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Revolução dos anos 60

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Pele bem cuidada desde cedo e saúde monitorada permitem mais uma esticadinha até bem depois dos anos 60.
Desde que a novela ‘’O Astro’’ estreou, dois assuntos dominam as conversas das telespectadoras mais maduras: as cenas em que Carolina Ferraz e Rodrigo Lombardi aparecem sem nada de nada sobre os belos corpos e o que será que Regina Duarte fez na pele para ficar tão viçosa. A reposta é um tratamento com aparelho vindo de Israel chamado Legato. Ele faz furinhos microscópios na pele que, depois, são preenchidos com fel adaptado a cada paciente – no caso de Regina, continha vitamina C, zinco, silício e manganês. Depois, uma máquina de ultrassom ‘’empurra’’ a substancia para a parte mais profunda de pele.

A atriz fez quatro sessões com Legato (1500 reais cada uma). ‘’Agora ela não tem mais medo da alta definição’’, orgulha-se o dermatologista Jardis Volpe, responsável pelo tratamento, mencionando a tecnologia que inferniza as atrizes. O legato ataca poros abertos, manchas e ruguinhas recentes. Mas Regina é suficientemente inteligente e segura para admitir intervenções mais profundas. Com apenas 38 anos, ela fez um lifting total, a plástica facial em que o roto é recortado de orelha a orelha, como uma mascara, e a pele é repuxada. Nessa cirurgia, foi-se embora também o famoso furinho no queixo da atriz, merecidamente conhecida como o rosto mais belo da televisão. Aos 52 anos, Regina fez a versão hoje mais usada, um mini lifting, alisando a área da mandíbula e do pescoço – ou, em suas palavras, ‘’a papadinha’’.

Agora, aos 64 anos, os cirurgiões que a acompanham são taxativos: se os tratamentos dermatológicos não derem conta ou simplesmente se ela quiser, poderá muito bem fazer uma terceira plástica.

A ‘’plástica de despedida’’, aquela última arrumadinha no rosto (ou em outras partes), está avançando cada vez mais no tempo. Até dez anos atrás, a pele de mulheres na faixa dos 60 anos, o limiar definitivo, era diferente da de hoje. ‘’Não havia os cremes combatentes dos primeiros sinais, que já são aplicados por jovens de 25 anos, nem produtos como Botox, laser e preenchimentos, que refrescam a fisionomia aos 40 e 50’’, diz o cirurgião plástico paulistano Ricardo Marujo.

À elasticidade aumentada, soma-se a melhoria das condições gerais de saúde, como coração e pressão em ordem. Os resultados são uma pele mais resistente ao ‘’esgarçamento’’ e riscos menores no momento mais delicado das operações estéticas, a administração da anestesia. Num estudo feito na Cleveland Clínic comparando pacientes acima de 65 anos – atenção, 65! – com grupo de média etária de 57,6, não houve diferenças significativas em matéria de complicações.

O aumento na expectativa de vida e evolução das técnicas cirúrgicas também contribuem para que o adeus ao bisturi seja mais que tardio. Em 2010, quase 85000 americanos acima de 65 anos fizeram cirurgias estéticas. Descontando os excepcionais genes, a atriz Jane Fonda é um ótimo exemplo de como uma senhora pode continuar dando suas esticadinhas sem ficar grotesca – nem atormentada de preocupação com os riscos. Em 2000,ela jurou que nunca mais entraria na faca (já havia feito um lifting, levantando as pálpebras e aumento os seios). Ainda bem que os juramentos sempre podem ser revistos. No ano passado, aos 72 anos, deu mais uma esticada no pescoço e nas bolsas sob os olhos. ‘’Não pareço repuxada. Meus pés de galinha ainda estão vivos. Quero ser uma avó glamorosa’’ disse.

A frase espelha o que bons cirurgiões pensam sobre boas cirurgias. ‘’Quase 70% das pacientes reclamam, depois da cirurgia, porque não tirei todas as rugas’’, diz o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica Sebastião Guerra. ‘’Dias depois, quando encontram alguém que diz: ‘Você esta com alguma diferença, mas não sei o quê.’, elas reconhecem que a naturalidade é melhor resultado.

A tática das intervenções equilibradas, sem aquele antigo conceito de puxar o rosto inteiro, também funciona. ‘’Retoco a testa, com preenchimento, mas deixo as rugas em volta dos olhos. Corrijo o bigode chinês, mas não mexo na testa’’, explica o plástico carioca Ronaldo Pontes, que fez o primeiro lifting de Regina Duarte.

Colega de Regina em ‘’O Astro’’, Rosamaria Murtinho também impressiona pelo semblante conservado – chega a ser espantoso lembrar que ela tem 75 anos. A atriz já fez dois liftings e uma bioplastia – um ainda hoje discutido preenchimento com gel derivado do petróleo, que fica no rosto para sempre. Rosamaria tem características que ajudam a ‘’segurar’’ uma plástica, como rosto quadrado e maças proeminentes. Na falta deles os plásticos sugere um ‘’novo’’ calendário de intervenções.

Aos 40 anos, recomenda um mini lifting com pálpebras para o desejado efeito de aparência refrescada. ‘’Aos 50, sugiro um lifting total, porque já há bastante pele sobrando’’, diz Ricardo Marujo. Entre oito e doze anos depois, quando a pele já tiver cedido novamente, um terceiro lifting, cortando exatamente no mesmo lugar, para não criar outras cicatrizes. ‘’E, se a mulher estiver em excelentes condições físicas e com a pele do rosto não muito fina, devido às outras cirurgias, ainda dá para fazer como outros aos 70 anos’’, diz o médico Carlos Fernando de Almeida, responsável pelo rosto elegantemente ajustado da atriz Marieta Severo, 64, ‘’Já operei uma senhora de 82 anos para o casamento de seu bisneto’’, conta Guerra.

Célula-tronco no lugar da prótese

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Tema de pesquisa polêmica, o uso de células-tronco na cirurgia plástica é debatido cada vez mais por especialistas.

No encontro mundial de cirurgia plástica, realizado na Turquia, em maio, o cirurgião francês Yves-Gerard Illouz arriscou uma previsão: no futuro, a prótese de silicone será totalmente substituída pelo uso de células-tronco.

Ninguém contestou. O respeitado médico francês foi quem inventou a lipoaspiração, em 1978, e a lipoenxertia logo depois (que injeta a gordura retirada em outra parte do corpo da paciente), para citar duas técnicas que, cada uma em sua época, foram recebidas com desconfiança pela classe medica.
O uso de células-tronco na cirurgia plástica vem sendo tema de pesquisas, debates e muita polêmica nos últimos anos. De acordo com os cirurgiões, já há médicos vendendo falsos tratamentos.

‘’A gordura contém células tronco, mas é preciso que fique vem claro que o simples fato de injetar gordura no corpo, como é feito na lipoenxertia, não pode ser chamado de aplicação de células-tronco’’, alerta o cirurgião Paulo Muller.

O que alguns médicos começam a empregar é gordura enriquecida com células-tronco. A novidade é uma técnica considerada simples, as mesenquimais e pluripotentes.

Funciona assim: um anestesista colhe o sangue do paciente na cirurgia, centrifuga e separa o ‘’plasma rico em plaquetas’’ (conhecido como PRP). A gordura aspirada é acrescida, então, desde plasma antes de ser enxertada na face ou no corpo do paciente. É assim que a mama pode ser reconstituída, dispensando o silicone.

‘’Para cada 60 ml de gordura, injetamos 3 ml de plasma rico em plaqueta’’explica o cirurgião Luiz Haroldo Pereira. ‘’Melhora a qualidade da pele e atenua rugas.’’

Técnica só é feita em laboratório. Outra técnica consiste em isolar, em laboratório, as células-tronco presentes na gordura lipoaspirada, para aproveitá-las na hora de injetar esta gordura novamente no paciente.

O cirurgião Volney Pitombo explica que a gordura, por si só, já tem celular tronco. Portanto, se recebe uma ‘’dose extra’’, o resultado pode ser duradouro quando se fala em rejuvenescimento.

‘’Há estudos muito avançados, a engenharia celular é o futuro da cirurgia plástica.’’, afirma.

Luiz Haroldo, porém, alerta: o isolamento das células-tronco da gordura só pode ser feito em laboratórios.
‘’Quem diz que esta ejetando células-tronco da gordura que acaba de ser retirada em consultórios esta mentindo.’’

Especialista em biologia molecular, Omar Lupi, da clínica Cryopraxis, acredita que o futuro caminha para a possibilidade de transformar o material raspado da bochecha do paciente em células-tronco:

‘’É um processo mais higiênico, mais pratico, e que pode gerar quantidade maior em células-tronco do que o processo de isolar a gordura.’’

Presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plastica, Sebastião Nelson ressalva que é difícil definir com exatidão os reais benefícios das células-tronco na plástica.

‘’É uma área em franca evolução, mas em estudos, apesar das ótimas perspectivas em relação ao tratamento de queimaduras, na recuperação da pele, por exemplo’’, diz.
‘’ Mais do que nunca, é preciso que os profissionais sejam cautelosos e éticos com a propaganda em torno do tema. ‘’

Adolescentes aproveitam as férias para voltar as aulas com silicone nos seios

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Mulheres adultas também colocam implantes de silicone durante o inverno.
Alguns médicos, porém, evitam fazer e são contra a cirurgia em jovens.

Kleber Tomaz
Do G1 SP

Bruna Molz, princesa da Oktoberfest de Santa Cruz
do Sul (RS), aproveitou as férias escolares e o
inverno para colocar silicone aos 17 anos de idade
(Foto: Raul Zito / G1)

Nesta volta às aulas, algumas adolescentes aparecerão diferentes em sala e deverão chamar a atenção dos garotos. Em nome da beleza, muitas meninas têm trocado viagens durante as férias escolares por consultas com cirurgiões para colocar silicone nos seios.
Parte das garotas, de 12 a 18 anos, não vê a hora de estrear o implante e dividir a novidade com os colegas de classe.

“Foi presente antecipado de aniversário melhor que qualquer viagem. Chego à maioridade em agosto, mas não aguentei esperar. Ganhei os implantes do meu pai, mas ajudei a pagar com o dinheiro que guardei da mesada, viu?! Sempre admirei e achei lindo seios grandes e considerava os meus muito pequenos. Quis peitos bonitos como os da minha mãe, que já têm silicone. Mas meu sutiã não passava do tamanho 36 e eu usava com bojo para parecer que eles eram maiores”, diz a estudante Raysa Martins de Jesus, que aos 17 anos colocou 300 ml de silicone no último dia 12.

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Apesar de a operação ter sido recente, Raysa diz estar recuperada e ansiosa para retornar à escola, nesta semana, em Americana, no interior de São Paulo. “Agora eu tenho ‘peito’”, brinca a garota, em entrevista ao G1.

“Desde os 14 anos minha filha falava que os seios dela eram pequenos e me pedia para pôr silicone, mas eu dizia que não, que ela ainda era muito nova. Depois que eu coloquei as próteses em mim neste ano, minha filha insistiu mais. A levei ao médico e como ele disse que o peito dela não cresceria mais, decidimos fazer a plástica nela”, diz a mãe de Raysa, a empresária Lucimara Martins Camilo, de 36 anos.

Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), julho concentra, tradicionalmente, o maior número de intervenções cirúrgicas durante o ano, com um aumento de 50% nas operações plásticas em relação aos outros meses. Dois são os motivos: férias escolares e inverno.

Lucimara Martins Camilo, de 36 anos, e sua filha,
Raysa Martins de Jesus, de 17, colocaram silicone;
a estudante pôs as próteses no último dia 12
(Foto: Divulgação / Arquivo Pessoal)

“Julho é um período de férias escolares, as pessoas conseguem programar a cirurgia e se recuperar com mais calma. E também tem o inverno que aumenta procura por cirurgia plástica. A opção de operar no frio se deve ao maior conforto pós-operatório. Há menor exposição aos raios solares, o que contribui para uma melhor cicatrização e menor inchaço. Outra vantagem é que o resultado final aparece dentro de seis meses, o que significa aproveitar o verão tranquilamente”, explica o presidente da SBCP, Sebastião Guerra, que trabalha como cirurgião plástico em Belo Horizonte.
Apesar de os dados sobre cirurgias deste semestre ainda não terem sido computados pela entidade, a estimativa da sociedade é que as adolescentes irão responder por 10% do total de plásticas neste ano. Além das estudantes, as mães delas também aproveitam as folgas das filhas e a baixa temperatura para fazer a plástica.
“Nessa época de frio não tem sol e praia. Há um aumento considerável mesmo na procura”, confirma a cirurgiã plástica Ana Helena Patrus, sócioprorietária da Clínica Santé, em São Paulo.
‘Me chamavam de reta’
Para resgatar a autoestima, as pacientes suportam os pontos, a cicatriz, o inchaço, o incômodo de não poder erguer os braços por determinado tempo e a dor da operação. “Doeu um pouquinho sim, mas valeu a pena. O resultado foi ótimo. Só quando eu coloquei as próteses passei a me sentir mulherão”, argumenta a modelo gaúcha Bruna Molz, de 21 anos, uma das princesas da Oktoberfest de Santa Cruz do Sul (RS) deste ano.

Sebastião Guerra, presidente da Sociedade
Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP)
(Foto: Fabiano Correia / G1

Bruna colocou 300 ml, no inverno de 2007, quando tinha 17 anos. O presente de aniversário dos pais fez com que o sutiã dela saltasse do número 36 para o 42. A loira de 1,75m afirma que só fez a cirurgia porque era traumatizada pela ausência de seios volumosos. “Fui vítima de bullying na escola. Sempre tive bunda grande, mas não tinha peito. Me chamavam de ‘bundita’ e de ‘reta’. Sofri mais nos concursos, quando vi as outras meninas com peito. Eu era um gurizinho. Teve uma vez que cheguei a chorar. Agora tudo ficou proporcional e estou mais feliz.”
Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, enquanto o número de adolescentes que recorrem à plástica tem aumentado nos últimos anos, a idade delas também vem diminuído. Quinze anos de idade é a média para a colocação de silicone, por exemplo.
Levantamento inédito encomendado pela entidade em 2009 mostrou que dos 629 mil procedimentos cirúrgicos estéticos feitos entre setembro de 2007 e agosto de 2008, 37.740 foram feitos em adolescentes. Para chegar a esse número, que corresponde a 8% do total de intervenções no país naquele período, foram ouvidos 3.533 cirurgiões associados.
“Eu mesmo já coloquei silicone numa menina norueguesa de 13 anos, mas com cara de 18. Mas ela estava com quase 1,70 m, já havia menstruado. Esse caso é raro, mas nos últimos três anos, pus próteses em oito garotas com menos de 15 anos”, diz o presidente da SBCP, Sebastião Guerra.

Emily Dockhorn recorreu ao silicone quando completou 18 anos; a gaúcha é a atual rainha da Oktoberfest de Santa Cruz do Sul (RS) (Foto: Raul Zito / G1)

O médico Hermes Masayuki, de Santo André, no ABC, responsável pelos implantes em Lucimara e Raysa, afirma que a colocação da prótese depende de cada paciente.
“Vejo se existe um trauma psicológico muito grande, se a cirurgia é para fins estéticos ou correção de assimetria mamária, se o interesse de aumentar os seios é algo pessoal ou se está influenciada por amigas. Devemos saber também quando veio a primeira menstruação, idade atual, se faz uso de contraceptivo hormonal, se nos últimos 12 meses sentiu aumento das mamas, e se o peso, altura e o manequim estão estacionados”, elenca Masayuki.
Somente após essas avaliações e o exame físico é que o médico sugere o volume da prótese a ser colocado.

A estudante e modelo campineira Ana júlia Dorigon,
de 17 anos, ganhou como prêmio do Miss Teen
2009 R$ 20 mil em cirurgia plástica. Ela disse que
ainda é muito nova para usar o prêmio
(Foto: Divulgação / Arquivo Pessoal)

Contra silicone na adolescência
Mas há médicos que evitam fazer cirurgias de implantes de silicones em seios de adolescentes.
“Menininha de 15 anos que quer prótese porque coleguinha pôs ou viu na TV não me convence. É a mesma coisa que pai deixar filho menor pegar carro para dar uma volta. Se vir adolescente, não deixo de atender. Tenho conversa franca junto com os pais, mas mesmo que eles autorizem e adolescente queira, é o cirurgião quem decide”, afirma Ruben Penteado, cirurgião plástico, diretor do Centro de Medicina Integrada em São Paulo. “Com o corpo da adolescente em formação, em crescimento, a intervenção cirúrgica deve ser feita se necessário.”
Em 17 anos como cirurgião plástico, Penteado diz ter atendido cerca de 3,5 mil pacientes, sendo que 15% foram adolescentes procurando uma consulta. “Mas desse percentual, operei 1%. A maioria eu recuso. Eu insisto nessa postura para não banalizar a coisa”, diz ele, que é pai de uma adolescente de 14 anos. “Até agora ela ainda não me pediu nada de plástica.”
A ex-participante da edição número 11 do reality show Big Brother Brasil, a professora de edução física Janaina Santos, de 26 anos, gostaria de ter colocado silicone na adolescência, mas se achava muito nova. “Fiz a plástica neste ano. Queria pôr desde os meus 17 anos, mas acho que fiz bem em não colocar na adolescência. Adolescente não tem muita noção do que faz.”
A atual rainha da Oktoberfest de Santa Cruz do Sul, a estudante gaúcha Emily Dockhorn, atualmente com 21 anos, só colocou o silicone após os 18 anos. “Adolescente tem sonhos. É o sonho de qualquer adolescente pôr silicone. Cada vez mais, ela procura pela plástica e beleza, vê isso nas revistas e passarelas. Cabe encaminhamento psicológico. É um ato de responsabilidade”, diz ela, que, com o incremento de 300ml em cada seio foi do sutiã 42 para o 46.

Gabriele Marinho, estudante e modelo de 17
anos, atual Miss Teen Brasil, diz estar satisfeita
com seu corpo e não pretende fazer plástica
tão cedo (Foto: Divulgação / Arquivo Pessoal)

Misses teens ganham plástica
Apesar de terem ganho como prêmio R$ 20 mil em cirurgia plástica em algumas clínicas, as duas últimas ganhadoras do concurso Miss Teen Brasil dizem que ainda estão muito novas e não pensam em pôr silicone tão cedo.
A estudante Ana Júlia Dorigon, de 1,70m, e 51kg, de Campinas, levou o título em 2009, quando ainda tinha 15 anos. Agora com 17, pensa em seguir a carreira de modelo ao natural. “Eu não tenho muito peito, uso tamanho 40, mas não vejo necessidade de colocar prótese. Temos recursos para aumentar na hora do concurso, como, por exemplo, usar um sutiã que junta os seios para eles parecerem maiores e mais volumosos”, brinca.
“Não sou contra a plástica, só não apoio o uso excessivo. Já cheguei a ver meninas de 14 anos com silicone nos concursos”, opina Ana Júlia.
A atual Miss Teen Brasil, a estudante Gabriele Marinho, uma loira de olhos verde e 17 anos, diz que pretende usar o prêmio da plástica para pôr silicone só quando ficar mais velha. “Se a lei da gravidade tomar conta, quem sabe? Por enquanto prefiro correr e malhar. Melhor fazer com 18 anos”, diz ela, que tem 1,69m, pesa 49 kg e está satisfeita com seu sutiã tamanho 42.
Gerson Antonelli, diretor-executivo do concurso Miss Teen Brasil, afirma que após o concurso fica a critério das garotas e de seus responsáveis fazer ou não plásticas. “Não incentivamos ninguém a fazer. Optamos pela beleza natural, mas não perguntamos a elas quem fez alguma plástica. Se fez, não temos conhecimento.”
A próxima edição do concurso deverá acontecer em agosto em Guarulhos, na Grande São Paulo. A idade mínima é de 14 anos e a máxima 19 anos incompletos. São R$ 50 mil em prêmios para as vencedoras, como curso de línguas no exterior.

Marilia e Pamela Caputi, mãe e filha,
respectivamente, adeririam ao silicone
(Foto: Daigo Oliva / G1)

Psicólogo
Walter Poltronieri, pesquisador e professor doutor em psicologia social pela Universidade de São Paulo (USP), recebe muitas adolescentes que são encaminhadas a ele por cirurgiões plásticos que querem uma avaliação psicológica da garota que deseja pôr silicone.
“Quem quer peito maior quer se sentir mais sedutora. A cultura do corpo é uma megatendência. Atendi moça que queria redução, a mamoplastia redutora. Ela tinha dor nas costas e os seios chamavam a atenção indesejada. É fato que era preciso tirar a pedra do sapato e eu concordei com a plástica. Já outra menina queria seios maiores, mas ela já os tinha. Nos testes, ela demonstrou que estaria competindo com a mãe. Ela ia fazer 15 anos e queria pôr silicone como presente de aniversário. Além disso, na cabeça dela, havia uma competição com a mãe para ver quem tinha mais peito. Conversei com a mãe, que também era contra a cirurgia, que seria gratuita num hospital público, porque a família não tinha renda. Mas eu disse ‘não’ para a cirurgia com uma justificativa: de que a garota fosse encaminhada para um tratamento”, diz Poltronieri.
Mães e filhas
A relação de mãe e filha é muito presente em diversos relatos sobre plástica. “O perfil das pacientes é adolescentes em férias e de suas mães”, diz o médico Fernando de Almeida Prado, de São Paulo, membro e diretor da SBCP.
Em muitos casos, as filhas seguiram os passos das mães. É o que ocorreu com Marilia Caputi, de 45 anos, e Pamela Caputi, de 26. Marília, que é apresentadora de TV em Americana, pôs silicone primeiro.

A modelo e apresentadora Gil Jung, de 25 anos,
colocou 450ml em cada seio em julho de 2009
(Foto: Raul Zito / G1)

A filha dela, Pamela, que colocou 300ml, poderá superar os 380 ml da mãe no futuro. “Quero ir para 400ml”, conta ela, que é enfermeira em Praia Grande, litoral paulista. Jéssica Freitas, de 21 anos, também se inspirou na mãe, Cleonice Ferreira dos Santos, de 42 anos. As duas moram em São Bernardo do Campo, no ABC, e operaram com o mesmo médico. A diferença é que a estudante colocou as próteses quando fez 18 anos e a empresária, com 32 anos.
Veteranas no quesito silicone, as modelos Gil Jung e Núbia Oliiver alertam para os riscos de uma cirurgia mal feita.
“O médico precisa ter uma boa indicação, alguma referência. Não procure o primeiro que aparece”, diz Gil, 25 anos e três trocas de próteses. A última foi em julho de 2009, quando colocou 450ml em cada seio.
Se preparando para realizar a quinta cirurgia plástica de mama neste mês, a atriz e modelo Núbia Oliiver, de 37 anos, diz que sempre encontra os consultórios cheios nesse período. “Aconselho prestar sempre atenção na escolha do profissional, se está certa em fazer o procedimento, se não é apenas modismo, se não pode esperar mais um pouco, se o que antecede o procedimento está tudo preparado e correto”, afirma Núbia.

RECOMENDAÇÕES DA SOCIEDADE BRASILEIRA
DE CIRURGIA PLÁSTICA

O que os médicos devem analisar quando recebem adolescentes que querem colocar silicone:
1) Conformação corporal – ver se a garota ainda poderá crescer

2) Parte hormonal – checar se ela já menstrua
3) Anatomia da mama – perpectiva evolutiva do crescimento dos seios
4) Quadro psicossocial – conhecer os motivos que a levaram a querer aumentar as mamas
5) Participação familiar – saber se os pais ou responsáveis apoiam a decisão da menina
Fonte: Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica

Blogueira
Disposta a tentar esclarecer dúvidas que as mulheres têm antes e depois de se submeter a uma cirurgia plástica, uma nutricionista paranaense de 25 anos decidiu criar um blog, o ‘lipoesilicone’. Ela pede para não ter o nome ou imagem divulgados, mas afirma que recebe muitas perguntas de adolescentes. A própria fez a página na internet após se submeter a algumas intervenções, como implantes de silicone, no final do ano passado.
“Antes da cirurgia fui atrás de informações e não havia relato. Decidi montar o blog e contar minha cirurgia para trocar experiências com outras pacientes e futuras pacientes”, conta ela, que colocou 325 ml e foi do sutiã 42 para o 46.

“Acho que com 16 anos não está totalmente formada. Vai da consciência dos médicos e dos pais também. As meninas precisam saber que quem coloca silicone tem dias bem complicados para dormir, como falta de ar e enjoo por causa da anestesia”, diz a blogueira.

Plástica Vaginal

By | Notícias

Em alguns casos, a cirurgia para a redução dos pequenos lábios vaginais pode ser feita pelo Sistema Único de Saúde (SUS)

Lipoaspiração na barriga e culotes, rinoplastia, silicone. Cada vez mais comuns no dia a dia dos brasileiros, as intervenções estéticas são usadas cada vez mais para corrigir alguns defeitinhos e aumentar a qualidade de vida de muitas mulheres e homens. Já existem técnicas para melhorar várias partes do corpo, inclusive as partes íntimas. Isso mesmo! O número de pacientes nos consultórios à procura de cirurgias íntimas aumentou cerca de 50% nos últimos dois anos, segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, o médico Sebastião Nelson Edy Guerra.

“Cada vez mais, a mulher deseja satisfação pessoal e liberdade. Antigamente, essa questão ficava escondidinha e elas só falavam com o ginecologista. Mas hoje, com a conquista da maior liberdade sexual e independência, houve esse espaço para a mulher melhorar e buscar perfeição em alguns pontos”, aponta o médico.

Cirurgia

Sebastião explica que existem basicamente dois tipos de cirurgias na vulva: a redução dos pequenos e grandes lábios e o aumento ou diminuição do chamado monte de vênus. “Depois dos 45 anos – e principalmente após os 50 – há uma flacidez natural do músculo da vulva, que deixa os lábios mais murchinhos mesmo. A cirurgia é basicamente estética e melhora a confiança e autoestima das pacientes. Elas saem muito mais felizes”, conta o médico.

A redução dos lábios da vagina, a ninfoplastia, em mais de 95% dos casos, é usada para consertar assimetrias entre os lábios da vagina e não esta ligada a alguma anormalidade, mas a questões estéticas. Sebastião conta que o grande desejo das mulheres é deixar a vagina com aspecto bem simétrico, com os pequenos lábios bem fechados. “Elas chegam ao consultório falando detalhadamente o que querem. Depois da cirurgia, ficam horas se olhando no espelho. Já teve uma paciente que me pediu para deixar os lábios parecidos com gomos de mexerica, bem arredondados e certinhos”.

Redução do clitóris

O monte de Vênus também pode ser lipoaspirado, caso a paciente queira diminuir o volume, ou receber enxerto de gordura – geralmente retirado da área do joelho – para as que querem aumentar o volume. Uma cirurgia mais delicada e menos recomendada é a de hipertrofia clitoriana. Normalmente, o clitóris tem cerca de 0,5 centímetros, podendo chegar a 1 cm ou 1,5 cm. Muitas mulheres, no entanto, se incomodam com o tamanho do órgão e desejam diminuí-lo. A área é responsável pelo prazer feminino e tem milhares de vasos sanguíneos. É o clitóris que corresponde à glande masculina e um erro no procedimento cirúrgico pode ser irreversível. “Aconselho a não mexer, a não ser que seja realmente uma anomalia. É bom ter em mente que nesse tipo de cirurgia, não temos como voltar atrás”, alerta Sebastião.

Hímen

Será as mulheres mais maduras podem fazer a cirurgia? “Não. Muitas meninas mais novas procuram o médico para resolver alguma questão estética. O importante é que ela já tenha amadurecimento hormonal, ou seja, já tenha menstruado, e também passe por avaliação psicológica e outros exames de praxe, tudo com a autorização dos pais”, explica o médico.

Além das cirurgias na vulva – a área externa da vagina – outro procedimento também tem feito sucesso: a reconstituição do hímen. “Na verdade, não é uma reconstituição. Quando o hímen se rompe, as abas ficam atrofiadas. O médico então reaviva esse tecido e dá alguns pontos no local. É super rápido”, garante Sebastião.

Especialista

Sebastião alerta também para a importância de procurar bons profissionais. “Antes da cirurgia, procure saber as referências do cirurgião. No site da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica as pessoas podem saber se ele é especialista ou não. Atualmente, não há especialização em cirurgia íntima, mas segundo Sebastião, todos os cirurgiões plásticos do País estão aptos a realizar os procedimentos. “Todos os profissionais da sociedade estudam mais 5 anos, além da faculdade, e ainda passam por uma prova do conselho”, garante.

Para quem não tem plano de saúde e não pode pagar a cirurgia, basta procurar um posto de saúde e se informar. A ninfoplastia está disponível no Sistema Único de Saúde, mas primeiro é preciso receber indicação médica para o procedimento

http://www.orm.com.br/projetos/oliberal/interna/default.asp?modulo=255&codigo=541794

Médico vai realizar cirurgias gratuitas para a população carente de Niterói

By | Notícias

Por: Lívia Neder 10/07/2011

Diretor de unidade médica na cidade, Ronaldo Pontes participa de mutirão da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Cirurgião vai operar pessoas com problemas de lábio leporino
Diretor do Hospital Niterói D’Or, o médico Ronaldo Pontes realizará duas cirurgias gratuitas de reparação de lábio leporino em pacientes a partir de seis meses de idade, no próximo dia 2 de agosto, na sede da unidade hospitalar, no Jardim Icaraí. A iniciativa faz parte do mutirão de cirurgias plásticas reconstrutoras e reparadoras, promovido pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), em diversas unidades do Rio, para o atendimento de pessoas carentes.

De acordo com Ronaldo Pontes, que é professor de cirurgia plástica no serviço de residência do Hospital Niterói D’Or, cada membro da SBCP pôde escolher aleatoriamente o tipo de cirurgia que ofereceria no mutirão. Ele explicou que escolheu a reparação de lábio leporino por conta do tempo em que atuou no Hospital Getúlio Vargas, onde a demanda de pacientes com fissuras era grande.

“Trabalhei por dez anos na rede pública e constatei que a procura de tratamentos por parte dos pacientes com lábio leporino é grande, principalmente nas classes econômicas mais baixas. O mutirão possibilita que pacientes que não tenham condições de arcar com tratamentos plásticos reconstrutores ou reparadores tenham um atendimento de ponta sem qualquer custo”, salientou o cirurgião.

O médico alerta, ainda, que os interessados devem procurar se inscrever o quanto antes. Segundo Ronaldo Pontes, é necessário que haja tempo hábil para a realização dos exames pré-operatórios, já que as cirurgias devem ser realizadas, obrigatoriamente no dia 2 de agosto. “Além de realizar um trabalho social, pretendo divulgar a importância da cirurgia de lábio leporino, que parece simples, visto que os pacientes podem receber alta no mesmo dia, mas exige muita perícia”, revelou Ronaldo Pontes.

Todos os gastos da operação, incluindo o pré-operatório e o pós-operatório, serão custeados pelo hospital, localizado na Rua Sete de Setembro, 301, no Jardim Icaraí.

Especialidades – Segundo a assessoria de imprensa da SBCP, os interessados em realizar cirurgias plásticas reconstrutoras ou reparadoras devem procurar o escritório da sociedade, no Rio de Janeiro, através do telefone 2266-7821. As unidades de saúde que realizarão as operações no mutirão vão priorizar os pacientes que estão na fila do Sistema Único de Saúde (SUS).

http://jornal.ofluminense.com.br/editorias/cidades/cirurgias-gratuitas-para-carentes

Gordura com célula-tronco é usada para aumentar seio

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MARIANA PASTORE
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Parece o sonho de toda mulher insatisfeita com o próprio corpo: tirar um pouco da gordura onde ela for indesejada e aplicá-la nos seios para equilibrar a silhueta.

Uma técnica desse tipo foi divulgada pelo cirurgião austríaco Karl-Georg Heinrich, especialista em tratamento regenerativo e estético com células-tronco, na Conferência ICAS (International Cell Assisted Surgery) que aconteceu em maio deste ano, em Istambul, na Turquia.

Ao invés de próteses de silicone, o cirurgião utiliza depósitos de gordura da própria paciente, enriquecida com células-tronco.

O método foi desenvolvido no Japão em 2003, como alternativa à reconstrução da mama após o câncer com implantes de silicone.

A gordura é lipoaspirada de depósitos do corpo, geralmente a partir do bumbum, quadris e coxas. As células-tronco são extraídas do tecido adiposo, se desenvolvem em gordura corporal processada e são injetadas sob a glândula mamária e a pele.

A silhueta dos novos seios é moldada manualmente pelo cirurgião.

Em entrevista à Folha, Heinrich diz que a cirurgia é menos invasiva do que a que usa próteses de silicone.

“O aumento da mama pode ser realizado com anestesia local e não deixa cicatrizes visíveis depois de alguns meses. Após o procedimento, os pontos se fecham sozinhos e se curam como a incisão de uma injeção.”

De acordo com o médico, a operação pode durar um dia inteiro, por conta de todas as etapas, mas a paciente volta para casa no mesmo dia.

Na clínica que leva o nome de Heinrich, localizada em Viena, o procedimento custa cerca de 7.500 euros.

RESSALVAS

Omar Lupi, especialista em biologia molecular e consultor da clínica do banco de células-tronco Cryopraxis, faz algumas ressalvas.

“Na utilização médica, a técnica ainda não é completamente dominada. A célula-tronco é colocada numa placa de gordura com determinadas substâncias e moléculas, e começa a produzir células adiposas ou musculares. Mas o processo demanda uma retirada de volume muito grande”, afirma.

Segundo Lupi, a quantidade de células-tronco que pode ser aproveitada é muito pequena -cerca de 0,5%. O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Sebastião Nelson Edy Guerra, também faz críticas à novidade.

“Tem muito mastologista que condena a técnica, pois algumas gorduras podem apresentar calcificações, que podem ser confundidas com calcificações patológicas”, afirma. Para ele, mais estudos são necessários.
“Ainda não temos um acompanhamento a longo prazo. As células-tronco são muito mais usadas nas regenerações do que na cirurgia plástica. É um embrião em franca evolução.”

http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/941569-gordura-com-celula-tronco-e-usada-para-aumentar-seio.shtml

Fonte: Folha

Contra o exagero

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Por: Carla Vidal 01/07/2011

Manual pretende conter as cirurgias plásticas sem limites

A procura por um corpo perfeito tem levado muitas pessoas para as mesas dos cirurgiões plásticos. Em contrapartida, os excessos para atingir a forma ideal vêm causando verdadeiras deformações e lotando consultórios. O problema é tão grave que a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica lançará em agosto deste ano um manual com regras básicas sobre as cirurgias, estéticas, ou não, que são esquecidas por muitos profissionais da medicina.

O presidente da Sociedade, Sebastião Nelson Edy Guerra, alegou que muitos problemas poderiam ser evitados em uma cirurgia se os médicos realizassem os procedimentos corretamente. Posições adequadas durante uma operação, manuseio das anestesias e os riscos dos procedimentos são temas abordados no documento que será entregue aos estudantes e profissionais da área de saúde.

“Em todo procedimento existem normas que são de prevenção de acidentes. A cirurgia também possui normas. Acontece que com a evolução dos tempos aumentou o número de cirurgias, elas se tornaram maiores, mas também melhoraram a qualidade dos aparelhos e os medicamentos. Por isso lançamos o manual que vai criar uma obrigatoriedade. Elas já existem no ensino, mas com estas normas criadas pela Sociedade vamos ter uma cobrança maior, e claro, estamos aumentando a segurança nas cirurgias plásticas”.

O cirurgião plástico Cláudio Bicudo, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica adverte que a maioria dos pacientes não está satisfeito com a aparência, mas cabe ao cirurgião impor limites e assim reduzir ao máximo as cirurgias reparadoras. Para ele a cirurgia só deve ser feita quando realmente necessária.

“Existe um limite. É muito importante que o médico diga ao paciente o momento de parar. O cliente não tem o conhecimento de causa e efeito e não sabe que tal conduta feita pode não ter o resultado esperado. O médico é que precisa ter o conhecimento de causa e efeito, e não o cliente. E por isso precisamos explicar o resultado que pode ser alcançado com tal procedimento. O cliente chega querendo, mas ele não tem o nosso conhecimento”, orienta o especialista.

Outro alerta vem do médico californiano, Brian Kinney: os programas de televisão que têm como atração as cirurgias estéticas. Ele não é contra os quadros televisivos, mas critica a exposição exagerada dos procedimentos cirúrgicos levados até os telespectadores.

“É de extrema importância que o cirurgião seja treinado e licenciado. Normalmente os cirurgiões que participam destes programas não são certificados ou possuem especialidades definidas. No entanto, os realitys atraem pessoas com uma autoestima menor e aumenta o interesse da população. A parte de informação é pequena, mas a diversão é grande e com isso aumenta o interesse da população pelo assunto”.

http://jornal.ofluminense.com.br/editorias/cultura-e-lazer/contra-o-exagero

Fonte: O Fluminense

Conselho publica orientações para cirurgiões plásticos

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Médico poderá registrar etapas da operação, como consultas, exames e alertas de riscos

O CFM (Conselho Federal de Medicina) divulgou ontem um protocolo para orientar cirurgiões plásticos. Trata-se de um documento em que o profissional vai anotar cada etapa do procedimento, desde consultas até o pós-operatório, e registrar se informou o paciente sobre possíveis riscos.

O preenchimento do documento, por ora, é opcional, mas o presidente do conselho, Roberto Dávila, afirma que isso pode se tornar obrigatório e até mesmo se estender a outras especialidades. O objetivo é melhorar as informações prestadas ao paciente e reduzir as queixas depois da cirurgia. O formulário terá que ser assinado pelo médico e pelo paciente. Cada um ficará com uma via. O modelo está no site do CFM: www.portalmedico.org.br.

“O documento não elimina os riscos da cirurgia, mas eles ficam reduzidos se tomarmos esses cuidados“, diz Antônio Gonçalves Pinheiro, da câmara técnica de cirurgia plástica do CFM. A iniciativa surgiu após reclamações de pacientes. Entre 2006 e 2010, a cirurgia plástica subiu do sexto para o terceiro lugar no ranking de processos no conselho.

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica também terá um manual para os profissionais, com orientações sobre duração e número de procedimentos em uma cirurgia. Não haverá limite quantitativo. “Cada caso é um caso“, diz Sebastião Guerra, presidente da entidade. A publicação deve sair até outubro.

Fonte: Folha de S.Paulo / ANGELA PINHO

Sem câncer e com alta dose de alegria

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Um grupo de 61 mulheres comemora o sucesso do mutirão para reconstrução da mama, resultado da parceria entre a rede pública e a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica

Um mês depois de serem submetidas à cirurgia de reconstrução da mama, durante mutirão médico, as 61 mulheres operadas se reuniram, ontem, pela primeira vez no auditório do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) para o balanço pós-operatório das plásticas realizadas. O hospital, antes palco de protestos por causa da demora de atendimento às pacientes que passaram por mastectomia, se transformou em local de comemoração. A alegria das mulheres era tamanha que o pudor cedeu espaço ao orgulho de mostrar a nova mama. “Sinto-me uma mocinha de 15 anos com peitinho novo”, brincou a dona de casa Iraídes Silva Lima, 58 anos.

O mutirão realizado em 30 de março contribuiu para reduzir a fila de espera por cirurgias de reconstrução mamária no Distrito Federal. Segundo dados do Ministério da Saúde, antes, o DF ocupava a 12ª posição entre as unidades da Federação em quantidade de cirurgias. Entre 2008 e 2010, ocorreram 547 operações. Se os outros estados mantiveram nos primeiros meses de 2011, o mesmo ritmo de cirurgias de 2010, com os 61 novos procedimentos, o DF sobe para o nono lugar.

Porém mais de 300 brasilienses ainda aguardam para sentir a mesma alegria que das 61pacientes que ontem se encontram no Hran. Para conseguir atender ao menos as 97 selecionadas para o mutirão de março e que não fizeram a cirurgia porque não apresentavam condições adequadas de saúde, o Hran realizará a partir do próximo dia 14, minimutirões sempre aos sábados a cada quinzena para atender 12 pacientes que passaram pela mastectomia. “O mutirão foi um grande salto, mas não conseguimos zerar a fila, esperamos atender pelo menos as 97 até o fim do ano”, explicou Edilberto Araújo, presidente regional da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

De acordo com o coordenador da inciativa, Luciano Chaves, 98% das cirurgias feitas em 30 de março foram consideradas um sucesso. Apenas uma paciente teve uma pequena hemorrogia. Graças aos bons resultados de Brasília, o médico espera parceria com o governo federal e secretarias estaduais de saúde para a promoção de um mutirão nacional a ser realizado em março de 2012, envolvendo 4,2 mil cirurgiões plásticos para atender as mais de 2 mil mulheres que aguardam o procedimento de recomposição mamária. “Nosso pensamento tem que ser maior. Temos que levar o projeto-piloto de Brasília à esfera nacional”, conclamou.

Vários procedimentos

A reconstrução da mama é considerada a parte final do tratamento do câncer de mama, já que exige a retirada do órgão. Por isso, oSistema Único de Saúde (SUS) faz a cirurgia desde 1999 na rede pública e conveniada. O mutirão de Brasília foi uma parceria entre a rede privada de hospitais do DF, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e a Secretaria de Saúde do DF. A parceria também se mantém no pós-operatório. Uma mulher submetida à reconstituição mamária geralmente volta ao centro cirúrgico pelo menos mais duas vezes. Primeiro, ela faz o preenchimento. Em seguida, a simetria das mamas e, seis meses depois, o bico do seio.

A copeira Mônica Consolação, de 41 anos, esperou oito anos para ter reconstruído o bico do seio. Só no mutirão ela conseguiu, finalmente, ter a mama inteiramente reconstituída. “Fiquei tirando fotos de todo o processo e, agora, fotografo com orgulho a minha mama completa”, conta. A piauiense Maria Zita Rodrigues de Sousa, 49, também está com a autoestima recuperada. “Sofri demais quando descobri a doença, estava tudo tomado e tive que tirar toda a mama. Agora, ela está aqui de volta”, conta, entusiasmada, a copeira.

Fonte: Correio Braziliense

Mutirão de Cirurgia Plástica – DF

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Às 7h de ontem, foi dada a largada para a maratona de cirurgias de reconstrução de mama que operaram 61 mulheres em 12 horas, número quase equivalente às 70 feitas ao longo de 2010. É a primeira vez que um mutirão como esse é realizado no Brasil. Para garantir o sucesso nos atendimentos, o reforço veio de 17 médicos de fora do Distrito Federal. A experiência pretende ser piloto de um projeto que prevê iniciativa parecida em âmbito nacional, prevista para março de 2012 — serão beneficiadas cerca de 2 mil mulheres que estão na fila do Sistema Único de Saúde (SUS). Por isso, os bons resultados de ontem serão encaminhados para análise da presidente Dilma Rousseff.

A escolha do DF aconteceu por causa da fila de 300 mulheres à espera de cirurgia plástica — algumas pacientes aguardam a oportunidade há 15 anos. A demora levou-as a protestarem em dezembro do ano passado no Hospital Regional da Asa Norte (Hran) (leia Memória). Além disso, Brasília sedia a Jornada de Cirurgia Plástica Etapa Centro-Oeste. Os profissionais envolvidos no evento tornaram possível a iniciativa. “Já fizemos oito mutirões de cirurgia plástica pelo Brasil, mas nenhum de reconstrução mamária”, afirmou o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Sebastião Guerra.

Para os procedimentos de ontem, 158 pacientes foram selecionadas. Elas se submeteram a exames e 64 se viram aptas para a cirurgia plástica. “Escolhemos as que atendiam as condições necessárias, as que não tinham alterações nos exames ou estavam fazendo quimioterapia ou radioterapia”, explicou o coordenador do mutirão, Luciano Chaves. Mas, desse total, três não fizeram a cirurgia. Uma por que a pressão arterial estava alta; outra por causa de uma infecção; e a terceira por motivos familiares.

Dos 14 hospitais participantes, sete são da rede pública de saúde e sete, da rede privada. Ao todo, foram usadas 32 salas de cirurgia. Mais de 120 médicos se envolveram na maratona, sendo 90 cirurgiões plásticos e 32 anestesistas. Também participou uma equipe de 90 enfermeiros. Cada intervenção levou, em média, cinco horas.

SUS

O chefe de cirurgia plástica do Hospital Universitário de Brasília (HUB), Luiz de Gonzaga Guimarães, atendeu o Correio após oito horas ininterruptas de cirurgias. “Existe a falta de acompanhamento em todos os níveis sociais em relação a câncer e reconstrução mamária. Um mutirão como esse vale a pena para alertar sobre a importância da prevenção”, explicou (leia entrevista completa abaixo).

O diretor executivo do Sindicato Brasiliense de Hospitais Privados, José Carlos Daher, afirmou que uma cirurgia de recomposição de mama custa de R$ 10 mil a R$ 15 mil. A cirurgia de reconstrução da mama é feita pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde 1999 por meio da rede pública e conveniada. A lei federal que garante esse direito vale em casos de mutilação decorrente do tratamento de câncer. O secretário de saúde do DF, Rafael Barbosa, afirmou que a iniciativa servirá de exemplo para aumentar a quantidade de cirurgias no DF, que desde 2009 não ultrapassa 70 por ano.