Archive: fevereiro, 2015

Por que está aumentando o número de plásticas para reduzir os seios nos EUA

Até pouco tempo atrás, as cirurgias plásticas mais comuns nos Estados Unidos eram a de implante mamário e a lipoaspiração.

 

Mas esse cenário parece estar mudando, à medida que cada vez mais mulheres estão buscando os cirurgiões para reduzir o tamanho de seus seios.

 

Dados da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica Estética mostram que, em 2013, foram realizadas no país 112.838 cirurgias de redução da mama.

 

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Apesar de ser apenas um terço do número total de operações para aumentar os seios, isso representa um aumento de 9% em relação ao ano anterior e de 157% se comparado a 1997.

 

No Brasil, os dados mais recentes mostram que, em 2013, ocorreram mais de 140 mil cirurgias de redução de mama, enquanto o número de operações para colocar implantes foi de 226 mil.

 

Algumas das celebridades que já ganharam as manchetes por reduzirem os seios incluem Victoria Beckham, Drew Barrymore e Queen Latifah.

 

Victoria confirmou que passou, em 2011, por uma cirurgia parar remover seus implantes de silicone – disse que eles pareciam “bazucas”.

 

Mas por que cada vez mais mulheres querem ter seios menores?

 

A cirurgiã Jennifer Walden explica que a cirurgia de redução de mama tem evoluído ao longo das últimas décadas e que agora é possível realizar procedimentos que garantem uma forma melhor (para os seios). E com cicatrizes menores.

 

Segundo a médica, entre as principais razões citadas por suas pacientes estão vergonha do corpo, os sulcos no ombro deixados pela alça do sutiã e dificuldade na hora de fazer exercícios, bem como problemas na hora de comprar sutiãs e erupções sob os seios.

 

“Essas são todas boas razões para buscar esta operação”, diz ela.

 

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Mudança dramática

 

Assim como Walden, o também cirurgião Johnny Franco, da Universidade Internacional da Flórida, diz que muitas mulheres citam grandes benefícios após a cirurgia.

 

Segundo ele, entre todas as formas de procedimentos do gênero, as pacientes submetidas à redução mamária são as que tendem a ficar mais felizes após o procedimento.

 

“É uma mudança dramática. A maioria tem uma diminuição imediata da dor e de desconforto. E se tornam mais confiantes em si mesmas”, explica ele.

 

Já sob o ponto de vista médico, há algumas razões diferentes pela crescente busca da cirurgia: as mulheres estão alcançando a puberdade mais cedo, há maiores índices de obesidade e mulheres mais jovens expostas a estrogênios ambientais (hormônios absorvidos através do ar e da água), resultando em seios maiores.

 

Médicos geralmente recomendam uma cirurgia de redução de mamas para as mulheres que têm mamas excessivamente grandes em relação ao tamanho do corpo. Segundo Franco, seios excessivamente grandes podem causar “dores de cabeça, pescoço e ombro que afetam a qualidade de vida “.

 

O procedimento também é recomendado quando um seio é maior que o outro.

 

Jovens e adolescentes

 

Também tem havido um crescente interesse em redução mamária entre mulheres jovens.

 

Pesquisas mostram que elementos estéticos e psicossociais – tais como a insatisfação com a imagem corporal, sintomas de ansiedade e depressão, baixa autoestima e isolamento – podem influenciar na decisão de reduzir o tamanho dos seios entre as mulheres jovens.

 

Adolescente pensativa

 

Mas esse tipo de procedimento é recomendado para adolescentes na puberdade?

 

“Não há dúvida de que esses problemas começam quando as mulheres são adolescentes”, diz Franco.

 

“No entanto, com exceção de casos graves, como problemas físicos ou mentais, é indicado esperar até que a mulher atinja plena maturidade para uma redução de mama.”

 

Mulheres que se submetem a essa cirurgia muito jovens podem ter de repetir o procedimento depois de alguns anos, de acordo com o cirurgião

 

Fonte: BBC Brasil

Cirurgia plástica repara função de braço de garoto e transforma sua vida

Um menino de 17 anos teve sua vida transformada radicalmente graças a uma cirurgia plástica que devolveu as funções de um de seus braços. Mamadou vive na Guine, país africano, e nasceu com uma doença rara que tem causa desconhecida. Seus braços foram mal formados, o que impedia o garoto de abaixá-los.

 

“Eu nasci com meus cotovelos dobrados para dentro e meus pulsos dobrados para baixo. Eu não podia endireitar meus braços, mas eu aprendi como lidar com isso”, afirmou o jovem em entrevista para o jornal britânico Mirror.

 

As outras crianças maltratavam o garoto por conta de sua doença e o apelidaram cruelmente de “mãos de diabo”.

 

Reprodução: Mirror/PA Real Life Features

 

A sorte de Mamadou começou a mudar quando ele tinha 15 anos. Após ser marginalizado na comunidade rural em que vivia, o jovem foi enviado pelos pais para viver com uma tia na capital do país. Sua missão era mendigar para ajudar na renda da família.

 

Um navio da entidade Mercy Ships (Navios da Caridade) estava ancorado próximo à cidade e Mamadou ouviu dizer que lá poderia encontrar médicos capazes de tratar sua doença. Sem falar com sua família, foi até o local em busca de ajuda.

 

“Eu disse a enfermeira que eu era capaz de fazer muito mais do que as pessoas achavam. Falei que eu queria ajudar minha família como pedinte, mas que não queria fazer isto para sempre”, recordou o garoto. A enfermeira concordou que o tratamento era necessário e então Mamadou informou sua família sobre a novidade. Sua mãe e sua irmã foram ao seu encontro para prestar suporte.

 

O cirurgião plástico do navio fez um procedimento para tentar reverter a condição de Mamadou, mas foi possível intervir apenas no seu braço esquerdo. A mão do garoto também foi submetida a um procedimento para dar um dedão a ela, já que o rapaz possuía apenas quatro dedos em ambos os membros.

 

Após o período de recuperação o rapaz foi convidado pelo seu tio para trabalhar em uma tenda em um mercado local. O sonho de Mamadou é possuir sua própria tenda.

 

“Eu não assusto mais as pessoas. Posso sustentar minha família de forma adequada e sem vergonha. Um dia eu vou ter minha próprio tenda e talvez uma família própria. Agradeço ao Mercy Ships por isso. Sem eles eu ainda estaria nas ruas”, finalizou Mamadou.

 

Com informações do Mirror. Leia a notícia original aqui.

Exercício é bom para a saúde, mas sem exageros é melhor ainda

Quanto mais exercícios melhor, certo? Pense duas vezes: um estudo publicado por pesquisadores dinamarqueses no prestigiado Journal of The American College of Cardiology sugere o contrário.

 

O estudo durou 12 anos e envolveu mais de cinco mil pessoas. Destas, 1098 praticavam corrida e 3950 não praticavam. Hábitos como o tabagismo, consumo de álcool, presença de diabetes, problemas no coração e idade foram levados em consideração.

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O resultado é surpreendente: apesar de o sedentarismo não levar a uma vida saudável, os que praticavam a corrida de forma moderada apresentaram riscos de mortalidade menor do que os corredores mais intensos.

 

Quem dedicava de 1 a 2,4 horas por dia para o exercício apresentou 71% menos chances de mortalidade do que os sedentários que não corriam. No entanto, os pesquisadores também compararam o risco entre os corredores. As pessoas que corriam menos de uma hora por semana apresentaram um risco de mortalidade 53% menor. Corredores que praticavam o exercício de 2,5 horas a 4 horas por semana não apresentaram vantagem significativa em comparação aos sedentários.

 

Em termos de freqüência, a quantidade ideal de corrida foi de duas a três vezes por semana. Esses corredores tiveram risco 68% menor do que os sedentários saudáveis.

 

Já sobre a velocidade, quem corria devagar apresentou um risco de mortalidade 49% menor do que os sedentários. Os que corriam rápido tiveram índices de risco semelhantes aos que não praticam o exercício.

 

A conclusão dos cientistas parece confirmar o velho ditado de que tudo em excesso faz mal: o alto risco de mortalidade está nos extremos dos espectros, quem não corre ou quem corre de mais.

 

Corredores menos intensos acabaram se posicionando no centro, em uma situação com grandes benefícios e sem esforços exagerados.

 

Nunca ouviu falar disto antes? Isso porque você não leu sobre o estudo feito em 2012 pelo Aerobics Center Longitudinal Study (ACLS) que indicou que pessoas que corriam menos de 30 km por semana conseguiam mais impactos positivos em sua saúde do que os que superavam esta distância.

 

Outro estudo, conduzido em 2014 pela Cooper Clinic, do Texas, mostrou resultados similares. Os pesquisadores também levaram em consideração condições como diabetes, hipertensão, saúde mental e peso.

 

E então, que tal encontrar o equilíbrio na busca pela saúde?

 

Com informações do EmpowHER. Leia o original e veja as fontes das pesquisas.

Crédito da foto: Stockvault

Telômeros: O segredo para combater o envelhecimento pode estar dentro da sua célula

Desde o começo da civilização a humanidade tem obsessão em reverter o envelhecimento. Essa missão quixotesca da “Fonte da Juventude” se provou, até pouco tempo, infrutífera. Nós conseguimos encontrar formas de mascarar os efeitos do envelhecimento. É só ver os quase 11 bilhões gastos anualmente nos EUA em cirurgias plásticas. Mas estes procedimentos não são capazes de agir nas causas do envelhecimento.

 

Para conseguir isto temos que olhar para a base de nosso corpo: nossas células. Mais especificamente para as pequenas tampas que ficam no fim de cada fita de nosso DNA. Essas tampas são chamadas telômeros e um número crescente de pesquisas tem demonstrado que elas podem conter a chave para entender porque nossos corpos envelhecem e de como podemos retardar ou até reverter este processo de envelhecimento celular.

 

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Representação de um telômero.

 

Os telômeros são partes dos nossos cromossomos que têm papel fundamental em como nossas células agem. Pense neles como aqueles plásticos pequenos que ficam no fim dos cadarços de seus sapatos. Quando estes plásticos caem ou se desfazem, seus cadarços já dão sinais de desgaste e não funcionam tão bem. Os telômeros funcionam de maneira parecida: protegem as fitas do nosso DNA que produzem cromossomos e permitem que as células funcionem e se reproduzam corretamente.

 

Cada vez que as células se reproduzem os telômeros ficam mais curtos. Quando eles ficam curtos de mais as células começam a morrer ou a ficar senescentes. Esse encurtamento é a principal causa da ruína relacionada a idade em nossas células. As que se reproduzem mais, como as da pele, pulmões e partes do sistema imunológico, são mais afetadas pelo encurtamento dos telômeros. Estilo de vida ruim, como alimentação pouco nutritiva, estresse psicológico ou falta de exercícios também afetam o tamanho dos telômeros.

 

Os cientistas conhecem esta relação há décadas, mas nos últimos anos o interesse pelos telômeros e seu papel no envelhecimento explodiram. Em 2009 um grupo de cientistas receberam o Prêmio Nobel de Psicologia e Medicina pela descoberta de como a telomerase – uma enzima encontrada nas células – afeta o tamanho dos telômeros. Pesquisas subseqüentes mostraram que ao ativar esta telomerase talvez seja possível diminuir, parar ou reverter o processo de encurtamento dos telômeros conforme nós ficamos mais velhos.

 

Esta descoberta tem impacto profundo no futuro de pesquisas e tecnologias anti-envelhecimento. E se, ao invés de apenas mascarar os efeitos do tempo por meios cosméticos, nós pudéssemos diminuir ou reverter as bases do envelhecimento em níveis celulares? E se conseguirmos fazer nossas células funcionarem como se fossem mais jovens?

 

Nós podemos não ter encontrado a “Fonte da Juventude”, mas pela primeira vez na história a ciência e a tecnologia podem estar abrindo portas para uma solução.

 

Com informações da site Wired (leia o original em inglês aqui). O autor do texto é Noel Thomas Patto, CEO da T.A. Sciences, empresa que já está conduzindo pesquisas para criar produtos capazes de alterar o encurtamento dos telômeros.

 

Crédito da imagem: “Telomere“. Licenciado sob CC BY-SA 3.0 via Wikimedia Commons.

Anestesia: o básico para saber antes de uma cirurgia plástica

A anestesia é uma preocupação comum de quem vai passar por qualquer procedimento cirúrgico. O site Smart Beauty Guide, mantido pela American Society for Aesthetic Plastic Surgery, preparou algumas dicas básicas para auxiliar quem deseja realizar uma cirurgia plástica a entender o assunto melhor.

 

Estas informações têm objetivo de servir apenas como fonte de instrução para candidatos a cirurgia plástica. A proposta é que os pacientes estejam bem informados para conversar da melhor maneira possível com seu cirurgião plástico e avaliar as melhores opções para seu caso. Leia abaixo:

 

Quais são os riscos da anestesia local e anestesia geral?
A anestesia local essencialmente não oferece riscos ao paciente. Algumas pessoas acreditam que são alérgicas a lidocaína com epinefrina porque sentem palpitações provocadas pela epinefrina, o que é normal e temporário. Mulheres grávidas ou amamentando devem consultar seu obstetra ou ginecologista antes de receber a anestesia.
Os riscos da anestesia geral vão desde problemas respiratórios a cardíacos, até reações alérgicas. No entanto incidentes são cada vez mais raros por conta de tecnologias melhores de monitoramento usadas por anestesiologistas. Antes de receber a anestesia geral o paciente deve visitar seu clínico geral ou médico de família, especialmente se já tiver problemas conhecidos de saúde.

 

Quando é absolutamente necessário receber anestesia geral em uma cirurgia plástica?
Na maioria das vezes a anestesia geral é usada em procedimentos mais longos que exigem o mínimo de movimentos do paciente. Alguns anestesiologistas optam pela anestesia geral em cirurgias mais demoradas porque entendem que é mais seguro: eles mantêm controle das vias aéreas e podem administrar mais medicação para deixar o paciente mais confortável. A abdominoplastia é uma cirurgia plástica em que a anestesia geral costuma ser utilizada.

 

Qual a diferença entre anestesia local e anestesia regional e quando a anestesia regional é utilizada?
Anestesia local significa que o anestésico é injetado apenas no local e em volta do local cirúrgico. Algumas vezes é chamada também de anestesia regional, mas isto é tecnicamente incorreto. Na verdade a anestesia regional é um tipo de “bloqueador de nervo”: o anestésico é injetado em volta de um nervo que controla a dor em um local específico do local cirúrgico. Muitas vezes a anestesia regional é usada em procedimentos nas mãos, onde os nervos podem ser facilmente “bloqueados”.

 

Que procedimentos exigem apenas anestesia local?
Diversos procedimentos cirúrgicos podem ser feitos apenas com anestesia local. Muitas vezes os sedativos são administrados ao mesmo tempo para amenizar a agitação dos pacientes, mas não são necessários em muitos procedimentos. Cirurgias plásticas como a blefaroplastia, pequenas áreas de lipoaspiração e a remoção de pequenas lesões na pele podem ser feitas apenas com anestesia local.

 

Que tipo de anestesia é necessário para uma lipoaspiração?
Pequenas regiões, como a lipoaspiração embaixo do queixo, podem ser feitas apenas com anestesia local. No entanto, para regiões ou diversas áreas, os pacientes podem se sentir mais confortáveis com sedação adicionada à área local.

 

Com informações do Smart Beauty Guide. Leia o original (em inglês) aqui.

Mamas proporcionais: não é preciso ser grande para ser bonito

A mamoplastia de aumento é uma cirurgia plástica muito popular há décadas, afinal incontáveis mulheres desejam aumentar seus bustos com próteses de silicone. Até poucos anos atrás o senso comum dizia que quanto maior, melhor, com celebridades exibindo curvas impressionantes e decotes ousados.

 

No entanto, a maré parece estar começando a mudar. A mamoplastia de aumento continua popular, talvez até mais do que antes, as mulheres parecem perceber que mamas muito grande podem ser um peso para elas.

 

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Em primeiro lugar, o tamanho exagerado pode causar problemas. As tiras do sutiã podem machucar o ombro e deixar marcas indesejáveis, além de causar disconforto. Fazer compras é um desafio para mulheres pequenas com mamas de tamanho exagerado. Isso sem falar na hora de fazer exercícios: uma caminhada na esteira pode ser tornar em uma batalha desajeitada e embaraçosa.

 

No entanto, mulheres que anos atrás fizeram mamoplastias de aumento parecem estar voltando atrás, diminuindo suas próteses ou voltando ao estado natural. Victoria Beckham e Katie Price são bons exemplos disto.

 

Os problemas com a gravidade podem influenciar esta situação, mas a evolução cultural também tem papel importante: passamos a aceitar como bonitos outros padrões de tamanho e formato, nos afastando do estereótipo de beleza inspirado em bonecas Barbie.

 

O tamanho dos seios não precisa ser grande para ser bonito. Os extremos não são atraentes e ser saudável é o ideal: ter um corpo proporcional é que é bonito!

 

Com essa mudança do exagerado para o realista, liderada por celebridades, muitas mulheres devem estar querendo reduzir o tamanho das suas mamas. Se for o seu caso, veja algumas informações importantes sobre redução de mamas:

 

- Seu cirurgião irá precisar de detalhes sobre sua primeira mamoplastia.

- A vantagem de trocar um implante maior por um menor é que o cirurgião poderá usar o mesmo ponto de incisão para substituir o maior pelo menor.

- Trocar sua prótese por uma menor pode exigir suturas para reduzir cirurgicamente o tamanho da bolsa para que o implante se encaixe corretamente.

- Uma mastopexia e um lifting de mama podem ser realizados durante o procedimento para ajustar a pele ao novo tamanho da mama.

- Outra opção é esperar para fazer o lifting de mamas após a cirurgia redutora para ver como a pele se ajusta, usando fitas e sutiãs para manter a pele no lugar.

 

Lembre-se: estas são dicas. Para ter total segurança do que fazer, converse com seu cirurgião plástico e tire suas dúvidas com ele. Nada pode substituir uma consulta com um profissional certificado SBCP!

 

Com informações do Smart Beauty Guide.

Foto sob licença Creative Commons.

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