Archive: novembro, 2014

Cresce o número de cirurgias estéticas para reparar orelhas deformadas pelo uso de “piercings tribais” e alargadores

High Wycombe, Inglaterra – Liam Palmer diz que seu sonho é servir no exército britânico. Os militares, porém, se recusam a aceitar o garoto de 21 anos com buracos nas orelhas pelo uso de piercings e alargadores.

 

“Eu não me arrependo. [Usar alargadores de orelha] Foi uma parte de quem eu era”, Palmer disse sobre seus antigos dias de contracultura – cabelo arrepiado, jeans apertados e alargadores de orelha.

 

Médicos dizem que os furos nas orelhas que são alargados até um diâmetro maior do que 1.3 cm (13 mm), como os de Palmer, não voltarão a encolher ou fechar naturalmente. Retirar o excesso de pele é o único jeito de repará-las. Por isso, Palmer passou por uma cirurgia estética para remodelar seus lóbulos. O cirurgião plástico Adrian Richard diz que o processo envolve remover o excesso de tecido alargado da orelha e usar pontos internos e externos nos lóbulos para recriar um formato mais normal.

 

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Os cirurgiões anestesiam a orelha para o procedimento, mas o paciente fica acordado. As técnicas cirúrgicas e estéticas podem variar, mas os médicos dizem que, após a cirurgia, o paciente fica apenas com uma cicatriz bem escondida ao longo do contorno natural do lóbulo reconstruído.

 

Palmer não é o único passando por este procedimento. Richards, que realizou a operação do jovem, disse que viu um grande aumento no número destas cirurgias no último ano devido ao estigma negativo que cerca o que ele chama destes “túneis de carne”.

 

“Nós tivemos pacientes do Exército ameaçados de serem dispensados caso não passassem pelo procedimento para reparar suas orelhas,” disse Richards, diretor da Clínica Aurora. Ele diz que atende cerca de dez novos pacientes todo mês perguntando sobre o procedimento, desde profissionais do golfe até membros do clero, professores de escola até soldados.

 

O Exército Americano anunciou em maio uma repressão sobre os piercings maiores que um brinco convencional em suas tropas.  O website do Exército destaca um novo regulamento que proíbe os soldados de “mutilar seu corpo intencionalmente [...] incluindo [...] alargar as orelhas (buracos com diâmetro maior do que 1.6 mm nos lóbulos das orelhas).”.

 

A cirurgia de reconstrução de lóbulos é mais predominante no Reino Unido do que nos Estados Unidos, disse o Dr. Michael Edwards, presidente da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica Estética (American Society for Aesthetic Plastic Surgery). Ainda assim, cirurgiões de Los Angeles e Seattle estão realizando o procedimento de reconstrução em número considerável. “Os pacientes se dão conta de que os alargadores de orelha não estão sendo bem vistos quando se trata da procura e competição por emprego ou trabalho – assim como as tatuagens,” disse Edwards.

 

Edwards aponta que o custo da cirurgia pode variar entre $1,500 e $3,000 nos Estados Unidos. No Reino Unido, o custo da cirurgia está, em média, um pouco acima de $3,000.

 

Após a cirurgia, Palmer disse a CBS News que espera que a mudança em sua aparência compense. “Isto é pelo Exército, [eu estou] um passo mais próximo,” ele disse. O curativo de Palmer sairá em aproximadamente uma semana. Então, ele disse, está em suas mãos atender as exigências para realizar seu sonho de entrar para o Exército.

 

Fonte: CBS News

Crédito da Foto (Editada): Sarah F. Bowman via Compfight cc

 

Quatro passos importantes para cirurgia plástica segura

Todos os dias ouvimos histórias sobre procedimentos estéticos que transformam a vida de pessoas: mulheres que se submeteram a  procedimentos de redução de peso para finalmente ficarem saudáveis pela primeira vez em anos; mães que reconquistaram sua confiança após passarem as últimas duas décadas focadas em seus filhos; e sobreviventes de câncer de mama que recuperaram suas curvas através do procedimento de reconstrução dos seios após passarem por uma mastectomia.  Do lado médico, também há o maravilhoso trabalho filantrópico que nossos médicos realizam, viajando ao redor do mundo e oferecendo cuidados de saúde para aqueles que precisam.

 

Estas histórias são emocionantes e incrivelmente inspiradoras, mas há um lado diferente da cirurgia plástica que lança uma sombra sobre estas jornadas positivas.

 

Nós podemos ver nas manchetes frequentemente: histórias de mulheres que sofreram danos permanentes (ou ás vezes até morte) depois de se submeterem a procedimentos estéticos inseguros num esforço para economizar dinheiro. Após as recentes mortes trágicas de duas mulheres britânicas que viajaram para outros países para encontrar cirurgiões não licenciados, a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS)) emitiu um alerta sobre turismo médico.

 

“Cirurgia estética no exterior pode ser muito perigosa porque os padrões variam de um país para o outro. É essencial que os pacientes procurem por cirurgiões plásticos certificados pelos conselhos de medicina locais, independentemente de onde forem realizar o procedimento”, apontou o Dr. Susumu Takayanagi, Presidente da ISAPS. “A segurança dos pacientes é a nossa maior prioridade. A participação na ISAPS é exclusiva para cirurgiões plásticos certificados pelo conselho de medicina, que devem, ainda, ser membros de sua respectiva sociedade de cirurgia plástica nacional.”

 

“Pacientes são presas de médicos não licenciados porque se acredita erroneamente que qualquer indivíduo com um diploma de medicina pode realizar qualquer procedimento cirúrgico com segurança”, adiciona o Dr. Michael C. Edwards, presidente da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica Estética (American Society for Aesthetic Plastic Surgery). “Há uma necessidade de os países estabelecerem regulamentações rígidas controlando quem pode realizar procedimentos de cirurgia plástica e em que ambientes cirúrgicos eles podem ser realizados.”

 

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A ISAPS está pedindo por mudanças globais na legislação para evitar estas mortes desnecessárias. Para quem está considerando um procedimento estético, tanto no país de origem quanto no exterior, eles compartilharam quatro passos importantes que você deve realizar para garantir a cirurgia mais segura com o melhor resultado possível:

 

• Pesquise sobre o tipo e a duração do procedimento: Escolha um procedimento que é ideal para você. Pesquise extensamente e tenha expectativas realistas. Se você vai realizar diversos procedimentos, tenha certeza de que a cirurgia pode ser finalizada em uma quantidade segura de tempo. Um procedimento estético típico pode ser finalizado em 1 a 3 horas. Uma combinação de procedimentos não deve demorar mais do que 5 a 6 horas.

 

• Compartilhe seu histórico médico com o seu cirurgião: É essencial que o cirurgião plástico tenha um histórico e uma avaliação médica para determinar se você tem riscos de complicações ou se é um mau candidato a cirurgia estética. É essencial revelar quaisquer problemas de saúde e/ou procedimentos anteriores que você realizou. Omitir detalhes pode trazer sérias consequências.

 

• Cirurgião: Escolha um cirurgião que seja licenciado pelo conselho de medicina local (no Brasil a SBCP), com experiência no procedimento pelo qual você vai passar e que possua excelente histórico médico de segurança. Verifique as credenciais de treinamento com o conselho de medicina do país dele.

 

• Ambiente Cirúrgico: Os padrões variam de acordo com o país. Se a cirurgia será realizada em um hospital, tenha certeza de que o hospital é creditado ou credenciado pelos órgãos locais. Peça por informações de certificado e o nome do corpo de certificação. Se um centro cirúrgico ambulatorial será utilizado, procure saber se ele é credenciado pela Associação Americana para Credenciamento de Cirurgia Ambulatorial Internacional (American Association for Accreditation for Ambulatory Surgery Facilities International (AAAASFI)), por uma organização internacional que oferece credenciamento de instalações cirúrgicas ou um corpo similar de credenciamento e acreditação.

 

Fonte: RealSelf

Crédito da Foto: thinkpanama via Compfight cc

Estudo indica que cirurgia plástica em idosos é segura como em jovens

Homens e mulheres mais velhos que decidem se submeter a uma cirurgia plástica estão seguros e têm uma taxa de complicações similar aos mais novos que passam por procedimentos estéticos. A afirmação é baseada em um estudo apresentado no evento Plastic Surgery The Meeting, promovido pela American Society of Plastic Surgeons (ASPS) em outubro.

 

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“O aumento de idosos buscando cirurgias plásticas cria a necessidade de compreender melhor as complicações de procedimentos estéticos nesta população. Nosso estudo demonstrou que pacientes com mais de 65 anos podem se submeter a procedimentos com uma taxa de complicações similar a de pacientes mais novos quando o cirurgião plástico é credenciado em órgão competente [no Brasil, a SBCP]”, explica o cirurgião plástico Max Yezhelyev, integrante do departamento de cirurgia plástica da Vanderbilt University, e autor do estudo.

 

Com o envelhecimento da população, muitas pessoas com mais de 65 anos estão optando por cirurgias plásticas estéticas. Uma extensa revisão de informações de 2008 a 2013 ilustrou que as complicações pós-operatórias entre idosos ficou em 1,94%, uma diferença insignificante para a taxa de 1,84% registrada entre pacientes mais jovens. A idade média dos participantes mais velhos foi de 69,1 anos enquanto a média dos jovens ficou em 39,2 anos.

 

A proximidade dos números ocorre apesar da média superior de indicadores relacionados à saúde dos mais velhos, incluindo o Índice de Massa Corpórea (25,4% comparados a 24,2%) e a incidência maior de diabetes (5,7% comparado a 1,6%). Nem todos os indicadores foram negativos, entretanto. Entre os idosos a taxa de fumantes é menor (3,4% contra 8,5%).
O estudo também mostrou que a taxa de complicações pós-operatórias em pacientes com mais de 80 anos de idade foi de 2,2%, algo insignificante quando comparada aos 1,94% registrado em todos os pacientes acima de 65 e aos 1,84% entre os mais jovens.

 

Também merece destaque que pessoas mais velhas realizam mais cirurgias plásticas na face: 69% contra 12%. O único procedimento que teve uma taxa de complicação maior entre idosos foi a abdominoplastia. Enquanto nos mais jovens houve 3,9% de complicações, 5,4% dos idosos registrou problemas – os mais comuns são hematomas, infecções e a cicatrização dos procedimentos.

 

Fonte: ASPS

Crédito da foto: aarongilson via Compfight cc

9 perguntas essenciais para planejar uma mamoplastia de aumento

A mamoplastia de aumento é uma das cirurgias plásticas mais feitas no mundo. De acordo com a International Society of Aesthetic Surgery, em 2013 foram realizados mais de 23 milhões de procedimentos ao redor do mundo, sendo quase mais de 1,7 milhões de mamoplastias de aumento.

 

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O Food and Drugs Administration – FDA, órgão americano responsável por regular diversos assuntos relacionados à saúde, listou nove perguntas importantes que todo paciente deve fazer na hora de planejar esta cirurgia plástica. Veja abaixo:

 

  1. Por quanto tempo sentirei dor após a cirurgia plástica?
  2. Qual o tempo previsto de recuperação?
  3. Precisarei de auxílio para desempenhar tarefas normais em casa por quanto tempo?
  4. Quanto tempo o cirurgião plástico estima para realizar o procedimento?
  5. Há necessidade de procedimentos secundários associados à mamoplastia de aumento ou reconstrução mamária?
  6. Qual a possibilidade de contrair uma infecção após a cirurgia plástica?
  7. Quais são os riscos envolvidos na anestesia?
  8. O que eu devo fazer para reduzir os riscos de complicação em curto e longo prazo?
  9. Aonde ficará a cicatriz do procedimento?

 

Fonte: FDA

Crédito da foto: Juan Diez (via Flickr)

O primeiro cirurgião plástico do mundo pode ter sido indiano (mas não era Shiva)

Ao longo do fim de semana, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, causou surpresa quando sugeriu que a Índia Antiga possuía habilidade na cirurgia plástica. A afirmação do político indiano teve base em um exemplo mitológico: de que outra maneira Shiva teria implantado uma cabeça de elefante em Ganesha depois de tê-lo guilhotinado?

 

Isso não foi tudo. Modi também disse, durante inauguração de um centro médico e de pesquisa em Mumbai, que a Índia Antiga também tinha conhecimentos na ciência genética. Para dar suporte a sua afirmação, ele apontou que Karna, personagem da Mahabharata (estória da mitologia indiana), nasceu fora do útero de sua mãe.

 

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(Foto: Reprodução Quartz/Wellcome Library, London.)

 

Ao citar mitologia como evidência concreta de progresso científico, Modi pareceu se expor ao ridículo. Jornais da Índia e do exterior não perderam a oportunidade de fazer comentários sarcásticos sobre os argumentos do primeiro-ministro e, como era de se esperar, usuários de mídias sociais também entraram na brincadeira.

 

Modi poderia ter se poupado da vergonha se tivesse deixado de lado a mitologia e procurado documentos em sânscrito reais. Se tivesse olhado o Sushruta Samhita (texto em sânscrito clássico sobre cirurgia), por exemplo, teria encontrado a descrição de uma das primeiras cirurgias plásticas do mundo por Sushruta. Em seu texto, Sushruta escreve sobre enxertar um pedaço de pele da bocheca no nariz, por volta de 600 BCE.

 

Ele também coloca instruções de como reconstruir um nariz com um enxerto pediculado de pele viva retirada da bochecha, tratando com alcaçuz e sândalo. Europeus não aperfeiçoaram a rinoplastia até o século 19.

 

Sushruta não foi o primeiro médico indiano a detalhar seus tratamentos. Shalihotra, possivelmente o primeiro veterinário de que se tem registro no mundo, escreveu um longo texto sobre os cuidados de cavalos, alguns milhares de anos antes. Ele não só recomendou quais medicamentos dar aos cavalos quando estivessem doentes como também detalhou procedimentos cirúrgicos como operações de olhos e sangria.

 

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(Foto: Reprodução Quartz/Wellcome Library, London.)

 

Como é evidente, a Índia possui uma longa e próspera história em tratamentos médicos. Sistemas medicinais tradicionais como unani e ayurveda, que envolvem terapia holística, são populares na Índia até hoje. Enquanto são vistas com certa desconfiança por praticantes da medicina ocidental, essas práticas possuem até um ministério da saúde próprio, AYUSH, que lida com ayurveda, yoga, unani, siddha e naturopatia.

 

Evidências visuais da longa história médica da Índia podem ser encontradas na coleção do The Wellcome Trust, uma instituição de caridade internacional voltada para a saúde, fundada em Londres, que vem coletando imagens de práticas medicinais de todos os lugares do mundo desde a década de 1980. A biblioteca tem mais de 250.000 pinturas, impressões e desenhos, dos quais alguns documentam a transição da medicina indiana para a ocidental.

 

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(Foto: Reprodução Quartz/Wellcome Library, London.)

 

Fonte: Quartz

Crédito das Fotos: Reprodução Quartz/Wellcome Library, London.

Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) emite alerta para pacientes sobre praticantes não licenciados e turismo médico

Organização dedicada a promover a segurança dos pacientes e mudanças na legislação global.

 

A Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS)) emitiu um alerta para todos os indivíduos que buscam procedimentos cirúrgicos estéticos mais baratos, particularmente fora do seu país de origem, e especialmente nas mãos de praticantes não licenciados que operam sem certificação de órgãos reguladores de cirurgia plástica, como a própria ISAPS. Em vista de duas mortes recentes de cidadãs do Reino Unido que viajaram para outros países para realizar procedimentos estéticos com cirurgiões não certificados, a ISAPS também está pedindo mudanças globais na legislação para evitar mortes trágicas e desnecessárias como estas e garantir uma maior segurança dos pacientes.

 

“Cirurgia estética no exterior pode ser muito perigosa porque os padrões variam de um país para o outro. É essencial que os pacientes procurem por cirurgiões plásticos certificados pelos conselhos de medicina locais, independentemente de onde forem realizar o procedimento”, apontou o Dr. Susumu Takayanagi, Presidente da ISAPS. “A segurança dos pacientes é a nossa maior prioridade. A adesão a ISAPS é exclusiva para cirurgiões plásticos certificados pelo conselho de medicina, que devem, ainda, ser membros de sua respectiva sociedade de cirurgia plástica nacional.”

 

San Diego Faceial Plastic Surgeon Amir Karam

 

Há mais de cinco anos, a ISAPS estabeleceu um símbolo da segurança do paciente, um diamante formado por quatro fatores que são críticos para a prática segura da cirurgia estética:

 

     • Procedimento: Escolha um procedimento que é ideal para você. Pesquise extensamente e tenha expectativas realistas. Se você vai realizar diversos procedimentos, tenha certeza de que a cirurgia pode ser finalizada em uma quantidade segura de tempo. Um procedimento estético típico pode ser finalizado em 1 a 3 horas. Uma combinação de procedimentos não deve demorar mais do que 5 a 6 horas.

 

     • Paciente: É essencial que o cirurgião plástico realize uma avaliação médica para determinar se você tem riscos de complicações ou se é um mau candidato a cirurgia estética. Revele qualquer problema de saúde e/ou procedimentos anteriores que você realizou.

 

     • Cirurgião: Escolha um cirurgião que seja licenciado pelo conselho de medicina local, com experiência no procedimento pelo qual você vai passar e que possua um excelente histórico médico de segurança. Verifique as credenciais de treinamento com o conselho de medicina do país dele.

 

     • Ambiente Cirúrgico: Os padrões variam de acordo com o país. Se a cirurgia será realizada em um hospital, tenha certeza de que o hospital é creditado ou credenciado pelos órgãos locais. Peça por informações de certificado e o nome do corpo de certificação. Se um centro cirúrgico ambulatorial será utilizado, procure saber se ele é credenciado pela Associação Americana para Credenciamento de Cirurgia Ambulatorial Internacional (American Association for Accreditation for Ambulatory Surgery Facilities International (AAAASFI)), por uma organização internacional que oferece credenciamento de instalações cirúrgicas ou um corpo similar de credenciamento e acreditação.

 

“Pacientes são presas de praticantes não licenciados por causa da concepção errônea de que qualquer indivíduo com um diploma de medicina pode realizar qualquer procedimento cirúrgico com segurança. Há uma necessidade de os países estabelecerem regulamentações rígidas  controlando quem pode realizar procedimentos de cirurgia plástica e os ambientes de cirurgia em que são realizados de modo que se reduzam complicações cirúrgicas e mortes”, explicou o Dr. Michael C. Edwards, membro do Comitê de Segurança do Paciente da ISAPS (ISAPS Patient Safety Committee) e presidente da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica Estética (American Society for Aesthetic Plastic Surgery).

 

O Dr. Nigel Mercer, presidente da Associação Europeia de Sociedades de Cirurgia Plástica Estética (European Association of Societies of Aesthetic Plastic Surgery (EASAPS)), vice-presidente da Associação Britânica de Plástica Reconstrutiva e Cirurgiões Plásticos Estéticos (British Association of Plastic Reconstructive and Aesthetic Plastic Surgeons) e ex-presidente da Associação Britânica de Cirurgiões Plásticos Estéticos (British Association of Aesthetic Plastic Surgeons) afirmou: “Qualquer paciente que está planejando viajar longas distâncias para realizar uma cirurgia estética deve ser alertado de que está correndo riscos maiores do que correria ao procurar um cirurgião certificado mais próximo de casa. Se ele insistir em viajar para outro país, é imperativo que escolha um cirurgião licenciado que irá lhe providenciar o procedimento, cuidados pós-operatórios e conselhos; não apenas uma operação. O único jeito de encontrar cirurgiões certificados internacionalmente pelo conselho de medicina é pelo website da ISAPS. Recomenda-se também que os pacientes perguntem ao cirurgião que seguro ele possui caso ocorram complicações após o procedimento.”

 

Fonte: PRWeb

Crédito da Foto: Best In Plastics via Compfight cc

Dubai cria incentivos para ‘turbinar’ turismo de cirurgia plástica

Emirado criou visto especial e lançou campanha pró-turismo estético. Cirurgião brasileiro se mudou para lá para investir no mercado estético.

 

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O cirurgião italiano Roberto Viel faz um tratamento na cliente, também italiana, Irina Tzoneva, em Dubai.

(Foto: Reprodução G1/Kamran Jebreili/AP)

 

Conhecida por sua celebração do glamour e do luxo, Dubai quer agora dominar o mercado de cirurgia plástica do Oriente Médio e atrair meio milhão de turistas médicos em seis anos.

 

Após investir em infraestrutura médica nos últimos anos, o emirado passou a oferecer vistos de três meses renováveis para turistas médicos e seus acompanhantes e lançou uma campanha para se tornar conhecido como o principal destino do Oriente Médico para bem estar e cirurgia plástica.

 

O plano é atrair 20 milhões de turistas até 2020 — meio milhão deles, turistas médicos que renderiam 2,6 bilhões de dirhams (R$ 1,77 bilhões) ao país. A Associação de Saúde de Dubai afirma que cerca de 120 mil turistas médicos foram à região no ano passado, gerando um lucro de cerca de US$ 200 milhões (cerca de R$ 500 mil) – um aumento de 12% em relação ao ano anterior.

 

Globalmente, o turismo médico é um grande negócio, que, segundo estimativas, gera entre US$ 50 bilhões (R$ 125 bilhões) e US$ 60 bilhões (R$ 150 bilhões) por ano e deve crescer para US$ 100 bilhões anuais na próxima década.

 

 

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Inglesa se submete a procedimento estético em Dubai. (Foto: Reprodução G1/Kamran Jebreili/AP)

 

 

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O cirurgião plástico brasileiro Luiz Toledo, que saiu do Brasil em 2006 para atender em Dubai.

(Foto: Reprodução G1/Kamran Jebreili/AP)

 

Para aproveitar a demanda do Golfo por procedimentos cosméticos, o médico brasileiro Luiz Toledo, um dos mais famosos cirurgiões plásticos para procedimentos de lipossucção e “lifting do bumbum brasileiro”, fechou seu consultório no Brasil e se mudou para Dubai em 2006 porque vislumbrou menos competição e mais oportunidades para manter a qualidade alta — e os preços também.

 

No ano passado, ele atendeu pacientes de 73 países. Seu consultório novo tem uma ala privativa para os clientes mais VIP. “Se você pensar, 20 anos atrás ninguém no mundo tinha ouvido falar de Dubai. E hoje não há uma pessoa no mundo que não tenha ouvido falar daqui”, diz Toledo.

 

Toledo diz que, enquanto nos EUA há 20 cirurgiões plásticos para cada 1 milhão de habitantes, em Dubai há 52 por milhão. A Sociedade de Cirurgia Plástica dos Emirados afirma que o número de membros mais que dobrou nos últimos oito anos.

 

Vasilica Baltateanu, que iniciou a primeira consultoria em cirurgia plástica nos Emirados Árabes Unidos, disse que o glamour de Dubai está atraindo turistas interessados em relaxar nos spas e fazer procedimentos estéticos. “Eles não vão mais a Beirute, como antes, porque Dubai é muito mais seguro”, diz. “Temos aqui os melhores restaurantes, os melhores hotéis. Então você faz um cirurgia e ao mesmo tempo pode ter umas férias agradáveis”, afirmou.

 

Fonte: G1

Créditos das fotos: Reprodução G1/Kamran Jebreili/AP

Cientistas dizem ter encontrado os Seios Perfeitos

Será que as pesquisas identificaram o tamanho perfeito para os seios? Este estudo diz que sim.

 

Cientistas finalmente encontraram os seios perfeitos. Não, eles não estavam se escondendo na Amazônia ou vagando pelo Saara (apesar de não termos dúvida de que existem, tanto na Amazônia quanto no Saara, mulheres com seios magníficos). Acontece que os seios perfeitos estiveram se escondendo no consultório de um cirurgião plástico este tempo todo. Agora, a Associação Americana de Cirurgiões Plásticos (American Society of Plastic Surgeons – ASPS) gostaria dar um recado: os seios com aparência super-falsa de outrora não são o que as pessoas acham mais atraentes nos dias de hoje.

 
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De acordo com um estudo publicado no Jornal de Cirurgia Plástica e Reconstrutiva (Journal of Plastic and Reconstructive Surgery) – que pediu a 1.300 pessoas que olhassem fotos de seios nus e os ordenassem em escala de atratividade (pare de rir, isto é uma pesquisa séria!) – as pessoas preferiram seios com uma aparência mais “real” e “normal”, com o formato ideal dos seios tendo uma proporção de 45:55. As pessoas disseram que os melhores seios possuem 45% de seu volume acima da linha do mamilo e 55% abaixo, com um formato semelhante ao de uma lágrima. Os pesquisadores perceberam que essa preferência se confirmou em diferentes grupos de gênero, raça e etnia. A proporção de 45:55 foi escolhida por 87% das mulheres na casa dos 30 anos, 90% dos homens e 94% dos cirurgiões plásticos.

 

Nós certamente não estamos desconsiderando a decisão de realizar implantes mamários – as mulheres possuem muitas razões para querer um, variando do “fará eu me sentir mais confiante” até o “o que eu faço com o meu corpo não é do seu interesse” – mas estamos um pouco confusos em chamar este novo padrão de “perfeito” e ainda mais confusos em considerá-los “reais”. Afinal, eles não são todos reais?

 

E quando o assunto é seio normal, há uma grande variedade. O tamanho médio do seio americano é um 34DDD. Mas se você esteve em um vestiário de academia recentemente, sabe que seios normais vêm em todos os tamanhos desde o “Quase Plano” até o “Minha Nossa Senhora”. Há ainda mais opções para o formato dos seus seios com os 19 diferentes padrões de sutiã identificados. Sem mencionar que tanto o tamanho quanto o formato dos seios podem mudar dramaticamente ao longo dos anos conforme se envelhece, atravessa a puberdade, ganha ou perde peso, passa pela gravidez, luta contra o câncer ou faz uma cirurgia.

 

Nossos seios passam por muita coisa por nós! Por isso dizemos que não importa se você tem montanhas redondinhas, balões gigantes ou travesseiros menos abençoados, são todos perfeitos!

 

Fonte: Shape

Crédito da foto: tonyj19 via Compfight cc

Com 12 pinos no rosto, volta a sorrir natalense que foi desfigurada por ex

Fabiene Martins, de 25 anos, fez cirurgia para reconstruir ossos da face. Agredida em abril, ela ainda espera que a polícia encontre o ex-marido dela.

 

Seis meses após ter o rosto completamente desfigurado ao levar uma surra do ex-marido, a dona de casa Fabiene Gonzaga Martins, de 25 anos, voltou a sorrir. A agressão aconteceu entre a noite de 20 para a madrugada de 21 de abril, na Zona Leste de Natal. Neste sábado (25), ela enviou uma foto para o G1 para mostrar que está alegre com o resultado da cirurgia. Para reconstruiu dois ossos fraturados na face, foram implantados 12 pinos e três placas de metal. “As cicatrizes estão perto dos olhos, por isso uso óculos escuros. Aos poucos vou retomando minha vida”, disse ela.

 

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Apontado como o agressor, o tatuador Leandro José de Lima, de 23 anos, continua livre. Ele é procurado pela polícia desde que foi denunciado na Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher da Zona Sul da cidade. O mandado, expedido pela Justiça, foi pedido delegada Karen Cristina. Ela ressalta que está recebendo denúncias e informações sobre o caso nos telefones (84) 3232-2526 ou 190. “O mandado de prisão está na internet, e qualquer policial pode fazer o cumprimento”, acrescenta.

 

Apesar do sucesso da cirurgia, Fabiene espera por um novo procedimento médico. “Meu desejo é tirar as marcas que ficaram. E pra isso tenho que fazer uma cirurgia plástica”, ressalta. Na próxima terça-feira, dia 28, ela deve ser novamente avaliada pela equipe médica que vem acompanhando o tratamento. “Quero recomeçar. E também quero que ele pague pelo sofrimento que fez passar”, disse Fabiene ao se referir ao ex-marido.

 

Ainda sobre o tatuador, a mulher revelou que precisou trocar o número do telefone para não ser mais importunada. Poucos dias após ser espancada, inclusive, Fabiene afirma ter recebido mensagens pelo celular, nas quais Leandro teria feito declarações de amor. Em uma delas, foi escrito: ‘Te amo nunca vou apagar seu nome vai ta sempre no meu corpo pra sem’ (SIC). Em outra, há um pedido de perdão: ‘Ta certo meu amor me perdoa pelo amor de deus tenta evitar o pior p’ (SIC).

 

O espancamento
A dona de casa afirma que foi espancada dentro da casa de Leandro, que fica no Passo da Pátria, na Zona Leste da cidade. Ela disse que fazia uma semana que havia se separado dele porque não aguentava mais apanhar, mas teve que procurá-lo porque foi buscar o filho do casal, um garoto de 4 anos. “Mandei meu filho para visitá-lo pelo irmão dele. Mas na hora de buscar o menino ele (Leandro) quis que eu fosse até lá”, explica Fabiene.

 

Quando chegou à residência do ex-companheiro, a mulher conta que Leandro “foi super amoroso no começo, mas quando percebeu que não tinha acordo passou a ficar agressivo”. Fabiene diz que foi espancada com o cabo de um rodo, além de ter levado socos no rosto.

 

No dia seguinte, Fabiene foi ao Instituto Técnico-Científico de Polícia para fazer exame de corpo de delito. Na ocasião, ela tinha vários pontos na cabeça, hematomas por todo o rosto e sangue coagulado nos glóbulos oculares.

 

Fonte: G1

Crédito da foto: Reprodução/Arquivo Pessoal/Matheus Magalhães G1

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