Archive: dezembro, 2015

Novidade pode causar revolução em mercado de implantes de seios

Fonte: New York Times (via UOL / tradução: Eloise de Vylder)

 

Os seios de Hilary Miller já não eram mais como antes. Depois de amamentar duas crianças, eles simplesmente não tinham mais a mesma firmeza da juventude. “Eu gostaria que eles tivessem a mesma aparência que tinham antes”, disse Miller, que trabalha numa empresa de produtos de beleza em Dallas.

 

Ela sempre quis aumentá-los, mas tinha medo dos implantes de silicone – ainda que eles tivessem sido aprovados pela Food and Drug Administration (agência que regula alimentos e medicamentos nos EUA) em 2006, depois de serem retirados do mercado em 1992 enquanto a FDA avaliava se eram seguros. Depois de anos de litígio e estudos por um painel de especialistas, o gel de silicone foi considerado seguro, mas o estigma permaneceu.

 

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Muitas mulheres ainda temem “rupturas silenciosas”, isto é, rachaduras que são indetectáveis sem uma ressonância magnética, exame que pode custar milhares de dólares e geralmente não é coberto pelos convênios. Muitas mulheres também temem substâncias estranhas correndo por suas veias, com medo que elas causem doenças autoimunes ou câncer.

 

“Eu não gosto da ideia de não saber o que está dentro do meu corpo”, disse Miller, 38 anos. Um implante de solução salina também não a atraía – ela não queria sentir que tinha dois balões de água debaixo da blusa.

 

Então, em setembro, Miller fez o chamado Ideal Implant (Implante Ideal), que diz proporcionar uma “sensação natural, sem gel de silicone”. Os implantes, criados por um cirurgião plástico de Dallas, o dr. Robert Hamas, são feitos de solução salina. Mas, em vez de balançar, se curvar ou dobrar, como costuma acontecer com os implantes salinos, eles são tão macios quanto o gel.

 

“Eles ficaram bonitos. A sensação é natural”, disse Miller, que pagou cerca de US$ 7.000 (R$ 26.250) pelos implantes e um lift nos seios. “Eu gosto da forma como eles se encaixam nas minhas roupas. Estou muito feliz.”

 

Uma análise de 2014 na revista Archives of Plastic Surgery revelou que rupturas silenciosas ocorreram em 9% a 12% dos casos, oito anos após a implantação. A FDA aconselha que as mulheres que têm implantes de gel de silicone façam uma ressonância magnética três anos após a cirurgia, e depois disso a cada dois anos. Ao contrário do silicone, implantes salinos murcham quando há um vazamento, por isso é fácil saber se há algum problema.

 

Hamas vem trabalhando em seu produto desde 1992, logo após a moratória sobre o silicone. A ideia era descobrir uma maneira de impedir que a solução salina ficasse chacoalhando como um coquetel. Depois de muitas tentativas e erros, ele criou uma série de conchas de implante, sobrepostas como bonecas russas, e duas câmaras separadas que contêm a solução salina. Esta estrutura interna limita a movimentação da solução salina, enquanto sustenta as bordas do implante para evitar dobras.

 

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A empresa Ideal Implant Inc., inaugurada em 2006, é controlada por cerca de 120 cirurgiões plásticos elegíveis para o conselho, e obteve a aprovação da FDA em 2014. Os implantes foram disponibilizados para o público em setembro deste ano. Mais ou menos.

 

O Ideal Implant, que custa US$ 1.500 (R$ 5.620) por par além dos gastos cirúrgicos, um pouco mais caros do que para os implantes de silicone, só está disponível para os acionistas e para 45 médicos que o pesquisam para a FDA (nenhum dos quais tem qualquer participação financeira na empresa). Mas a demanda é bem maior que a oferta, por isso os médicos têm feito listas de espera das mulheres que querem o implante.

 

“Dez anos atrás, quando o Dr. Hamas me mostrou o projeto, achei que era uma boa ideia melhorar os implantes salinos, especialmente naquela época, quando era tudo o que tínhamos”, disse o Dr. James C. Grotting, cirurgião plástico de Birmingham, Alabama. “Eu não sabia que levaria tanto tempo.”

 

O Dr. Kevin Brenner, cirurgião plástico de Beverly Hills, Califórnia, que foi um dos pesquisadores originais da FDA, disse que tem pacientes esperando há cinco anos. “Aumentar os seios é uma decisão muito pessoal para a maioria das mulheres, e elas têm que se sentir confortáveis com o que coloco nelas”, disse ele. “Tanto a solução salina quanto o silicone têm vantagens e desvantagens. O Ideal Implant é melhor que os dois.”

 

Nem todo médico gosta da ideia. O Dr. Scot Glasberg, cirurgião plástico de Nova York e ex-presidente da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos, disse que recebeu telefonemas de meia dúzia de médicos preocupados com a comercialização do Ideal Implant.

 

“Ele sugere de uma forma indireta de que o silicone não é seguro”, disse. “Nós passamos muito tempo garantindo a segurança dos produtos de silicone. Nós odiaríamos ter uma situação em que qualquer pessoa, mesmo de uma forma remota, esteja tentando estabelecer que eles não são seguros.”

 

O Dr. Steven Teitelbaum, cirurgião plástico de Santa Monica e presidente da Sociedade de Cirurgiões Plásticos da Califórnia, nem sequer vê a necessidade de mais um implante salino. De acordo com a Sociedade Norte-Americana de Cirurgia Plástica Estética, em 2014, 20% dos implantes para aumentar os seios eram de solução salina.

 

“Ninguém chega pedindo solução salina, exceto mulheres que querem pagar menos ou colocar implantes enormes com incisões pequenas”, disse Teitelbaum. (Os implantes salinos podem ser inseridos pelo mamilo ou através de um corte na axila e depois inflados.) “O implante de solução salina nunca terá a mesma sensação de um implante de silicone.”

 

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Ele também se preocupa com os dados, ou a falta deles. A aprovação da FDA se baseou nos resultados iniciais de um estudo de dois anos, publicado na edição de setembro de 2012 do Aesthetic Surgery Journal. Hamas é um dos autores. Um estudo de dez anos com quase 500 mulheres de 18 a 67 anos, também realizado pela empresa, está em andamento e será concluído em 2019.

 

Por fim, Teitelbaum está incomodado com a falta de disponibilidade do implante. “Você não lança um produto se não tem ele pronto para enviar”, disse ele. “É um lançamento falso.”

 

Hamas afirma que sua empresa é pequena, o que explica a incapacidade de produzir o implante em grandes quantidades. Ele não teria conseguido abri-la sem os investimentos de outros médicos. E acredita que as mulheres estão preocupadas.

 

“Muitos cirurgiões plásticos dizem: ‘não se preocupe com o silicone, é aprovado pelo FDA’”, disse ele. “O FDA disse que o gel de silicone é seguro, mas as mulheres devem fazer uma ressonância magnética a cada dois anos, durante a vida toda, para ver se eles não se romperam, porque não dá para saber examinando uma paciente ou simplesmente olhando.”

CFM esclarece como médico pode usar internet e redes sociais para divulgar suas atividades

Fonte: CFM

 

Acesse a resolução completa aqui.

 

O Conselho Federal de Medicina (CFM) publica na próxima semana a Resolução nº 2.133/2015, que faz esclarecimentos sobre a divulgação e publicidade de assuntos médicos na internet e em canais das redes sociais. O texto, que altera apenas um ponto do anexo 1 da Resolução 1.974/2011, permite que os médicos publiquem nos seus perfis dados como sua especialidade, CRM, RQE, além do endereço e telefone do local onde atendem.

 

De acordo com o conselheiro Emmanuel Fortes Cavalcanti, 3º vice-presidente e coordenador do Departamento de Fiscalização do CFM, “a edição deste esclarecimento foi necessária por conta de entendimentos equivocados que surgiram após a edição da Resolução 2.126/2015, que fazia menção ao anexo modificado”, disse.

 

Este foi o único ponto alterado pela nova Resolução do CFM. Todos outros pontos que estavam previstos foram mantidos. Ou seja, os médicos continuam proibidos de distribuir e publicar em sites e canais de relacionados fotos tiradas com pacientes no momento de atendimento, como em consultas ou cirurgias.

 

Também não podem divulgar fotos, imagens ou áudios que caracterizem sensacionalismo, autopromoção ou concorrência desleal. Neste grupo, se enquadram as fotos conhecidas como “antes” e “depois”. Para o conselheiro Fortes, se trata de uma decisão que protege a privacidade e o anonimato inerentes ao ato médico e estimula o profissional a fazer uma permanente reflexão sobre seu papel na assistência aos pacientes.

 

O médico também não pode usar a internet para anunciar métodos ou técnicas não consideradas válidas cientificamente e não reconhecidas pelo CFM, conforme prevê a Lei nº 12.842/13, em seu artigo 7º, que atribui à autarquia o papel de definir o que é experimental e o que é aceito para a prática médica.

 

Entre outros pontos, também permanece sendo vedado ao médico anunciar especialidade/área de atuação não reconhecida, bem como especialidade/área de atuação para a qual não esteja qualificado e registrado junto aos Conselhos de Medicina. A restrição inclui ainda a divulgação de posse de títulos científicos que não possa comprovar e a indução do paciente a acreditar que o profissional está habilitado a tratar de um determinado sistema orgânico, órgão ou doença específica.

 

A norma não alterou pontos que proíbem a realização de consultas, diagnósticos ou prescrições por qualquer meio de comunicação de massa ou à distância, assim como expor a figura de paciente na divulgação de técnica, método ou resultado de tratamento.

 

O CFM manteve a orientação aos CRMs de investigar suspeitas de burla às normas contra a autopromoção por meio da colaboração do médico com outras pessoas ou empresas. Para o CFM, devem ser apurados – por meio de denúncias, ou não – a publicação de imagens do tipo “antes” e “depois” por não médicos, de modo reiterado e/ou sistemático, assim como a oferta de elogios a técnicas e aos resultados de procedimentos feitos por pacientes ou leigos, associando-os à ação de um profissional da Medicina. A comprovação de vínculo entre o autor das mensagens e o médico responsável pelo procedimento pode ser entendida como desrespeito à norma federal.

 

Segundo o conselheiro Emmanuel Fortes, ao observar os critérios definidos pelo CFM o médico estará valorizando uma conduta ética nas suas atividades profissionais, além de se proteger efetivamente de eventuais processos movidos por terceiros em busca de indenizações por danos materiais ou morais decorrentes de abusos.

 

“Considerando que a Medicina deve ser exercida com base em direitos previstos na Constituição Federal, como a inviolabilidade da vida privada e o respeito honra e à imagem pessoal, entendemos que as mudanças são importantes, pois oferecem parâmetro seguro aos médicos sobre a postura ética e legal adequada em sua relação com os pacientes e com a sociedade”, afirmou.

Veja 48 exercícios bons para sua saúde e que podem ser feitos em qualquer lugar

Encontrar tempo para ir à academia pode ser difícil para todos que não vivem, respiram e se alimentam de exercícios. Depois de um dia longo de trabalho muitas pessoas não se sentem motivadas a praticarem atividades. Infelizmente, elas ignoram planos de exercícios que são fáceis, de baixo custo e não exigem mais do que meia hora de dedicação. Bem, se você uma dessas pessoas, não há o que temer: estes 48 exercícios diferentes trazem benefícios importantes para sua saúde e seu corpo. Além disso, podem ser feitos até dentro do seu quarto.

 

O ideal é contar com um profissional de educação física para orientá-lo, sempre. Nem que seja para planejar como fazer estes 48 exercícios da melhor forma, até mesmo em treinos intervalados de alta intensidade. Isto não apenas diminuirá o tempo “gasto” na academia como também melhorará diversos marcadores de saúde. Queimará gordura, controlará a pressão sanguínea e, de acordo com estudos, ajudará a melhorar a saúde cardíaca em pessoas de todas as idades.

 

Lembre-se: orientação profissional é indispensável, assim como respeitar os limites de seu corpo. Comece devagar e evolua de acordo com sua capacidade, mas não deixe de praticar exercícios físicos!

 

Veja os exercícios abaixo:

 

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Fonte: Medical Daily

Entenda melhor o Transtorno Dismórfico Corporal

O blog da SBCP conversou com a psicóloga e doutora em cirurgia plástica pela UNIFESP Maria José Azevedo de Brito para compreender melhor esta doença grave, mas que tem cura.

 

O transtorno dismórfico corporal (TDC) é uma doença grave, mas tem cura. Esta condição psicológica é caracterizada pela preocupação exagerada com a aparência ou defeitos pequenos, muitas vezes imperceptíveis, mas que assumem dimensões muito grandes para a pessoa. A doença se manifesta em um comportamento compulsivo pela aparência e causa muito sofrimento.

 

Para a Dra. Maria José, psicóloga especialista no assunto, o tema é delicado. “O TDC não deve ser confundido com uma preocupação normal com a aparência. A fronteira é subjetiva e por isso é uma doença difícil de identificar”, avalia a psicóloga.

 

 

A origem deste transtorno é genética e neuroquímica, mas o ambiente em que a pessoa está inserida também tem influência importante, especialmente durante a infância e a adolescência, períodos em que o bullying infelizmente é comum.

 

De acordo com a especialista, o TDC é um produto mental deslocado para o corpo, ou seja, é sentido como um problema na aparência física, o que pode levar as pessoas que sofrem com a doença a procurar auxílio na cirurgia plástica, na dermatologia, academia e odontologia.

 

“Muitas vezes a pessoa deixa de sair de casa e de relacionar-se normalmente com outras pessoas. Em casos mais extremos pode cometer o suicídio, tal é o nível de sofrimento subjetivo”, pontua Maria José. Neste cenário, desejar ou realizar um procedimento para alterar a aparência pode se tornar uma obsessão.

 

Em estágios considerados leves e moderados a cirurgia plástica pode até servir como parte do tratamento para estes pacientes. Quando o caso é grave é preciso envolver, além de psicoterapia, também um psiquiatra. Além disso, em geral, a doença é associada a outras doenças, como a depressão e ansiedade social.

 

Uma forma de identificar o TDC é se perguntar se sua aparência incomoda muito. Você pensa no assunto mais do que três horas por dia? Você deixa de fazer coisas por causa da sua aparência? As respostas podem indicar uma tendência ou mesmo a presença da doença.

 

Doença moderna?
O crescimento das selfies e a pressão social cada vez maior para se encaixar em padrões de beleza irreais podem induzir ao pensamento de que a TDC é uma doença moderna. Entretanto, a doença foi descrita pela primeira vez pelo médico italiano Enrico Morselli em 1886.

 

“Podemos dizer que hoje em dia o culto ao corpo e a importância da imagem exarcebam os casos”, comenta a psicóloga.

 

A doença é difícil de identificar e os estudos sobre o assunto são raros no país, mas segundo a Dra. Maria José a prevalência de sintomas para TDC, em pessoas que procuram cirurgias plásticas no Brasil, pode chegar até 57%.

 

A melhor forma de combater e prevenir este distúrbio está justamente na aceitação do corpo e no fim da pressão para se encaixar em padrões estéticos ou sociais.

 

“Pais e professores devem coibir o bullying e ensinar o respeito pelos limites do corpo. Também é importante ressaltar a beleza natural das pessoas, da diversidade, e mostrar que as imagens que tanto as influenciam são irreais. Sobretudo, é fundamental não ter vergonha de falar sobre o assunto”, finaliza a psicóloga.

Exercícios: salvação para a menopausa

*Por Barbara Younger, no EmpowHER

 

Durante a montanha-russa da menopausa, caminhar era a salvação para mim. Minhas amigas da academia e eu usávamos a esteira enquanto discutíamos tudo – desde problemas nos relacionamentos, passando por notícias do mundo, até os últimos lançamentos do cinema. Eu também amava caminhar sozinha pela margem do rio Eno, perto de casa, na Carolina do Norte. Aproveitava a solidão enquanto observava as garças e pensava sobre meus projetos. Caminhar, sozinha ou acompanhada, ativava meu corpo e nutria meu espírito naqueles anos.

 

Mas será que o exercício físico realmente reduz os sintomas físicos da menopausa, como os fogachos, as transpirações noturnas e a insônia?

 

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Alguns estudos dizem que sim e outros afirmam que não há conclusões, mas os exercícios trazem benefícios quando o assunto é melhorar seu humor e reduzir ameaças potenciais à saúde. A Dra. Margery Gass, ex-diretora executiva da North American Menopause Society (NAMS), afirma que “exercícios também ajudam a reduzir os riscos comuns a esta época da vida: doenças do coração, diabetes e osteoporose. Ser sedentário é, para a NAMS, tão ruim quanto ter níveis ruins de colesterol ou risco de doenças cardíacas”.

 

“Quando você está lutando contra os sintomas da menopausa, como problemas para dormir ou alterações de humor, a última coisa que você quer é sair do sofá”, afirma a escritora Regina Boyle, antes de completar: “Mas fazer uma atividade pode ajudar a aliviar o tédio que você sente hoje e a combater os riscos da pós-menopausa que você pode enfrentar no futuro”, completa Boyle.

 

Especialistas recomendam que as mulheres participem em três tipos de atividades físicas:

 

- Exercícios aeróbicos, como caminhar, correr, nadar e dançar;
- Treinos de força que aumentem a massa muscular, como levantar pesos, usar faixas de resistência e aparelhos de musculação;
- Exercícios que promovam a flexibilidade e o equilíbrio, como yoga e Tai Chi.

 

E o temido ganho de peso na menopausa? De acordo com o site WebMD, estudos com animais mostram que o estrogênio ajuda a controlar o peso corporal. Com níveis deste hormônio baixos, os animais tendem a comer mais e ser menos ativos fisicamente. A redução do estrogênio também pode desacelerar o metabolismo, diminuindo o ritmo em que o corpo converte energia acumulada em energia utilizada. Os exercícios não apenas queimam calorias e aceleram o metabolismo, mas também amenizam problemas de humor, como a irritabilidade e a ansiedade, que podem levar as pessoas a comerem exageradamente.

 

Os sintomas emocionais e físicos da menopausa não me afetam mais, mas os exercícios continuam a ser uma parte feliz e revigorante da minha semana. Alguns dias eu luto contra a tentação de ficar no sofá, mas é só amarrar os cadarços dos meus tênis que fico imediatamente pronta para mandar ver. O Dr. Neil Resnick, diretor associado do Instituto de Envelhecimento da Univerisdade de Pittsburgh, afirma: “As pessoas procuram o segredo para uma vida longa e saudável há milênios quando, na verdade, a intervenção mais poderosa é o exercício físico”.

 

Com informações do EmpowHER. Leia o artigo original aqui.
Crédito da imagem: Diabetes Care via Compfight cc

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