Archive: junho, 2015

#CirurgiaPlástica no futuro: robótica a serviço da saúde

Os avanços tecnológicos são fundamentais para todos os setores da sociedade, inclusive nas áreas da saúde e cirurgia plástica. Recentemente diversas notícias mostraram o impacto positivo de novas ferramentas e recursos na busca por melhor qualidade de vida e saúde das pessoas, como o uso de impressoras 3D em cirurgias plásticas reconstrutivas. Outra novidade promete impactar positivamente a especialidade: a cirurgia robótica.

 

O desenvolvimento e a aplicação deste instrumental iniciou-se há mais de 20 anos na área da cirurgia geral, mas apenas nos últimos anos esta tecnologia começou a ter sua aplicação na cirurgia plástica efetivamente estudada e testada. Por trás deste movimento de inovação incipiente há um brasileiro. O Dr. Marco Faria Correa, cirurgião plástico integrante da SBCP, é um dos pioneiros no mundo no uso da robótica na cirurgia plástica – além dele apenas um cirurgião plástico norte-americano utiliza a tecnologia.

 

Foto: reprodução/da Vinci Surgery

 

 

“Este será o futuro das cirurgias minimamente invasivas inclusive na cirurgia plástica”, crava o Dr.Faria-Correa. As principais explicações para que a robótica seja adotada na realização de cirurgias plásticas endoscopicas ou minimamente invasivas está relacionada à eficiência no procedimento e na segurança. “O auxílio da tecnologia anula possíveis tremores da mão, permite incisões menores, acesso a lugares difíceis e visualização detalhada da região operada. A robótica oferece alta precisão para o cirurgião plástico”, explica o especialista.

 

A tecnologia ainda é muito cara para estar acessível ao grande público. No Brasil existem cerca de 12 equipamentos de robótica, mas nenhum deles é usado para cirurgias plásticas. O número deve aumentar conforme o uso for aprimorado e se consolidar. “O equipamento não é muito caro quando comparando, por exemplo, com uma máquina de tomografia computadorizada. Em alguns anos a robótica chegará ao Brasil”, diz o cirurgião plástico.

 

De acordo com o Dr. Correa, o custo final de material de uma cirurgia plástica pode aumentar em até US$ 3 mil dólares. Apesar de ser um aumento significativo, há compensação em outras partes.

“A cirurgia Robótica e a evolução da cirurgia endoscópica. As cirurgias minimamente invasivas apresentam muitas vantagens quando comparadas as cirurgias abertas como: menor risco de infeção, menor trauma cirúrgico, reduz o tempo de hospitalização, reduz o tempo de recuperação, e cicatrizes menores, mais rápido retorno para o trabalho, o que compensa o aumento do custo inicial”, afirma o cirurgião plástico.

 

Os estudos atuais do Dr. Correa se concentram em cirurgias plásticas de abdômen, enquanto o colega americano se dedica a outros procedimentos, como a reconstrução de mamas e microcirurgias e cirurgia de cabeça e pescoço. No futuro a tecnologia seguramente será utilizada em outras técnicas de cirurgia plástica.

 

Quem manda é o cirurgião

Uma dúvida natural quando tratamos do assunto é a possível substituição dos cirurgiões plásticos por máquinas na hora de realizar procedimentos. Este cenário não deverá se tornar realidade. Apesar do nome robótica, não há nenhum tipo de inteligência artificial comandando o robô. Neste caso, ele é apenas a extensão do braço do especialista.

 

“Quem opera é o cirurgião plástico e não o robô, que na realidade é uma máquina de cirurgia de alta tecnologia. O cirurgião inicia a cirurgia por métodos convencionais e instala os braços do robô no campo cirúrgico e então senta-se no console e dirige e comanda todos os movimentos. O robô não tem autonomia de movimentos ou criatividade. É o cirurgião com sua experiência e arte que realiza a cirurgia”, explica o Dr. Faria-Correa.

 

De acordo com o cirurgião plástico, a robótica dá mais precisão e possibilita trabalhar através de cicatrizes mínimas, utilizando mini instrumentos, eliminando os tremores e proporcionando uma imagem tridimensional e de alta definição. “A habilidade e o toque do profissional ainda serão primordiais para procedimentos de sucesso. Da mesma forma cirurgiões plásticos mais novos não serão mais capazes apenas por estarem familiarizados com conceitos similares ao da robótica: a habilidade e a experiência sempre farão a diferença”, esclarece o Dr. Faria-Correa.

 

Um bom exemplo disso é a própria trajetória do especialista. Antes de se especializar em robótica, o cirurgião plástico acumulou ampla experiência na área. Há 24 anos foi o pioneiro no uso da endoscopia em cirurgias plásticas de abdômen, que por fim acabou levando-o a evoluir para a cirurgia robótica, que representa o estado da arte da endoscopia. Há 10 anos se estabeleceu em Cingapura, de onde continua sua carreira.

 

“Devemos estar sempre atentos à evolução das técnicas e tecnologias que ajudem a melhorar os nossos resultados. A robótica vem para nos facilitar e aperfeiçoar o que já fazíamos com a endoscopia e talvez para nos ajudar a buscar e desenvolver novos caminhos para uma cirurgia plástica ainda melhor”. Dr. Marco, como e conhecido em Cingapura.

 

Antes de operar a tecnologia, o Dr. Faria-Correa esclarece que é preciso passar por um rigoroso treinamento, que varia de seis meses a um ano. O profissional é treinado primeiro em um simulador experimental e depois assiste aulas de outras cirurgias. O passo seguinte é executar cinco procedimentos sob supervisão de um profissional já certificado. Só depois de superar este estágio é possível obter a certificação em cirurgia robótica.

Usar salto alto pode causar desiquilíbrio e perda de força muscular, mas exercícios combatem o problema

Quem assistiu ao filme Jurassic Park sabe que muitas coisas retratadas são imprecisas cientificamente, mas uma coisa que muitas pessoas deixaram passar desapercebidas é o fato de a heroína do filme correr dos dinossauros usando salto alto. Mulheres que usam regularmente este tipo de calçado sabem como é difícil muitas vezes andar normalmente. Correr então, nem se fala.

 

A diferença entre os pés de quem usa habitualmente salto alto para os de quem usa calçado rasteiro é evidente, mas um estudo conduzido na Universidade de Hanseo, Coréia do Sul, investigou como estas mudanças ocorrem. Eles selecionaram 10 mulheres da mesma universidade que estudam em turmas diferentes para serem aeromoças e são obrigadas a usar salto alto para ir às aulas, já que se forem contratadas por uma empresa aérea daquele país serão obrigadas a usar este tipo de sapato.

 

O resultado do estudo é surpreendente. Os pesquisadores descobriram que as jovens do segundo e terceiro ano apresentaram alguns músculos do tornozelo mais fortes do que as calouras ou as veteranas. No entanto foi percebido que conforme o tempo de uso se alonga este ganho é perdido e cai a um nível abaixo, inclusive, das calouras.

 

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A pesquisa sugere que isso ocorre porque o tornozelo se adapta ao uso do calçado e apresenta o ganho de força, mas com o passar do tempo perde o que foi ganho, causando um desequilíbrio entre os músculos laterais e posteriores e anteriores do tornozelo, aumentando o desequilíbrio, o risco de quedas e também de lesão em outros grupos musculares.

 

Apesar de preocupante, os pesquisadores deram uma boa notícia para as mulheres que gostam de salto alto: não é preciso parar de usá-lo. No entanto se faz necessário praticar alguns exercícios específicos para fortalecer os músculos.

 

Um das dicas é fazer elevações de calcanhar simples: ficar descalça e elevar seu corpo apoiando-o nos dedões do pé. Outro exercício recomendado é o contrário das elevações: fique na beira de um degrau de escada, por exemplo, e deixe o calcanhar descer abaixo do nível do degrau para depois subir. Outra dica para evitar o desequilíbrio é tirar os saltos enquanto sentada, mesmo se não estiver movimentado os pés já que isso pode aumentar o relaxamento dos músculos.

 

Então se você gosta de usar salto alto, lembre-se: seja elegante, mas não deixe de lado a saúde!

 

Com informações de Gretchen Reynolds, do New York Times. Leia a matéria completa aqui (em inglês)

Crédito da foto: Chan Mya Soe (via Flickr/CC BY NC ND 2.0)

Preenchimento labial restaura parcialmente função dos lábios de pessoas com paralisia facial

O preenchimento labial com ácido hialurônico é um procedimento minimamente invasivo geralmente realizado para fins estéticos. No entanto um estudo conduzindo em parceria por pesquisadores da Universidade Johns Hopkins e Stanford revelou que esta técnica de cirurgia plástica pode ter um efeito funcional benéfico em pessoas com paralisia facial.

 

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Os pesquisadores selecionaram e acompanharam, entre 2008 e 2014, 25 voluntários com diversos tipos de paralisia facial, incluindo três pessoas com distrofia muscular – uma doença hereditária que enfraquece os músculos. Uma ferramenta capaz de medir a pressão dos lábios foi usada para avaliar os efeitos da aplicação de ácido hialurônico. Um fonoaudiólogo também auxiliou no estudo.

 

Os resultados foram encorajadores: os lábios dos voluntários ficaram uniformemente mais fortes, mesmo na porção imóvel de quem apresentava paralisia unilateral, e a diferença foi ainda melhor nas pessoas com distrofia muscular. O fonoaudiólogo participante também notou melhora na articulação da fala, como a pronuncia das letras “p” e “b”, e menor possibilidade de babar enquanto bebiam ou comiam.

 

Os efeitos não foram permanente, durando apenas seis meses, e as injeções não restauraram completamente a função dos lábios. No entanto, apesar de novos estudos serem necessários para avaliar melhor os benefícios e também o uso de outros materiais, os pesquisadores entendem que os ganhos funcionais nestes voluntários não devem ser subestimados.

 

“A injeção de ácido hialurônico pode ser usada enquanto uma recuperação funcional espontânea é esperada ou como um suplemento para os procedimentos de reanimação definitivas”, escreveram eles.

 

Com informações do Medical Daily. Leia o texto completo e original aqui (em inglês).

Crédito da foto: Send me adrift (via Flickr / CC BY NC ND)

Saiba mais sobre cirurgia plástica de aumento peniano

Comparado a outras cirurgias plásticas, como mamoplastia de aumento, preenchimento cutâneo, lipoaspiração e tantas outras, quase nunca ouvimos falar sobre procedimentos de aumento de pênis. Talvez isso ocorra porque há muito estigma associado ao assunto ou então porque é um tema que não pega bem em jornais, mas o fato é que o tema quase nunca é abordado em nenhuma mídia. Por isso existem muitas perguntas sem respostas sobre o aumento peniano. Por exemplo, como ele é feito? Por quê? Quais são os riscos envolvidos e como tudo funciona exatamente, afinal?

 

Para responder a estas e outras questões a repórter Mary Cunningham, do site Smart Beauty Guide, conversou com o Dr. Mark Solomon, integrante da American Society For Aesthetic Plastic Surgery e um dos principais cirurgiões plásticos americanos quando o assunto é aumento de pênis. Confira abaixo trechos da entrevista (leia a matéria original, em inglês, aqui)!

 

 

As pessoas desejam aumentar o pênis apenas por questões estéticas?

Sim. Se eles precisam de ajuda em relação a aspectos funcionais, como uma prótese, um urologista é a melhor indicação.

 

Sempre tem relação com o cumprimento e a circunferência?

Na maioria das vezes. Estas são as principais razões pelas quais as pessoas me procuram.

 

O que procedimentos necessitam?

Para adicionar cumprimento nós cortamos os ligamentos que se conectam ao osso púbico e movemos a base do pênis para fora. Para aumentar a circunferência é preciso inserir uma camada de colágeno entre a pele e o eixo do pênis.

 

É importante ter em mento que nem todos os médicos sabem onde o colágeno deve ser inserido. Então, assim como todos os procedimentos, é imperativo que você tenha um cirurgião plástico associado à ABSP (no Brasil, SBCP) que tenha um histórico de sucesso na realização deste procedimento.

 

Os homens que desejam este procedimento são “menores” do que o normal e desejam estar na média ou você vê mais homens que já estão na média e desejam ser maiores?

A maioria dos meus pacientes são “normais” e desejam ser maiores. Um pênis na média tem 8,9 centímetros flácido e 14,5 eretos. Um procedimento para alongar o pênis irá adicionar em média 2,5 centímetros, mas isso varia.

 

Quando aumentamos a circunferência há ganho de 30% a 50%, dependendo da grossura do material usado.

 

Algum destes procedimentos ajudam os homens e ter e manter ereções?

Eu não trato homens com problemas de ereção. Esta é uma especialidade dos urologistas e eles devem ser procurados nestes casos. Estes procedimentos têm aspectos estéticos apenas.

 

Um paciente pode ser conservador no aumento aumentando por exemplo apenas um centímetro de cumprimento ou milímetros de circunferência?

Em cumprimento, não. A circunferência pode, porque as folhas de colágeno colocadas abaixo da pele podem ser escolhidas com base na sua espessura.

 

Mas, na minha experiência, ninguém quer ser conservador. Quando recebo um paciente para um consulta eu pego medidas do cumprimento e circunferência atual para recomendar um aumento proporcional.

 

Eu considero o lado estético. É por isso que acredito que os cirurgiões plásticos são os mais indicados para este trabalho. Nós lidamos com estética e simetria diariamente.

 

 

Em média, qual o tempo de recuperação?

A cirurgia plástica para aumentar o cumprimento não requer internação. O paciente se recupera em casa durante uma semana e deve esperar quatro semanas antes de manter relações sexuais.

 

Para aumentar a largura, em geral, é preciso de seis semanas para se recuperar.

 

A recuperação do procedimento para engrossar leva entre três e cinco semanas, mas os pacientes devem evitar o sexo de seis a 12 semanas.

 

Quais são as complicações mais comuns?

Infecções, cicatrizes e encurtamento.

 

Há 10% de risco de infecções para enxertos em torno do pênis. Nós podemos tratar estes pacientes com antibióticos. Em geral, a infecção pode ser tratada assim, mas em casos               mais sérios a área infeccionada tem que ser lavada, o que alonga o processo de cicatrização.

 

O encurtamento ocorre após a cirurgia, quando a cicatriz puxa o pênis de volta ao osso púbico. Este é um risco de processo de libertação do ligamento usado para alongar o pênis. Faço alguns pacientes usarem um preservativo pesado durante 6 horas por dia, por seis meses, para evitar que isso ocorra. Nem todos os cirurgiões fazem isso.

 

As cicatrizes são parte de qualquer procedimento cirúrgico. Alguns cirurgiões utilizam retalhos cutâneos ou fazem as cicatrizes em locais visíveis. Há lugares para fazer as incisões que são menos óbvios e esses são as minhas escolhas para esses procedimentos.

 

Nem todos os médicos que realizam esta operação são experimentes nela. Dos poucos que fazem, menos ainda são bons. Eu trato muitos pacientes que realizaram a cirurgia com cirurgiões que não são cirurgiões plásticos, e eu suspeito que eles não têm a base de conhecimentos em cirurgia plástica, que lhes permite usar as ferramentas de que dispomos para a reconstrução. Revisão de cirurgias do pênis é incrivelmente desafiadora, por isso é essencial que os pacientes procuram cirurgiões plásticos certificados (no Brasil, pela SBCP) que têm experiência em procedimentos de aumento de pênis.

 

Em geral, o quão satisfeitos os homens ficam com o procedimento?

Isso varia. Alguns têm expectativas irreais, fato que tento gerenciar da melhor maneira desde o começo. Aqueles que têm expectativas realistas e entendem que a aparência física mudarão de acordo com o padrão mencionado acima ficam bem satisfeitos. Quem pensa que as mudanças estéticas irão mudar seu desempenho ficam desapontados quando descobrem que este não é o caso. Como já disse, este não é um procedimento que altera o funcionamento do pênis. É puramente cosmético. Ainda assim alguns homens esperam uma mudança de desempenho além das estéticas.

 

Falando de funcionalidade, o pênis continua funcionando como antes, só que maior?

Em geral, sim.

 

Qual o seu conselho para homens que desejam se submeter a este procedimento?

Há riscos envolvidos, como em toda cirurgia. A melhor atitude é pensar bem a respeito dos riscos antes da cirurgia plástica. E pesquisar! A pesquisa é elementar para encontrar um cirurgião plástico de confiança. Pesquise para encontrar um profissional certificado (no Brasil, pela SBCP).

 

Leia a matéria completa aqui, em inglês.

Cirurgia minimamente invasiva tem 90% de sucesso no tratamento da enxaqueca

Duas horas de cirurgia e uma noite de repouso mandaram embora sintomas desagradáveis da enxaqueca em 90% dos pacientes que não respondiam mais aos tratamentos. Os resultados foram descritos em um artigo no último número do periódico científico The Journal of Craniofacial Surgery por Edoardo Raposio, da seção de Cirurgia Plástica do Departamento de Ciências Cirúrgicas da Universidade de Parma, na Itália.

 

Já é realidade uma nova terapia minimamente invasiva para tratamento de enxaqueca para aqueles pacientes que não respondem aos vários tratamentos com medicamentos, ou nos quais os efeitos colaterais são tão significativos que esses remédios se tornam impraticáveis.

 

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A técnica consiste em seccionar pequenos músculos situados na região frontal ou occipital com uma só incisão de poucos centímetros no couro cabeludo (portanto escondida pelos cabelos, quando presentes) e a utilização de um endoscópio particular até a liberação dos nervos, a estimulação dos quais são gatilhos para as crises de enxaqueca.

 

Os resultados foram descritos em um artigo no último número do periódico científico The Journal of Craniofacial Surgery por Edoardo Raposio, da seção de Cirurgia Plástica do Departamento de Ciências Cirúrgicas da Universidade de Parma, na Itália.

 

A técnica cirúrgica foi aperfeiçoada por dois anos no departamento de “Cirurgia da Pele e anexos, minimamente invasiva, regeneradora e plástica” de um hospital universitário de Parma.

 

A intervenção, feita com anestesia local e com internação de um dia apenas (one-day surgery), dura cerca de duas horas e o percentual de sucesso, isto é, o total desaparecimento dos sintomas ou diminuição importante da frequência, duração e gravidade das crises foi de aproximadamente de 90% nos pacientes tratados.

 

A enxaqueca atinge cerca de 12% da população mundial, com uma incidência maior na quarta década de vida e atinge mais frequentemente as mulheres.

 

Frequentemente de caráter hereditário, nos sujeitos predispostos às crises – que duram de algumas horas a vários dias – vários fatores podem ser considerados gatilhos (cigarro, cansaço, estresse, álcool e alguns alimentos), e podem ser precedidos de alguns sintomas visuais ou sensitivos. Os sintomas consistem em uma dor pulsante (normalmente localizada de um lado só da cabeça) acompanhada de náuseas, fadiga e hipersensibilidade à luz. Uma patologia prostrante, invalidante e causa de, entre outras coisas, muitas faltas no trabalho.

 

Fonte: iG Saúde (leia no site aqui)

Foto: r. nial bradshaw (via Flickr / CC BY 2.0)

6 dicas que ajudarão a manter a pele hidratada

Conforme envelhecemos se torna mais difícil para a pele se manter úmida. Calefação de prédios, banhos quentes, limpeza freqüente e a brisa gelada do inverno podem desidratar a pele. Então o que uma garota deve fazer quando sua pele começa a se parecer com a pele de um elefante? Veja seis dicas práticas para combater a desidratação da pele no dia-a-dia.

 

Antes de prosseguir, um aviso: antes de tomar qualquer atitude certifique-se de que sua pele está mesmo ressecada e não apenas desidratada. Há uma diferença. Se você tiver a pele seca, óleos funcionarão bem, mas se sua pele for oleosa que esteja apenas desidratada use produtos solúveis a base de água que ajudem a reter e reponha água.

 

 

1)      Beba água: manter-se hidratada faz com que você tenha a pele mais flexível, o que significa menos rugas!

2)      Sele a pele com umidade: uma forma de manter a pele “selada” com a umidade é aplicar cremes de corpo ou loções na pele com o corpo ainda úmido do banho.

3)      Não lave o rosto exageradamente: isso elimina os óleos naturais da pele que a impedem de ressecar. Quando for lavar, evite o sabonete e use um creme facial suave preparado para o seu tipo de pele.

4)      Invista em um umidificador: aquecedores costumam secar o ambiente. Por isso adicione um pouco de umidade nos cômodos em que você mais fica, especialmente no quarto, quando for dormir. A umidade deve ficar entre 30% e 50%, sendo que 40% é o ideal para a pele.

5)      Coma abacate: esta fruta contém grande quantidade de gordura monosaturada, que mantém a pele hidratada. Outras opções são azeite de oliva, macadâmia e amêndoas.

6)      Ingira vitamina E: muitas pessoas associam a vitamina E com a saúde da pele, já que a deficiência deste nutriente pode deixar a pele sem brilho e vivacidade. Consuma este antioxidante para manter a pele elástica e hidratada. Azeitonas, sementes de girassol, amêndoas, amendoins e couve são boas fontes de vitamina E.

 

Com informações do Smart Beauty Guide (leia a matéria original aqui, em inglês)

Garota que nasceu sem nariz faz cirurgia para receber prótese

Tessa Evans tem uma condição rara chamada arrinia completa congênita. Para modelar a prótese, seu crânio foi reconstituído com impressora 3D.

 

Tessa Evans, de 2 anos, nasceu sem nariz. Trata-se de uma condição extremamente rara conhecida como arrinia completa congênita. Recentemente, ela passou por uma cirurgia para implantar uma prótese inovadora, modelada com a ajuda de uma impressora 3D.

 

Reprodução/Bem-Estar/Facebook/Gráinne Evans

 

Fotos de Tessa depois da cirurgia foram divulgadas este mês. “Realmente mudou o perfil dela. Não conseguia imaginar como ela iria ficar, então foi um enorme alívio quando finalmente a vimos”, publicou sua mãe, Gráinne Evans, no Facebook.

 

A familia vive na cidade de Maghera, na Irlanda, mas o procedimento foi feito no Hospital Great Ormond Street, em Londres, segundo o “Daily Mail”.

 

Impressora 3D
Para criar a prótese ideal, o cirurgião plástico Jonathan Britto usou um modelo do crânio de Tessa feito com uma impressora 3D. A prótese foi desenvolvida em material cirúrgico e implantada em sua face por uma incisão no couro cabeludo.

 

Ela terá de passar por uma cirurgia a cada dois anos para adaptar a prótese ao seu crescimento.

 

Reprodução/Bem-Estar/Facebook/Gráinne Evans

 

Seus pais contaram ao “Daily Mail” que o normal seria esperar até que ela fosse adolescente para submetê-la a uma cirurgia mais invasiva, em que o nariz é reconstruído com cargilagem e osso do próprio corpo. Mas eles decidiram optar pela cirurgia menos invasiva e mais precoce. O novo nariz de Tessa atende apenas fins estéticos, não funcionando como via aérea.

 

De acordo com a agência Associated Press, a chance de nascer com arrinia congênita é de uma em 197 milhões.

 

Fonte: G1/Bem-Estar (clique aqui e leia no site)

Homem que ganhou primeiro pênis transplantado será pai, diz médico

Site da África do Sul diz que especialista anunciou gravidez em palestra. ‘Órgão está funcionando’, afirmou o médico urologista Andre van der Merwe.

 

Seis meses depois de realizar o primeiro transplante de pênis do mundo, ocorrido na África do Sul, o médico urologista Andre van der Merwe anunciou nesta quinta-feira (11) que o paciente, de 21 anos, que recebeu o órgão vai ser pai.

 

Segundo o site sul-africano “News 24”, a informação foi divulgada pelo especialista em palestra proferida em Stellenbosch, sede da Universidade de Stellenbosch – onde a pesquisa foi conduzida em parceria com o Hospital Tygerberg, da Cidade do Cabo.

 

Cirurgiões são vistos durante cirurgia de transplante de pênis realizada em dezembro na África do Sul (Foto: Divulgação/Stellenbosch University)

 

Merwe confirmou à publicação que a gravidez confirma o sucesso da cirurgia. “O órgão está funcionando”, disse ele. O paciente, que teve o pênis amputado após problema em um ritual de circuncisão, continuará a ser monitorado por mais um tempo. É possível que ele passe por uma nova cirurgia em meados de agosto.

 

Entenda o procedimento
O transplante de nove horas de duração, que aconteceu em dezembro do ano passado, foi parte de um estudo para ajudar homens que perdem seus pênis em rituais de circuncisão mal feitos todos os anos.

 

A cirurgia só foi divulgada em março, meses após sua realização, depois que os médicos verificaram que o paciente se recuperava bem.

 

O homem teve recuperação total do órgão, disseram os médicos, acrescentando que o procedimento eventualmente pode ser ampliado a quem perdeu o pênis devido ao câncer ou como última alternativa para problemas de disfunção erétil.

 

Achar um doador de órgão foi um dos maiores desafios para o estudo, disse a universidade em nota. O órgão usado na cirurgia inédita veio de um doador morto.

 

Ainda segundo a equipe de especialistas, outros nove pacientes receberiam transplantes penianos como parte da pesquisa. As datas desses procedimentos não foram divulgadas.

 

Fonte: G1 (clique aqui para ler no site)

HC da Unicamp faz cirurgia inédita de reconstrução de crânio

O Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp, em Campinas, anunciou nesta terça-feira, 2, que a primeira cirurgia para a reconstrução crânio-facial realizada com placa de titânio impressa em 3D foi um sucesso. Quem passou pelo procedimento, pioneiro no Brasil, foi a estudante Jéssica Cussiolli, de 23 anos, que sofreu um acidente de moto no dia 5 de setembro de 2014 em Araçatuba, no interior de São Paulo. A cirurgia durou oito horas.

 

Os médicos usaram o exame de tomografia de Jéssica para criar um modelo virtual do crânio fraturado. A partir daí, a impressora 3D o reconstruiu em resina e placas de titânio por meio do pó do metal, que é importado. Três placas cobriram o afundamento de 12 centímetros no crânio da estudante e ficaram prontas em 20 horas.

 

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A técnica faz parte de uma pesquisa da Faculdade de Ciências Médicas e tem o esforço multiprofissional de engenheiros, médicos e físicos. “Importamos o equipamento e ele não vem com manual de aplicações para os estudos e pesquisas. Tudo fomos nós que desenvolvemos e aperfeiçoamos em seis anos de projeto”, diz o cirurgião Paulo Kharmandayan, professor do departamento de cirurgia plástica da Unicamp.

 

A cirurgia de Jéssica foi feita pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas como trata-se de uma pesquisa não há prazo estimado para ser disponibilizado na rede pública. “A intenção é que as pesquisas se tornem protocolos de medicina para serem adotados pelo SUS em todo País, em um futuro próximo. Estamos prontos para treinar outros hospitais e centros de pesquisa”, enfatiza Kharmandayan.

 

O médico diz que a cirurgia pioneira foi discutida entre toda a equipe de pesquisa. “A extensão dos problemas eram muitas, mas o desafio era maior ainda e aceitamos”, recorda o chefe da cirurgia plástica do HC.

 

De acordo com o médico, o resultado estético no crânio de Jéssica será bem próximo ao que era antes. Kharmandayan ainda afirmou que a nova técnica reduz a rejeição se comparada aos métodos já existentes, como o enxerto ósseo ou resina acrílica, o polimetilmetacrilato.

 

O acidente

Jéssica Cussioli tentou desviar de um buraco e bateu contra uma caçamba, em Araçatuba, há 8 meses. Mesmo com o capacete, a estudante sofreu traumatismo crânio/facial gravíssimo e um acidente vascular cerebral (AVC), que refletiram em afundamento do crânio, perda da visão do olho direito e perda parcial dos movimentos do lado esquerdo do corpo. Após a primeira cirurgia, em Araçatuba, médicos estimavam que Jéssica tinha 2% de chance vida. Sua recuperação foi surpreendente.

 

A estudante passou por quatro cirurgias e, mesmo assim, não conseguia se livrar dos desconforto. Reclamava de fortes dores de cabeça, tontura e mal-estar. Jéssica agora sonha com uma vida normal. “Quero terminar a faculdade, ir ao shopping”, diz.

 

Fonte: R7

Crédito da foto: Reprodução/HC Unicamp

Completando 18 anos e fazendo uma cirurgia plástica de redução de mamas

Assim como muitas adolescentes, Mackenzie Langan adora ir às compras, mas seus passeios costumavam acabar em lágrimas.

 

Mackenzie é uma estudante morena e pequena, com cerca de 1,5 metros de altura, mas suas mamas eram muito grandes para seu tamanho. Isso tornava difícil encontrar roupas que servissem nela.

 

“É bom ter mamas grandes e muitas pessoas dizem que eu tenho sorte por isso”, afirma Mackenzie em entrevista para o Yahoo News. “Mas eu tenho dores nas costas e nos ombros, além do inchaço causado nos ombros. Eu tenho problemas para encontrar roupas. Tenho todas estas dificuldades”, completa a estudante.

 

 

Mackenzie decidiu optar por uma cirurgia plástica de redução de mamas quando completou 18 anos.

 

“Alguém me disse que eu estava indo contra Deus, que me deu esta benção, e eu não deveria fazer ir adiante com a cirurgia plástica, que eu era muito jovem para esta decisão e que não deveria considerar um procedimento nesta idade”, ela recorda. “E eu gostaria de dizer a eles que não me importa sua opinião porque, no fim das contas, é o meu corpo”, completa Mackenzie.

 

A estudante está longe de ser a única a tomar uma decisão destas. Cirurgias plásticas de redução de mama aumentaram 157% nos EUA entre 1997 e 2013, de acordo com dados da ASAPS. Entre as causas há quem defenda que as garotas de hoje estão entrando mais cedo na puberdade, quem aponte para a epidemia da obesidade ou para as alterações hormonais causadas pela alimentação. Alguns especialistas também afirma quem o aumento é reflexo da evolução da cirurgia plástica na prevenção das cicatrizes e na segurança do procedimento.

 

Com cada vez mais jovens buscando a cirurgia plástica questões surgem, como se adolescentes como Mackenzie são velhas o suficiente para compreender os riscos potenciais deste procedimento, como cicatrizes, perda de sensibilidade nos mamilos e incapacidade de amamentar.

 

Para a estudante de 18 anos os benefícios superam os riscos.

 

“Os riscos causam medo, mas estou pronta para assumi-los e dar este passo porque acredito que no fim valerá a pena”, afirma Mackenzie.

 

Ela avalia que o tamanho de suas mamas tiveram um preço físico e emocional desde cedo em sua adolescência. Mackenzie sofria com dores nas costas constantemente, não conseguia praticar esportes que ela queria e o atrito do sutiã no ombro causava sangramentos.

 

“Acho que a pior parte sobre isso para mim foi socialmente e como estar apenas andando na rua ou andando pelo corredor na escola”, disse Mackenzie. “Ser conhecida no primeiro ano como ‘a menina com os peitos gigantes’ ou ter garotos querendo sair comigo porque eu tenho peitos … Isso me dá um monte de problemas de auto-confiança, porque eu sinto que eu não posso confiar nas pessoas”, explica Mackenzie. “Eu queria ser normal, parecer com uma garota normal”, completa a estudante.

 

Para realizar sua cirurgia plástica, Mackenzie foi com a mãe ao Boston Children’s Hospital para encontrar o Dr. Brian Labow, um dos maiores especialistas americanos em mamoplastias redutoras em adolescentes.

 

“Vemos pacientes com 12 ou 13 anos, mas isso é raro. A média de idade dos pacientes é de 18 anos”, afirma Dr. Labow, um dos poucos cirurgiões plásticos especializados nestes casos, que exigem cuidados especiais. “Há pacientes com 15 ou 16 anos que apresentam mais maturidade do que outros com 18 anos. Não é apenas a idade que determina isso”, diz o especialista.

 

Parte da equação também está no aspecto físico, como as constantes dores nas costas que atormentavam Mackenzie.

 

“Não é apenas a angústia adolescente. Estes pacientes simplesmente não têm a mesma qualidade de vida. Isso é algo sério”, crava o Dr. Labow. “Estes pacientes estão entre os mais felizes, isso se não forem os mais, de quem trato. Eu diria que 99,9% ficam extasiados, a taxa é muito alta nestes pacientes”, completa o cirurgião plástico americano.

 

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Mackenzie passou por uma cirurgia plástica de quatro horas e reduziu o tamanho de suas mamas. O Dr. Lebow ressalta que ela poderá ter que verificar as condições de amamentação no futuro, mas sua qualidade de vida aumentará muito. “Fará uma grande diferença para ela. Eu penso que ela notará a diferença nos ombros, costas e pescoço. Ela se sentirá mais leve imediatamente”, esclarece.

 

“Eu realmente não sinti nada diferente até que eu fui ao médico hoje e eu olhei para baixo e foi como, ‘Oh meu Deus, eles se foram’”, disse Mackenzie. “Minha dor nas costas se foi, o que é como a melhor coisa do mundo. Eu posso sentar ereta sem chorar, porque minhas costas sempre machucavam. E eu me sinto completamente nova e isso é ótimo”, finaliza a estudante.

 

Com informações do Yahoo, por Juju Chang, Erin Brady, Jackie Jesko e Lauren Effron. Leia a original (em inglês) aqui.
Crédito da foto: Gonzak via Compfight cc

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