Cinco Cirurgiões Plásticos associados da SBCP seguem no combate contra a Covid-19 e relatam seus desafios e a emoção de salvar vidas neste momento

Por LEILA VIEIRA

Estar na linha de frente contra a Covid-19 tem sido desafiador para médicos, enfermeiros e toda a equipe de saúde que precisa ser acionada para salvar vidas. Nesta batalha contra a doença, o papel do cirurgião plástico também tem sido fundamental. Para ressaltar a importância da especialista, a Plastiko’s conversou com cinco cirurgiões plásticos, associados da SBCP, que seguem atuando na linha de frente de hospitais do estado de São Paulo. Em meio à rotina intensa que vivem hoje, eles reservaram um tempinho para relatar quais os desafios e as experiências que têm vivido durante o atendimento em meio à pandemia.

“Quando começaram os rumores da presença da covid-19 no País, eu decidi que queria participar de forma direta no combate à doença”. O cirurgião plástico Johnny Aldunate atende hoje os pacientes com a doença em dois hospitais de São Paulo: no Hospital de Campanha do Anhembi, na capital paulista, e no Hospital Municipal Antônio Giglio, em Osasco. Entre os desafios enfrentados, o profissional destaca o medo e a saudade de manter contato com os familiares.

Conviver com os hospitais superlotados e com as evoluções da doença, reforça Aldunate, provoca uma mistura de sentimentos no cirurgião. “Conhecemos o quão grave a doença pode evoluir e observamos colegas contraindo a infecção. Uns dias são tranquilos, outros desgastantes ao extremo, mas saber que fiz a diferença me deixa com um sentimento de recompensa indescritível”, afirma.

Outro especialista que segue na linha de frente é o cirurgião plástico Rodolfo Lobato, que atua na UTI do Hospital das Clínicas de São Paulo e segue realizando cirurgias ortopédicas na Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), também na capital paulista. Em casos mais urgentes, esses procedimentos de reconstrução foram mantidos mesmo durante a pandemia.

Longe da família há mais de dois meses, o cirurgião plástico conta que vivenciar esse cenário tem sido muito motivador no âmbito profissional principalmente porque esse esforço faz a diferença entre os pacientes que estão na luta pela recuperação. “Temos visto, nas UTIs dos hospitais públicos, um número cada vez maior de casos. Então, quanto mais pessoas ajudar, mais vidas serão salvas e mais rápido vamos resolver essa situação. Sairemos dessa mais fortes!”, acredita.

Para o cirurgião plástico Fernando de Freitas, o maior desafio no enfrentamento à pandemia é o receio de ser contaminado e a angústia de ver tantos pacientes graves. Ele atua na UTI do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) no suporte a pacientes graves que contraíram a covid-19. Trabalhar na linha de frente, destaca, é estressante para o profissional de saúde e, muitas vezes, a sobrecarga nos plantões e os longos períodos utilizando os equipamentos de segurança individual (EPI) aumentam o cansaço e chegam a machucar a pele dos especialistas. “Tenho a chance de contribuir de contribuir diretamente na conscientização, cuidado e atenção aos pacientes. No fim, apesar das dificuldades, fica a sensação de dever cumprido”, observa Freitas.

Leia a matéria na íntegra na Edição Especial de Plastiko’s

MATÉRIA COMPLETA

Visite o site oficial da SBCP