Archive: novembro, 2015

A história de um novo nariz e a importância de avaliar muito bem uma cirurgia plástica

O relato abaixo é uma mensagem valiosa para quem deseja se submeter a uma cirurgia plástica. A autora, que sempre desejou mudar seu nariz, percebeu depois que aquele era um traço fundamental de sua personalidade. Lembre-se sempre: cirurgia plástica deve ser muito bem avaliada!

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Eu me arrependo da minha cirurgia plástica

Meu desespero juvenil por um novo nariz se tornou em um saudosismo adulto

O segundo pensamento que passou pela minha cabeça quando dei de cara com uma porta de vidro foi “Sim, aposto que agora consigo uma cirurgia plástica no nariz de graça!”. (O primeiro, obviamente, foi como aquilo era desconcertante e incrivelmente dolorido.)

 

Eu odiei meu nariz por quase toda a minha vida. Não me importava que ele fosse, de certas maneiras, parte da minha identidade, um traço que eu tinha em comum com minha falecida mãe, que era judia. Eu desejava um nariz pequeno, digno de uma estrela de cinema. Todas as vezes que elogiavam meus belos olhos castanhos tudo o que escutava eram críticas veladas ao meu nariz hediondo. Para mim era algo próximo da obsessão.

 

A protuberância no topo do meu nariz se misturava a um desvio no fim dele e faziam me considerar uma pessoa hedionda. Quando descobri que narizes e orelhas nunca param de crescer, quase entrei em pânico. Soa ridículo agora, mas na época estava certa de que nunca encontraria alguém disposto a casar com alguém com a minha aparência.

 

 

Cirurgia plástica não é barata. Para me submeter a uma rinoplastia é preciso investir muito dinheiro. Então quando, de forma estúpida, consegui bater minha cara na porta e escutei o barulho de fratura no meu nariz, não demorei muito para deixar de chorar e perceber minha sorte: o seguro cobriria minha rinoplastia corretora.

 

Com o raio-x e notas dos médicos em mãos, marquei uma consulta com um cirurgião plástico certificado e dei início ao processo. Planejei a data da minha cirurgia para coincidir com o feriado Natal e passei a contar os dias para o meu novo rosto. Até logo, protuberância!

 

A cirurgia foi rotineira e acordei me sentindo um pouco mal, mas meu namorado na época (hoje marido) pôde me levar para casa algumas horas depois. Fiquei com dois “tampões” nas narinas nas primeiras 24 horas, mas consegui dormir com a medicação para dor. Depois de mais alguns dias com bandagens voltei ao consultório para a grande revelação, apenas dois dias antes do Natal.

 

O cirurgião plástico avisou que ainda haveria algum inchaço, mas assim que ele retirou as bandagens e pude ter o primeiro vislumbre do meu novo rosto. De certo modo era surreal. O meu reflexo no espelho era muito diferente do que na semana anterior. Não conseguia deixar de olhar e sorrir, virando o rosto de lado a lado, sem protuberância ou desvio. Apenas uma linha reta e uma ponta adoráveis. Meu nariz novo era um ângulo agudo perfeito e glorioso.

 

Entretanto, conforme o tempo passou, comecei a sentir saudades do meu nariz antigo. Isso me parecia tão ridículo que apenas tentei refutar este sentimento. Passei anos e anos esperando para me livrar dele e eu sabia que minha aparência estava muito melhor. Mas não se parecia comigo e isto era um sentimento perturbador. Aquilo que me causava angústia acabou por se revelar parte integral da minha identidade. Ao me fixar tanto nesta característica eu havia me recusado a perceber a beleza da imperfeição. Eu havia exageradamente tornado uma pequena protuberância em algo incapacitante.

 

Agora que tenho filhos e vejo que eles têm o mesmo nariz que eu tinha quando bebê, me pergunto se eles irão crescer e se parecer comigo, com o meu eu antigo. O que direi a eles quando perguntarem da onde veio o meu nariz? Irei entregar tudo e explicar os detalhes ou direi apenas parte da verdade, colocando a culpa na porta de vidro? Ou apenas assumirei meu arrependimento? O plano é assumir e espero que, neste mundo lotado de Kardashians e E! Networks, minhas crianças se rebelem e fiquem com seus eus verdadeiros. Espero que meu exemplo sirva de lição.

 

De qualquer forma, avisarei meus filhos sobre os perigos de uma porta de vidro!

Publicado por Jenn Morson e traduzido do site GoodHouseKeeping. Leia o original aqui.

Conheça a história do clube secreto da Segunda Guerra Mundial que revolucionou a cirurgia plástica

O post, escrito por Olga Oksman e traduzido livremente do site Gizmodo, remonta a história do Guinea Pig Club, que reuniu muitos soldados gravemente queimados em torno de uma missão: reconstruir suas vidas e reinseri-los na sociedade. Conduzido pelo cirurgião plástico Archibald McIndoe, um pioneiro no tratamento de queimaduras severas e responsável por desenvolver muitas técnicas que são usadas até hoje. Bom proveito!</>

 

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Um dos clubes mais exclusivos da Grã-Bretanha não é cheio de herdeiros ricos e socialites, mas reúne ex-pilotos e ex-militares como membros: é o Guinea Pig Club e tem regras e taxas de admissão exorbitantes. Para se tornar um membro é preciso ter ao menos duas cirurgias plásticas reconstrutivas no Queen Victoria Cottage Hospital, no Reino Unido, feitas pelo cirurgião plástico Archibald McIndoe nos anos 1940. No fim da Segunda Guerra Mundial eram 649 membros, em sua maioria da Grã-Bretanha, mas também originários do Canadá, Austrália, Nova Zelância e República Tcheca.

 

Antes da Segunda Guerra as queimaduras severas eram raras e causadas principalmente por acidentes domésticos. O conflito armado mudou isto: voar em aviões perigosos e suscetíveis a acidentes, como os Spitfires e Hurricanes, cheios de combustível altamente inflamável que respingava em pilotos e na tripulação, resultava em homens desfigurados por queimaduras em todo o corpo.
McIndoe, natural da Nova Zelândia, foi um pioneiro da cirurgia plástica e desenvolveu diversas técnicas que ainda são usadas atualmente para tratar queimaduras severas. Ainda assim, reconhecia que para tratar o trauma externo era preciso também tratar do trauma interno – assim surgiu o Guinea Pig Club.

 

Na época a cirurgia plástica ainda era muito elementar. Até mesmo coisas simples como a melhor forma de tratar as queimaduras antes de tentar uma cirurgia plástica era uma questão de tentativa e erro. O senso comum do período dizia que era necessário usar uma espécie revestimento químico, geralmente utilizado em queimaduras menores. Esta substância formaria uma camada protetora que permitia a cura dos ferimentos, mas se provou desastrosa no tratamento de queimaduras severas em áreas maiores do corpo. O revestimento secava a pele, causava cicatrizes adicionais e sua remoção era incrivelmente dolorosa. Depois de experimentar o revestimento com pouco sucesso, McIndoe observou que as queimaduras de pacientes que caíram na água eram curadas com mais rapidez. A partir de então o cirurgião plástico passou a utilizar banhos salinos para as queimaduras.

 

 

Medidas drásticas eram necessárias quando era preciso reconstruir lábios, narizes e faces. Um grande pedaço de pele retirado de uma área não afetada pela queimadura, como a coxa, por exemplo, não sobreviveria ao transplante. McIndoe, então, cuidadosamente deixava o retalho de pele conectado no local de origem, o enrolava em forma de tubo e então ligava o tecido próximo ao local em que iria utilizado depois – como o braço ou o ombro, por exemplo. Assim que o retalho estivesse recuperado e começasse a puxar o sangue do braço, o cirurgião plástico o separava do local de origem para ligá-lo à face: quando o tecido se recuperasse novamente, McIndoe o usava para a cirurgia plástica reconstrutiva. Os pacientes precisavam andar com suas faces conectadas aos ombros ou braços por um tubo de pele, que parecia uma tromba de elefante – mas funcionavam. Grandes pedaços de pele sobreviviam e podiam ser usados para os procedimentos.

 

Um dos membros, Bill Foxley, passou por 29 cirurgias plásticas para reconstruir seu rosto. Quando seu avião caiu, ele conseguiu sair ileso, mas correu na direção do veículo em chamas para tentar salvar o operador que ainda estava preso dentro. Seu esforço para liberar o colega das ferragens lhe rendeu queimaduras graves (o operador não sobreviveu). Um olho foi destruído, juntamente com a pele, músculos e cartilagem de rosto até as sobrancelhas. A córnea do outro olho foi gravemente ferida. Foxley nunca mais sorriu devido aos seus ferimentos, mas isto não o impediu de casar com uma das enfermeiras do hospital em 1947 ou de construir uma carreira depois da guerra.

 

Outro paciente, Sandy Saunders, era piloto de planador. Quando seu avião caiu, sofreu queimaduras em 40% do corpo. Seu nariz e pálpebras tiveram que ser reconstruídas. A experiência o inspirou a se tornar médico: ele passava seu tempo de recuperação entre as cirurgias observando o Dr. McIndoe operar outros pacientes e dissecando sapos para se preparar para sua carreira depois da guerra.

 

Uma das coisas mais incríveis do Guinea Pig Club era a atitude dos médicos de das enfermeiras. Eles não tratavam os pacientes como inválidos em recuperação, mas criavam um ambiente alegre e natural no hospital. McIndoe ignorava os flertes inapropriados entre os jovens solitários e as enfermeiras. Uma delas lembrava-se de como um dos pacientes conseguia apertá-la, apesar das mãos gravemente queimadas. Quando ameaçou dar-lhe um soco no nariz se fizesse aquilo novamente, o homem a lembrou que ele não tinha um. “Mal posso esperar”, ela retrucou.

 

The club members had a dark sense of humor. When the club was first formed, they selected a pilot whose fingers were badly burned as the secretary so that he couldn’t take minutes, and another pilot with badly burned legs as the treasurer so he couldn’t run away with club money.

 

Os integrantes tinham um senso de humor sombrio. Quando o clube foi fundado, eles selecionaram um piloto com os dedos gravemente queimados como secretário, assim ele não poderia fazer atas. Outro piloto, desta vez com as pernas severamente queimadas, foi escolhido para ser o tesoureiro do clube, pois não poderia fugir correndo com o dinheiro.

 

Eram homens jovens, na maioria com 20 e poucos anos. Alguns eram suicidas quando chegaram ao hospital: eles tinham sobrevivido enquanto seus amigos pereceram. Eles pensavam que suas vidas haviam acabado. Certa vez McIndoe levou algumas dançarinas de Londres para visitá-los para convencê-los de que ainda podiam falar com belas mulheres. O cirurgião plástico também era liberal: deixava fará quantidade de cerveja disponível aos membros, afinal de contas o Guinea Pig Club era um clube de bebida.

 

It was one of the first efforts to focus on both the physical and the psychological recovery of patients. Before then, people with disfiguring injuries or disabilities were often hidden from sight. Instead of casting the burned pilots and crew as unfortunate young men with their lives cut short, McIndoe presented them as heroes to be lauded for their courage. If a play was opening or a movie premiering in town, McIndoe got his patients invited as guests of honor.

 

Esta foi um dos primeiros esforços que focou tanto na recuperação física quanto psicológica dos pacientes. Antes do clube, pessoas com lesões e acidentes que os deixavam desfigurados eram simplesmente escondidas. Ao invés de taxá-los como pilotos queimados, jovens desafortunados, McIndoe os apresentava como heróis a serem celebrados pela coragem – se havia uma inauguração ou lançamento de cinema na cidade, o cirurgião plástico fazia seus pacientes serem convidados de honra nestes eventos.

 

Isto funcionou. A cidade de Grinsted, onde o hospital ficava, se tornou conhecida como “a cidade que não se espanta”. Muitos membros do clube se casaram com mulheres que conheceram durante sua recuperação.

 

A motivação para a criação do Guinea Pig Club também teve outras motivações, além do altruísmo. A Força Aérea Real queria descobrir qualquer coisa que os pudesse fazer a voltar ao serviço militar. Ainda assim foi uma grande mudança dos militares, de acordo com a historiadora Emily Mayhew, autora de “A Reconstrução de Guerreiros”.

 

Depois da guerra os pacientes mantiveram as reuniões. Apenas em 2007, quando o membro mais velho tinha 102 anos e o mais jovem 82, eles decidiram que estavam um pouco velhos de mais para continuarem se deslocando para os encontros. O Guinea Pig Club demonstrou que a chave para a resiliência é um pouco de humor, aceitação social e a consciência de que não está sozinho.

Câmara dos Deputados aprova cirurgia plástica reparadora no SUS para mulheres vitimas de violência

Está aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados a proposta que estabelece que as mulheres vítimas de violência doméstica tenham direito a realização de cirurgia plástica reparadora na rede pública de saúde (SUS). O texto agora aguarda a sanção presidencial.

 

SUS-LOGO

 

De acordo com dados da SBCP – Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica as cirurgias reparadoras em mulheres mais do que dobraram no país nos últimos cinco anos com um aumento de 167%. Em 2009 foram realizadas cerca de 149 mil intervenções, número que subiu para 399 mil em 2014.

 

“Sem dúvida é uma grande conquista e deve ser celebrada, pois a cirurgia reparadora pode devolver à mulher a autoestima perdida pela violência sofrida, além de reinseri-la na esfera social”, comenta a Dr. João de Moraes Prado Neto, Presidente Nacional da SBCP – Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

 

A Relatora na Comissão de Cidadania e Justiça apresentou parecer pela constitucionalidade e juridicidade da proposta – Projeto de Lei (PL)123/07 –, bem como das emendas apresentadas do Senado Federal. O texto original foi aprovado pela Câmara em abril de 2009.

 

O Senado também acrescentou a possibilidade de os gestores serem punidos, caso deixem de cumprir com a obrigação de informar as mulheres vitimadas por violência sobre seus direitos.

 

SBCP e The Bridge
Em outubro de 2013 a SBCP e a The Bridge Global lançaram o 1º Programa de Cirurgia Reparadora para Mulheres Vítimas de Violência Doméstica, com o intuito de agilizar o atendimento e oferecer a cirurgia plástica reparadora na rede pública para mulheres vitimadas pela violência doméstica, que tenham indicação para realizar o procedimento. Segundo dados da Secretaria de Políticas para Mulheres, uma mulher é espancada a cada 15 segundos no País.

 

Após um cadastro por meio de um número telefônico as mulheres relatam suas queixas para as psicólogas atendentes e são selecionadas para a consulta clínica e posterior cirurgia, se for o caso.

 

O projeto começou em 11 hospitais de São Paulo, como piloto, e depois expandiu para outras cidades do Brasil. Atualmente o projeto está suspenso por falta de patrocínio, mas a expectativa é que seja retomado com a aprovação da lei.

 

Cirurgia Reparadora
Além dos casos de violência doméstica, as cirurgias reparadoras são indicadas para pacientes submetidos à cirurgias oncológicas, vítimas de acidentes no trânsito ou problemas congênitos que evoluíram com perda ou prejuízo da forma ou da função de determinada região do corpo. Mais recentemente foram incluídos os pacientes que se submeteram à cirurgia bariátrica e posteriormente evoluíram para uma condição em que a flacidez e a sobra de tecidos consequentes à perda de peso causaram algum grau de prejuízo à imagem ou às atividades daquele indivíduo.

 

“Muitas vezes subestimada, a cirurgia reparadora pode significar uma vida nova ao paciente, por exemplo, no caso de um queimado ou como em casos de mulheres que tiveram câncer de mama, foram submetidas à mastectomia sem reconstrução mamária e posteriormente sofreram de depressão relacionada à perda de autoestima pela retirada da mama”, argumenta o Dr. Alexandre Fonseca, um dos coordenadores da pesquisa e Membro Titular da SBCP.

 

Com informações da Agência Brasil

Ex-bombeiro recebe novo rosto em cirurgia plástica reconstrutiva

O cirurgião plástico Eduardo Rodriguez da New York Langone Medical Center realizou um transplante facial que deu ao ex-bombeiro do Tennessee Patrick Hardison uma nova vida. O doador era um mecânico de bicicletas do Brookly que morreu após um acidente. Foram 26 horas de cirurgia plástica, que foi chamada de “a mais abrangente” do tipo já feita.

 

O ex-bombeiro sofreu queimaduras graves quando atendeu a um chamado para apagar um incêndio em uma casa no ano de 2001. Após o acidente Hardison recebeu um transplante feito com pele transferida de suas coxas, mas nos anos seguintes ele teve que ser submetido a 71 procedimentos, com uma média de sete por ano, e se tornou dependente de analgésicos, o que arruinou a vida de sua família.

 

Hardison após a cirurgia plástica feita com pele de suas coxas. (Crédito: New York Mag/Cortesia do NYU Langone Medical Center)

 

Hardison com seu novo rosto. (Crédito da foto: Reprodução/Norman Jean Roy/New York magazine

 

“As crianças corriam gritando e chorando quando me viam. Existem coisas piores do que a morte”, afirmou o Hardison em entrevista para a New York Mag.

 

Transplantes faciais ainda são incomuns, apesar deste tipo de procedimento ser feito há mais de 10 anos. O primeiro transplante parcial foi feito em 2005 em uma mulher francesa mordida por um cão. Nos EUA a primeira cirurgia plástica do tipo foi feita em 2008 em uma mulher atingida por um tiro disparado por seu marido quatro anos antes. Já em 2010 um fazendeiro espanhol de 31 anos, que atirou no próprio rosto acidentalmente, recebeu o que é descrito como o primeiro transplante facial completo. Em 2011 um profissional da construção civil nos EUA que sofreu um acidente causado por fios de alta tensão recebeu nariz, lábios, pele, músculo e nervos.

 

O rosto que o ex-bombeiro recebeu foi o terceiro oferecido a ele: o primeiro teve o consentimento da família negado, o segundo, de uma mulher, foi recusado por Hardison e o terceiro foi o do ex-mecânico.

 

O Dr. Rodriguez detalhou à reportagem o procedimento, que teve complicações. A veia jugular do ex-bombeiro era maior do que a do doador, o que exigiu perícia do cirurgião plástico: Hardison perdeu muito sangue e a saída foi inserir uma jugular em um furo feito minuciosamente em um dos lados da outra.

 

Hardison agora está em recuperação. O ex-bombeiro tomará imunossupressores pelo resto da vida e, segundo o Dr. Rodriguez, haverá rejeição – a questão é quando. O cirurgião plástico estima que três das cinco pessoas que receberam transplantes faciais ao redor do mundo morreram após o novo tecido ter sido rejeitado pelo corpo.

 

Entretanto, um dos filhos de Hardison afirmou ao repórter: “Quando vejo seu rosto quero memorizá-lo. Assim, da próxima vez que vê-lo, sei que é meu pai”.

 

Com informações do The Guardian e da New York Mag.

Lábio de britânica rompe por aplicações excessivas de preenchimento labial

Uma britânica de 30 anos, fã de Katie Price, gastou mais de 43 mil libras em cirurgias plásticas nos últimos oito anos para ser parecida com a famosa modelo.

 

Duas das coisas mais importantes que candidatos à cirurgia plástica devem entender é que os procedimentos não devem ser realizados para se transformar em outra pessoa e que há limites para tudo. O resultado? A britânica teve um rompimento no lábio inferior por conta da aplicação de preenchimentos cutâneos.

 

Reprodução/Daily Star

 

O fato ocorreu enquanto a mulher e seu marido estavam viajando. Os médicos não puderam ajudá-la no momento por causa da quantidade que já havia sido injetada no local. Foi preciso esperar semanas para drenar o lábio da mulher, que sofreu com a dor e ainda ficou com uma cicatriz permanente.

 

“Meu vício em toxina botulínica e preenchimentos labiais me deixaram desfigurada e há a chance de ficar com uma marca permanente”, explicou em entrevista ao jornal inglês Daily Star.

 

O estrago poderia ter sido pior: seu casamento quase acabou por conta do vício da mulher. O marido, que assinou um acordo pré-nupcial concordando em pagar 450 libras por mês em tratamentos para a mulher. Além das aplicações de toxina botulínica, a britânica fez maquiagem semi-permanente, tinha sessões de bronzeamento quase diariamente e extensões de unhas e cabelo.

 

“Me arrependo de fazer o acordo. Nossa relação está muito melhor agora que ela decidiu abandonar estes hábitos”, afirmou o marido.

 

Um exemplo que serve de alerta e não de inspiração!

 

Com informações do Daily Star. Fotos: reprodução

A cada dois minutos, um homem faz cirurgia plástica no Brasil

Em cinco anos, quadruplicou no país o número de homens que se submetem a cirurgias plásticas estéticas, segundo levantamento da SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica). Entre 2009 e 2014, a quantidade de procedimentos passou de 72 mil para 276 mil ao ano (31,5/hora, em média). A redução das mamas (ginecomastia), a lipoaspiração e a cirurgia de pálpebra lideram o ranking de procedimentos mais realizados.

 

 

Em todo o país, foram realizadas 712.902 intervenções estéticas somente em 2014 . “Nas cirurgias estéticas, a participação dos homens aumentou de 12% para 22,5%. Esse crescimento é de porcentagem, mas em número bruto é maior ainda. O principal motivo é a mudança cultural, com a diminuição do preconceito. Além disso, no Brasil, a cirurgia plástica é vista como um procedimento popular e o país é uma referência mundial”, explica Luiz Henrique Ishida, diretor da SBCP e coordenador do estudo. O levantamento teve como base dados de 5.800 membros da entidade.

 

Ainda entre os fatores que podem ter aumentado a participação masculina no período, Ishida cita a presença de homens mais velhos no mercado de trabalho, o aumento da expectativa de vida do brasileiro, a busca pela juventude e até a influência de relacionamentos com mulheres mais novas. “Em relação ao envelhecimento facial, por exemplo, o olhar cansado é visto como algo ruim no mercado de trabalho. Há pacientes com 70 anos que fazem plástica porque têm vida social mais ativa ou para ficar com aparência mais compatível com a parceira.”

 

 

O editor de imagens Leandro Arouca, 29, tinha as pálpebras caídas e, há pouco mais de um ano, resolveu submeter-se a um procedimento para elevá-las. Ele aproveitou a cirurgia para ajustar outro problema: como estava com gordura localizada, fez uma lipoaspiração. “A pele era um pouco caída nas laterais do olho e isso incomodava para enxergar. Além disso, as pessoas reparavam. Como ia tomar uma anestesia geral, fiz também a lipoaspiração. Eu emagreci e fiquei com ‘pneu’. Por mais que fizesse academia, não resolvia.”

 

Arouca diz que as conversas com o profissional que fez os procedimentos foram fundamentais para diminuir o preconceito que tinha com as cirurgias plásticas. “O homem já se sente confortável. Com a cirurgia, você deixa de reparar em uma coisa que era um incômodo constante.”

 

Segurança

Aparência natural e segurança são dois aspectos buscados pelos homens, de acordo com o cirurgião plástico Marcelo Wulkan, que é membro titular da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica. “Eles preferem procedimentos pouco invasivos e querem fazer algo seguro e com resultado natural. Os homens percebem que as mulheres estão se mantendo mais bonitas de forma mais natural e buscam isso também.”

 

Wulkan diz que, em sua experiência de consultório, notou que muitos homens procuram a plástica no nariz. “Eles percebem que (a cirurgia) não apenas ajuda na autoestima, mas na respiração, quando o paciente tem desvio de septo ou carne esponjosa. O homem tem benefício respiratório e estético.”

 

Foi o caso do fotógrafo Carlos Eduardo de Oliveira Grandizoli, de 22 anos, que operou o nariz há dois meses. “Era uma coisa que me incomodava desde quando eu era pequeno. Fiz uma mudança no formato, porque ele era torto e bem grande. Já estou achando muito melhor.”

 

Tabu

Grandizoli diz que recebeu apoio da namorada e não se arrepende da cirurgia. “Acho incrível esses novos tempos, porque o homem está saindo da zona de conforto e fazer plástica está deixando de ser um tabu.”

 

Fonte: O Estado de S.Paulo
Autora: Paula Felix

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