Blog Oficial da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica

O nariz paulistano*

Fonte: Diário de S.Paulo
Autor: Paulo Godoy
Foto: sid (via Flickr / CC BY-NC-ND 2.0)

 

Em janeiro de 1554, um grupo de jesuítas, comandado pelos padres Manuel da Nóbrega e José de Anchieta, chega ao planalto, com o objetivo de catequizar os índios que viviam na região. Em 25 de janeiro daquele ano, dia em que se comemora a conversão do apóstolo Paulo, o padre Manuel de Paiva celebra a primeira missa na colina. A celebração marcou o início da instalação dos jesuítas no local e entrou para a história como nascimento da cidade de São Paulo.

 

Hoje comemoramos os 462 anos da nossa cidade. E eu, como um típico paulistano, reclamo todos os dias da violência exagerada, do trânsito movediço que paralisa o meu dia e da poluição repugnante que abraça o meu nariz e lacrimeja meus olhos.

 

Também tento fugir nos feriados para o litoral e embarco reclamando no lerdo e manco comboio de automóveis que escapam da cidade. Mas no final de tudo, como todo paulistano, eu amo essa cidade que tem o meu nome.

 

O meu nariz, contudo, luta diariamente contra o legado do progresso acelerado e das atrocidades ecológicas que agrediram a cidade. Frequentemente ele se obstrui, coça, espirra, escorre e me obriga a compras constantes de spray e corticóides nasais.

 

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No entanto, cirurgiões da Universidade de Stanford, na Califórnia, publicaram no último dia 15 uma pesquisa revelando que a realização da cirurgia para tratamento da obstrução do nariz é, a longo prazo, mais econômica do que o uso prolongado de sprays nasais.

 

O estudo incluiu 100 homens e 79 mulheres com uma média de idade de 37,9 anos. Todos foram diagnosticados previamente com obstrução da via aérea nasal decorrente de um desvio de septo ou estreitamento da válvula do nariz .Dos 179 pacientes estudados, apenas 8 obtiveram melhora total apenas com o uso dos sprays. Os restantes foram submetidos a cirurgia para melhora dos sintomas.

 

Um dos objetivos da pesquisa foi fornecer um cálculo matemático detalhado provando para as companhias de seguro que a cirurgia apresenta um custo mais baixo a longo prazo do que o uso prolongado de medicamentos, sem contar com o aumento da qualidade de vida .

 

Atualmente, as novas técnicas de cirurgia plástica do nariz permitem um tratamento estético funcional, onde, alem de proporcional um nariz mais atraente, a parte respiratória é melhorada num único procedimento.

Novidade pode causar revolução em mercado de implantes de seios

Fonte: New York Times (via UOL / tradução: Eloise de Vylder)

 

Os seios de Hilary Miller já não eram mais como antes. Depois de amamentar duas crianças, eles simplesmente não tinham mais a mesma firmeza da juventude. “Eu gostaria que eles tivessem a mesma aparência que tinham antes”, disse Miller, que trabalha numa empresa de produtos de beleza em Dallas.

 

Ela sempre quis aumentá-los, mas tinha medo dos implantes de silicone – ainda que eles tivessem sido aprovados pela Food and Drug Administration (agência que regula alimentos e medicamentos nos EUA) em 2006, depois de serem retirados do mercado em 1992 enquanto a FDA avaliava se eram seguros. Depois de anos de litígio e estudos por um painel de especialistas, o gel de silicone foi considerado seguro, mas o estigma permaneceu.

 

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Muitas mulheres ainda temem “rupturas silenciosas”, isto é, rachaduras que são indetectáveis sem uma ressonância magnética, exame que pode custar milhares de dólares e geralmente não é coberto pelos convênios. Muitas mulheres também temem substâncias estranhas correndo por suas veias, com medo que elas causem doenças autoimunes ou câncer.

 

“Eu não gosto da ideia de não saber o que está dentro do meu corpo”, disse Miller, 38 anos. Um implante de solução salina também não a atraía – ela não queria sentir que tinha dois balões de água debaixo da blusa.

 

Então, em setembro, Miller fez o chamado Ideal Implant (Implante Ideal), que diz proporcionar uma “sensação natural, sem gel de silicone”. Os implantes, criados por um cirurgião plástico de Dallas, o dr. Robert Hamas, são feitos de solução salina. Mas, em vez de balançar, se curvar ou dobrar, como costuma acontecer com os implantes salinos, eles são tão macios quanto o gel.

 

“Eles ficaram bonitos. A sensação é natural”, disse Miller, que pagou cerca de US$ 7.000 (R$ 26.250) pelos implantes e um lift nos seios. “Eu gosto da forma como eles se encaixam nas minhas roupas. Estou muito feliz.”

 

Uma análise de 2014 na revista Archives of Plastic Surgery revelou que rupturas silenciosas ocorreram em 9% a 12% dos casos, oito anos após a implantação. A FDA aconselha que as mulheres que têm implantes de gel de silicone façam uma ressonância magnética três anos após a cirurgia, e depois disso a cada dois anos. Ao contrário do silicone, implantes salinos murcham quando há um vazamento, por isso é fácil saber se há algum problema.

 

Hamas vem trabalhando em seu produto desde 1992, logo após a moratória sobre o silicone. A ideia era descobrir uma maneira de impedir que a solução salina ficasse chacoalhando como um coquetel. Depois de muitas tentativas e erros, ele criou uma série de conchas de implante, sobrepostas como bonecas russas, e duas câmaras separadas que contêm a solução salina. Esta estrutura interna limita a movimentação da solução salina, enquanto sustenta as bordas do implante para evitar dobras.

 

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A empresa Ideal Implant Inc., inaugurada em 2006, é controlada por cerca de 120 cirurgiões plásticos elegíveis para o conselho, e obteve a aprovação da FDA em 2014. Os implantes foram disponibilizados para o público em setembro deste ano. Mais ou menos.

 

O Ideal Implant, que custa US$ 1.500 (R$ 5.620) por par além dos gastos cirúrgicos, um pouco mais caros do que para os implantes de silicone, só está disponível para os acionistas e para 45 médicos que o pesquisam para a FDA (nenhum dos quais tem qualquer participação financeira na empresa). Mas a demanda é bem maior que a oferta, por isso os médicos têm feito listas de espera das mulheres que querem o implante.

 

“Dez anos atrás, quando o Dr. Hamas me mostrou o projeto, achei que era uma boa ideia melhorar os implantes salinos, especialmente naquela época, quando era tudo o que tínhamos”, disse o Dr. James C. Grotting, cirurgião plástico de Birmingham, Alabama. “Eu não sabia que levaria tanto tempo.”

 

O Dr. Kevin Brenner, cirurgião plástico de Beverly Hills, Califórnia, que foi um dos pesquisadores originais da FDA, disse que tem pacientes esperando há cinco anos. “Aumentar os seios é uma decisão muito pessoal para a maioria das mulheres, e elas têm que se sentir confortáveis com o que coloco nelas”, disse ele. “Tanto a solução salina quanto o silicone têm vantagens e desvantagens. O Ideal Implant é melhor que os dois.”

 

Nem todo médico gosta da ideia. O Dr. Scot Glasberg, cirurgião plástico de Nova York e ex-presidente da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos, disse que recebeu telefonemas de meia dúzia de médicos preocupados com a comercialização do Ideal Implant.

 

“Ele sugere de uma forma indireta de que o silicone não é seguro”, disse. “Nós passamos muito tempo garantindo a segurança dos produtos de silicone. Nós odiaríamos ter uma situação em que qualquer pessoa, mesmo de uma forma remota, esteja tentando estabelecer que eles não são seguros.”

 

O Dr. Steven Teitelbaum, cirurgião plástico de Santa Monica e presidente da Sociedade de Cirurgiões Plásticos da Califórnia, nem sequer vê a necessidade de mais um implante salino. De acordo com a Sociedade Norte-Americana de Cirurgia Plástica Estética, em 2014, 20% dos implantes para aumentar os seios eram de solução salina.

 

“Ninguém chega pedindo solução salina, exceto mulheres que querem pagar menos ou colocar implantes enormes com incisões pequenas”, disse Teitelbaum. (Os implantes salinos podem ser inseridos pelo mamilo ou através de um corte na axila e depois inflados.) “O implante de solução salina nunca terá a mesma sensação de um implante de silicone.”

 

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Ele também se preocupa com os dados, ou a falta deles. A aprovação da FDA se baseou nos resultados iniciais de um estudo de dois anos, publicado na edição de setembro de 2012 do Aesthetic Surgery Journal. Hamas é um dos autores. Um estudo de dez anos com quase 500 mulheres de 18 a 67 anos, também realizado pela empresa, está em andamento e será concluído em 2019.

 

Por fim, Teitelbaum está incomodado com a falta de disponibilidade do implante. “Você não lança um produto se não tem ele pronto para enviar”, disse ele. “É um lançamento falso.”

 

Hamas afirma que sua empresa é pequena, o que explica a incapacidade de produzir o implante em grandes quantidades. Ele não teria conseguido abri-la sem os investimentos de outros médicos. E acredita que as mulheres estão preocupadas.

 

“Muitos cirurgiões plásticos dizem: ‘não se preocupe com o silicone, é aprovado pelo FDA’”, disse ele. “O FDA disse que o gel de silicone é seguro, mas as mulheres devem fazer uma ressonância magnética a cada dois anos, durante a vida toda, para ver se eles não se romperam, porque não dá para saber examinando uma paciente ou simplesmente olhando.”

CFM esclarece como médico pode usar internet e redes sociais para divulgar suas atividades

Fonte: CFM

 

Acesse a resolução completa aqui.

 

O Conselho Federal de Medicina (CFM) publica na próxima semana a Resolução nº 2.133/2015, que faz esclarecimentos sobre a divulgação e publicidade de assuntos médicos na internet e em canais das redes sociais. O texto, que altera apenas um ponto do anexo 1 da Resolução 1.974/2011, permite que os médicos publiquem nos seus perfis dados como sua especialidade, CRM, RQE, além do endereço e telefone do local onde atendem.

 

De acordo com o conselheiro Emmanuel Fortes Cavalcanti, 3º vice-presidente e coordenador do Departamento de Fiscalização do CFM, “a edição deste esclarecimento foi necessária por conta de entendimentos equivocados que surgiram após a edição da Resolução 2.126/2015, que fazia menção ao anexo modificado”, disse.

 

Este foi o único ponto alterado pela nova Resolução do CFM. Todos outros pontos que estavam previstos foram mantidos. Ou seja, os médicos continuam proibidos de distribuir e publicar em sites e canais de relacionados fotos tiradas com pacientes no momento de atendimento, como em consultas ou cirurgias.

 

Também não podem divulgar fotos, imagens ou áudios que caracterizem sensacionalismo, autopromoção ou concorrência desleal. Neste grupo, se enquadram as fotos conhecidas como “antes” e “depois”. Para o conselheiro Fortes, se trata de uma decisão que protege a privacidade e o anonimato inerentes ao ato médico e estimula o profissional a fazer uma permanente reflexão sobre seu papel na assistência aos pacientes.

 

O médico também não pode usar a internet para anunciar métodos ou técnicas não consideradas válidas cientificamente e não reconhecidas pelo CFM, conforme prevê a Lei nº 12.842/13, em seu artigo 7º, que atribui à autarquia o papel de definir o que é experimental e o que é aceito para a prática médica.

 

Entre outros pontos, também permanece sendo vedado ao médico anunciar especialidade/área de atuação não reconhecida, bem como especialidade/área de atuação para a qual não esteja qualificado e registrado junto aos Conselhos de Medicina. A restrição inclui ainda a divulgação de posse de títulos científicos que não possa comprovar e a indução do paciente a acreditar que o profissional está habilitado a tratar de um determinado sistema orgânico, órgão ou doença específica.

 

A norma não alterou pontos que proíbem a realização de consultas, diagnósticos ou prescrições por qualquer meio de comunicação de massa ou à distância, assim como expor a figura de paciente na divulgação de técnica, método ou resultado de tratamento.

 

O CFM manteve a orientação aos CRMs de investigar suspeitas de burla às normas contra a autopromoção por meio da colaboração do médico com outras pessoas ou empresas. Para o CFM, devem ser apurados – por meio de denúncias, ou não – a publicação de imagens do tipo “antes” e “depois” por não médicos, de modo reiterado e/ou sistemático, assim como a oferta de elogios a técnicas e aos resultados de procedimentos feitos por pacientes ou leigos, associando-os à ação de um profissional da Medicina. A comprovação de vínculo entre o autor das mensagens e o médico responsável pelo procedimento pode ser entendida como desrespeito à norma federal.

 

Segundo o conselheiro Emmanuel Fortes, ao observar os critérios definidos pelo CFM o médico estará valorizando uma conduta ética nas suas atividades profissionais, além de se proteger efetivamente de eventuais processos movidos por terceiros em busca de indenizações por danos materiais ou morais decorrentes de abusos.

 

“Considerando que a Medicina deve ser exercida com base em direitos previstos na Constituição Federal, como a inviolabilidade da vida privada e o respeito honra e à imagem pessoal, entendemos que as mudanças são importantes, pois oferecem parâmetro seguro aos médicos sobre a postura ética e legal adequada em sua relação com os pacientes e com a sociedade”, afirmou.

Veja 48 exercícios bons para sua saúde e que podem ser feitos em qualquer lugar

Encontrar tempo para ir à academia pode ser difícil para todos que não vivem, respiram e se alimentam de exercícios. Depois de um dia longo de trabalho muitas pessoas não se sentem motivadas a praticarem atividades. Infelizmente, elas ignoram planos de exercícios que são fáceis, de baixo custo e não exigem mais do que meia hora de dedicação. Bem, se você uma dessas pessoas, não há o que temer: estes 48 exercícios diferentes trazem benefícios importantes para sua saúde e seu corpo. Além disso, podem ser feitos até dentro do seu quarto.

 

O ideal é contar com um profissional de educação física para orientá-lo, sempre. Nem que seja para planejar como fazer estes 48 exercícios da melhor forma, até mesmo em treinos intervalados de alta intensidade. Isto não apenas diminuirá o tempo “gasto” na academia como também melhorará diversos marcadores de saúde. Queimará gordura, controlará a pressão sanguínea e, de acordo com estudos, ajudará a melhorar a saúde cardíaca em pessoas de todas as idades.

 

Lembre-se: orientação profissional é indispensável, assim como respeitar os limites de seu corpo. Comece devagar e evolua de acordo com sua capacidade, mas não deixe de praticar exercícios físicos!

 

Veja os exercícios abaixo:

 

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Fonte: Medical Daily

Entenda melhor o Transtorno Dismórfico Corporal

O blog da SBCP conversou com a psicóloga e doutora em cirurgia plástica pela UNIFESP Maria José Azevedo de Brito para compreender melhor esta doença grave, mas que tem cura.

 

O transtorno dismórfico corporal (TDC) é uma doença grave, mas tem cura. Esta condição psicológica é caracterizada pela preocupação exagerada com a aparência ou defeitos pequenos, muitas vezes imperceptíveis, mas que assumem dimensões muito grandes para a pessoa. A doença se manifesta em um comportamento compulsivo pela aparência e causa muito sofrimento.

 

Para a Dra. Maria José, psicóloga especialista no assunto, o tema é delicado. “O TDC não deve ser confundido com uma preocupação normal com a aparência. A fronteira é subjetiva e por isso é uma doença difícil de identificar”, avalia a psicóloga.

 

 

A origem deste transtorno é genética e neuroquímica, mas o ambiente em que a pessoa está inserida também tem influência importante, especialmente durante a infância e a adolescência, períodos em que o bullying infelizmente é comum.

 

De acordo com a especialista, o TDC é um produto mental deslocado para o corpo, ou seja, é sentido como um problema na aparência física, o que pode levar as pessoas que sofrem com a doença a procurar auxílio na cirurgia plástica, na dermatologia, academia e odontologia.

 

“Muitas vezes a pessoa deixa de sair de casa e de relacionar-se normalmente com outras pessoas. Em casos mais extremos pode cometer o suicídio, tal é o nível de sofrimento subjetivo”, pontua Maria José. Neste cenário, desejar ou realizar um procedimento para alterar a aparência pode se tornar uma obsessão.

 

Em estágios considerados leves e moderados a cirurgia plástica pode até servir como parte do tratamento para estes pacientes. Quando o caso é grave é preciso envolver, além de psicoterapia, também um psiquiatra. Além disso, em geral, a doença é associada a outras doenças, como a depressão e ansiedade social.

 

Uma forma de identificar o TDC é se perguntar se sua aparência incomoda muito. Você pensa no assunto mais do que três horas por dia? Você deixa de fazer coisas por causa da sua aparência? As respostas podem indicar uma tendência ou mesmo a presença da doença.

 

Doença moderna?
O crescimento das selfies e a pressão social cada vez maior para se encaixar em padrões de beleza irreais podem induzir ao pensamento de que a TDC é uma doença moderna. Entretanto, a doença foi descrita pela primeira vez pelo médico italiano Enrico Morselli em 1886.

 

“Podemos dizer que hoje em dia o culto ao corpo e a importância da imagem exarcebam os casos”, comenta a psicóloga.

 

A doença é difícil de identificar e os estudos sobre o assunto são raros no país, mas segundo a Dra. Maria José a prevalência de sintomas para TDC, em pessoas que procuram cirurgias plásticas no Brasil, pode chegar até 57%.

 

A melhor forma de combater e prevenir este distúrbio está justamente na aceitação do corpo e no fim da pressão para se encaixar em padrões estéticos ou sociais.

 

“Pais e professores devem coibir o bullying e ensinar o respeito pelos limites do corpo. Também é importante ressaltar a beleza natural das pessoas, da diversidade, e mostrar que as imagens que tanto as influenciam são irreais. Sobretudo, é fundamental não ter vergonha de falar sobre o assunto”, finaliza a psicóloga.

Exercícios: salvação para a menopausa

*Por Barbara Younger, no EmpowHER

 

Durante a montanha-russa da menopausa, caminhar era a salvação para mim. Minhas amigas da academia e eu usávamos a esteira enquanto discutíamos tudo – desde problemas nos relacionamentos, passando por notícias do mundo, até os últimos lançamentos do cinema. Eu também amava caminhar sozinha pela margem do rio Eno, perto de casa, na Carolina do Norte. Aproveitava a solidão enquanto observava as garças e pensava sobre meus projetos. Caminhar, sozinha ou acompanhada, ativava meu corpo e nutria meu espírito naqueles anos.

 

Mas será que o exercício físico realmente reduz os sintomas físicos da menopausa, como os fogachos, as transpirações noturnas e a insônia?

 

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Alguns estudos dizem que sim e outros afirmam que não há conclusões, mas os exercícios trazem benefícios quando o assunto é melhorar seu humor e reduzir ameaças potenciais à saúde. A Dra. Margery Gass, ex-diretora executiva da North American Menopause Society (NAMS), afirma que “exercícios também ajudam a reduzir os riscos comuns a esta época da vida: doenças do coração, diabetes e osteoporose. Ser sedentário é, para a NAMS, tão ruim quanto ter níveis ruins de colesterol ou risco de doenças cardíacas”.

 

“Quando você está lutando contra os sintomas da menopausa, como problemas para dormir ou alterações de humor, a última coisa que você quer é sair do sofá”, afirma a escritora Regina Boyle, antes de completar: “Mas fazer uma atividade pode ajudar a aliviar o tédio que você sente hoje e a combater os riscos da pós-menopausa que você pode enfrentar no futuro”, completa Boyle.

 

Especialistas recomendam que as mulheres participem em três tipos de atividades físicas:

 

- Exercícios aeróbicos, como caminhar, correr, nadar e dançar;
- Treinos de força que aumentem a massa muscular, como levantar pesos, usar faixas de resistência e aparelhos de musculação;
- Exercícios que promovam a flexibilidade e o equilíbrio, como yoga e Tai Chi.

 

E o temido ganho de peso na menopausa? De acordo com o site WebMD, estudos com animais mostram que o estrogênio ajuda a controlar o peso corporal. Com níveis deste hormônio baixos, os animais tendem a comer mais e ser menos ativos fisicamente. A redução do estrogênio também pode desacelerar o metabolismo, diminuindo o ritmo em que o corpo converte energia acumulada em energia utilizada. Os exercícios não apenas queimam calorias e aceleram o metabolismo, mas também amenizam problemas de humor, como a irritabilidade e a ansiedade, que podem levar as pessoas a comerem exageradamente.

 

Os sintomas emocionais e físicos da menopausa não me afetam mais, mas os exercícios continuam a ser uma parte feliz e revigorante da minha semana. Alguns dias eu luto contra a tentação de ficar no sofá, mas é só amarrar os cadarços dos meus tênis que fico imediatamente pronta para mandar ver. O Dr. Neil Resnick, diretor associado do Instituto de Envelhecimento da Univerisdade de Pittsburgh, afirma: “As pessoas procuram o segredo para uma vida longa e saudável há milênios quando, na verdade, a intervenção mais poderosa é o exercício físico”.

 

Com informações do EmpowHER. Leia o artigo original aqui.
Crédito da imagem: Diabetes Care via Compfight cc

A história de um novo nariz e a importância de avaliar muito bem uma cirurgia plástica

O relato abaixo é uma mensagem valiosa para quem deseja se submeter a uma cirurgia plástica. A autora, que sempre desejou mudar seu nariz, percebeu depois que aquele era um traço fundamental de sua personalidade. Lembre-se sempre: cirurgia plástica deve ser muito bem avaliada!

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Eu me arrependo da minha cirurgia plástica

Meu desespero juvenil por um novo nariz se tornou em um saudosismo adulto

O segundo pensamento que passou pela minha cabeça quando dei de cara com uma porta de vidro foi “Sim, aposto que agora consigo uma cirurgia plástica no nariz de graça!”. (O primeiro, obviamente, foi como aquilo era desconcertante e incrivelmente dolorido.)

 

Eu odiei meu nariz por quase toda a minha vida. Não me importava que ele fosse, de certas maneiras, parte da minha identidade, um traço que eu tinha em comum com minha falecida mãe, que era judia. Eu desejava um nariz pequeno, digno de uma estrela de cinema. Todas as vezes que elogiavam meus belos olhos castanhos tudo o que escutava eram críticas veladas ao meu nariz hediondo. Para mim era algo próximo da obsessão.

 

A protuberância no topo do meu nariz se misturava a um desvio no fim dele e faziam me considerar uma pessoa hedionda. Quando descobri que narizes e orelhas nunca param de crescer, quase entrei em pânico. Soa ridículo agora, mas na época estava certa de que nunca encontraria alguém disposto a casar com alguém com a minha aparência.

 

 

Cirurgia plástica não é barata. Para me submeter a uma rinoplastia é preciso investir muito dinheiro. Então quando, de forma estúpida, consegui bater minha cara na porta e escutei o barulho de fratura no meu nariz, não demorei muito para deixar de chorar e perceber minha sorte: o seguro cobriria minha rinoplastia corretora.

 

Com o raio-x e notas dos médicos em mãos, marquei uma consulta com um cirurgião plástico certificado e dei início ao processo. Planejei a data da minha cirurgia para coincidir com o feriado Natal e passei a contar os dias para o meu novo rosto. Até logo, protuberância!

 

A cirurgia foi rotineira e acordei me sentindo um pouco mal, mas meu namorado na época (hoje marido) pôde me levar para casa algumas horas depois. Fiquei com dois “tampões” nas narinas nas primeiras 24 horas, mas consegui dormir com a medicação para dor. Depois de mais alguns dias com bandagens voltei ao consultório para a grande revelação, apenas dois dias antes do Natal.

 

O cirurgião plástico avisou que ainda haveria algum inchaço, mas assim que ele retirou as bandagens e pude ter o primeiro vislumbre do meu novo rosto. De certo modo era surreal. O meu reflexo no espelho era muito diferente do que na semana anterior. Não conseguia deixar de olhar e sorrir, virando o rosto de lado a lado, sem protuberância ou desvio. Apenas uma linha reta e uma ponta adoráveis. Meu nariz novo era um ângulo agudo perfeito e glorioso.

 

Entretanto, conforme o tempo passou, comecei a sentir saudades do meu nariz antigo. Isso me parecia tão ridículo que apenas tentei refutar este sentimento. Passei anos e anos esperando para me livrar dele e eu sabia que minha aparência estava muito melhor. Mas não se parecia comigo e isto era um sentimento perturbador. Aquilo que me causava angústia acabou por se revelar parte integral da minha identidade. Ao me fixar tanto nesta característica eu havia me recusado a perceber a beleza da imperfeição. Eu havia exageradamente tornado uma pequena protuberância em algo incapacitante.

 

Agora que tenho filhos e vejo que eles têm o mesmo nariz que eu tinha quando bebê, me pergunto se eles irão crescer e se parecer comigo, com o meu eu antigo. O que direi a eles quando perguntarem da onde veio o meu nariz? Irei entregar tudo e explicar os detalhes ou direi apenas parte da verdade, colocando a culpa na porta de vidro? Ou apenas assumirei meu arrependimento? O plano é assumir e espero que, neste mundo lotado de Kardashians e E! Networks, minhas crianças se rebelem e fiquem com seus eus verdadeiros. Espero que meu exemplo sirva de lição.

 

De qualquer forma, avisarei meus filhos sobre os perigos de uma porta de vidro!

Publicado por Jenn Morson e traduzido do site GoodHouseKeeping. Leia o original aqui.

Conheça a história do clube secreto da Segunda Guerra Mundial que revolucionou a cirurgia plástica

O post, escrito por Olga Oksman e traduzido livremente do site Gizmodo, remonta a história do Guinea Pig Club, que reuniu muitos soldados gravemente queimados em torno de uma missão: reconstruir suas vidas e reinseri-los na sociedade. Conduzido pelo cirurgião plástico Archibald McIndoe, um pioneiro no tratamento de queimaduras severas e responsável por desenvolver muitas técnicas que são usadas até hoje. Bom proveito!</>

 

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Um dos clubes mais exclusivos da Grã-Bretanha não é cheio de herdeiros ricos e socialites, mas reúne ex-pilotos e ex-militares como membros: é o Guinea Pig Club e tem regras e taxas de admissão exorbitantes. Para se tornar um membro é preciso ter ao menos duas cirurgias plásticas reconstrutivas no Queen Victoria Cottage Hospital, no Reino Unido, feitas pelo cirurgião plástico Archibald McIndoe nos anos 1940. No fim da Segunda Guerra Mundial eram 649 membros, em sua maioria da Grã-Bretanha, mas também originários do Canadá, Austrália, Nova Zelância e República Tcheca.

 

Antes da Segunda Guerra as queimaduras severas eram raras e causadas principalmente por acidentes domésticos. O conflito armado mudou isto: voar em aviões perigosos e suscetíveis a acidentes, como os Spitfires e Hurricanes, cheios de combustível altamente inflamável que respingava em pilotos e na tripulação, resultava em homens desfigurados por queimaduras em todo o corpo.
McIndoe, natural da Nova Zelândia, foi um pioneiro da cirurgia plástica e desenvolveu diversas técnicas que ainda são usadas atualmente para tratar queimaduras severas. Ainda assim, reconhecia que para tratar o trauma externo era preciso também tratar do trauma interno – assim surgiu o Guinea Pig Club.

 

Na época a cirurgia plástica ainda era muito elementar. Até mesmo coisas simples como a melhor forma de tratar as queimaduras antes de tentar uma cirurgia plástica era uma questão de tentativa e erro. O senso comum do período dizia que era necessário usar uma espécie revestimento químico, geralmente utilizado em queimaduras menores. Esta substância formaria uma camada protetora que permitia a cura dos ferimentos, mas se provou desastrosa no tratamento de queimaduras severas em áreas maiores do corpo. O revestimento secava a pele, causava cicatrizes adicionais e sua remoção era incrivelmente dolorosa. Depois de experimentar o revestimento com pouco sucesso, McIndoe observou que as queimaduras de pacientes que caíram na água eram curadas com mais rapidez. A partir de então o cirurgião plástico passou a utilizar banhos salinos para as queimaduras.

 

 

Medidas drásticas eram necessárias quando era preciso reconstruir lábios, narizes e faces. Um grande pedaço de pele retirado de uma área não afetada pela queimadura, como a coxa, por exemplo, não sobreviveria ao transplante. McIndoe, então, cuidadosamente deixava o retalho de pele conectado no local de origem, o enrolava em forma de tubo e então ligava o tecido próximo ao local em que iria utilizado depois – como o braço ou o ombro, por exemplo. Assim que o retalho estivesse recuperado e começasse a puxar o sangue do braço, o cirurgião plástico o separava do local de origem para ligá-lo à face: quando o tecido se recuperasse novamente, McIndoe o usava para a cirurgia plástica reconstrutiva. Os pacientes precisavam andar com suas faces conectadas aos ombros ou braços por um tubo de pele, que parecia uma tromba de elefante – mas funcionavam. Grandes pedaços de pele sobreviviam e podiam ser usados para os procedimentos.

 

Um dos membros, Bill Foxley, passou por 29 cirurgias plásticas para reconstruir seu rosto. Quando seu avião caiu, ele conseguiu sair ileso, mas correu na direção do veículo em chamas para tentar salvar o operador que ainda estava preso dentro. Seu esforço para liberar o colega das ferragens lhe rendeu queimaduras graves (o operador não sobreviveu). Um olho foi destruído, juntamente com a pele, músculos e cartilagem de rosto até as sobrancelhas. A córnea do outro olho foi gravemente ferida. Foxley nunca mais sorriu devido aos seus ferimentos, mas isto não o impediu de casar com uma das enfermeiras do hospital em 1947 ou de construir uma carreira depois da guerra.

 

Outro paciente, Sandy Saunders, era piloto de planador. Quando seu avião caiu, sofreu queimaduras em 40% do corpo. Seu nariz e pálpebras tiveram que ser reconstruídas. A experiência o inspirou a se tornar médico: ele passava seu tempo de recuperação entre as cirurgias observando o Dr. McIndoe operar outros pacientes e dissecando sapos para se preparar para sua carreira depois da guerra.

 

Uma das coisas mais incríveis do Guinea Pig Club era a atitude dos médicos de das enfermeiras. Eles não tratavam os pacientes como inválidos em recuperação, mas criavam um ambiente alegre e natural no hospital. McIndoe ignorava os flertes inapropriados entre os jovens solitários e as enfermeiras. Uma delas lembrava-se de como um dos pacientes conseguia apertá-la, apesar das mãos gravemente queimadas. Quando ameaçou dar-lhe um soco no nariz se fizesse aquilo novamente, o homem a lembrou que ele não tinha um. “Mal posso esperar”, ela retrucou.

 

The club members had a dark sense of humor. When the club was first formed, they selected a pilot whose fingers were badly burned as the secretary so that he couldn’t take minutes, and another pilot with badly burned legs as the treasurer so he couldn’t run away with club money.

 

Os integrantes tinham um senso de humor sombrio. Quando o clube foi fundado, eles selecionaram um piloto com os dedos gravemente queimados como secretário, assim ele não poderia fazer atas. Outro piloto, desta vez com as pernas severamente queimadas, foi escolhido para ser o tesoureiro do clube, pois não poderia fugir correndo com o dinheiro.

 

Eram homens jovens, na maioria com 20 e poucos anos. Alguns eram suicidas quando chegaram ao hospital: eles tinham sobrevivido enquanto seus amigos pereceram. Eles pensavam que suas vidas haviam acabado. Certa vez McIndoe levou algumas dançarinas de Londres para visitá-los para convencê-los de que ainda podiam falar com belas mulheres. O cirurgião plástico também era liberal: deixava fará quantidade de cerveja disponível aos membros, afinal de contas o Guinea Pig Club era um clube de bebida.

 

It was one of the first efforts to focus on both the physical and the psychological recovery of patients. Before then, people with disfiguring injuries or disabilities were often hidden from sight. Instead of casting the burned pilots and crew as unfortunate young men with their lives cut short, McIndoe presented them as heroes to be lauded for their courage. If a play was opening or a movie premiering in town, McIndoe got his patients invited as guests of honor.

 

Esta foi um dos primeiros esforços que focou tanto na recuperação física quanto psicológica dos pacientes. Antes do clube, pessoas com lesões e acidentes que os deixavam desfigurados eram simplesmente escondidas. Ao invés de taxá-los como pilotos queimados, jovens desafortunados, McIndoe os apresentava como heróis a serem celebrados pela coragem – se havia uma inauguração ou lançamento de cinema na cidade, o cirurgião plástico fazia seus pacientes serem convidados de honra nestes eventos.

 

Isto funcionou. A cidade de Grinsted, onde o hospital ficava, se tornou conhecida como “a cidade que não se espanta”. Muitos membros do clube se casaram com mulheres que conheceram durante sua recuperação.

 

A motivação para a criação do Guinea Pig Club também teve outras motivações, além do altruísmo. A Força Aérea Real queria descobrir qualquer coisa que os pudesse fazer a voltar ao serviço militar. Ainda assim foi uma grande mudança dos militares, de acordo com a historiadora Emily Mayhew, autora de “A Reconstrução de Guerreiros”.

 

Depois da guerra os pacientes mantiveram as reuniões. Apenas em 2007, quando o membro mais velho tinha 102 anos e o mais jovem 82, eles decidiram que estavam um pouco velhos de mais para continuarem se deslocando para os encontros. O Guinea Pig Club demonstrou que a chave para a resiliência é um pouco de humor, aceitação social e a consciência de que não está sozinho.

Câmara dos Deputados aprova cirurgia plástica reparadora no SUS para mulheres vitimas de violência

Está aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados a proposta que estabelece que as mulheres vítimas de violência doméstica tenham direito a realização de cirurgia plástica reparadora na rede pública de saúde (SUS). O texto agora aguarda a sanção presidencial.

 

SUS-LOGO

 

De acordo com dados da SBCP – Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica as cirurgias reparadoras em mulheres mais do que dobraram no país nos últimos cinco anos com um aumento de 167%. Em 2009 foram realizadas cerca de 149 mil intervenções, número que subiu para 399 mil em 2014.

 

“Sem dúvida é uma grande conquista e deve ser celebrada, pois a cirurgia reparadora pode devolver à mulher a autoestima perdida pela violência sofrida, além de reinseri-la na esfera social”, comenta a Dr. João de Moraes Prado Neto, Presidente Nacional da SBCP – Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

 

A Relatora na Comissão de Cidadania e Justiça apresentou parecer pela constitucionalidade e juridicidade da proposta – Projeto de Lei (PL)123/07 –, bem como das emendas apresentadas do Senado Federal. O texto original foi aprovado pela Câmara em abril de 2009.

 

O Senado também acrescentou a possibilidade de os gestores serem punidos, caso deixem de cumprir com a obrigação de informar as mulheres vitimadas por violência sobre seus direitos.

 

SBCP e The Bridge
Em outubro de 2013 a SBCP e a The Bridge Global lançaram o 1º Programa de Cirurgia Reparadora para Mulheres Vítimas de Violência Doméstica, com o intuito de agilizar o atendimento e oferecer a cirurgia plástica reparadora na rede pública para mulheres vitimadas pela violência doméstica, que tenham indicação para realizar o procedimento. Segundo dados da Secretaria de Políticas para Mulheres, uma mulher é espancada a cada 15 segundos no País.

 

Após um cadastro por meio de um número telefônico as mulheres relatam suas queixas para as psicólogas atendentes e são selecionadas para a consulta clínica e posterior cirurgia, se for o caso.

 

O projeto começou em 11 hospitais de São Paulo, como piloto, e depois expandiu para outras cidades do Brasil. Atualmente o projeto está suspenso por falta de patrocínio, mas a expectativa é que seja retomado com a aprovação da lei.

 

Cirurgia Reparadora
Além dos casos de violência doméstica, as cirurgias reparadoras são indicadas para pacientes submetidos à cirurgias oncológicas, vítimas de acidentes no trânsito ou problemas congênitos que evoluíram com perda ou prejuízo da forma ou da função de determinada região do corpo. Mais recentemente foram incluídos os pacientes que se submeteram à cirurgia bariátrica e posteriormente evoluíram para uma condição em que a flacidez e a sobra de tecidos consequentes à perda de peso causaram algum grau de prejuízo à imagem ou às atividades daquele indivíduo.

 

“Muitas vezes subestimada, a cirurgia reparadora pode significar uma vida nova ao paciente, por exemplo, no caso de um queimado ou como em casos de mulheres que tiveram câncer de mama, foram submetidas à mastectomia sem reconstrução mamária e posteriormente sofreram de depressão relacionada à perda de autoestima pela retirada da mama”, argumenta o Dr. Alexandre Fonseca, um dos coordenadores da pesquisa e Membro Titular da SBCP.

 

Com informações da Agência Brasil

Ex-bombeiro recebe novo rosto em cirurgia plástica reconstrutiva

O cirurgião plástico Eduardo Rodriguez da New York Langone Medical Center realizou um transplante facial que deu ao ex-bombeiro do Tennessee Patrick Hardison uma nova vida. O doador era um mecânico de bicicletas do Brookly que morreu após um acidente. Foram 26 horas de cirurgia plástica, que foi chamada de “a mais abrangente” do tipo já feita.

 

O ex-bombeiro sofreu queimaduras graves quando atendeu a um chamado para apagar um incêndio em uma casa no ano de 2001. Após o acidente Hardison recebeu um transplante feito com pele transferida de suas coxas, mas nos anos seguintes ele teve que ser submetido a 71 procedimentos, com uma média de sete por ano, e se tornou dependente de analgésicos, o que arruinou a vida de sua família.

 

Hardison após a cirurgia plástica feita com pele de suas coxas. (Crédito: New York Mag/Cortesia do NYU Langone Medical Center)

 

Hardison com seu novo rosto. (Crédito da foto: Reprodução/Norman Jean Roy/New York magazine

 

“As crianças corriam gritando e chorando quando me viam. Existem coisas piores do que a morte”, afirmou o Hardison em entrevista para a New York Mag.

 

Transplantes faciais ainda são incomuns, apesar deste tipo de procedimento ser feito há mais de 10 anos. O primeiro transplante parcial foi feito em 2005 em uma mulher francesa mordida por um cão. Nos EUA a primeira cirurgia plástica do tipo foi feita em 2008 em uma mulher atingida por um tiro disparado por seu marido quatro anos antes. Já em 2010 um fazendeiro espanhol de 31 anos, que atirou no próprio rosto acidentalmente, recebeu o que é descrito como o primeiro transplante facial completo. Em 2011 um profissional da construção civil nos EUA que sofreu um acidente causado por fios de alta tensão recebeu nariz, lábios, pele, músculo e nervos.

 

O rosto que o ex-bombeiro recebeu foi o terceiro oferecido a ele: o primeiro teve o consentimento da família negado, o segundo, de uma mulher, foi recusado por Hardison e o terceiro foi o do ex-mecânico.

 

O Dr. Rodriguez detalhou à reportagem o procedimento, que teve complicações. A veia jugular do ex-bombeiro era maior do que a do doador, o que exigiu perícia do cirurgião plástico: Hardison perdeu muito sangue e a saída foi inserir uma jugular em um furo feito minuciosamente em um dos lados da outra.

 

Hardison agora está em recuperação. O ex-bombeiro tomará imunossupressores pelo resto da vida e, segundo o Dr. Rodriguez, haverá rejeição – a questão é quando. O cirurgião plástico estima que três das cinco pessoas que receberam transplantes faciais ao redor do mundo morreram após o novo tecido ter sido rejeitado pelo corpo.

 

Entretanto, um dos filhos de Hardison afirmou ao repórter: “Quando vejo seu rosto quero memorizá-lo. Assim, da próxima vez que vê-lo, sei que é meu pai”.

 

Com informações do The Guardian e da New York Mag.

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