Archive: agosto, 2015

Bastam 66 dias para mudar um hábito

Mudar alguns hábitos está ao alcance de todos. Para isso, são necessários dois ingredientes importantes: escolher uma mudança que seja coerente com sua escala de valores e treinar até que se torne um hábito. Pouco além disso.

 

Nada é “obrigatoriamente” para sempre, sequer o que se escolheu como hobby, profissão ou local de residência. A ideia de que podemos ser quem desejamos, praticar novos esportes, aprender outras culturas, experimentar todas as gastronomias, ter outros círculos de amigos… transforma uma vida parada em outra, rica em oportunidades e variedade.

 

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O cérebro é plástico. As pessoas evoluem, desejamos mudar, crescer interiormente, e estamos capacitados para isso. Ficaram para trás as teorias sobre a morte dos neurônios e os processos cognitivos degenerativos. Hoje sabemos que os neurônios geram novas conexões que permitem aprender até o dia em que morremos. A plasticidade cerebral demonstrou que o cérebro é uma esponja, moldável, e que continuamente vamos reconfigurando nosso mapa cerebral. Foi o que disse William James, um dos pais da psicologia, em 1890, e todos os neuropsicólogos hoje em dia confirmam as mesmas teorias.

 

O próprio interesse por querer mudar de hábitos, a atitude e a motivação, assim como sair da zona de conforto, convidam o cérebro a uma reorganização constante. Esse processo está presente nas pessoas desde o nascimento até a morte.

 

Nesta sociedade impaciente, baseada na cultura do “quero tudo já e sem esforço”, mudar de hábitos se tornou um suplício. Não porque seja difícil, mas porque não abrimos espaço suficiente para que se torne um hábito. Não lhe passou pela cabeça alguma vez que, ao começar uma dieta, as primeiras semanas são mais difíceis de do que quando já está praticando há algum tempo? É resultado desse processo. No início seu cérebro lembra o que já está automatizado, o hábito de beliscar, comer doce ou não praticar exercício, até que se “educa” e acaba adquirindo as novas regras e formas de se comportar em relação à comida.

 

A neurogênese é o processo pelo qual novos neurônios são gerados. Uma das atividades que retardam o envelhecimento do cérebro é a atividade física. Sim, não só se deve praticar exercícios pelos benefícios emocionais, como o bem-estar e a redução da ansiedade, ou para ficar mais atraente e forte, mas porque seu cérebro se manterá jovem por mais tempo. Um estudo do doutor Kwok Fai-so, da Universidade de Hong Kong, correlacionou a corrida com a neurogênese. O exercício ajuda a divisão das células-tronco, que são as que permitem o surgimento de novas células nervosas.
Existem outras práticas, como a meditação, o tipo de alimentação e a atividade sexual que também favorecem a criação de novas células nervosas.

 

Uma vez que a reorganização cerebral é estimulada ao longo de toda a vida, não há uma única etapa em que não possamos aprender algo novo. A idade de aposentadoria não determina uma queda, nem completar 40 ou 50 anos deveria ser deprimente. Todos que tiverem interesse e atitude em relação a algo estão em boa hora, poderão aprender, treinar e tornar-se especialistas independentemente da idade. Se você é dessas pessoas que se dedicaram durante a vida a uma profissão com a qual viveram relativamente bem, mas ficaram com o desejo de estudar Antropologia, História, Exatas, Artes Plásticas ou o que for, pode começar agora. Não há limite de idade nem de tempo para o saber.

 

Não deixe que sua idade o limite quando seu cérebro está preparado para tudo. A mente se renova constantemente graças à plasticidade neuronal.

 

Até há pouco tempo pensava-se que modificar e automatizar um hábito exigia 21 dias. Otimismo demais! Um estudo recente de Jane Wardle, do University College de Londres, publicado no European Journal of Social Psychology, afirma que para transformar um novo objetivo ou atividade em algo automático, de tal forma que não tenhamos de ter força de vontade, precisamos de 66 dias.

 

Sinceramente, tanto faz se forem 21 ou 66! O interessante é que somos capazes de aprender, treinar e modificar o que desejarmos. O número de dias é relativo. Depende de fatores como insistência, perseverança, habilidades, das variáveis psicológicas da personalidade e do interesse. A mudança está em torno de dois meses e pouco. O que são dois meses no ciclo de nossa vida? Nada. Esse tempo é necessário para sermos capazes de fazer a mudança que desejamos. E isso nos torna livres e poderosos.

 

 

Dez conselhos para começar o que se deseja:

1. Eleja seu propósito e o transforme em seu projeto. É certo que, se fizer uma lista, se dará conta de que tem muitas inquietações. Mas não podemos mudar ou tentar fazer tudo de uma vez. Esqueça seu cérebro multitarefa e não queira modificar tudo em um instante. Quando conseguir automatizar o primeiro, passe ao segundo.

 

2. Reflita sobre sua meta. Se responder às seguintes perguntas em relação a seu objetivo, seu compromisso com ele aumentará: O que quero? Por quê? Para quê? Com quê? O “com que” refere-se aos seus pontos fortes, valores e atitudes para consegui-lo. Quando enfrentar algo novo, e tendo em vista que isso implica em sair da zona de conforto, é recomendável ter a segurança e a confiança de que está preparado, que tem capacidade e que irá conseguir. Mesmo que seja difícil.

 

3. Faça com que ele caiba no seu dia-a-dia. Não importa o que deseja iniciar, é preciso tempo. Se não abrir um espaço em sua agenda e o transformar em rotina, o normal é que termine postergando o que agora não faz parte de sua vida.

 

4. Ressalte seu objetivo. Tudo aquilo que não faz parte de nossa ordem habitual é fácil de ser esquecido. Se tem uma agenda, marque com caneta marca-texto. Se utiliza o alerta do celular, crie um diário com o novo objetivo. Não abuse de sua memória e do “deveria ter me lembrado”.

 

5. Cerque-se de todo o necessário, assim não terá desculpas para não começar. Por exemplo, se está de dieta, compre os alimentos do regime; se começou a praticar esportes, busque a roupa que irá usar, ou se começou a tirar fotos, prepare o material.

 

6. Comece hoje. Não existe nenhum estudo com rigor científico que relacione a segunda-feira ou o primeiro dia de janeiro exclusivamente com o começo de um novo hábito. A terça-feira e a quinta são dias tão bons como qualquer outro. Deixar tudo para a segunda é outra maneira de postergar e deixar que a preguiça vença sua força de vontade. O melhor dia para começar algo é hoje.

 

7. Emocione-se. As emoções avivam a lembrança, produzem bem-estar, e estar apaixonado pelo que se faz fideliza o hábito. Busque como se sente, o que irá conseguir, como irá melhorar sua vida pessoal e profissional. Aproveite e esteja presente.

 

8. Não escute a voz interior que lhe diz que está cansado, qual o sentido disso e que a vida é muito curta para não ser aproveitada. Nosso cérebro está muito treinado para criar desculpas e continuar na zona de conforto. Essa voz interior é muito forte e pode ser muito convincente.

 

9. Seja disciplinado. Leve seu hábito a sério. E levá-lo a sério não significa se tornar sério, mas que seja uma prioridade, algo para dedicar seu valioso tempo. E que tenha um lugar especial em sua agenda.

 

10. Transforme seu novo hábito em sua filosofia de vida. Isso lhe dará outra dimensão e calma. Não se trata de aprender algo agora, mas aproveitar e saber que tem toda a vida para praticá-lo. Se, por exemplo, decidiu começar com a atividade física, não se sinta mal se pular um dia. Tem amanhã, o dia depois dele e toda a vida para fazê-lo. Não se trata de sentir-se culpado. Essa emoção não agrega nada. Só é preciso ser disciplinado e ter seriedade. Se for realmente algo importante, amanhã voltará a fazê-lo. Não é tudo ou nada. É incorporar algo bom para cada um e encaixá-lo na vida para aproveitar, não para que seja mais um sofrimento no caso de não poder realizá-lo um dia.

 

Fonte: El País Brasil

Autor: Patricia Ramírez

Equívocos comuns sobre mamoplastia de aumento e mastopexia

A combinação das cirurgias plásticas de mamoplastia de aumento e lifting de mamas (mastopexia de aumento) é uma excelente opção para as mulheres que querem restaurar o volume e corrigir a flacidez que pode ocorrer depois de ter filhos, perder peso, ou com o envelhecimento. No entanto, há muitos equívocos comuns sobre esta cirurgia.

 

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Os equívocos abaixo são comuns e compreende-los bem antes da cirurgia plástica é fundamental para minimizar os riscos, ter uma recuperação bem sucedida e obter os melhores resultados possíveis.

 

Equívoco # 1:

“Porque estou escolhendo me submeter a uma mamoplastia de aumento e a uma mastopexia ao mesmo tempo, só preciso de uma cirurgia plástica para obter os resultados que eu quero.”

 

Quando a combinação de dois procedimentos distintos – um que aumenta o peito e outro que levanta a mama – pode ser muito difícil de obter grandes resultados com segurança em apenas uma cirurgia. Dependendo de seus objetivos e do grau de ptose (flacidez) que você tem, pode ser mais seguro dividir os procedimentos para permitir a seu corpo se recuperar entre as operações. Esta abordagem pode diminuir o risco de complicações pós-operatórias, como a ruptura da pele, redução da sensibilidade do mamilo ou perda total do mamilo.

 

Equívoco #2:

“Todo mundo me diz que só uma incisão ao redor do mamilo/aréola é necessária, então eu não tenho cicatrizes em meus seios.”

 

Em geral, a cirurgia plástica é sempre uma escolha entre as cicatrizes ou não fazer a cirurgia plástica. Os seios de cada pessoa são diferentes e exigem incisões em locais diferentes para obter grandes resultados. Seios com mais ptose (flacidez) geralmente vão exigir mais incisões para levantá-lo e moldá-lo corretamente. Seios com menos ptose podem precisar de menos incisões.

 

É muito importante discutir todos os seus objetivos e ter todas as suas perguntas/dúvidas respondidas pelo cirurgião plástico antes de decidir se submeter a qualquer procedimento cirúrgico. Assim você pode realmente fazer uma decisão ponderada. Se você estiver interessado em ter uma mastopexia de aumento, por favor agendar uma consulta com um cirurgião plástico certificado pela SBCP. Pesquise por um aqui.

 

Com informações da ASPS. Leia a notícia em inglês aqui.

 

Música pode ajudar Recuperação da cirurgia

Uma grande revisão de estudos, publicada no Lancet, descobriu que pacientes cirúrgicos que escutam música – até mesmo enquanto estão sob anestesia geral – têm menos ansiedade e necessitam de menos medicação para dor durante a recuperação do que aqueles que não o fazem.

 

A análise inclui dados de 72 ensaios clínicos randomizados. Os estudos abrangeram diversos gêneros musicais, calendário e métodos de entrega (alto-falantes contra fones de ouvido) e procedimentos que vão desde a colonoscopia de rotina até uma cirurgia cardíaca aberta. Os pesquisadores registraram tempo de permanência no hospital, a dor medida usando escalas numéricas de rating e a ansiedade e a satisfação estimada por auto-relato.

 

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Em comparação com os cuidados regulares, a música foi associada com uma redução de 20 por cento na dor pós-operatória, uma redução de 10 por cento em ansiedade e uma redução significativa da utilização de medicação para a dor. Ele aumentou a satisfação do paciente ligeiramente, mas não afetou o tempo de internação.

 

A dor foi reduzida mais quando a música foi tocada antes da operação, um pouco menos quando jogado durante o procedimento, e menos quando jogado depois, mas a diferença de tempo não foi clinicamente significativa.

 

“Se você gosta de música e achar que é calmante, pode ajudar muito”, disse o autor sênior, Catherine Meads, um leitor na avaliação de tecnologias em saúde na Universidade de Brunel, em Londres. “Pode ser que os hospitais gostaria de dizer aos pacientes que eles podem ouvir música antes da operação.”

 

Fonte: New York Times (leia a matéria original aqui).

Crédito da Foto: Fe Ilya (via Flickr / CC BY-SA 2.0)

Procura por cirurgias plásticas aumenta em até 50% no inverno*

Desse total, 20% são feitas em pessoas do sexo masculino, número que tem registrado crescimento a cada ano

O inverno termina em setembro, mas a corrida às cirurgias plásticas continua. No frio, tais operações aumentam em 50% no Brasil. Desse total, 20% são feitas em pessoas do sexo masculino, um número que tem registrado crescimento a cada ano, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) A Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética registra que os homens representam 35% de todos os procedimentos estéticos realizados no país.

Dados da SBCP indicam que 86% das cirurgias plásticas realizadas em 2014 foram em julho. Junho abarcou um total de 56% das realizações e janeiro, apenas 36%. Membro da SBCP, o cirurgião Dr. Luiz Anízio Wanna explica que esse período é o mais escolhido por proporcionar mais conforto ao paciente durante sua recuperação, principalmente quando a intervenção exige uso de cintas ou ataduras posteriormente. Além disso, o repouso torna-se mais cômodo pela ausência do calor excessivo; o paciente retém menos líquido e, consequentemente, fica menos inchado; ele pode usar roupas mais largas e/ou compridas para esconder curativos, cinta ou eventuais hematomas; a exposição ao sol é quase nenhuma, o que evita manchas na pele e acentuação de cicatriz.

 

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Sobre o aumento do número de homens que recorrem à cirurgia plástica, Wanna ressalta que eles procuram as cirurgias não só para estética, mas também para fazerem algum tipo de reparação, ao contrário das mulheres que, em sua maioria, optam pela cirurgia somente para fins estéticos. Entretanto, ele considera que o homem tem se permitido ser mais vaidoso que antes. “O preconceito diminuiu e o homem hoje já encara com mais naturalidade a busca da beleza”, considera o cirurgião.

Embora o inverno seja propício à cirurgia plástica, o médico afirma que isso não quer dizer que não se deva fazer as intervenções em outras épocas do ano. “Para todos os incômodos causados no pós-operatório por causa do calor há soluções e precauções. Basta que o paciente evite pegar sol, permaneça em um ambiente refrigerado ou ventilado, dentre outras providências”, finaliza Wanna.

 

*Fonte: A Tribuna

Crédito da foto: Crash Sun Ray (via Flickr / CC BY-NC 2.0)

5 razões para uma rinoplastia

A rinoplastia, ou cirurgia plástica de nariz, é uma dos procedimentos mais requisitados entre homens e mulheres de todas as idades por diversos motivos, como sua versatilidade.

 

“Não existe apenas uma razão pela qual uma pessoa consulte um cirurgião plástico sobre rinoplastia. Os motivos são múltiplos e incluem aspectos estéticos e funcionais do nariz. Isso impulsionou a popularidade da rinoplastia, em conjunto com os avanços das técnicas e da tecnologia”, afirma o presidente da Academia Americana de Cirurgia Plástica Facial e Reconstrutiva (AAFPRS, em inglês), Dr. Stephen Park.

 

Veja cinco razões que levam as pessoas a se submeterem a uma rinoplastia:

 

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5) Se estiver quebrado, conserte
Narizes quebrados são freqüentes e podem acontecer durante a prática de esportes, acidentes ou quedas, por exemplo. O Dr. Park explica que é importante consultar um cirurgião plástico depois de lesões graves no nariz para determinar se houve ou não fraturas e também que há uma janela de tempo em que a cirurgia plástica pode ser feita para corrigir fraturas nasais.

 

4) Problemas de respiração
O presidente da AAFPRS explica que pessoas que roncam ou tem problemas para respirar tem um desvio de septo ou outra deformidade nasal. De acordo com o cirurgião plástico, uma rinoplastia pode ser indicada para corrigir este problema e melhorar aspectos funcionais. Atualmente os cirurgiões plásticos podem tratar aspectos funcionais e estéticos no mesmo procedimento.

 

3) Sinusite
Este problema pode ser causado por um desvio de septo ou outra condição que exija uma intervenção cirúrgica. Nestes casos a cirurgia plástica pode ser necessária para melhorar a respiração e a qualidade de vida do paciente.

 

2) Autoestima melhor
Diversos estudos apontam que a cirurgia plástica de nariz pode melhorar a autoestima e a qualidade de vida das pessoas. O Dr. Edwin Williams, presidente eleito da AAFPRS, explica que se o paciente for consciente do formato e tamanho de seu nariz, a rinoplastia pode ser um propulsor da sua autoestima. O cirurgião plástico ressalta que cirurgias plásticas não devem ser feitas para agradar outras pessoas.

 

1) Idade avançada
Além dos olhos e queixo, o nariz também pode sofrer com a ação do tempo. O Dr. Willams explica que a gravidade pode puxar o tecido do nariz para baixo e fazer com que a ponta fique para baixo e a deixe mais arredondada.

 

Com informações da AAFPRS. Leia o texto original aqui.

Crédito da foto: Pipa Buchanan (via Flickr / CC BY NC ND 2.0)

Benefícios da cirurgia plástica de transplante capilar vão além da calvice masculina

A falta de cabelos ou de pelos pode ser um problema para muitas pessoas. As causas podem ser genéticas ou resultado de traumas e cicatrizes, mas os efeitos são os mesmos: baixa auto-estima e problemas de imagem corporal. Quem tem este tipo de problema pode encontrar na cirurgia plástica de transplante capilar um aliado importante.

 

O Blog da SBCP conversou com o regente do Capítulo de Restauração Capilar da SBCP, Dr. Henrique Nascimento Radwanski, para esclarecer como esta cirurgia plástica pode auxiliar pessoas a resgatarem sua auto-estima, quais casos são indicados, as principais técnicas e as etapas pré e pós-operatórias.

 

 

Está enganado quem pensa que este tipo de procedimento é reservado apenas aos homens mais velhos. Apesar de ser maioria, este público não é o único que se submete a transplantes capilares. “Mulheres podem se beneficiar do transplante capilar nas seguintes situações: numa alopécia androgenética limitada; para restaurar supercílios (ie. sobrancelhas), para descer uma testa alta, e para corrigir cicatrizes desagradáveis consequentes de um lifting facial”, explica o Dr. Henrique.

 

Os motivos para se submeter a um transplante capilar também vão muito além da questão estética. Pessoas que sofreram traumas, como queimaduras ou cortes, também são boas candidatas a esta cirurgia plástica. “Pode-se restaurar cabelo, fazendo transplante de folículos sobre áreas cicatriciais pós-queimadura ou pós-trauma, com excelentes resultados”, diz o Dr. Radwanski.

 

Leia a entrevista completa abaixo.

 

Doutor, quais cirurgias plásticas fazem parte do capítulo de restauração capilar?

A cirurgia de restauração capilar, ou de transplante capilar, pode atender diversas demandas de pacientes que se apresentam ao cirurgião plástico. O denominador comum é a falta de cabelo ou de pelos. A maioria dos pacientes é composta por homens de 25-65 anos de idade com alopécia androgenética (calvície herdada do lado paterno e/ou materno). Entretanto, mulheres também sofrem de calvície. Outras áreas que podem ser transplantadas: sobrancelhas, cicatrizes em couro cabeludo ou na face, mulheres que têm a testa alta.

 

A cirurgia plástica de restauração capilar pode ser feita apenas por razões estéticas? Quais situações podem ser consideradas funcionais?

A cirurgia plástica é tanto estética quanto reparadora; no transplante capilar isso também é verdade. Pode-se restaurar cabelo, fazendo transplante de folículos sobre áreas cicatriciais pós-queimadura ou pós-trauma, com excelentes resultados.

 

A calvice tem cura, Doutor? O que pode causar este problema?

A calvície é uma condição herdada, e não tem cura. Com tratamentos dermatológicos é possível amenizar ou retardar seu desenvolvimento, mas não há terapia alguma que acabe definitivamente com a alopécia androgenética.

 

A cirurgia plástica é a melhor forma de combater este problema?

Sim, contanto que o (ou a) paciente tenha uma boa reserva de folículos, ou seja: que apresente uma área doadora com bastante cabelo. Evidentemente, os cabelos têm que ser da mesma pessoa. O princípio do transplante capilar é que os folículos são removidos da área posterior do couro cabeludo, e que não têm tendência a queda. Uma vez transferidos (daí a palavra transplante) estas raízes de cabelo crescerão no seu novo local como se estivessem na região de origem.

 

 

Existe contra-indicação para esta cirurgia plástica?

Sim, como todo procedimento cirúrgico existem contra-indicações. Caso não exista área doadora suficiente o cirurgião não conseguirá uma cabertura adequada e o paciente ficará insatisfeito. Também é importante eliminar pacientes com expectativas irreais, como o paciente jovem que ainda perderá, inexoravelmente, seus cabelos.

 

Quais são as recomendações pré-operatórias para este procedimento?

O transplante capilar, como procedimento cirúrgico, exige um preparo adequado; entre os requisitos, estão os exames laboratoriais de rotina e um risco cirúrgico com eletrocardiograma. Evidentemente, uma consulta pré-operatória é necessária, com anamnêse completa e história clínica bem registrada.

 

E as pós-operatórias, quais são?

O transplante capilar tem, normalmente, um pós-operatório bastante tranquilo, pois trata-se de uma cirurgia de porte 2 (ie. de leve grau de trauma). Requer um afastamento do trabalho por 3 – 5 dias, suspensão de atividades esportivas pelo tempo de 10 dias, e pode retomar piscina e praia após três semanas.

 

Este tipo de procedimento é comumente associado aos homens. Mulheres também podem se submeter a esta cirurgia plástica? Há diferença no tratamento?

Mulheres podem se beneficiar do transplante capilar nas seguintes situações: numa alopécia androgenética limitada; para restaurar supercílios (sobrancelhas), para descer uma testa alta, e para corrigir cicatrizes desagradáveis consequentes de um lifting facial.

 

Quais são as técnicas mais usadas?

O transplante capilar é, essencialmente, um procedimento cirúrgico que redistribui folículos de uma área do couro cabeludo (doadora) para outra (receptora). Para a remoção dos folículos, pode-se retirar um segmento de couro cabeludo (ie. uma tira de pele com folículos) ou os folículos podem ser extraídos individualmente pela técnica FUE (sigla em inglês para follicular unit extraction). Na 1ª opção o paciente fica com uma discreta cicatriz na área doadora, escondida debaixo dos cabelos; na 2ª as micro-cicatrizes tampouco aparecem.

 

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Crédito da foto: Greg Peverill-Conti (via Flickr / CC BY NC SA 2.0)

Cirurgiões plásticos que escutam música fazem suturas melhores e de forma mais rápida

Com informações do Telegraph. Leia a matéria original, em inglês, aqui.

 

Uma nova pesquisa indica que cirurgiões que escutam suas músicas favoritas durante procedimentos suturam melhor e mais rápido. Qualquer coisa, desde Bach até Robbie Willians, pode servir como a trilha perfeita, desde que seja a preferida do cirurgião.

 

Enquanto estudos anteriores demonstraram que a música na sala de operação reduz a pressão sanguínea dos cirurgiões, os cientistas agora acreditam que isso também melhora a performance dos médicos.

 

O estudo convidou 15 cirurgiões plásticos para fazerem suturas em pele de porco, que tem textura semelhante à humana. Os profissionais foram divididos em dois grupos: um desempenhou a tarefa escutando música e outro não.

 

 

Em média os cirurgiões plásticos que ouviam música foram 7% mais rápidos. Profissionais mais experientes tiveram desempenho ainda melhor, sendo 10% mas velozes.

 

Além disso os pesquisadores observaram que a qualidade com que a tarefa foi desempenhada, independentemente de terem escutado música na primeira ou na segunda oportunidade.

 

O Dr. Shelby Lies, da Universidade do Texas e um dos autores do estudo, afirmou que passar menos tempo na sala de operação pode reduzir custos significativamente, especialmente quando fechar a incisão é uma parte longa do procedimento, como em abdominoplastias.

 

Já o Dr. Andrew Zhang, também da Universidade do Texas e um dos autores do estudo, afirmou que a pesquisa comprovou que cirurgiões plásticos que escutam música melhoram a eficiência e a qualidade na sutura de procedimentos, o que pode ser traduzido em economia de custos e melhores resultados para os pacientes.

 

O estudo foi publicado no Aesthetic Surgery Journal.

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