Manaus recebe o 1º Mutirão de Cirurgias Plásticas de reconstrução mamária e reparadoras pós-bariátrica.

Por Wal Lima

Cirurgiões plásticos do Pará, Minas Gerais e São Paulo estão em Manaus, desde ontem, para o 1º Mutirão de Cirurgia Plástica Reparadora e Reconstrutiva destinado à pacientes carentes que estão à espera dessas cirurgias pelo SUS em Manaus. A ação, que está sendo realizada pela primeira vez no Amazonas, é promovida pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) com apoio da diretoria de Ação Social e a Fundação Instituto Para o Desenvolvimento do Ensino e Ação Humanitária (Ideah), que contempla dez pacientes com cirurgias reparadoras de reconstrução mamária e pós-bariátrica, com atendimentos realizados na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon) e no Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV).

O presidente Regional da SBCP, Renato Gallo, explica que a ação que já percorreu outros quatro estados do País. Para ele, a ação é gratificante porque resgata a vontade de viver das pacientes que antes sofriam com baixa autoestima. “Existe uma grande tendência das pessoas em imaginarem que cirurgia plástica é somente voltada para o campo estético, quando na verdade, ela vai muito além e estamos provando isto com este mutirão, cumprindo nosso objetivo, ajudando estas pessoas”, afirmou o médico. Renato Gallo afirma que, no Amazonas, o mutirão de cirurgias vai contar com o apoio dos 30 cirurgiões plásticos do Estados dos associados à SBCP. “Queremos ajudar a minimizar as filas e demoras nos atendimentos do SUS, tanto que as pacientes participantes foram chamadas por conta do grau de complexabilidade de suas cirurgias, que chegam a durar até cinco horas”, ressaltou o representante da SBCP, destacando que a ação pode voltar ocorrer no Amazonas por conta da parceria com a entidade.

Quantos aos procedimentos pós-bariátrica, o doutor Luiz Carlos de Lima, responsável pelo gerenciamento de atenção à saúde do HUGV, explica que, após a retirada de gordura por meio de cirurgia bariátrica, cada paciente deve retornar para um novo procedimento cirúrgico por pelo menos quatro os cinco vez, para remover o excesso de pele. Ele também conta que a ação de cirurgias vai envolver todos os alunos de medicina e residentes da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), que prestam serviços no hospital universitário, promovendo ainda um intercâmbio, já que o evento conta com profissionais de várias localidades do País.

A troca de conhecimentos também foi destacada pelo cirurgião plástico responsável pela ação na FCecon, Roberto Pereira. Para ele, poder atuar ao lado de cirurgiões de  localidades como Porto Alegre, do Pará e Minas Gerais é poder fazer uso do que tem de melhor em material humano, agregando valores profissionais para ambos os profissionais.

Mutirão de cirurgias plásticas da SBCP começou ontem em Manaus e está sendo realizado na Fundação Cecon e no Hospital Universitário Getúlio Vargas.

Auxiliadora venceu um câncer de mama e passou por cirurgia de reconstrução.

CONGRESSO

Victor Adissi, diretor nacional da ação, que acompanhou outros mutirões de cirurgias da SBCP pelo País, ressalta que a cidade de Manaus chegou a ser estudada antes da realização do evento, pois, além dos atendimentos, a capital também será sede do Congresso Norte-Nordeste de Cirurgia Plástica, que começa hoje.

Personagem

Auxiliadora Lima de Souza
Ex-paciente

Em 2011, após um autoexame, a dona de casa Auxiliadora Lima de Souza, 52, descobriu que tinha um nódulo na mama. Ele teve que passar pelo procedimento de retirada total da mama afetada, mas passou pelo procedimento de reconstrução. “Fui para um especialista em Mastologia e posteriormente fiquei fazendo acompanhamentos.

No início  ele era benigno, mas em 2015, quando fui encaminhada do Hospital  Universitário Getúlio Vargas (HUGV) para a Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), identificaram em um dos meus retornos a existência de um nódulo maligno e, para a prevenção da minha saúde, a melhor escolha foi pela retirada total da mama, seguida da reconstrução mamária”, relata a ex-paciente.

“Foi tudo muito rápido, mas creio que minha recuperação total, o que inclui o lado emocional, contou muito o fato de terem realizado a reconstituição da minha mama, porque, se tivesse sido o contrário, não sei como poderia ter sido. Até porque, nós, mulheres, temos nossos seios como um símbolo da nossa feminilidade, é algo nosso”, afirma Auxiliadora Lima.

 

Fonte: Jornal A Crítica – 26/09/2019

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