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admin

INFORME PÚBLICO

By Notícias

Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica

Em que pese as contestações em face do Boletim 02/2021 do Comitê Extraordinário de Monitoramento COVID-19 (CEM COVID_AMB), veiculado em 23/março/2021; a SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIRURGIA PLÁSTICA, com o respeito que devotamos a Associação Médica Brasileira (AMB), informa que não integra o referido Comitê, tampouco teve ciência prévia, ou é signatária do citado Boletim.

São Paulo, 24 de março de 2021.
Diretoria Executiva Nacional
Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica

Mitos e Verdades: Síndorme Ásia

By Notícias

Sociedades Médicas se unem para esclarecer os mitos sobre a Síndrome ASIA

São Paulo, março de 2021

Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) lançam a ‘Campanha Mitos e Verdades’ que visa promover ambiente seguro para pacientes buscarem informações corretas sobre a síndrome. Sociedades também irão realizar uma live no dia 24/3 para tirar dúvidas da população a respeito do assunto.

Com o objetivo de esclarecer a população sobre as reais questões envolvem os implantes de silicone, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) lançam a campanha Mitos e Verdades. A iniciativa possibilita o acesso a informações seguras sobre a Doença do Silicone, assim denominada nas redes sociais e sobre a Síndrome ASIA e suas manifestações. No último ano, pesquisas no site Google sobre essas doenças cresceram 350%. Relacionadas a elas, buscas sobre explante de silicone apresentaram aumento de 170%. Por ser relativamente nova, a ASIA e a chamada Doença do Silicone tem sido objeto de inúmeras fake news que tem alarmado e gerado excessiva ansiedade e, muitas vezes, busca por procedimentos cirúrgicos como medida preventiva, baseado em fatos sem qualquer fonte científica. A campanha da SBCP está disponível no hotsite www.doencadosilicone.org.br e nas redes sociais das instituições.

“Importante registrar que Doença do silicone e síndrome ASIA não são a mesma coisa. A Doença do silicone é um termo atribuído pelas próprias pacientes para descrever um conjunto de sintomas que elas atribuem ao uso do implante, também conhecido no inglês por Breast Implant Illness (BIIs). Dentre os sintomas estão fadiga, depressão, mal funcionamento intestinal, dores articulares etc. Por se tratar de um quadro recém descrito, essa associação entre o silicone e o desenvolvimento de sintomas que simulam doenças imunológicas ainda está em estudo para averiguar a relação causal e a OMS (Organização Mundial de Saúde) ainda não reconhece esse termo como uma doença real. Além desse fato, não foram identificados ainda exames que comprovem a afecção, dificultando a diferenciação entre ela e sintomas habituais decorrentes do estresse, por exemplo. Apesar de ser usado, muitas vezes, para englobar a Síndrome ASIA, são quadros distintos e na BII não conseguimos caracterizar uma doença imunológica propriamente dita”, explica a Dra. Marcela Cammarota, diretora de Comunicação da SBCP.

A síndrome

A Síndrome de ASIA (síndrome autoimune-inflamatória induzida por adjuvante) foi descrita em 2011 por Yehuda Schoenfeld e consiste em desenvolvimento de doenças autoimunes em indivíduos geneticamente predispostos como resultado de exposição a adjuvantes (substâncias estranhas ao organismo que provocam reação imunológica). Essas substâncias já foram descritas há alguns anos e algumas delas são: fragmentos infecciosos, hormônios, alumínio e recentemente vem se destacando o escaleno, óleo obtido de tecido de tubarão e usado nas vacinas anti-influenza disponíveis no país.

Apesar de ser uma condição muito rara, o silicone tem sido considerado uma dessas substâncias, podendo desencadear reação imunológica e manifestações semelhantes à de algumas doenças reumáticas, sendo os sintomas mais comuns relacionados a fadiga crônica, dores articulares e musculares, boca e olho seco e algumas manifestações neurológicas. A presença de autoanticorpos contra o silicone e alguns HLA específicos, responsáveis por apresentar os antígenos ao sistema imune, podem indicar o desenvolvimento da doença. 

Apesar de serem condições extremamente raras em pacientes que realizaram procedimentos de implante mamário, a campanha visa proporcionar um ambiente seguro para troca de informações e combate às notícias falsas. “A Campanha Mitos e Verdades visa esclarecer todas as dúvidas baseadas em evidências científicas e pesquisas médicas realizadas nos últimos anos”, explica o Dr. Dênis Calazans, presidente da SBCP. A ação baseia-se em linguagem simples e direta para melhor apreensão do conteúdo que mescla cards e vídeos informativos com especialistas das áreas de cirurgia plástica e reumatologia. De maneira viva e interativa, a campanha apresenta conteúdos sobre sintomas, diagnósticos e tratamentos para a síndrome. A campanha traz vídeos de especialistas sobre a doença e um e-book didático para ser compartilhado.

Ficha técnica da Campanha
Campanha Mitos e Verdades
Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR)

Canais oficiais
www.doencadosilicone.org.br
@sbcpoficial
@sociedadereumatologia
@reumatologinsta

Síndrome ASIA e o BII não são a mesma coisa!

Síndrome ASIA: é uma abreviação do inglês de “síndrome autoimune induzida por adjuvantes”, podendo o silicone das próteses mamárias atuar como adjuvante. Não há exame laboratorial ou de imagem que seja capaz de diagnosticar a síndrome. Diagnóstico é feito por meio do preenchimento de critérios clínicos maiores e menores12. A relação da prótese de mama e Síndrome ASIA ou doenças reumáticas ainda é inconclusiva.

Breast Implant Illness (BII): livremente traduzida como doença do silicone3, não deve ser confundida com Síndrome ASIA, o BII não é uma doença reconhecida pela classe médica. É uma constelação de sintomas reportadas pelas pacientes (fadiga, queda de cabelo, ansiedade, depressão, fotossensibilidade, insônia), sem alterações laboratoriais ou radiológicas4. Está associada a todas as marcas e modelos de prótese de mama e pode ocorrer entre 3 dias a 30 anos após a inclusão.

Comunicado importante aos sócios sobre as Jornadas Centro-Oeste e Sul Brasileira

By Destaque

A ansiedade por nossos eventos científicos presenciais, rever amigos e retomarmos nossa vida, é muito grande. A pandemia que nos devasta deixa uma esteira de tristeza e comiseração pelas mais de 270 mil vidas ceifadas pelo Covid-19, e as 2.000 mortes que aumentam as estatísticas brasileiras diariamente; e nos embutem a um senso de extrema responsabilidade e cidadania.

Em janeiro, quando o cenário acenou um horizonte mais favorável em muitas regiões do Brasil, a Diretoria Executiva Nacional, o Departamento de Eventos Científicos (DEC) e o Conselho Deliberativo da SBCP, entenderam que poderíamos retomar o planejamento e realização dos eventos científicos. A 33ª Jornada Centro Oeste de Cirurgia Plástica (25 a 27/março/2021 – Vitória -ES) foi preparada com programação inovadora e todo rigor de segurança sanitária. Entretanto, o brusco agravamento da pandemia (22 Estados brasileiros em colapso do Sistema de Saúde; 4 cepas variantes do coronavírus em circulação no Brasil, com potencial aumento de transmissibilidade e patogenia), nos obriga decisões de responsabilidade, sobretudo como médicos.

Desta forma, com muito lamento, entendemos necessário a SUSPENSÃO das:

33ª Jornada Centro Oeste de Cirurgia Plástica (25 a 27/março/2021 – Vitória -ES)
e
36ª Jornada Sul Brasileira de Cirurgia Plástica (15 a 17/abril/2021 – Porto Alegre -RS)

Elencamos o rol de fatores (além dos já citados) que nos forçou tal decisão emergencial:

  • Iminente risco de adoção de barreiras sanitárias entre Estados para evitar novas mutações do vírus;
  • Imposições de restrições sanitárias para realização de eventos em ambientes fechados;
  • Malha aérea restrita e instável;
  • Normas restritivas de circulação;
  • Apesar de muitos membros da SBCP estarem vacinados (o que não nos isenta dos cuidados), os colaboradores, funcionários e parceiros patrocinadores estarão expostos a risco maior de contaminação.

Estamos certos da compreensão e solidariedade de todos os membros da SBCP, nestes tempos de excepcional dificuldade e apreensão.

Nossa gratidão aos participantes inscritos nos eventos, que poderão receber respectiva restituição ou manter crédito para futuros. Passagens aéreas são asseguradas por determinação da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) de remarcação/restituição sem ônus.

Apesar de tudo seguiremos determinados em colaborar para que o Brasil saia breve desta cena dramática, e que nossa segurança e saúde sejam sempre a maior prioridade.

São Paulo, 12 de março de 2021.

Diretoria Executiva Nacional
Departamento de Eventos Científicos
Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional Espírito Santo
Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional Rio Grande do Sul

SBCP realiza Exame para Título de Especialista em São Paulo

By Destaque

Nos dias 04 e 05 de março a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica realizou a edição de 2021 do Exame de Suficiência para Obtenção do Título de Especialista no Maksoud Plaza Hotel em São Paulo. Este ano foram 261 candidatos inscritos para realizar a prova de várias cidades do país

Por SBCP

Totalmente adaptado às normas sanitárias e de saúde, devido a pandemia de Covid-19, o local recebeu a visita de fiscais da Vigilância Sanitária para inspecionar o local, aprovado sem ressalvas e com elogios a organização. Antes de começar a prova a Diretoria Executiva e a Comissão Julgadora do Exame de Suficiência para Obtenção do Título de Especialista passou em todas as salas para conversar e tranquilizar os candidatos.

Exame mais moderno

Nesta edição, a SBCP conta com a assessoria operacional do Instituto Brasileiro de Gestão e Pesquisa (IBGP) para o recebimento das inscrições e aplicação das provas. A assessoria traz mais modernidade e agilidade no processo. A elaboração das provas, no entanto, continua integralmente sendo feita pela Comissão Julgadora do Exame de Suficiência para Obtenção do Título de Especialista da SBCP.

Outra novidade neste Exame é a troca da prova oral pela prova prática, na segunda etapa da prova. Os candidatos responderam a perguntas dissertativas e depois realizaram a parte prática em uma peça simulando o rosto humano. O professor mostrava uma foto com alguma deformação no rosto e o aluno tinha que desenhar no manequim como resolveria. Além de modernizar o processo, deixou o Exame mais dinâmico e desafiador para os candidatos. A relação dos aprovados sairá no dia 01 de abril e poderá ser acessada no site da SBCP https://www2.cirurgiaplastica.org.br

Projeto restringe uso de produto derivado do petróleo em preenchimentos estéticos

By Notícias

Polimetilmetacrilato (PMMA) já provocou deformidades e complicações em cerca de 17 mil pacientes de todo o País, alerta Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica

O Projeto de Lei 403/21 restringe a venda e o uso, em todo o País, do polimetilmetacrilato (PMMA) – tipo de plástico utilizado em procedimentos estéticos de preenchimento corporal. O texto tramita na Câmara dos Deputados.

Também conhecido como metacril ou bioplastia, o produto já provocou deformidades e complicações em cerca de 17 mil pacientes de todo o País, segundo pesquisa da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional São Paulo (SBPC-SP).

Conforme a proposta, o produto só poderá ser administrado por médicos com especialidade em cirurgia plástica ou dermatologia e por serviços de saúde coordenados por profissionais com essa titulação. O descumprimento da medida passa a configurar infração à legislação sanitária federal.

Falta de preparo
Autor do projeto, o deputado Carlos Bezerra (MDB-MT) explica que o PMMA é um derivado do petróleo usado há décadas em várias áreas da medicina, como ortopedia, oftalmologia, neurocirurgia e dermatologia. entre outros. Ele alerta, entretanto, que há alguns anos o produto passou a ser amplamente utilizado também em tratamentos estéticos de preenchimento corporal por profissionais sem especialidade compatível.

“Ainda são comuns casos de problemas graves com pacientes que se submetem a tratamentos com profissionais pouco habilitados, ou mesmo realizados por leigos, não médicos”, diz Bezerra.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Marcelo Oliveira

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Presidente da SBCP fala sobre Síndrome Asia no Fantástico

By Destaque

No último domingo (28), o Dr. Dênis Calazans, presidente da SBCP, esteve no Fantástico, da Rede Globo, falando sobre a Síndrome Asia.

Por SBCP

Embora raro, é patologia que pende de estudos científicos, que estão sendo realizados por toda comunidade médica. Os implantes mamários são seguros e trazem um grande bem social na melhora e/ou resgate da auto estima.

Confira a matéria na íntegra:

Uso de máscara causa orelhas de abano? Saiba se a proteção piora o problema e veja como corrigir

By Notícias

A partir do uso de máscaras para proteger conta o novo coronavírus, surgem a dúvida se elas realmente podem causar a orelha de abano em pacientes. Entenda a explicação dos especialista sobre o assunto

Por Cinthia Jardim, filha de Luzinete e Marco

Mesmo com o número de casos de Covid-19 diminuindo, continuar seguindo os protocolos de segurança é indispensável, principalmente o uso de máscaras. Mas, muita gente acredita que a medida pode causar as famosas orelhas de abano até mesmo durante a fase adulta.

Segundo o cirurgião plástico e membro titular da Sociedade Brasileita de Cirurgia Plástica (SBCP), Dr. Mário Farinazzo, isso é mito. “As máscaras podem causar certa tração das orelhas, tornando-as mais aparentes e, consequentemente, mais parecidas com as famosas orelhas de abano, termo popularmente usado para descrever orelhas que são muito afastadas do crânio. No entanto, esse efeito não é permanente, sendo resolvido quando a máscara é retirada. As verdadeiras orelhas de abano são uma anormalidade congênita, ou seja, estão presentes desde o nascimento e são causadas pela genética, não possuindo influência de fatores externos, como a utilização de máscaras”, explica.

Mas apesar do incômodo no uso de máscaras, é possível optar por materiais que causem menos impacto nas orelhas. Vale lembrar que deixar de usá-las não é uma opção. “Existem, por exemplo, modelos de máscaras que contam com apenas um elástico para ser preso ao redor da cabeça, assim não tracionando as orelhas. Os extensores de máscara também são interessantes, já que mantêm o equipamento no lugar sem que os elásticos entrem em contato com as orelhas”, recomenda o médico. “A vantagem dessas alternativas é que, além de não tracionarem as orelhas, também diminuem o atrito e a pressão constante causados pelo elástico na pele, que podem levar ao surgimento de ressecamento, vermelhidão e ferimentos na parte de trás das orelhas”.

Como o bullying afeta a autoestima por causa da orelha de abano

Na infância, a orelha de abano motivou em 2015 cerca de 48.256 otoplastias devido o bullying entre crianças e adolescentes, de acordo com um estudo feito pela SBCP, realizado com 2.300 médicos do Congresso Brasileiro de Cirurgia Plástica, em Belo Horizonte (MG).

“O bullying contra orelha de abano é a principal razão de cirurgias plásticas em crianças e um problema muito recorrente em adolescentes também”, afirma o médico Luciano Chaves, ex-presidente nacional da SBCP em nota.

Segundo ele, em muitos casos, o jovem paciente tem o desejo de operar a orelha saliente, mas sente vergonha de procurar um médico ou, até mesmo, de comentar que sofre bullying com os pais.

“Esse constrangimento faz com que muitos pacientes acabem sofrendo bullying desnecessariamente. Pode gerar um déficit no desenvolvimento social e até prejudicar o desempenho escolar”, comenta o Dr. Luis Henrique Ishida, ex-presidente regional da SBCP, em São Paulo.

Como corrigir a orelha de abano?

Quem naturalmente já sofre com o desconforto estético, que geralmente pode ser acentuado devido ao uso da máscara, pode corrigir o problema a partir da otoplastia. “Podendo ser feita a partir dos seis anos de idade, quando o crescimento do pavilhão auditivo está completo, a otoplastia, ou cirurgia reparadora de orelhas, é indicada para corrigir o espaço entre as orelhas e o crânio, conferindo uma aparência mais natural e harmoniosa”, comenta Mário Farinazzo.

A cirurgia, considerada simples, é feita a partir da anestesia local ou sedação em uma incisão por trás da orelha, acompanhando a dobra natural da pele. “A partir da incisão, o cirurgião remove o excesso de pele e molda a cartilagem. Em seguida, são feitos pontos de fixação para sustentar a nova anatomia da orelha e suturar a pele”, explica o médico.

Quanto tempo dura a cirurgia de orelha de abano?

Com aproximadamente uma hora, o procedimento possui um baixo risco e a cicatriz é quase imperceptível, segundo o especialista. Vale lembrar ainda que não é necessário internação e o paciente pode voltar para a casa no mesmo dia. “Após o procedimento, o surgimento de inchaço é comum, mas tende a sumir até o fim das primeiras três semanas. O paciente também pode sentir um leve incômodo, que, caso se torne debilitante, pode ser resolvido com analgésicos”.

Fonte: Pais & Filhos
Leia a matéria na íntegra

Registros de queimaduras por águas-vivas crescem quase nove vezes no Carnaval de 2021 no Litoral Norte gaúcho

By Notícias

Em 2020, o sábado e o domingo do período de folga registraram 340 casos, enquanto que neste ano foram 2.992

Por Eduardo Paganella

O número de veranistas com queimaduras provocadas por águas-vivas cresceu quase nove vezes no Carnaval de 2021 nas praias do Litoral Norte, na comparação com o mesmo período do ano passado. Dados da Operação Verão compilados pelo Corpo de Bombeiros apontam que, em 2020, o sábado e o domingo de folia registraram 340 casos. No mesmo período deste ano, foram 2.992 ocorrências por queimaduras.

Conforme o chefe de operações do Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Sul, major Isandré Antunes, além do clima mais firme em 2021, o número de veranistas entrando na água aumentou significativamente.

— O comportamento neste ano parece ser mais agressivo. As pessoas estão ficando mais tempo na água — disse Antunes.

Além disso, o número de ações preventivas dos guarda-vidas passou de 5,6 mil no Carnaval passado para mais de  19,2 mil em 2021. De acordo com o oceanógrafo da Universidade Federal do Rio Grande (Furg) Renato Nagata, uma possibilidade é que o mar esteja menos revolto no litoral gaúcho em 2021, o que faz os animais se aproximarem mais da costa.

— Uma hipótese é que, com a água menos revolta, sem grandes ondulações, esses animais se deslocam para mais perto na água. Com essa situação de haver mais banhistas, a incidência de maior número de registros é provável — destacou.

O que fazer em caso de queimadura por água-viva

Em reportagem de dezembro, Eduardo Chem, cirurgião plástico e diretor do Banco de Pele da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, orientou que a primeira coisa a se fazer ao sentir que foi queimado por uma mãe d’água é sair do mar e procurar abrigo em um local que não pegue sol. Em seguida, é preciso lavar a ferida com água salgada — do mar mesmo —, passar vinagre para neutralizar a toxina liberada pelo animal e fazer com que ela não se espalhe.

Soro fisiológico e solução de bicarbonato de sódio com água também podem ser utilizados no primeiro momento, salienta a dermatologista do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Lia Dantas. A água doce (da torneira ou mineral) não deve ser utilizada, pois aumenta a liberação de veneno dos tentáculos do animal e piora a queimação e a dor.

— Nunca se deve esfregar a ferida ou ficar no sol, tem que procurar uma sombra, sair da praia — enfatiza Chem.

Lia reforça ainda que o álcool gel ou líquido, que tem sido essencial neste último ano, não é recomendado para esse tipo de situação, pois pode queimar ainda mais a pele que já está machucada. A água gelada e a urina também não são eficientes.

Além disso, é preciso retirar os tentáculos que, por ventura, permaneçam grudados na pele. No entanto, essa retirada deve ser feita com uma pinça ou algum objeto semelhante que possa ser utilizado, e nunca com a mão.

 

Fonte: Gaúcha Zero Hora – GZH
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Autoimagem: a insatisfação com o próprio corpo e a busca por procedimentos estéticos

By Nota

Quando se tem expectativas condiz.entes com a realidade e com consciência dos riscos, procedimentos estéticos, cirúrgicos ou não, podem ser benéficos para a qualidade de vida e para a autoestima. Quando há idealizações, porém, realizá-los pode ser uma decisão perigosa

O Brasil foi o país onde mais se fez cirurgias plásticas estéticas em 2019, segundo dados mais recentes da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS, em inglês). Divulgada em 9 de dezembro de 2020, a pesquisa global da entidade aponta que, naquele ano, foram quase 1,5 milhão de procedimentos cirúrgicos no País. É o equivalente a 13,1% do total realizado em todo o mundo.

Lipoaspiração (15,5%), aumento de mama (14,1%) e abdominoplastia (10,4%) foram as cirurgias mais realizadas, seguidas por cirurgia de pálpebra (9,7%) e aumento de nádegas (7,7%). Quando a decisão por realizar esses ou outros procedimentos é tomada de forma responsável, com as expectativas condizentes com a realidade e com consciência dos riscos inerentes a toda intervenção, o resultado pode trazer benefícios para a qualidade de vida e para a autoestima dos pacientes.

LER MATÉRIA COMPLETA NO BLOG SBCP

Nota de Esclarecimento

By Nota

Os implantes mamários têm sido utilizados por mais de 60 anos em todo o mundo e são os dispositivos médicos mais utilizados e estudados no mundo.

Nos últimos anos muitas pacientes têm buscado a cirurgia para retirada do implante mamário (explante), seja por mudança de estilo de vida (envelhecimento, ganho de peso, mudança de hábitos), seja por referirem apresentarem sintomas sistêmicos relacionados ao implante – breast implant illness (BII) ou “doença do silicone”. Em relação a esta condição:

  1. A síndrome de ASIA (síndrome autoimune-inflamatória induzida por adjuvante) foi descrita em 2011 por Schoenfeld e consiste em desenvolvimento de doenças autoimunes em indivíduos geneticamente predispostos como resultado de exposição a adjuvantes (por ex: vacinas e implantes de silicone). Muitos estudos estão sendo realizados para determinar a relação direta entre ASIA e implantes, e também quais seriam os indivíduos potencialmente predispostos;
  2. BII por sua vez é um conjunto de sintomas sistêmicos auto reportados por pacientes que apresentam implante de silicone (sintomas inflamatórios, articulações, pele, fadiga, alterações visuais, depressão entre centenas de outros). Nas redes sociais comumente qualquer sintoma/efeito relacionado a implante de silicone é tratado como BII, embora possa ter outro agente desencadeador;
  3. A falta de dados científicos não permite concluir relação direta do BII com implantes de silicone;
  4. Não existem exames para diagnosticar BII;
  5. Não existem técnicas especiais para a realização de explante, e sim uma combinação de técnicas utilizadas em cirurgia mamária habitualmente utilizadas em cirurgia mamária;
  6. Em pacientes com sintomas sistêmicos não existe evidência científica comprovando melhora destes sintomas com a retirada do implante e da cápsula;
  7. Em pacientes com sintomas sistêmicos e que se decidiram pelo explante a capsulectomia total pode ser realizada sempre que não oferecer risco adicional a paciente;
  8. Capsulectomia em bloco é reservada para casos de câncer e não se aplica para condições benignas;
  9. FDA (Food and Drug Administration) acrescentou as caixas do implante um aviso em setembro de 2020:
  10. Implantes mamários não são vitalícios;
  11. Implantes mamários foram associados ao desenvolvimento de um câncer do sistema imunológico chamado BIA-ALCL. Algumas pacientes já morreram de BIA-ALCL;
  12. Pacientes com implantes mamários têm reportado uma série de sintomas sistêmicos como dores articulares, dores musculares, confusão, fadiga crônica, doenças imunes.

Precisamos auxiliar nossas pacientes a compreender que estudos têm sido realizados para estabelecer ou não a relação entre BII e implantes mamários, e que estes dados científicos não são obtidos na velocidade das mídias sociais.

Importante ouvir e acolher as queixas das pacientes e apresentar as opções seguras e éticas e baseadas em evidência para pacientes que desejam explantes por BII.

Nós cirurgiões plásticos não podemos vender soluções mágicas e desprovidas de ciência. Estas pacientes não são um nicho de mercado, são pacientes com dúvidas e questionamentos peculiares.

Nossa obrigação como médicos é ajudá-las da forma mais ética e transparente possível.

São Paulo, 03 de fevereiro de 2021.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIRURGIA PLÁSTICA