita a partir de células já especializadas.

A experiência dos três pesquisadores em relação à pele é a primeira do mundo do gênero a ser feita em seres humanos. As células-tronco usadas são extraídas da gordura do paciente, processadas em laboratório e injetadas na pele do rosto. Na etapa inicial, participaram vinte pacientes com idade entre 45 e 60 anos, todos apresentando flacidez parcial. A aplicação das células curinga foi feita em uma área próxima à orelha, na altura do bochecha. Após quatro meses, a pele tratada foi retirada em um facelifting (procedimento cirúrgico de rejuvenescimento) e analisada na Universidade Federal do Rio de Janeiro e na Universidade de Verona.

PROVA Charles e Natale se preparam para nova etapa do trabalho, com mais pacientes (Crédito:Stefano Martini)
Os médicos verificaram que as fibras elásticas (dão elasticidade à pele) danificadas pelo processo de envelhecimento natural ou por agressões externas, como os raios solares, desapareceram e deram lugar à fibras novas, intactas como as encontradas em uma pele jovem. “Foi um fenômeno extraordinário”, conta o italiano Rigotti. “Isso é muito difícil de acontecer em adultos”, acrescenta Charles. Houve outros benefícios constatados pelos cientistas. “A hidratação melhorou e a quantidade de vasos sanguíneos cresceu, garantindo mais nutrição e oxigenação”, afirma Natale. O procedimento também se mostrou seguro, não sendo registrada qualquer alteração que representasse risco à saúde.

REFERENDO CIENTÍFICO

As observações foram publicadas na revista científica Plastic and Reconstructive Surgery, a mais importante da especialidade. E outro artigo, com maiores detalhes, aguarda publicação na Stem Cell, outra publicação científica de renome. O trio de pesquisadores se prepara para a próxima etapa do trabalho, que contará com número maior de pacientes. Agora, serão cem. Eles pretendem concluir o estudo dentro de no máximo dois anos, prazo para que, acreditam, a terapia esteja disponível.

VIÇO RENOVADO
Células-tronco representam a grande aposta da medicina regenerativa
Saiba por que:

O QUE SÃO
• Células que ainda não se transformaram em células específicas (cardíacas ou ósseas, por exemplo)
• Por essa razão, possuem versatilidade para se transformar em qualquer tecido

TIPOS
Embrionárias – presentes em embriões, são as que apresentam a maior versatilidade
Adultas – encontradas em vários lugares do corpo: medula óssea e gordura estão entre as fontes mais acessíveis
Induzidas – obtidas a partir de um processo pelo qual células já especializadas são reprogramadas para funcionarem como células-tronco

USOS
• São estimuladas a se especializar para que funcionem como peças de reposição a serem colocadas no lugar das que foram lesadas ou ajudem a revitalizar áreas danificadas
• Há várias experiências pelo mundo: na cardiologia, por exemplo, elas vêm sendo testadas para recuperar áreas atingidas pelo infarto

COMO É A EXPERIÊNCIA NO REJUVENESCIMENTO
1. Os pesquisadores extraem as células-tronco da gordura do próprio paciente
2. Elas são processadas em laboratório
3. Depois, são injetadas em áreas determinadas da pele do rosto

O QUE FOI OBSERVADO
Promoveram o crescimento de fibras elásticas e aumentaram a hidratação e a concentração de vasos sanguíneos na região tratada

Houve a eliminação das fibras elásticas danificadas pelo envelhecimento natural. Elas foram substituídas por outras, intactas

Fonte: ISTOÉ

Estética: procura por procedimentos não cirúrgicos aumenta 390%

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Nos últimos anos, o aumento da procura por procedimentos não cirúrgicos e reparadores superou o das operações estéticas, segundo novo levantamento

Por Giulia Vidale
Botox
Nos últimos dois anos, a procura por procedimentos estéticos não cirúrgicos aumentou 390%. Entre os cirúrgicos, as operações com fins reconstrutores subiram 23%, enquanto as cirurgias com fins estéticos, apenas 8%. Os dados são do Censo 2016 da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), que entrevistou 1.218 associados, de todas as regiões do país.

Para Luciano Chaves, presidente da SBCP, o aumento pela procura de procedimentos não cirúrgicos – em 2014, representavam apenas 17,4% da fatia de procedimentos estéticos realizados pelos cirurgiões plásticos e em 2016 passou a ocupar 47,5% da agenda de especialistas – pode ser associada aos seguintes fatores: pessoas mais jovens, que não procuravam cirurgias, estão procurando procedimentos menos invasivos e preventivos; redução dos custos desses procedimentos e maior qualificação e disponibilidade de especialistas que os realizam

Entre os tratamentos mais procurados estão preenchimento (1º), toxina botulínica (2º), peeling (3º), laser (4º) e suspensão com fios (5º). “O tipo de procedimento indicado [cirúrgico ou não cirúrgico] irá depender de cada fase e da necessidade de cada paciente. Por exemplo, maiores graus de envelhecimento, demandam cirurgia. Por outro lado, casos mais leves, sem um grau de envelhecimento estabelecido, podem ser resolvidos com procedimentos mais simples”, disse Chaves.

Cirurgias reparadoras

O aumento da procura por cirurgias reparadoras comprova o destaque que esses procedimentos ganharam nos últimos anos. Em 2009 elas representavam apenas 27% dos procedimentos realizados por cirurgiões plásticos, em 2014 passaram para 40% e, em 2016, 43%. Entre os tratamentos mais procurados, a cirurgia após câncer de pele foi a mais realizada, seguida pela pós-bariátrica e reconstrução mamária.

O presidente da SBCP atribui esse crescimento à maior qualificação dos cirurgiões plástico brasileiros na resolução de situações complexas de cirurgia reconstrutora. “Fatores como o aumento da violência urbana e de acidentes domésticos, como queimaduras em crianças, a precocidade do diagnóstico de câncer de pele e o aumento da procura por reconstruções após mastectomias por câncer de mama também contribuíram para o aumento da necessidade dessas cirurgias”.

Pagamento

A tendência também refletiu em mudanças nos pagadores das cirurgias. Embora a principal origem dos pagamentos ainda seja a particular, responsável pelo custeio de 59,3% dos procedimentos, neste censo, já aparecem outros pagadores, como o Sistema Único de Saúde (SUS) responsável pelo custeio de 16,3% das cirurgias realizadas e organizações filantrópicas, com 1,8%. Os convênios foram responsáveis por 19,8% das operações.

Cirurgias estéticas

Já as cirurgias plásticas estéticas, embora não tenham apresentado aumento significativo, continuam os maiores números absolutos, com 839.288 operações realizadas em 2016 (57% de todas as cirurgias realizadas).  O aumento de mamas ainda é o procedimento mais realizado no país, seguido por lipoaspiração, dermolipectomia abdominal (plástica da flacidez), mastopexia (elevação das mamas) e redução de mamas. Uma novidade do Censo 2016 é a inclusão dos dados de bichectomia, que não constavam nos censos anteriores, e correspondeu a 0,5% dos procedimentos realizados e a polêmica plástica vaginal, responsável por 1,7% das cirurgias estéticas.

Fonte: Revista Veja

 

Recado do Regente do Capítulo de Rinoplastia da SBCP

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Informo que estamos preparando o curso de rinoplastia para o Congresso de Florianópolis em novembro. A duração do curso será de uma hora e meia e o conteúdo será bastante proveitoso para os jovens cirurgiões em formação e recém-formados que ainda estão em busca da melhor técnica de rinoplastia. Teremos meia hora para discussão entre os professores e os alunos. Serão 2 (duas) aulas de 30 minutos cada, ambas priorizando conceitos básicos e atuais.

A primeira aula “bases anatômicas e funcionais da moderna rinoplastia aberta estruturada” estará a cargo do nosso regente adjunto, Dr. Jose Carlos Ronche Ferreira, que vai mostrar como e porque utilizar esta técnica.

A segunda será “rinoplastia através dos tempos”, sob minha responsabilidade, mostrará a evolução das técnicas de rinoplastia desde “Joseph” até os tempos modernos, com ênfase nos procedimentos mais utilizados hoje em dia, de maneira prática e objetiva.

Ambas serão montadas com prioridade para o ensino fundamental da rinoplastia para aqueles que pretendem se aprofundar ou aperfeiçoar seus conceitos e conhecimentos sobre esta importante área da cirurgia plástica, aquela em que a curva de aprendizado torna-se mais longa.

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SERGIO MOREIRA DA COSTA
REGENTE DO CAPITULO DE RINOPLASTIA DA SBCP

 

5 perguntas que você sempre quis fazer sobre aumento de mama

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1) Todos os implantes de mama são iguais?

R: Não, os implantes podem ser lisos ou texturizados, de baixa projeção ou de alta projeção, redondos ou em forma de gota.
Não há um tamanho único para todos os implantes mamários. O melhor implante para uma determinada mulher depende de suas características anatômicas únicas, bem como seus resultados desejados. Porém todas as próteses de silicone usadas no Brasil devem passar por um controle criterioso e rigoroso de qualidade da ANVISA, sendo testados para a qualidade, esterilidade, durabilidade e resultados

2) Quanto tempo posso ficar com o mesmo implante?

R: Não existe tempo determinado, esta análise deve ser feita com o seu cirurgião plástico de tempos em tempos através de exames de imagem, como ressonância, tomografia, ultrassonografia ou mamografia.

3) Posso amamentar mesmo tendo passado por um procedimento de aumento de mamas?

R: Sim. A maioria das mulheres com próteses de silicone não sente dificuldades na amamentação.

4. O implante de silicone é a única alternativa para o aumento da mama?

R: Não, existe também a cirurgia de fat grafting, que é o uso da gordura para o aumento da mama, porém é um procedimento mais específico, que necessita que a paciente tenho gordura suficiente para ser transferida para as mamas.

5) Vou sentir dor por ter a pele esticando?

R: Não, a dor está mais relacionada à pressão exercida pela prótese sobre o tórax e à própria manipulação dos tecidos durante a cirurgia. Em relação à pele, é importante hidratá-la no pós operatório para reduzir a chances de aparecerem estrias.

10 curiosidades sobre a cirurgia plástica

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Por Paulo Godoy

A cirurgia plástica é uma ciência que se confunde com a arte e, durante séculos, as culturas continuaram a aperfeiçoá-la. Ao longo do tempo, essa especialidade médica começou a se expandir da variedade puramente reparadora para uma ferramenta de acréscimo e melhoria da autoestima. Assim como qualquer outra invenção, a cirurgia plástica deve suas raízes a uma série de pessoas e eventos que o moldaram no que é hoje. Como um apaixonado pelo assunto, eu separei algumas descobertas divertidas que ajudaram a moldar a cirurgia plástica moderna!

  1. A palavra ‘plástico’ é derivada da palavra grega “plastikos”, que significa moldar. A cirurgia plástica é de fato a moldagem ou remodelação de qualquer área em que sua cirurgia seja alvo, então o nome se encaixa.
  2. 2. No primeiro século, os romanos praticavam todos os tipos de cirurgia plástica reparadora, mesmo que de forma rudimentar. O médico romano Cornelius Celsus até documentou um procedimento que ele realizou, semelhante à redução da mama masculina. Eureka! A primeira cirurgia de ginecomastia.
  3. O avanço da cirurgia plástica parou durante a Idade Média. As pessoas associavam a figura de um cirurgião derramando sangue como algo pecaminoso e pagão.
  4. O cirurgião italiano Gaspare Tagliacozzi é amplamente reconhecido como um dos precursores da cirurgia plástica moderna. Ele desenvolveu uma técnica de reconstrução nasal para tratamento de sequelas deixadas pelas frequentes lutas de rua que ocorriam na Itália de 1500.
  5. No final do século 18, os cirurgiões britânicos estudaram técnicas de cirurgia plástica indiana e trouxeram à  Europa. Essa técnica baseava-se no uso do músculo da testa para reconstrução do nariz e foi descrita pelo indiano Sushruta Samhita seiscentos anos antes de Cristo.
  6. Em 1931, os cirurgiões que serviram na Primeira Guerra Mundial iniciaram a Associação Americana de Cirurgia Plástica para ajudar a reduzir os procedimentos não regulamentados.
  7. Os cirurgiões da Segunda Guerra Mundial deram um passo adiante e começaram a experimentar a substituição de membros inteiros, enxertos de pele e regeneração de tecidos. Sem as descobertas da guerra, a cirurgia plástica não estaria onde está hoje.
  8. Benito Mussolini e Adolf Hitler realmente usaram cirurgia plástica para criar um soldado mais “perfeito”. Eles corrigiram pálpebras caídas e tudo o que faz um soldado aparentar fraco.
  9. Nos anos 60, os implantes mamários de silicone começaram a se tornar populares entre as americanas. Eles receberam a ideia dos cirurgiões japoneses que usaram silicone para preencher as pernas que foram destruídas pela pólio.
  10. Em 2015, mais de 500 mil cirurgias de lipoaspiração foram realizadas em homens e mulheres nos Estados Unidos.

 

Fonte: Diário de S.Paulo

Idosos não abrem mão da vaidade e lotam consultórios médicos

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Aplicação de botox e preenchimento com ácido hialurônico são alguns dos procedimentos mais solicitados


Estética. A colorista Marlene Feitoza recorre ao botox para se sentir mais jovem e bonita – Analice Paron / ANALICE PARON
RIO – A terceira idade está mais vaidosa. Junto com o aumento da expectativa de vida, vem a vontade de se manter bem fisicamente — o que inclui disfarçar os sinais do envelhecimento. É o que observam cirurgiões plásticos da região: cada vez mais pacientes desta faixa chegam a seus consultórios dispostos a se submeter ao bisturi para mudar aquilo de que não gostam em sua aparênca. Aumentou também o número de idosos que buscam procedimentos estéticos menos invasivos.

Para Marlene Feitoza, de 65 anos, estar bonita é essencial. Colorista em um salão de beleza, desde o ano passado ela decidiu investir parte de suas economias na aplicação de botox (neste período, já fez duas aplicações). E se diz muito satisfeita.

— Faço porque gosto de estar bem, me olhar no espelho e ver meu rosto bonito. É maravilhoso, melhora muito a autoestima. Quando a gente chega aos 65, tudo muda. Além disso, sinto que preciso ter uma boa aparência para o meu trabalho. Mas, independentemente do salão, gosto de me sentir bem, de me embelezar — conta.

Professora aposentada, Lea de Araújo, de 70 anos, recorre à aplicação de botox uma vez por ano, para corrigir as rugas. Casada há 47 anos, conta que o marido aprova o resultado.

— Não é porque estou velha que tenho que ficar desleixada. Tem que se cuidar! A gente tem que manter a aparência. Meu marido dá a maior força. E botox não dói nada — garante.

No consultório da cirurgiã plástica Carolina Schafer, na Barra, a aplicação de botox e o preenchimento com ácido hialurônico são os procedimentos mais solicitados pelos pacientes mais velhos.

— Vejo que muita gente quer melhorar mesmo após os 60, inclusive fazendo cirurgias que visam ao embelezamento. A maioria vem em busca de rejuvenescimento facial, querendo atenuar rugas profundas ou corrigir pálpebras caídas — conta.

As mulheres, frisa ela, são mais dispostas a encarar uma mesa de cirurgia por motivos estéticos que os homens. Em geral, eles preferem tratamentos menos invasivos.

— Mas, se o paciente nunca fez qualquer tratamento de rejuvenescimento ao longo da vida, aí, sim, ele costuma optar pela cirurgia plástica — explica Carolina.

No consultório do cirurgião plástico Daniel Vasconcellos, localizado no Le Monde, o facelifting — que promove a reposição da pele e a recuperação do volume da face — é o mais procurado por mulheres entre 58 e 70 anos.

— O procedimento é capaz de rejuvenescer a face em até oito anos; por isso é muito solicitado. Depois, no caso das mulheres, a plástica nas mamas para fins estéticos é destaque — conta.

Para ele, o aumento da expectativa de vida é mesmo a causa do maior interesse de pessoas da terceira idade em melhorar a aparência.

— Tenho um paciente que fez cirurgia plástica aos 60 e retornou dez anos depois para fazer outra — diz o médico, acrescentando que a ala masculina tende a buscar auxílio para corrigir pálpebras e bolsões embaixo dos olhos, assim como excesso de pele sobre eles.

De acordo com Carolina Schafer, submeter-se a uma cirurgia plástica nessa fase da vida requer cuidados especiais.

— Os riscos para pacientes na terceira idade são inerentes aos riscos existentes em qualquer procedimento cirúrgico. Mas não é muito recomendado que se faça plástica após os 70 anos. O paciente idoso costuma ter mais doenças, então, tudo vai depender do histórico dele. Se é saudável ou tem algum problema que não está controlado, como hipertensão ou diabetes. Tudo deve ser feito com muita responsabilidade, para evitar complicações — alerta.

Leia mais: https://oglobo.globo.com/rio/bairros/idosos-nao-abrem-mao-da-vaidade-lotam-consultorios-medicos-21516278#ixzz4lmheFNoj
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