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julho 2018

BLOG: “Desconfie de propagandas ostensivas”, entrevista com o Secretário da SBCP

By | Notícias

A morte da bancária Lilian Calixto (46), na semana passada, após um procedimento estético em um apartamento na
Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, levanta uma série de questionamentos e deve chamar a atenção principalmente daqueles que querem mudar o corpo a qualquer custo.

A situação remete à reflexão, em primeiro lugar, sobre a perda de uma vida, atraída por ostensiva publicidade nas redes sociais, por um médico conhecido como “Dr. Bumbum”, que não era especialista e realizou o procedimento, com substância perigosa, em local inadequado. O PMMA (polimetilmetacrilato) usado causou complicações em pelo menos 17 mil em São Paulo, apenas em 2016,
estima uma pesquisa.

LER ENTREVISTA COMPLETA NO BLOG SBCP

SBCP alerta: somente médicos especialistas estão habilitados a realizar procedimentos estéticos e em locais apropriados

By | Nota

Com base nos últimos acontecimentos, envolvendo óbitos de pessoas que passaram por procedimentos estéticos com médicos não especialistas em cirurgia plástica e em locais inadequados, a Sociedade Brasileira de Cirurgia
Plástica esclarece que medicina estética e congêneres não são especialidades médicas reconhecidas pelas entidades representativas dos médicos como a Associação Médica Brasileira (AMB) e Conselho Federal de Medicina (CFM).

Desde 2016, com a alarmante invasão da especialidade não apenas por médicos não especialistas como por não médicos, a SBCP criou o Projeto Nacional de Defesa da Especialidade, que, desde então, segue judicializando contra
profissionais que realizam procedimentos invasivos à especialidade, assim como denunciando na justiça práticas realizadas por estes não especialistas e que colocam muitas vidas em risco, resultando em casos como os noticiados nos últimos dias. A SBCP objetiva determinadamente a excelência ética e científica da Cirurgia Plástica, em prol da segurança da população.

O Título de Especialista em cirurgia plástica assegura a qualificação e formação científica do médico (por meio de mínimo 11 anos de estudo, treinamento e aperfeiçoamento), chancelados por órgãos oficiais (Conselho Federal de Medicina, Associação Médica Brasileira, Ministério da Educação e SBCP).

Procedimentos estéticos invasivos ou cosmiátricos, devem ser realizados com indicação médica (médicos especialistas em Dermatologia e Cirurgia Plástica).

Diretoria Executiva
Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica

Pacientes devem pesquisar sobre a qualificação de médicos

By | Notícias

É fundamental também saber mais sobre material usado e local do procedimento

Por O Globo

O fim trágico de Lilian Calixto chama atenção para os perigos de procedimentos estéticos realizados com profissionais que não são qualificados. O médico Denis Cesar Barros Furtado, conhecido nas redes sociais como Doutor Bumbum, não tem CRM no Rio, o que era obrigatório para atuar profissionalmente no estado, e está foragido.

As bioplastias com uso de polimetilmetacrilato (PMMA), um material sintético, também entrou na berlinda. O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Níveo Steffen, ressalta que, desde 2006, o Conselho Federal de Medicina alerta os médicos sobre o produto por não existirem estudos de longo prazo sobre seus efeitos no corpo humano. Uma das principais complicações é o aparecimento de granulomas ou calcificações, como reação a um corpo estranho.

— A população corre sérios riscos com os apelos fantasiosos, imorais e mentirosos de falsos profissionais. Nos glúteos, a aplicação é feita por injeção intramuscular, o que agrava os riscos, já que esta é uma região em que existem muitos vasos sanguíneos. Se a injeção atingir vaso, pode levar à embolia pulmonar e à morte. A substância também não é absorvida pelo corpo, e reações a longo prazo são imprevisíveis. As sequelas podem ser irreversíveis. Isso quando o paciente não morre — destaca ele. PRÓTESES SÃO MAIS INDICADAS O cirurgião plástico André Maranhão, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da Regional do Rio, explica que a bioplastia é um preenchimento de uma região por algum material sintético para devolver volume, em especial quando há flacidez. São comuns as aplicações em glúteos e face. No entanto, a bioplastia não deve ser feita com PMMA e, para aumento de bumbum, não é a melhor opção.

— Os cirurgiões plásticos em geral preferem implantes de silicone ou fazer lipoescultura, que é a retirada de gordura de alguma área do corpo para injetá-la onde está faltando — diz ele.

O PMMA é um produto autorizado pela Anvisa para pacientes com HIV que tenham lipodistrofia facial (eles recebem aplicações em pequena quantidade).

— Para o glúteo, precisaria de um grande volume, o que não é seguro — ressalta.

Para Elvio Bueno Garcia, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da Regional de São Paulo, o médico deve ter um consultório regulamentado, na prefeitura e na Anvisa. E procedimentos assim só podem ser realizados em clínicas credenciadas ou hospitais.

Ao operar, recomendação é buscar informações

Profissionais precisam comprovar registro e especialização na área

Ao buscar um local para realizar cirurgias estéticas, o interessado deve, segundo especialistas e entidades de classe, tomar algumas precauções básicas. A primeira orientação é checar se o médico responsável pelo procedimento tem cadastro ativo no Conselho Regional de Medicina do estado em questão. Além disso, recomenda-se buscar profissionais com especialização na área — as duas informações podem ser localizadas na página do órgão.

Ser filiado à Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica não é obrigatório, mas é outra forma de o paciente resguardar-se — mais uma vez, é possível fazer a checagem no site da entidade. Vale frisar que o procedimento deve ser feito em ambiente adequado, com todo o aparato necessário.

— Não se pode fazer abdominoplastias ou procedimentos na mama em local sem centro cirúrgico ou suporte para o caso de situações adversas — explica Nelson Nahon, presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio (Cremerj).

Do ponto de vista administrativo, toda clínica deve ter exposto o alvará concedido pela prefeitura. Por fim, o paciente tem ainda o direito de exigir a apresentação da licença sanitária.

PMMA não deveria ser usado para fins estéticos, dizem entidades médicas

By | Notícias

Produto usado por Dr. Bumbum não deveria ter finalidade estética. SAÚDE. B6
Não é de hoje que o PMMA (polimetilmetacrilato) carrega má fama, mas a substância continua causando complicações graves.

Por Saúde, Folha de São Paulo

No último domingo (15) a bancária Lilian Calixto morreu no Rio, aos 46 anos, após complicações em cirurgia feita por Denis Cesar Barros Furtado, 45, conhecido em redes sociais como Doutor Bumbum. Além de não ter formação em cirurgia plástica, o médico realizou o procedimento em sua casa, no Rio de Janeiro, o que é proibido.

A suspeita é que ela tenha sofrido uma embolia pulmonar devido à aplicação da substância PMMA para preenchimento nos glúteos. O PMMA é utilizado para a fabricação de diversos produtos para a saúde, como dentes artificiais, lentes intraoculares e implantes.

Em forma líquida, o PMMA, pode ser usado em procedimentos estéticos para corrigir rugas e restaurar pequenos volumes perdidos com o envelhecimento, segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Mas nem a SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica) nem a SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia) recomendam o uso do produto para fins estéticos, seja em pequena ou grande quantidade.

Segundo médicos das entidades, a exceção seria o uso do preenchimento facial em pessoas com HIV/Aids, para corrigir a lipodistrofia causada pelos antirretrovirais, uma indicação prevista pela Anvisa em portaria de 2009. Segundo o CFM (Conselho Federal de Medicina), não há estudos a longo prazo sobre o produto no corpo, principalmente em grandes volumes.

No censo de 2017 da SBCP, a entidade incluiu pela primeira vez dados sobre as sequelas dos implantes com PMMA devido ao aumento no número de complicações. Em 2016, foram feitas 4.432 cirurgias plásticas para corrigir defeitos decorrentes da aplicação da substância, de um total de 664.809 operações reparadoras. O total de complicações, porém, é bem maior, segundo pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional São Paulo (SBCP-SP). No mesmo ano de 2016, houve mais de 17 mil registros em todo o país.

Para a maioria dos cirurgiões plásticos ouvidos pela entidade, o produto deveria ter o que pode dar errado com PMMA seu uso e comercialização banidos do mercado nacional. Em 2006, o CFM (Conselho Federal de Medicina) e a SBCP já haviam se manifestado sobre o assunto, condenando sua utilização indiscriminada. Em 2007, após ampla discussão, a Anvisa proibiu a manipulação da substância em farmácias.

“Há vários produtos biocompatíveis e seguros, como o ácido hialurônico, que é absorvível. O PMMA é barato, definitivo e traz um monte de riscos, mas as pessoas se enganam pela promessa da fantasia”,
diz Níveo Steffen, presidente da SBCP.

O material é permanente, ou seja, não é absorvido pelo corpo, e pode causar deformações, inflamações, necrose e até a morte. Para médicos, a autopromoção agressiva em mídias sociais aumenta os riscos. “Pacientes estão se deixando levar por médicos blogueiros.

O que é o PMMA

Também conhecido como bioplastia, é um composto de microesferas de acrílico comercializado com diversos nomes como: metacril, pexiglass ou lercite. É usado principalmente para:

• Tratar rugas médias a profundas, como pregas nasolabiais (“bigode chinês”)
• Preencher cicatrizes
• Aumentar lábios finos até que quem mais publica está mais atualizado”, diz Sergio Palma, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Como é aplicado

As aplicações de PMMA são simples de serem realizadas: bastam microcânulas com anestesia local. Custa menos do que outros produtos absorvíveis e mais seguros. A substância é permanente. Depois de aplicado, sua remoção é praticamente impossível, porque se espalha.

Nos últimos anos, o aumento da procura por procedimentos não cirúrgicos e reparadores superou o das operações estéticas, segundo novo levantamento

Por Giulia Vidale

Nos últimos dois anos, a procura por procedimentos estéticos não cirúrgicos aumentou 390%. Entre os cirúrgicos, as operações com fins reconstrutores subiram 23%, enquanto as cirurgias com fins estéticos, apenas 8%. Os dados são do Censo 2016 da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), que entrevistou 1.218 associados, de todas as regiões do país.

Para Luciano Chaves, presidente da SBCP, o aumento pela procura de procedimentos não cirúrgicos – em 2014, representavam apenas 17,4% da fatia de procedimentos estéticos realizados pelos cirurgiões plásticos e em 2016 passou a ocupar 47,5% da agenda de especialistas – pode ser associada aos seguintes fatores: pessoas mais jovens, que não procuravam cirurgias, estão procurando procedimentos menos invasivos e preventivos; redução dos custos desses procedimentos e maior qualificação e disponibilidade de especialistas que os realizam

Entre os tratamentos mais procurados estão preenchimento (1º), toxina botulínica (2º), peeling (3º), laser (4º) e suspensão com fios (5º). “O tipo de procedimento indicado [cirúrgico ou não cirúrgico] irá depender de cada fase e da necessidade de cada paciente. Por exemplo, maiores graus de envelhecimento, demandam cirurgia. Por outro lado, casos mais leves, sem um grau de envelhecimento estabelecido, podem ser resolvidos com procedimentos mais simples”, disse Chaves.

Cirurgias reparadoras

O aumento da procura por cirurgias reparadoras comprova o destaque que esses procedimentos ganharam nos últimos anos. Em 2009 elas representavam apenas 27% dos procedimentos realizados por cirurgiões plásticos, em 2014 passaram para 40% e, em 2016, 43%. Entre os tratamentos mais procurados, a cirurgia após câncer de pele foi a mais realizada, seguida pela pós-bariátrica e reconstrução mamária.

O presidente da SBCP atribui esse crescimento à maior qualificação dos cirurgiões plástico brasileiros na resolução de situações complexas de cirurgia reconstrutora. “Fatores como o aumento da violência urbana e de acidentes domésticos, como queimaduras em crianças, a precocidade do diagnóstico de câncer de pele e o aumento da procura por reconstruções após mastectomias por câncer de mama também contribuíram para o aumento da necessidade dessas cirurgias”.

Pagamento

A tendência também refletiu em mudanças nos pagadores das cirurgias. Embora a principal origem dos pagamentos ainda seja a particular, responsável pelo custeio de 59,3% dos procedimentos, neste censo, já aparecem outros pagadores, como o Sistema Único de Saúde (SUS) responsável pelo custeio de 16,3% das cirurgias realizadas e organizações filantrópicas, com 1,8%. Os convênios foram responsáveis por 19,8% das operações.

Cirurgias estéticas

Já as cirurgias plásticas estéticas, embora não tenham apresentado aumento significativo, continuam os maiores números absolutos, com 839.288 operações realizadas em 2016 (57% de todas as cirurgias realizadas).  O aumento de mamas ainda é o procedimento mais realizado no país, seguido por lipoaspiração, dermolipectomia abdominal (plástica da flacidez), mastopexia (elevação das mamas) e redução de mamas. Uma novidade do Censo 2016 é a inclusão dos dados de bichectomia, que não constavam nos censos anteriores, e correspondeu a 0,5% dos procedimentos realizados e a polêmica plástica vaginal, responsável por 1,7% das cirurgias estéticas.

Fonte: Revista Veja

SBCP lamenta morte de paciente que fez procedimento estético com médico não especialista e em local inadequado em Cirurgia Plástica

By | Nota

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) lamenta por mais um óbito de paciente que realizou um procedimento estético com um não especialista e em local inadequado. A bancária Lilian Calixto, 46 anos, morreu no último domingo, 15, após complicações de um tratamento estético. Além de não ter formação em cirurgia plástica, o médico realizou o procedimento em sua residência, o que é proibido.

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica repudia e reprova procedimentos médicos na área, realizados por não especialistas, e sobretudo nestes moldes. A crescente invasão da especialidade por não especialistas tem promovido cada vez mais casos de insucesso e fatais como este.

A SBCP disponibiliza em seu site, Facebook, e-mail ou telefone, uma consulta para saber se o médico é ou não credenciado pela Sociedade para realizar uma cirurgia plástica.

A formação do cirurgião plástico é diferenciada, uma vez uma vez que ele deve obrigatoriamente, após os 6 anos da graduação em medicina, passar pela formação de cirurgião geral (2 anos) antes de cumprir mais 3 anos em cirurgia plástica, somando no mínimo 11 anos de formação.

Além disso, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica tem alertado reiteradamente a população sobre os riscos dos procedimentos que envolvem PMMA. A SBCP aguarda por decisões judiciais que possam definitivamente impedir que profissionais médicos e não médicos sem especialização em cirurgia plástica realizem procedimentos sem qualificação.

DIRETORIA EXECUTIVA
SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIRURGIA PLÁSTICA

Xuxa sofreu após trocar silicone; saiba como o corpo reage a essa mudança

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Por Amanda Serra, Universa

Se nos anos 2000 os seios turbinados à lá Pamela Anderson ditavam um padrão e frequentemente eram explorados pelos comerciais e programas televisivos, o fato é que a procura por próteses mamárias menores tem se tornado uma tendência, assim como a redução das já existentes.

De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica do Brasil (SBCP), a busca por silicone ainda aparece em primeiro lugar na lista de cirurgias estéticas. Em 2016, foram feitas 288.597 operações, correspondente a 19,6% de todas as plásticas realizadas no país. As trocas de próteses entram nesse número. O médico Níveo Steffen, presidente da SBCP, garante que o efeito mais natural das mamas é uma tendência nos consultórios.

“O que se observa, hoje, de maneira geral, é que o conceito das mamas grandes passou, e isso tem a ver com o momento social [mulheres] atual. As próteses de 300 a 420 ml ficaram para trás. Atualmente, as mulheres buscam próteses menores, no máximo 280 ml.”

Na última semana, Xuxa Meneghel precisou passar por uma cirurgia de emergência para trocar o silicone dos seus seios por conta de uma contratura capsular, ou seja, uma rejeição do corpo que provoca o endurecimento das próteses. Além da cirurgia ser o único caminho para resolver o problema, em alguns casos costuma provocar muita dor e requer acompanhamento médico.

No início do ano passado, a apresentadora passou pelo mesmo problema, com o agravante de uma das próteses ter virado –algo que pode ocorrer quando o tamanho muda. Na ocasião, ela tinha diminuído os implantes. “Está de um tamanho bom para a minha mão e para a mão do Junno”, brincou. Xuxa aderiu ao silicone logo após o nascimento de Sasha, em 1998, e na época ficou turbinada, seguindo o padrão do momento.

Abaixo veja o que é preciso saber sobre a colocação e a troca da prótese de silicone:

Preciso trocar as próteses?

A troca hoje em dia é indicada apenas nos casos de contratura capsular, quebra, mal posicionamento ou por questões estéticas – diminuir ou aumentar. “Os silicones atuais não têm mais prazo de validade”, diz o cirurgião plástico Ronaldo Soares, também membro da SBCP. 

Steffen, no entanto, defende que as próteses ainda precisam ser substituídas a cada 10, 12 anos após a colocação. “Eventualmente algumas têm que ser trocadas antes, justamente por conta de possíveis problemas. A contratura capsular pode aparecer nos primeiros três meses. Esse tipo de cirurgia requer acompanhamento. Não é fazer e sumir”, alerta Níveo.

 

E se quiser diminuir o tamanho da prótese antes do tempo indicado para troca?

Nesse caso, é recomendado realizar uma mastopexia seguida da troca de próteses. O procedimento consiste na remoção do excesso de pele e reposicionamento do tecido mamário junto com a aréola para evitar que a peça “vire”. E então é feita a troca da prótese por uma menor. A recuperação costuma ser mais lenta, em comparação com outras cirurgias de implante de silicone, caso tenha que remover a pele, por exemplo, em vez de apenas colocar a nova prótese. Algo em torno de 20 dias.

 

Por que a contratura capsular acontece?

Não tem um motivo específico e também não é possível prever clinicamente ou laboratorialmente quem terá ou não. Faz parte do processo de cicatrização e depende do corpo de cada paciente, de como ele reagirá. “O índice de contratura capsular, no entanto, é baixo: cerca de 1%. No passado, quando as primeiras próteses foram criadas, a contratura chegava a 30%”, diz Steffen.

 

Tem como evitar a contratura capsular?

Uma forma de tentar evitar a contratura é colocar a prótese debaixo do músculo e optar por próteses menores de silicone, mas isso vai depender do corpo de cada paciente. “Sabe-se também que lavar as próteses com solução de antibiótico na hora do implante e introduzi-las com um plástico específico (keller funnel) reduzem a taxa de contratura”, diz o cirurgião plástico Ronaldo.

 

A prótese também pode virar. O que significa isso?

Trata-se também de uma reação inflamatória do organismo. É raro, mas acontece com maior frequência quando ocorre a mudança de um implante maior por um menor. A prótese fica com um espaço grande e aí vira.

 

Cuidados principais:

  • A escolha do profissional, que deve ser membro da SBCP;
  • Não deitar de barriga para baixo durante 60 dias;
  • Nada de exercícios físicos que usem os membros superiores durante o primeiro mês;
  • Evitar atrito, principalmente, batidas no local, durante 30 dias;

Fontes consultadas: Níveo Steffen, presidente da SBCP e o cirurgião plástico Ronaldo Soares.

 

Fonte: UOL – Universa

Bichectomia não é para todo mundo e pode trazer complicações sérias

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Essa cirurgia plástica ganhou fama, mas, principalmente se mal indicada, sobe o risco de problemas de saúde e até de envelhecimento do rosto

Por Theo Ruprecht

Parece simples: na bichectomia, o profissional faz um pequeno corte por dentro da boca e retira uma bola de gordura na região da bochecha – a chamada bola de Bichat. Após mais ou menos 45 minutos de cirurgia plástica e alguns dias de recuperação, o rosto fica mais contornado e menos arredondado. Mas calma que essa história tem bem mais do que um parágrafo.

“A bichectomia entrou na moda por causa das celebridades. Como consequência, houve uma banalização de seu uso”, afirma Níveo Steffen, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. “Essa operação envolve riscos e tem indicações específicas. Acima de tudo, está longe de ser uma técnica para todos”, completa.

Especialista em cirurgia de cabeça e pescoço da Universidade de São Paulo, o médico Flavio Hojaij ressalta que a bola de gordura de Bichat funciona como um amortecedor de músculos faciais que, entre outras coisas, participam da mastigação. “Ou seja, é possível que a remoção dessa estrutura cause, com o avançar dos anos, um desgaste na região. Mas faltam estudos que corroborem essa hipótese”, afirma.

Dito de outra forma, mesmo que dê tudo certo com a operação, a retirada da gordura de Bichat implicaria em mudanças anatômicas que talvez culminem em desconforto no futuro. Embora não acredite muito nessa teoria, Steffen aponta outra possível causa de dor decorrente da cirurgia: a lesão de nervos. “E se o profissional atingir o nervo facial, a pessoa pode até perder movimentos do rosto de uma maneira irreversível, o que termina em deformações”, adverte.

Mais: durante a bichectomia, o profissional eventualmente lesiona o duto da glândula parótida, que produz saliva. “Isso faz represar o líquido em um local inadequado, o que favorece infecções”, alerta Hojaij. Tal risco seria ainda maior se você considerar que, para evitar cicatrizes visíveis, os cirurgiões fazem incisões por dentro da boca – um local cheio de bactérias.

Fonte: Saúde Abril