Archive: julho, 2015

Rapaz de 18 anos morre após suposta aplicação de hidrogel no pênis

Jovem foi internado no HC-UE em Ribeirão e sofreu uma parada respiratória. Cirurgiões plásticos advertem sobre riscos do uso da substância.

 

Do G1 Ribeirão e Franca

 

Um jovem de 18 anos morreu na noite de sexta-feira (24) em Ribeirão Preto (SP) em razão de complicações causadas por uma suposta aplicação de hidrogel.

 

Segundo informações do boletim de ocorrência, o rapaz injetou a substância no pênis, foi levado até a Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas (HC-EU), mas não resistiu a um quadro de insuficiência respiratória aguda.

 

O corpo do jovem foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).

 

Segundo informações fornecidas pelo hospital à polícia, o rapaz, morador da zona norte da cidade, deu entrada na emergência por volta das 16h com complicações decorrentes de uma injeção de hidrogel no pênis.

 

Ele não resistiu ao quadro de insuficiência respiratória e morreu quatro horas após ser atendido.

 

O caso foi registrado na Polícia Civil como morte suspeita.

 

Perigo
Os riscos do mau uso do hidrogel, usado principalmente para preenchimento e aumento de volume em regiões do corpo como bumbum e coxas, se tornaram mais evidentes após a morte de uma mulher em Goiânia (GO) e da internação da modelo Andressa Urach, que sofreu uma grave infecção devido ao uso do produto.

 

Apesar de o produto ser formado 98% por água e de ser absorvido pelo corpo após aproximadamente dois anos, o médico explica que tanto o hidrogel quanto a forma com que ele é aplicado podem provocar complicações que colocam a saúde do paciente em perigo.

 

“O risco pode ser desde infecção, que pode ocorrer quatro, cinco, até 10 anos após e mesmo assim levar a morte. Pode também injetar dentro de um vaso e provocar uma embolia e a morte, o que provavelmente tenha sido a causa desse jovem de Ribeirão. Ainda pode ter o deslocamento do produto, ou seja, você injeta em uma área do corpo, bumbum, por exemplo, e aquilo vai parar na coxa”, adverte o cirurgião plástico Raul Gonzalez.

 

Outras consequências da injeção equivocada do hidrogel são a linfangite crônica, uma inflamação nos vasos linfáticos, a insuficiência venosa e as varizes.

 

Ainda segundo o cirurgião, o perigo do produto está principalmente na quantidade, que, na grande parte dos casos, é aplicada muito além do recomendado. “A possibilidade de dar certo em pequena quantidade é grande. Mas a possibilidade de complicar em grande quantidade é enorme”, diz.

 

Proibição
González lembra ainda que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a importação e a venda do hidrogel no Brasil, mas não vetou o uso e a aplicação por clínicas e profissionais que tinham o produto, de uso exclusivamente médico, em estoque.

 

De acordo com o cirurgião plástico Max Engrácia Garcia, a comunidade médica ainda realiza estudos com o hidrogel para mapear seus efeitos. A dúvida, no entanto, não é suficiente para que as pessoas restrinjam o uso.

 

“Atualmente, é um produto fácil. Porque através da internet você tem acesso a tudo. E isso torna a situação mais fácil para a pessoa que quer se automedicar ou fazer um tratamento sem acompanhamento médico”, afirma.

 

Crédito: G1

Entenda melhor a Cirurgia Plástica pós-bariátrica

A obesidade é uma doença multifatorial com proporções epidêmicas: 52,5% dos brasileiros estão acima do peso, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Junto com a obesidade outras doenças, chamadas de comorbidades, surgem: hipertensão, diabetes, artropatias, infertilidade e muitas outras.

 

Longe de ser um problema apenas de hábitos, apesar da importância de se manter um estilo de vida saudável, muitos obesos não atingem seus objetivos com tratamentos clínicos e optam pela cirurgia bariátrica ou, popularmente, cirurgia de redução de estômago. Em 2014 foram 88 mil procedimentos deste tipo no Brasil todo.

 

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Muitas vezes a última etapa do tratamento cirúrgico da obesidade envolve uma cirurgia plástica para a retirada do excesso de pele resultante do extremo emagrecimento, após a estabilização do peso e da constatação da equipe médica responsável pela cirurgia bariátrica de que o paciente está apto e liberado a se submeter a uma cirurgia plástica pós-bariátrica.

 

O blog da SBCP conversou com o Dr. Alfredo Donnabella, cirurgião plástico integrante da SBCP e regente do capítulo de cirurgia plástica pós-bariátrica da Sociedade, para compreender melhor este procedimento destinado a quem deseja melhorar a forma e o tônus da pele, removendo excesso de tecido.

 

“O paciente pós-bariátrico é um desafio constante. Conhecer o comportamento do organismo deste paciente e suas limitações é muito importante para criar expectativas reais quanto aos resultados possíveis. É importante salientar que o ex-obeso sofreu muito até chegar ao consultório do Cirurgião Plástico, foi discriminado, foi cobrado como “sem vergonha” por ter dificuldade para emagrecer e lutou muito com sua auto-estima. O Cirurgião Plástico deve receber este paciente com uma visão de quem pede ajuda para terminar o processo de construção de um novo corpo, e porque não dizer da alma também, que se iniciou com a cirurgia bariátrica”, explica o Dr. Donnabella.

 

Abaixo você pode ler a entrevista completa:

 

Qual é a principal orientação para quem deseja se submeter a uma cirurgia plástica após grande perda de peso?

A primeira coisa que o paciente submetido a cirurgia pós-bariátrica e que deseja submeter-se a uma cirurgia plástica tem que fazer é procurar a equipe de Cirurgia Geral que fez a gastroplastia para certificar-se que encontra-se apto a realizar a cirurgia plástica e se está liberado para o procedimento proposto.

 

Esta cirurgia plástica pós-bariátrica é um procedimento específico ou a combinação de outros, como bodylifting?

A reconstrução do corpo do paciente pós-bariátrico compreende vários procedimentos. Os mais realizados são a abdominoplastia e a mamoplastia, seja feminina ou masculina. Outros procedimentos realizados são a coxoplastia, braquioplastia, ritidoplastia (cirurgia de rugas da face) e a dorsoplastia. Estes procedimentos podem ser realizados em etapa única ou em várias etapas. É comum a associação entre algumas cirurgias como: mama com abdome, abdome com dorso e mama com braços. Estas associações só vão poder acontecer se o paciente apresentar condições clínicas para tal e o cirurgião plástico estiver habituado com estas cirurgias.

 

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Após emagrecer muito as pessoas desejam ter um corpo delineado e proporcional. Como elas devem lidar com as expectativas para evitar frustrações com o resultado?

O paciente pós-bariátrico apresenta diversas alterações em seu corpo devido a um emagrecimento rápido causado por uma cirurgia agressiva (gastroplastia). Há uma perda de proteínas importantes para a elasticidade da pele, uma grande frouxidão dos tecidos e uma grande flacidez de pele. Desta maneira, os pacientes devem ter em mente que jamais terão um corpo com qualidade de cobertura cutânea (pele) de boa qualidade. Temos a possibilidade de alcançar bons resultados quanto a forma, mas as custas de vários procedimentos e algumas cicatrizes que podem ser extensas. Algumas vezes os procedimentos perdem a qualidade num período de tempo curto devido a má qualidade da pele e será necessária alguma complementação cirúrgica para melhorar o resultado. Os pacientes devem saber que deverão passar por várias etapas cirúrgicas para se conseguir um resultado próximo ao satisfatório. Deve lembrar que nem sempre a cicatriz resultante fica melhor que o aspecto inicial. Caso o paciente entenda estas limitações, a chance de frustação com o resultado é menor.

 

Após quanto tempo um paciente bariátrico pode passar por esta cirurgia plástica?

Para submeter-se a cirurgia plástica o paciente pós-bariátrico deve estar com o peso estável por, pelo menos, 3 a 6 meses. A estabilização do peso acontece normalmente, por volta de 12 a 18 meses após a cirurgia. Alguns pacientes podem estabilizar o peso antes deste tempo, mas não é comum.

 

Este procedimento apresenta algum tipo de risco específico?

Sim. Estes pacientes frequentemente apresentam algum grau de desequilíbrio em seus exames. Os mais comuns são a anemia por deficiência de absorção de ferro, baixa de proteínas por dificuldade de alimentar-se de carnes e a baixa de vitamina B12, que pode levar a alterações neurológicas graves que, às vezes, só aparecem após a cirurgia plástica. É importante salientar que os estudos mostram que quanto maior o peso do paciente na hora da cirurgia plástica, maior será o índice de complicações.

 

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Quais perguntas um paciente candidato a uma cirurgia plástica pós-bariátrica deve se fazer antes de decidir se submeter a este procedimento?

O cirurgião é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica?
Quais os riscos desta cirurgia?
Existe algo que possa ser feito para diminuir os riscos da cirurgia?
O paciente pós-bariátrico é igual ao paciente convencional?
O resultado da cirurgia será igual ao de um paciente que não fez cirurgia bariátrica?
Devo fazer algum preparo especial para esta cirurgia?
Que cuidados devo tomar antes e após da cirurgia?
Quais as limitações quanto aos resultados, da cirurgia?
Qual o tamanho das cicatrizes?
Vou precisar de outra(s) cirurgia(s) complementar(es)?

 

Quais perguntas um paciente não pode deixar de fazer ao cirurgião plástico?

Estou preparado para uma cirurgia segura?

 

Como é a preparação pré-operatória? Existem algumas dicas que podem ser passadas ao público?

Primeiramente precisamos da liberação da equipe que operou o paciente. A seguir na consulta médica avaliamos as possíveis patologias apresentadas pelo paciente (hipertensão arterial, diabetes, distúrbios respiratórios etc.) e se encontram equilibradas. Avaliação física do paciente visando as queixas e procurando outras alterações não relatadas, às vezes para se tratar bem um queixa do abdome, precisamos tratar o dorso também. Devemos procurar possíveis infecções de pele, que são comuns neste tipo de paciente devido as dobras cutâneas. Esclarecimento de dúvidas e orientações sobre a(s) cirurgia(s). Solicitamos os exames complementares. O paciente deve levar os últimos exames, assim como a relação dos medicamentos de uso contínuo. Uma boa alimentação é imprescindível para se evitar alterações como baixa de ferro ou proteínas. A prática de exercícios físicos é muito benéfica.

 

E a fase pós-operatória? Quais os cuidados específicos desta cirurgia plástica?

Seguir rigorosamente as orientações do seu médico. Estimular a deambulação. Estimular a ingestão de líquidos. Manter as feridas limpas. Exercícios físicos só após liberação do médico, assim como dirigir ou andar de moto. Como este tipo de cirurgia apresenta um índice de complicações maior do que em pacientes convencionais, qualquer pequena alteração deve ser comunicada ao médico.

 

Além de manter hábitos saudáveis, como o paciente pode manter os resultados desta cirurgia plástica?

Uma boa alimentação balanceada com ingestão de proteínas. Estes pacientes podem ter dificuldade para ingerir alimentos ricos em proteína. Evitar o “efeito sanfona”. Uso de cremes e hidratantes. Exercícios físicos regulares.

 

Crédito das fotos: potamos.photography via Compfight cc | Praphol Chattharakul (via Flickr / CC BY-ND-NC 2.0) | Oberazzi via Compfight cc

Cirurgia plástica para homens: implante de próteses de silicone no peitoral

Os implantes mamários de próteses de silicone são comuns e uma das cirurgias plásticas mais feitas no mundo – apenas em 2014 foram mais de 1,3 milhões de procedimentos do tipo ao redor do mundo.

 

Este é um tipo de cirurgia plástica comum entre as mulheres, mas muitos homens também realizam implantes de próteses de silicones no peitoral. Da mesma forma que os seios flácidos ou sem definição afetam a auto-estima das mulheres, o peitoral masculino também pode deixar muitos homens inseguros ou insatisfeitos com seu visual.

 

Certamente existem muitos exercícios ou até suplementos que podem auxiliar os homens a conseguirem o peitoral desejado, mas muitas vezes, seja por uma predisposição genética ou qualquer outro fator, eles não atingem seus objetivos.

 

O site Smart Beauty Guide conversou com o cirurgião plástico integrante da American Society For Aesthetic Plastic Surgery (ASAPS) Mark P. Solomon.

 

Quer entender melhor o assunto, sobre os benefícios e outros efeitos dos implantes de próteses no peitoral? Leia a entrevista abaixo, conduzida pela repórter Melissa Chapman:

 

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O quão comum é este procedimento? Ele é feito apenas por razões cosméticas?

Este não é um procedimento muito comum. Pode ser feito em decorrência de determinados defeitos de nascimento, como homens com a Síndrome de Poland – uma doença rara caracterizada pelo subdesenvolvimento ou ausência do músculo do peito em um dos lados do corpo. Na maioria das vezes, é feita por razões estéticas por homens que não conseguem construir o peitoral desejado por meio de exercícios físicos.

 

Qual é o material usado? É similar aos implantes de silicones mamários usado em mulheres?

As próteses são feitas de silicone, mas não como uma prótese de mama. Eles são de silicone sólido, com firmeza que varia para simular o tecido muscular. Os implantes mamários têm uma cápsula e são preenchidos. Por isso, eles são diferentes visualmente e sensorialmente dos usados em homens.

 

Os implantes são seguros? Eles necessitariam serem removidos? Quanto tempo duram?

Em geral, implantes de silicones blocados são seguros. Eles não murcham ou se rompem, então são desenhados para durar um longo tempo, embora nada seja garantido para toda a vida. Eles precisariam ser removidos em casos de infecção ou quando a prótese muda ou gira na bolsa onde está colocada.

 

Quais são as complicações e os efeitos colaterais?

Complicações de implantes de próeteses de peitoral são similares aos de uma mamoplastia de aumento. Eles incluem infecção, sangramentos, resultados aquém do esperado, mudança ou giro da prótese. Há uma cicatriz em cada axila para a colocação da prótese. No entanto, estas complicações são raras se feitas por um cirurgião plástico experiente e certificado [no Brasil, pela SBCP].

 

Que atividades devem ser evitadas após a cirurgia? É possível exercitar os músculos do peito depois?

Eu limito as atividades dos meus pacientes por quatro semanas após a cirurgia plástica, incluindo ausência de exercício e proibição de levantar algo mais pesado do que quatro quilos. Eu encorajo alguns movimentos para evitar a rigidez na área. Uma vez totalmente recuperados, meus pacientes não tem nenhum tipo de restrição de atividades.

 

Como a cirurgia plástica é feita e qual o tempo de recuperação? Que tipo de anestesia é usada?

Esta cirurgia plástica é feita com anestesia geral em nível ambulatorial. Acredito que os homens toleram melhor o procedimento quando estão bem descansados. Uma incisão na axila é usada para criar a bolsa para alocar a prótese. Alguns cirurgiões plásticos podem usar a endoscopia para auxiliar no procedimento, mas eu não faço isso. O local do implante da prótese abaixo do músculo é similar a uma mamoplastia de aumento e o desconforto também. Meus pacientes usam uma cinta cirúrgica por quatro semanas. Eles podem tomar banho diariamente após a cirurgia plástica. Eu receito antibióticos por vários dias após a cirurgia, em conjunto com uma medicação para dor e um relaxante muscular. A maioria dos pacientes está de volta a sua rotina regular em quatro semanas.

 

Lembre-se: sempre consulte um cirurgião plástico associado a SBCP para avaliar e planejar sua cirurgia plástica!

 

Com informações de Melissa Chapman, do Smart Beauty Guide. Leia o texto original, em inglês aqui. 

Foto: mbeo (via Flickr / CC BY-NC-ND 2.0)

Veja os destaques da SBCP nos últimos dias

A SBCP oferece tanto aos cirurgiões plásticos integrantes da entidade com ao público leigo conteúdo de qualidade em um esforço para oferecer informações de credibilidade. Estar bem informado é fundamental para quem deseja se submeter a uma cirurgia plástica e para quem pretende disseminar conhecimento de qualidade.

 

Os principais destaques do blog nos últimos dias estão na lista abaixo. Que tal ler, reler e compartilhar estes conteúdos? Agora, à lista! Veja abaixo:

 

Adolescente pensativa

 

É cada vez mais comum que adolescentes e jovens desejem se submeter a uma cirurgia plástica. No entanto, é preciso saber lidar com a situação para evitar riscos desnecessários e avaliar bem se os motivos são verdadeiros e realistas. Leia mais aqui!

 

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Benefícios estéticos? Supere esta idéia: cirurgia plástica é muito mais do que isso e auxilia pessoas a recuperarem funcionalidade de áreas do corpo. Neste caso, dos lábios. Veja como o preenchimento labial pode ajudar quem tem paralisia facial. Clique aqui.

 

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O financiamento ou o consórcio de cirurgias plásticas está em evidência. Leia matéria publicada no site do jornal O Estado de São Paulo a respeito do assunto. O Dr. João Prado Neto, presidente da SBCP, é uma das fontes da notícia. Leia aqui.

 

Crédito das fotos: Pixabay (CC0) | Send me adrift (via Flickr / CC BY-NC-ND 2.0) | Pixabay (CC0)

Dez mitos sobre dietas

Saiba a verdade sobre o lanche entre as refeições, os alimentos com baixo teor de gordura e a importância dos exercícios.

 

Muitos já passaram por isso: ganham uns quilos a mais em um período de pouco controle sobre a alimentação e decidem fazer uma dieta.

 

Essas pessoas acabam escolhendo um método indicado por algum conhecido ou sobre o qual leram em algum site ou revista.

 

O problema é que muitas dicas ou crenças sobre a melhor forma de perder peso não dão o resultado esperado.

 

“Fazer mudanças a longo prazo e modificar o estilo de vida é a maneira ideal de combater os quilos porque leva a uma perda de peso permanente”, disse à BBC Mundo a médica Lucy Chambers, especialista em alimentação da Fundação Britânica de Nutrição.

 

“É mais eficiente fazer mudanças graduais, que podem ser mantidas por um grande período de tempo. O ideal é que o corpo perca de 0,5 a 1 quilo por semana.”

 

Levando em conta esse aspecto, reunimos, abaixo, alguns dos mitos mais comuns sobre fazer dieta.

 

1. Certos alimentos servem para queimar gorduras
Repolho, salsão (ou aipo), toranja, chá verde, pimentas… não deve ser a primeira vez que você ouve falar destes ou de outros alimentos que supostamente ajudam a queimar ou eliminar gorduras.

 

Mas não é bem assim, de acordo com a Fundação Cardíaca Britânica (BHF na sigla em inglês). Não existe um tipo de comida que tenha propriedades especiais de queimar a gordura em excesso no corpo.

 

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2. Não se deve comer ou fazer lanchinhos entre refeições
De acordo com a mesma entidade, essa premissa também é um mito.

 

Não há problema em comer algo rápido entre as refeições principais, quando se trata de um lanchinho ou tira-gosto saudável, como uma fruta, uma verdura ou um iogurte light.

 

É útil, pois ajuda a controlar o apetite.

 

 3. Comer à noite engorda
A hora em que se consome um alimento não é o que determina o aumento de peso, são as calorias.

 

Se são consumidas calorias em excesso, mais do que o corpo necessita, ganha-se peso, não importa se for pela manhã, à tarde ou à noite.

 

Nesse aspecto, tanto o Centro de Saúde da Universidade de Virgínia Ocidental, nos Estados Unidos, como a publicação americana WebMD, concordam: não existe prova de que comer tarde da noite engorda.

 

Beautiful Young Woman choosing between Fruits and Sweets

 

4. Os carboidratos são ‘vilões’
Esse tipo de alimento – que inclui açúcares, amido e fibra – é componente fundamental de uma dieta saudável.

 

“Nosso corpo necessita de carboidratos para obter energia, especialmente para o bom funcionamento do cérebro e dos músculos. O Departamento de Saúde do Reino Unido recomenda que pelo menos a metade da energia provida por nossa dieta diária venha de carboidratos”, explica Lucy Chambers, da Fundação Britânica de Nutrição.

 

5. Quanto menos gordura, melhor
Chambers diz que, ao contrário do que muitos pensam, é recomendado que uma dieta de emagrecimento contenha pelo menos 35% de gordura.

 

Não é indicado um regime baixo em gorduras ou um que elimine totalmente o consumo de gorduras.

 

O que é preciso ter em conta, segundo Chambers, é que há diferentes tipos de gordura; o tipo ingerido é que faz a diferença. O ideal é substituir a gordura saturada pela insaturada, já que esta ajuda a reduzir o colesterol no sangue, substância ligada ao risco de doenças cardíacas e derrames cerebrais.

 

Ainda sobre as gorduras, é preciso ter em conta o próximo mito:

 

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6. Produtos com baixo teor de gordura ajudam a perder peso
Os alimentos com baixo teor de gordura oferecidos no mercado costumam incluir quantidades maiores de açúcar, sal e amido.

 

Isso é feito para compensar o sabor que os alimentos perdem quando é retirada determinada quantidade de gordura.

 

Com esse tipo de alimento também há o risco de se consumir porções maiores – em quantidade e frequência –, o que pode levar a uma ingestão maior de calorias e não ajudar em nada a eliminar os quilos a mais.

 

Quanto aos produtos que são vendidos sob a premissa de terem o açúcar retirado, o que costuma ocorrer é que eles são adoçados com concentrados de sucos de frutas, o que leva ao consumo da mesma quantidade de calorias do que o original.

 

Além disso, segundo o Centro de Saúde da Universidade de Virgínia Ocidental, não há ganho nutricional no consumo de alimentos desse tipo.

 

7. Tomar muita água ajuda a emagrecer
A água é fundamental para o organismo, mas não é por isso que se deve assumir que aumentar o seu consumo levará à perda de peso.

 

É bom beber mais água quando se faz uma dieta, porque isso ajuda a evitar outras bebidas que tenham açúcar, mas esta ação não contribui para eliminar os quilos a mais – é preciso juntar isso a outras medidas.

 

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8. Alguns tipos de açúcar são piores que outros
Segundo a WebMD, há estudos que demonstram que o corpo absorve de maneira similar o açúcar comum, o mel e os adoçantes feitos de milho convertido em frutose.

 

Para referência, é bom saber que uma colherzinha de qualquer um desses produtos tem entre 48 e 64 calorias.

 

9. Pular refeições torna a dieta mais eficaz
Não é verdade. A consequência dessa medida é aumentar a fome, o que, por sua vez, leva a um consumo maior de alimentos na próxima refeição.

 

Várias entidades, entre elas o Instituto Nacional de Enfermidades Digestivas, do Rim e da Diabetes, nos Estados Unidos, concordam com essa visão.

 

Alguns estudos chegaram até a indicar que deixar de comer no café da manhã pode aumentar o peso.

 

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10. O que funciona para perder peso são exercícios intensos e prolongados
Trata-se de mais um mito, mesmo porque atividades físicas de baixa intensidade também consomem calorias.

 

Faz bem visitar uma academia, mas o BHF diz que mesmo caminhar, arrumar o jardim ou realizar outras atividades domésticas também pode fazer a diferença.

 

O Centro de Saúde da Universidade de Virgínia Ocidental também salienta que o exercício não transforma gordura em músculo, como muitos pensam, já que ambos os tecidos são compostos por células diferentes.

 

É possível queimar gordura e desenvolver músculo, mas não é possível converter o primeiro no segundo.

 

E cuidado com os produtos que prometem a quase milagrosa perda de vários quilos em pouco tempo. Qualquer que seja a sua constituição física, é extremamente difícil que essa previsão se cumpra.

 

Além disso, tais produtos podem ser perigosos para a saúde; os que se baseiam em ervas ou componentes naturais geralmente não foram submetidos a rigorosos processos de verificação científica para garantir sua eficácia e segurança.

 

Fonte: Bem Estar (Globo)

Fotos: ramnath bhat via Compfight cc | liviana1992 via Compfight cc | mag3737 via Compfight cc | Ian Sane via Compfight cc | Tomás Fano via Compfight cc

Waist training é saudável?

Você sabe o que é waist training? Em tradução literal, waist training significa treinamento de cintura ou abdômem. Esta é mais uma das modas que surgem na internet e são impulsionadas por celebridades: o uso de corpetes para “treinar” e modelar a região abdominal para atingir o visual necessário.

 

A partir desta tendência a repórter Aly Walansky, do site Smart Beauty Guide, resolveu investigar se a nova moda é segura e dá resultados.

 

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Se a pressão exercida pelo corpete for moderada e modesta, como a exercida por cintas usadas por quem se submete a lipoaspirações ou abdominoplastias, não há riscos para as mulheres. Apesar disso, o uso da peça não irá eliminar gordura ou oferecer resultados reais de contorno corporal, como após uma cirurgia plástica. No entanto algumas pessoas podem se sentir mais confiantes.

 

O problema, de acordo com Jenifer Walden, cirurgiã plástica americana integrante da ASAPS, é o exagero na compressão.

 

“O corpete em si não tem nenhum efeito na redução da gordura ou da silhueta de quem usa. Se você parar de usar o corpete irá retornar ao estado anterior se não estiver se alimentando corretamente ou praticando exercícios físicos. Ele não fará nenhuma diferença se for usado por um curto período de tempo, mas se o período for de dias, semanas ou mesmo meses um corpete muito apertado estará em risco de ter problemas de saúde como refluxo gástrico, compressão de órgãos internos, inchaço das pernas ou da pele abaixo do corpete e dores musculoesqueléticas depois de um período prolongado de uso”, explica a Dra. Jenifer.

 

Apesar de dar confiança a quem usa e oferecer resultados, ainda que limitados, o padrão ouro para eliminar gordura da cintura e remodelá-la é a lipoaspiração. Também há opções de procedimentos minimamente invasivos. Ou seja: se você estiver em busca de um resultado seguro deixe de lado a moda do “waist training” e procure um cirurgião plástico associado à SBCP!

 

Com informações do Smart Beauty Guide.

Foto sob licença Creative Commons 1.0

Cirurgia Plástica em adolescentes: recomendações importantes

Permitir que um adolescente se submeta a uma cirurgia plástica requer cuidado. Quando um jovem tem este desejo os responsáveis devem fazer uma avaliação criteriosa não somente da motivação do adolescente, mas também de sua condição em passar por um procedimento cirúrgico.

 

Em geral os adolescentes têm objetivos diferentes dos adultos quando querem fazer uma cirurgia plástica. Enquanto os mais velhos esperam um resultado que os diferencie dos demais, os jovens têm a expectativa de serem parecidos com outros jovens para se inserir socialmente.

 

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Os motivos que levam pessoas jovens a procurarem uma cirurgia plástica são características físicas percebidas como diferentes, estranhas ou que causam dor física, como mamas exageradamente grandes ou orelhas protuberantes, que podem levá-los a um isolamento dos demais e prejudicar sua saúde, sua vida social e sua auto-estima e confiança em si mesmos.

 

Em geral, os jovens que corrigem possíveis problemas reganham auto-estima e confiança. Uma cirurgia plástica bem sucedida pode, inclusive, reverter a tendência ao isolamento do adolescente que se sente diferente dos demais.

 

No entanto, nem todo adolescente é um bom candidato à cirurgia plástica. Como em qualquer processo cirúrgico, os responsáveis devem consentir com a realização do procedimento no adolescente, mas antes de dar o próximo passo em direção ao procedimento é preciso se certificar de que ele atende a alguns pré-requisitos:

 

- Demonstrar maturidade emocional e entender os limites da cirurgia plástica. O desejo deve partir do próprio adolescente e ser expresso claramente por ele.
- Compreender que este é um processo cirúrgico que pode trazer benefícios, mas também possíveis riscos.
- Ter expectativas realistas a respeito dos resultados. Observar se o adolescente tem clareza dos limites da cirurgia plástica e das mudanças que podem ser geradas por ela.
- Ter maturidade mental e física, pois o processo requer preparação. Não ingerir álcool ou outras drogas e não apresentar variações de humor ou comportamento.

 

Mesmo que estes pontos estejam sendo cumpridos, lembre-se: consulte um cirurgião plástico associado à SBCP para se certificar de que o adolescente está preparado para se submeter a uma cirurgia plástica e que esta é realmente a melhor opção para seu caso!

 

Com informações da American Society of Plastic Surgeons. Leia o artigo original, em inglês, aqui.

O benefício “secreto” dos exercícios físicos

Exercícios trazem diversos benefícios para quem se mantém ativo, mas em geral as pessoas acabam se esquecendo de uma qualidade importante da atividade física: a oportunidade de se desconectar do mundo. Veja o relato de Devon Corneal, publicado no Real Simple, a respeito do assunto. Vale a leitura!

 

*

 

Eu me exercito vários dias por semana. Eu nado, corro, pratico yoga ou faço longas caminhadas com meus cachorros. Já me arrisquei em aulas de kickboxing e de spinning. Nos anos 1980 tentei também ginástica aeróbica. Não faço nada que envolva alguém gritando comigo, pois acho que já estou crescida de mais para isso. Claro que eu posso passar meses sem furar um dia e de repente relaxar por uma ou duas semanas – eu trapaceio e invento desculpas quando está chovendo -, mas eu sou boa em preservar uma hora do meu dia para praticar exercícios físicos.

 

É preciso dizer que tenho sorte para conseguir me manter assim: meu horário é flexível e trabalho de casa, por isso tenho mais possibilidades do que alguns amigos que gastam tempo se locomovendo para trabalhar em escritórios. Eu sei como isso é desafiador. Até recentemente eu trabalhava em período integral como advogada e encontrar tempo para me exercitar não era fácil. Eu tinha que levantar bem cedo ou então usar o horário do almoço. Nem sempre era fácil.

 

Não me entenda errado: isso não faz de mim uma santa ou alguém melhor. Eu sou uma mulher comum, com um peso normal e um toque de asma que evita se olhar no espelho durante a aula de yoga para não quebrar a imagem mental que tenho de mim como uma atleta ágil e flexível. Eu nunca farei um triatlo ou, Deus me livre, uma maratona. Mas exercícios físicos são parte importante da minha vida.

 

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Eu não pratico atividades por causa dos benefícios cardiovasculares, apesar do fato de minha família ter histórico de doenças cardíacas. Eu não me atrapalho toda nas aulas de yoga apenas para aumentar minha flexibilidade e meu equilíbiro com objetivo de evitar cair e quebrar meu quadril quando for mais velho, apesar de minha avó ter morrido justamente por isso. Eu desisti de esperar que as atividades físicas me dessem a energia necessária para acompanhar meu filho. Tampouco faço tudo isso para usar roupas caras de exercício com a esperança de que meu bumbum fique bonito.

 

Pratico exercícios físicos porque é o único momento em que tudo fica calmo. Na piscina, na pista de corrida ou no estúdio de yoga só consigo focar na minha respiração. Há uma quietude que só existe para mim quando eu presto atenção apenas no meu corpo e não na minha mente. Antes do meu batimento cardíaco acelerar, ele abaixa. Apenas em saber que eu tenho algum tempo sozinha já um grande alívio para o meu estresse.

 

Durante as aulas eu não posso ser contatada por e-mail para revisar uma matéria ou resolver um problema. Quando estou correndo não tem ninguém me ligando ou pedindo um lanche. Exercícios esvaziam minha mente e me levam para longe das minhas responsabilidades, me forçando a focar em mim mesma durante o tempo que minha playlist durar. Eu também descobri que tenho pequenas epifanias e rompantes de inspiração quando paro de lutar com meus problemas e começo a suar. Uma mudança de cenário e um batimento cardíaco acelerado fazem maravilhas na minha cabeça, isso sem mencionar meu humor. Eu volto para o meu trabalho ou para a minha família com a energia e a paciência renovadas.

 

Isso não é pouca coisa em um mundo em que estamos sempre acessíveis e somos demandados constantemente; em que o valor é atribuído àqueles que nunca deixam seus celulares de lado e respondem e-mails em minutos, se não em segundos; em que o barulho está em todos os lugares e a atração de curtidas e seguidores diminuem nossa existência não-digital. Sou suscetível a essas coisas tanto quanto outras pessoas, mas para fugir dessa pressão eu preciso sair dela.

 

É por isso que eu pratico atividades físicas. Se eu tenho que sofrer e suar para conseguir estes pequenos momentos preciosos, eu farei. Se minha calça servir em mim no fim do dia, melhor ainda.

 

Traduzido livremente do site Real Self. Leia o post original, em inglês, aqui.

Foto: AmandaD_TX (via Flickr / CC BY-NC-SA 2.0)

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