Archive: outubro, 2015

Cirurgia reconstrutiva pioneira devolve movimento aos braços e mãos de pessoas com lesões na coluna

Uma técnica cirúrgica pioneira devolveu os movimentos das mãos e braços de pacientes paralisados do pescoço para baixo. Nove tetraplégicos, imobilizados por lesões na coluna vertebral, foram beneficiados pela operação de transferência de nervos feitas por cirurgiões da Universidade de Washington.

 

Os especialistas redirecionaram os nervos dos braços e mãos dos pacientes e os conectaram a nervos saudáveis. O procedimento permitiu que o cérebro e os músculos voltassem a “conversar” e devolveu aos pacientes a capacidade de desempenhar tarefas que permitem buscar novamente idependência, como se alimentar sozinhos ou escrever com uma caneta.

 

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Os cirurgiões responsáveis informaram que todos os pacientes disseram que as funções de seus braços e mãos melhoraram. O procedimento, que geralmente dura quatro horas e permite que o paciente vá para casa no dia seguinte, foi realizado anos após as lesões vertebrais.

 

A técnica pode ser indicada para pacientes com lesões nas vértebras C6 ou C7, as mais baixas na região do pescoço. Pessoas que perderam todas as funções dos braços por conta de lesões nas vértebras C1 a C5 não são beneficiadas.

 

Os cirurgiões redirecionam os nervos saudáveis localizados acima do local lesionado, geralmente nos ombros ou cotovelos, para os nervos paralisados nas mãos ou braços. Uma vez estabelecida a conexão, os pacientes passam por fisioterapia para treinar o cérebro no reconhecimento dos novos sinais dos nervos, um processo que leva de seis a 18 meses.

 

A professora assistente de cirurgia plástica e reconstrutiva e líder do estudo, Dra. Ida Fox, diz: “Fisicamente, a cirurgia de transferência de nervos oferece melhoras incrementais nas funcionalidades das mãos e dos braços. No entanto psicologicamente estes pequenos passos são muito importantes para a qualidade de vida dos pacientes”.

 

A cirurgiã plástica relembra um paciente que contou a ela como ele pode pegar um pedaço de macarrão que havia caído em sua blusa. “Antes do procedimento ele não conseguia mover os dedos. Limpar-se sozinho significou muito para ele”, afirma a Dra. Ida.

 

O objetivo da pesquisa é descobrir uma maneira de devolver os movimentos aos cerca de 250 mil americanos e as outras centenas de milhares de pessoas ao redor do mundo que vivem com lesões na coluna. Enquanto isto não for possível será fundamental criar formas para que a independência em tarefas básicas seja reconquistada, melhorando assim a qualidade de vida destes pacientes.

 

Outro exemplo dado pela Dra. Ida Fox é a inabilidade de pacientes lesionados na cervical de controlarem seus intestinos e bexigas. “Estas pessoas não têm este controle porque o cérebro não consegue se comunicar com a parte inferior do corpo. Portanto eles não conseguem sentir a necessidade de ir ao banheiro. Em geral estes pacientes precisam da ajuda de um cuidador. No entanto, após esta cirurgia, um dos meus pacientes foi capaz perceber isto após mais de uma década”, conta a cirurgiã plástica, antes de completar: “o aumento de privacidade e espaço pessoal restaura significantemente a dignidade destes pessoas”.

 

Com informações do Daily Mail. O estudo foi publicado no Plastic and Reconstructive Surgery.

Pirataria na cirurgia plástica

Fonte: Diário de S.Paulo
Autor: Paulo Godoy

 

Não tem jeito: o brasileiro adora um produtinho pirata. Em todo bairro sempre tem uma barraca com carregador de celular falso, uma banca de filmes baixados ilegalmente ou uma cópia quase perfeita de uma bolsa europeia. E nem precisamos nos esforçar muito para procurar, muitas vezes os vendedores oferecem seus produtos na janela de nossos automóveis enquanto esperamos no trânsito movediço de São Paulo. Um estudo global de 2014 confirma: o Brasil é o vice-campeão mundial de pirataria.

 

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Seguindo essa vergonhosa tendência, a medicina também sofreu a nefasta consequência de ser praticada de forma irregular, ilegal e insegura. Dentre as constantes notícias de atuações de “falsos médicos”, duas áreas parecem sempre ser as mais atacadas: cirurgia plástica e dermatologia. O conceito é simples e fácil de entender: “Cirurgia plástica deve ser realizada por um cirurgião plástico”.

 

Em outras palavras: certamente você não iria até uma pizzaria para comer um sushi ou não chamaria um pintor para consertar o motor do seu carro, então por que arriscaria a sua saúde sendo submetido a uma cirurgia  praticada por um médico sem a formação adequada? Para se tornar um especialista em cirurgia plástica ou dermatologista, é preciso graduar-se em medicina, um curso que compreende seis anos de estudo em período integral.

 

Os médicos formados, para se tornarem especialistas, fazem uma residência médica. No caso da dermatologia, o curso dura quatro anos, e na cirurgia plástica, cinco anos em período integral. São quase 9 mil horas de estudo, apenas na residência, para tornar o médico apto a tratar e diagnosticar as diversas doenças e problemas da pele e fazer cirurgias e procedimentos estéticos. Ao fim dessa etapa, o médico deve ser aprovado em uma prova e registrar-se no Conselho Federal de Medicina como especialista para oficialmente ser considerado como tal. Assim como os usuários de produtos piratas, alguns médicos procuram uma formação mais curta e frequentam cursos de “medicina estética” realizados em um fim de semana julgando-se aptos a praticar cirurgias e procedimentos estéticos invasivos.

 

Esses cursos de “medicina estética” não têm o reconhecimento do Conselho Federal de Medicina nem da Associação Médica Brasileira. Não deixe sua saúde ser vitima da pirataria: informe-se sobre seu médico no site da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica ou da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Usando a música na sala de operação

A música está presente em diversos momentos da vida cotidiana. Você, por exemplo, deve ter uma playlist favorita para escutar no trabalho, na academia, enquanto dirige ou para criar um clima para um encontro romântico.

 

Estudos mostram que a relação das pessoas com a música pode começar antes mesmo do nascimento: bebês que escutam música ainda nos ventres de suas mães recebem impactos positivos durante a infância. Outras pesquisas indicam que o poder tranqüilizador da música pode ajudar na recuperação de um trauma ou cirurgia.

 

É comum pensar que o momento de uma cirurgia plástica é de extrema concentração, mas será que o cirurgião plástico pode escutar Beyoncé enquanto realiza um procedimento? É bem possível.

 

De acordo com um estudo publicado no Aesthetic Surgery Journal, alguns cirurgiões plásticos acreditam que a música reduz o estresse e o tempo de operação enquanto outros entendem que ela é uma distração e deve ser evitada. A questão musical durante a cirurgia plástica tende a ser baseada em preferências pessoais, da mesma forma que gostamos mais de uma comida ou de uma roupa do que de outra.

 

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“Isto realmente é uma coisa pessoal. Se um cirurgião plástico se sente mais à vontade escutando música, o estresse será menor e aumentará as chances de o procedimento ir melhor. Se o cirurgião plástico prefere o silêncio, a música será uma distração. Pessoalmente, prefiro escutar música e geralmente tenho uma playlist variada para a sala de cirurgias”, afirma o Dr. Adam J. Rubinstein, chefe do setor de cirurgia plástica no Jackson North Medical Center (EUA).

 

Da mesma forma que temos músicas que preferimos para malhar, temos outras que preferimos para relaxar. “Se um cirurgião se sente mais confortável porque escuta uma música (ou por qualquer outra razão), a cirurgia correrá de forma mais suave e poderá até ser completada com mais rapidez. No meu caso, sei que os procedimentos são mais eficientes e suaves quando estou ouvindo alguma música”, diz o Dr. Rubinstein, que afirma carregar um iPod com uma lista eclética que toca no aleatório: “Se alguém não gostar de uma música em particular, pulamos a faixa”.

 

Por que isto importa? Bem, talvez não devesse, mas para um paciente que confia sua saúde a outra pessoa, especialmente durante uma cirurgia, conhecer bem o seu cirurgião é importante. Saber que ele está relaxado e confortável para realizar o procedimento ajuda o paciente a relaxar também, mesmo inconscientemente. Cirurgião feliz deve ter maior chance de atingir bons resultados, certo? No silêncio ou com música, o importante é que ele esteja bem para realizar da melhor maneira seu trabalho.

 

Além disso, apenas acho o assunto interessante!

 

Com informações de Aly Walansky, do Smart Beauty Guide. Leia o original em inglês aqui.

Implantes de próteses de silicone nas panturrilhas são diferentes de implantes nas mamas?

O relato abaixo foi publicado no site Smart Beauty Guide pelo Dr. Jonathan Kaplan, integrante da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica Estética, e levanta uma questão interessante. Apesar de serem procedimentos semelhantes, os implantes de próteses de silicone na panturrilha não são tão comuns quanto nas mamas e podem despertar nas pessoas um sentimento de futilidade. Mas por quê? Leia abaixo e entenda melhor como este procedimento pode ajudar a recuperar ou elevar a autoestima das pessoas!

 

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Um homem adulto, saudável e feliz no casamento me procurou há alguns anos. Apesar de tudo parecer bem, alguma coisa estava faltando para ele. Sua autoconfiança estava sendo afetada por suas panturrilhas pouco desenvolvidas. O paciente se exercitava regularmente, mas não conseguia desenvolver este músculo na mesma proporção que o resto de seu corpo. Suas expectativas eram razoáveis e ele não era um halterofilista ou usava esteróides. Era apenas alguém que queria estar em forma, com um corpo bem tonificado.

 

Sua autoconfiança era tão afetada que ele não se sentia confortável quando usava bermudas. Curiosamente, a ansiedade do paciente levou sua mulher a me procurar, com o consentimento dele, para discutir esta situação enquanto ele estava fora da cidade. A esposa era claramente solidária com os sentimentos do paciente, mas sabia o quanto as panturrilhas de seu marido o incomodavam e queria ajudá-lo da forma que pudesse.

 

Depois de ler o relato acima você acha que esta situação é ridícula? Por que alguém deveria se preocupar tanto com suas panturrilhas se elas são saudáveis? Você tem o direito de pensar assim, mas volte a ler o trecho trocando o marido pela esposa e as palavras panturrilhas por mamas.

 

Você sente diferença? No mundo de hoje penso que existe muito menos desprezo pelos implantes de próteses de silicone mamárias do que pelos implantes de próteses de silicone nas panturrilhas. Será que é por que vivemos em uma sociedade que valoriza mulheres com mamas fartas e pensam que homens e cirurgia plástica são algo que estão à margem? Eu reconheço que implantes de próteses de silicone nas panturrilhas não são comuns, mas ao mesmo tempo não consigo fazer distinção entre uma mulher que deseja ter mamas maiores e homens que anseiam por panturrilhas maiores que os ajudem a ter mais autoconfiança. Tendo dito isto, o cirurgião plástico ainda precisa examinar bem os pacientes, sejam eles homens ou mulheres, para se certificarem que eles estão maduros psicologicamente para se submeterem a qualquer tipo de procedimento.

 

No caso este paciente estava preparado e com expectativas realistas e, para completar com um dos meus sinais preferidos de que a pessoa esta apta a passar por uma cirurgia plástica, tinha uma mulher solidária com seus sentimentos. Eles aparentavam estar em uma relação amorosa e feliz. Ele não desejava panturrilhas enormes, apenas algo que o desse melhor definição aos seus músculos.

 

Este procedimento, que envolve pequenas incisões abaixo da dobra dos joelhos, é bastante simples e pode ser feito de forma segura por um cirurgião plástico integrante da SBCP. Da mesma forma que em uma mamoplastia de aumento, um “bolso” é desenvolvido para receber a prótese. No entanto, ao contrário do aumento das mamas, a prótese é colocada acima do músculo, nunca abaixo dele. O paciente fez o seguimento pós-operatório correto, que incluiu duas semanas sem exercícios pesados para as pernas. Já faz muitos anos que ele passou pelo procedimento e recentemente ele mandou orgulhoso uma foto de suas panturrilhas. Veja por você mesmo.

 

Reprodução/Smart Beauty Guide

 

Fonte: Smart Beauty Guide
Foto: Reprodução/Smart Beauty Guide

Cirurgia Plástica durante a gravidez é segura?

Não é nenhum segredo que a gravidez muda o corpo das mulheres e deixa “lembranças” do período, causadas pela flutuação de peso, hormônios e outros fatores. Também é um momento em que elas se sentem sem confiança e buscam medidas extremas para recuperar a aparência de antes da gravidez.

 

“Eu não recebo muitas pacientes grávidas. Como médico, ficaria preocupado de realizar qualquer procedimento “eletivo” que possa, direta ou indiretamente, causar complicações em gestantes”, afirma o cirurgião plástico americano Dr. Brian Regan. Ele explica que mesmo procedimentos comuns devem ser considerados com extrema cautela. “As possibilidades de complicações de cirurgias plásticas comuns é pequena, mas real. Eu evito aplicações de qualquer tipo em grávidas ou remédios que tenham efeitos hemodinâmicos como a lidocaína. A maioria das pacientes ganha peso durante a gestação e não precisam de mais volume em seus rostos. A literatura médica mostra que neurotoxinas não são recomendáveis durante a gestação”, explica o Dr. Regan.

 

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O que é aceitável de acordo com os padrões médicos são procedimentos suaves, tópicos no máximo. Mesmo assim são feitos com moderação para combater reações hormonais como a melasma, uma descoloração facial da pele que é comum em mulheres grávidas.

 

“A Exfoliação suave da pele com microabrasão ou um peeling químico leve é aceitável durante a gestação. A melasma causada pelas mudanças hormonais pode ser tratada com laser ou peeling químico após a gravidez”, explica o cirurgião plástico. Dr. Regan ressalta também que a primeira opção para tratar o melasma induzido pela gravidez é o uso de protetor solar matizado para esconder a pigmentação.

 

O foco no desenvolvimento e na saúde do bebe é a prioridade para qualquer médico, mas as melhorias após a chegada da criança é quando o cirurgião plástico pode contribuir com segurança.
“Eu recomendo que as pacientes relaxem e se concentrem em sua saúde e na saúde de seu bebê durante a gravidez. Quando estiver pronto, nós estamos lá para atender às suas necessidades pós-gravidez. Clareamento da pele, lasers para hiperpigmentação, aumento do peito com mastopexia, abdominoplastia: todos ajudam as mães a sentirem e parecerem bem! “, afirma o Dr. Regan.

 

Então, o melhor conselho para as mulheres grávidas que se preocupam com sua estética global? Abrace a gravidez. Quando você está na marca de 5 meses todos sabem que você está grávida. Não espere parecer outra coisa senão grávida. Como o médico diz, a sua saúde e a saúde do bebê são de extrema importância. Depois você poderá reavaliar suas necessidades de cirurgia plástica após a gestação.

 

Fonte: Smart Beauty Guide
Autora: Bryce Gruber
Foto: J. Star via Compfight cc

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