Archive: dezembro, 2014

Chinesa tem distúrbio raro que afeta apenas dez pessoas no mundo todo e busca alternativa na Cirurgia Plástica

Hu Juan vive em Zhengzhou, capital da província chinesa de Henan, tem 28 anos de idade e é mãe de dois filhos. Ela sofre de um distúrbio raro chamado Cutis laxa, que causa envelhecimento precoce. Hu é a única pessoa na China diagnosticada com a doença e uma das dez pessoas no mundo inteiro com o mesmo diagnóstico.

 

A mulher de 28 anos de idade notou as mudanças pela primeira vez após o parto de seu primeiro filho, 11 anos atrás. A condição provoca alterações na pele do rosto e do pescoço, causando perda da elasticidade da mesma e resultando em uma aparência frouxa e flácida. Ela não afeta nenhuma outra parte do corpo e a causa é desconhecida. Além disso, não há tratamento.

 

reportagem - Hu Juan

Crédito: Reprodução Daily Mail Online

 

O distúrbio fez com que Hu entrasse em depressão profunda e tentasse tirar sua própria vida uma vez. Ela não consegue se olhar no espelho e muitas vezes se recusa a sair de casa.

 

Ter um segundo filho não provocou alteração alguma nos sintomas da doença, como Hu esperava que poderia.

 

Ela disse que a Cutis laxa fez com que seu filho mais velho se afastasse dela, pois ele tem vergonha de ter uma mãe que parece tão velha. Apesar disso, o marido de Hu ficou ao lado dela durante todo o sofrimento.

 

Na semana passada Hu chegou a Shangai em busca de um procedimento estético que pudesse alterar sua aparência para que ela voltasse a parecer jovem.

 

Uma equipe de especialistas, que inclui um psicólogo, foi montada para ajudar a mulher. Apesar do otimismo em recuperar sua aparência jovem, os médicos disseram que era cedo demais para dizer quão eficaz a cirurgia poderia ser.

 

Fonte: Daily Mail Online

Crédito da Foto: Reprodução Daily Mail Online

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Estudo mostra o impacto da assimetria dos seios na saúde mental de adolescentes

Assimetria mamária afeta a auto-estima e a saúde emocional, reporta a revista Cirurgia Plástica e Reconstrutiva

 

Diferenças no tamanho dos seios impactam significativamente a saúde mental de garotas adolescentes, afetando a auto-estima, o bem-estar emocional e a capacidade de interação social, informa a edição de dezembro da Cirurgia Plástica e Reconstrutiva, revista médica oficial da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (American Society of Plastic Surgeons (ASPS)).

 

Mais do que uma “questão estética”, a assimetria das mamas pode ter efeitos psicológicos e emocionais negativos , de acordo com o estudo do Dr. Brian I. Labow, cirurgião membro da ASPS, e outros profissionais do Hospital Infantil de Boston. Eles sugerem que a intervenção precoce pode ter benefícios para a saúde mental até mesmo de mulheres jovens com diferenças relativamente moderadas no tamanho dos seios.

 

Impacto da Assimetria Mamária na Saúde Mental de Garotas Adolescentes

 

Os pesquisadores avaliaram a capacidade psico-social e a qualidade de vida associada à saúde de 59 adolescentes e jovens mulheres (12 a 21 anos) com assimetria mamária. Em todas as pacientes, os seios diferiam em pelo menos um tamanho de sutiã. Avaliações similares foram realizadas em um grupo de garotas que não sofriam de assimetria mamária e em outro de garotas que sofriam de hipertrofia mamária (crescimento excessivo dos seios).

 

A idade média era de 17 anos em todos os grupos. Cerca de 40% das garotas com assimetria mamária possuíam mamas tuberosas, uma malformação congênita em que os seios não se desenvolvem normalmente.

 

Diversos aspectos da saúde mental e bem-estar eram inferiores para garotas com assimetria mamária, comparados aos das garotas com seios “normais”.

 

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Após adaptações para diferenças no peso corporal, a assimetria mamária foi associada com pontuações significativamente menores para bem-estar emocional e auto-estima.

 

As diferenças foram similares para garotas com hipertrofia mamária, outra condição comum que possui impacto conhecido na saúde mental. A assimetria mamária também foi associada com questões de “fronteira” nas interações sociais, comportamentos alimentares e atitudes.

 

Não Apenas Uma “Questão Estética”: Intervenção Pode ter Benefícios na Saúde Mental

 

Diferenças no tamanho dos seios são comuns, especialmente no início da adolescência. Os seios normalmente se igualam com o tempo, mas em algumas garotas a diferença persiste mesmo após a puberdade. O novo estudo é o primeiro a focar no impacto da assimetria mamária na saúde mental.

 

“Estes resultados sugerem que pacientes sofrendo de assimetria mamária possuem bem-estar emocional mais pobre e auto-estima menor do que os das outras mulheres,” escreveram o Dr. Labow e co-autores. Eles observaram que o impacto na saúde mental é similar tanto para garotas com assimetria mamária moderada quanto para garotas com assimetria mamária mais severa.

 

Os efeitos psico-sociais são semelhantes aos que garotas com seios excessivamente grandes sofrem, assim como garotos que sofrem de crescimento das mamas (ginecomastia) e mulheres com diferenças nos seios devido à cirurgia de câncer de mama. Os pesquisadores notam que apesar de provisões do governo assegurarem cobertura dos planos de saúde para a cirurgia que corrige assimetria mamária em sobreviventes do câncer de mama devido a efeitos psicológicos conhecidos, o mesmo não acontece para jovens mulheres com assimetria mamária congênita. Como resultado, o tratamento em adolescentes normalmente não é reembolsado pelos planos, com a justificativa de que não há “deficiência funcional”.

 

“A obsevação do efeito prejudicial da assimetria mamária no bem-estar emocional de adolescentes com esta condição pode indicar a necessidade de intervenção precoce para minimizar resultados negativos,” escreveram o Dr. Labow e co-autores. Eles notam que isto não significa necessariamente intervenção cirúrgica, especialmente para as garotas mais jovens, para as quais aconselhamento e apoio seriam mais apropriados.

 

No entanto, para as garotas que terminaram de se desenvolver e ainda possuem uma assimetria mamária, a correção cirúrgica pode trazer benefícios emocionais importantes.

 

“Apesar de existirem barreiras substanciais para o tratamento, a avaliação e intervenção precoces podem ser benéficas para estas pacientes e deveriam incluir controle do peso e aconselhamento psicológico,” concluem Dr. Labow e seus colegas.

 

“Este importante estudo foi capaz de concluir que a assimetria mamária, que infelizmente é classificada com frequência como um problema estético, é, na verdade, uma condição com efeitos psicológicos e emocionais duradouros, assim como a hipertrofia mamária,” comenta o editor-chefe da revista, Dr. Rod J. Rohrich.

 

Fonte: ASPS

Crédito da Foto: Collin Key via Compfight cc

Andressa Urach injetou 200 vezes mais hidrogel do que o usual, diz médico

Necrose, embolia pulmonar, infecções e até morte estão entre os riscos do uso do hidrogel, substância que tem em sua composição gel e microesferas de poliamida — semelhante ao plástico. O produto foi o que causou processo de infecção na modelo e apresentadora Andressa Urach, de 27 anos, internada em estado grave na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Conceição, em Porto Alegre.

 

Andressa, que na noite desta terça-feira (2), ainda respirava com ajuda de aparelhos, aplicou hidrogel nos membros inferiores há cinco anos em uma clínica especializada, em São Paulo.

 

O material é usado para o preenchimento de coxas e glúteos, em geral, de mulheres que buscam o corpo perfeito. Mas a prática não é recomendada por cirurgiões plásticos, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, João de Moraes Prado Neto.

 

— É autorizado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), mas não para ser usado nessa magnitude. Ele tem função de fazer pequenos preenchimentos, como cicatrizes e preenchimentos na face, que se resolvam com 1 ou 2 ml da substância.

 

Complicação

 

Cirurgião plástico e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Marco Cassol diz que o quadro de Andressa pode ter sido agravado pelo uso de duas substâncias.

 

— O problema é que ela aplicou volume muito grande de hidrogel na coxa. Foram 400 ml. Além disso, tinha feito o uso do metacril antes.

 

O metacril, segundo Prado Neto, é o polimetilmetacrilato, outro produto usado em preenchimentos, composto por substância semelhante ao acrílico.

 

No caso do hidrogel, após ser aplicado com cânula, ele fica agregado ao músculo e faz com que ele inche, segundo Cassol.

 

— Ele é considerado um preenchimento de longa permanência, mas nunca vai ser completamente absorvido pelo organismo.

 

Quando injetado com seringa, os riscos aumentam.

 

— Com agulha, pode perfurar algum vaso, colocar a substância na corrente sanguínea e causar uma embolia pulmonar.

 

O cirurgião plástico Marcelo Olivan, do Hospital das Clínicas de São Paulo, diz que o tratamento é complexo quando há infecção.

 

— Não tem como retirar (o hidrogel) totalmente e com segurança. Ele se ramifica no tecido. Se um dos ramos estiver machucando o músculo, no processo de retirada, pode infeccionar. Para tirar o quadro infeccioso, é preciso retirar parte do músculo.

 

Segundo o último boletim médico da modelo, “a paciente encontra-se sedada e respirando com auxílio de aparelhos”. Na tarde de segunda-feira (1º), Andressa foi submetida a uma cirurgia, com o objetivo de combater a infecção das pernas. O procedimento ocorreu normalmente, “não havendo nenhuma intercorrência”.

 

Andressa chegou ao hospital no sábado (29) às 22h30 reclamando de fortes dores na coxa esquerda. No dia 21, ela havia passado por cirurgia para a retirada de hidrogel da perna e deixou o hospital bem. No domingo e anteontem, ela repetiu o procedimento. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

Fonte: Portal R7

Cirurgia Plástica ao redor do mundo: números

Não é possível dizer que há um padrão de beleza no mundo. Se em um país a pele clara e branca é valorizada, em outro o consenso é de que é preciso estar bronzeado para ser belo. No entanto, isto pouco importa. O fato é que, apesar de ser impossível definir um consenso universal, as pessoas buscam e valorizam a beleza, seja qual for sua definição. E a cirurgia plástica se tornou uma das formas de perseguir e atingir estes padrões.

 

Enquanto os americanos sempre foram conhecidos por amarem cirurgias plásticas, o Brasil tomou o posto de “capital” da cirurgia plástica mundial. Em 2013 foram realizados cerca de 1,5 milhões de procedimentos no país, 40 mil a mais do que nos EUA. Estes dados se tornam mais impactantes se for levado em consideração que o país americano tem cerca de 315 milhões de habitantes contra 200 milhões de brasileiros, além da esperada diferença entre a renda per capta dos dois países.

 

Earth and North America from Space

 

O aumento de pessoas que se submetem a cirurgias plásticas em terras brasileiras é creditado ao aumento de cirurgiões plásticos capacitados e também ao acesso financeiro facilitado para quem deseja realizar procedimentos, apesar de que o gosto dos brasileiros por cirurgia plástica não ser novo. Um dos indicadores desta “paixão” seria o fato de cirurgiões plásticos como Ivo Pitanguy (também conhecido como um dos fundadores da cirurgia plástica) se tornarem celebridades por aqui. Aliás, o pensamento deste cirurgião plástico de que a beleza é um direito para todos, independentemente da situação financeira ou social do indivíduo, é tão aceita que um instituto foi criado e batizado com seu nome.

 

Mas, em uma escala global, os EUA e o Brasil são responsáveis por apenas um quarto do total de cirurgias plásticas realizadas. Após eles o país que mais registra procedimentos é o México, com 500 mil por ano, seguido de perto por Colômbia e Alemanha. Se você estiver buscando as taxas de acordo com a população dos países a história é completamente diferente: Coréia do Sul, Grécia e Itália lideram o ranking global. Nestes lugares dez cirurgias plásticas são realizadas para cada 1000 pessoas. Na Coréia do Sul, por exemplo, uma em cada cinco mulheres já se submeteu a algum procedimento. Nos EUA esta taxa é de uma para cada 20.

 

Os americanos que fazem cirurgias plásticas preferem manter a informação em segredo. Os sul-coreanos, por outro lado, são mais abertos neste assunto. No país asiático é comum que os pais paguem procedimentos para filhos e filhas aos 18 anos e o turismo médico é cada vez maior. A ideia de que a beleza leva ao sucesso profissional e financeiro é algo cultural por lá, apesar de não ser o único país com este tipo de visão. Grécia, Coréia do Sul e Itália não só apresentam um alto número de procedimentos considerados invasivos como também os não invasivos, como o peeling químico. É surpreendente ver a Grécia nesta lista, já que o país enfrente forte crise econômica. Na verdade, o número de cirurgias plásticas têm crescido no país durante este período e a explicação é simples: com menos poder econômico o preço dos procedimentos também cai. Cirurgiões plásticos gregos também afirmam que o aumento se dá por conta da necessidade das pessoas se sentirem bem consigo mesmas durante tempos problemáticos – para muitos deles a crise se tornou uma oportunidade.

 

Para resumir, a cirurgia plástica está crescendo em todos os lugares. As operações continuam a se tornar mais seguras, mais efetivas, mais rápidas, financeiramente mais viáveis e não mais consideradas como um tabu social.

 

Você se surpreendeu com algum dos dados?

 

Texto de autoria de Kelly Cook publicado no site Smart Beauty Guide. Leia o original em inglês aqui.

Crédito da foto: IronRodArt – Royce Bair (“Star Shooter”) via Compfight cc

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