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Cirurgia plástica que salva vidas

By | Destaque

A frente da equipe de cirurgia plástica que participou da inédita e histórica cirurgia de separação de gêmeos siameses craniópagos no fim de outubro, o Dr. Jayme Adriano Farina Junior explicou como foi o processo e a importância da especialidade para que as operações obtivessem sucesso.

Após receber o contato do professor de neurocirurgia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, Dr. Hélio Machado, explicando o caso das gêmeas siamesas craniópagas (nascidas unidas pelo topo do crânio) Maria Ysabelle e Maria Ysadora, o Dr. Farina começou a estudar os casos similares já conhecidos da medicina e como foram realizados esses procedimentos no mundo. “Ele pediu inclusive, que prestasse mais atenção no último caso separado pelo Dr. Goodrich que foi lá nos Estados Unidos, fazia um ano e meio”. James Goodrich é o neurocirurgião do The Children’s Hospital at Montefiore (Hospital Infantil de Montefiore, em Nova Iorque (EUA), amigo de Hélio Machado e que já operou casos semelhantes.

Ele conta que, além de estudos de casos, conversou com o cirurgião plástico da equipe do Dr. Goodrich para só depois começar os preparativos para iniciar o processo de separação: “E então nós começamos a planejar tudo isso com uma equipe multiprofissional, multidisciplinar, interdisciplinar e os planejamentos foram ficando cada vez mais elaborados. Até que resolvermos fazer a primeira cirurgia”.

A primeira cirurgia foi no dia 19 de fevereiro deste ano e envolveu a equipe de neurocirurgia e cirurgia plástica, composta pelos Drs. Jayme Farina Jr, Pedro Coltro, Marcelo Félix, Carlos Fagotti e, ainda, médicos residentes da especialidade, que trabalharam em conjunto com uma equipe multidisciplinar composta por cerca de 40 profissionais, entre neurocirurgiões, radiologistas, anestesistas, pediatras, intensivistas , fisiatras, enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas, profissionais da física médica  e dentistas. Tudo foi calculado em detalhes. O Dr. Farina explicou que antes da cirurgia, foi feito um planejamento com modelos tridimensionais feitos pelo pessoal da física médica do campus da FMRP-USP.

“Nessa primeira cirurgia foi feita uma janela de osso, frontal, a cirurgia plástica entrou primeiro, nós sempre entrávamos primeiro, fazíamos a abertura, a neurocirurgia fazia a ligadura dos vasos no cérebro e depois fechávamos”, explica o cirurgião plástico. “Foi feita a retirada de parte do osso e uma ligadura dos vasos sanguíneos em cerca de 25% do total dos vasos ligados. Fizemos uma incisão parcial, para que não houvesse muito sangramento. Em todas as etapas, nós abrimos parte só o suficiente para a neurocirurgia poder operar”.

Passados três meses da primeira cirurgia, após o êxito do procedimento, foi realizada a segunda cirurgia para continuar o que havia sido começado na primeira cirurgia. “no dia 9 de maio, fizemos a mesma coisa, mas, abrimos em outro setor das cabeças dando continuidade com a incisão anterior que nós tínhamos feito, e, mais um quarto do cérebro teve os seus vasos ligados”. No dia 04 de agosto, aconteceu a terceira cirurgia, similar entre as duas anteriores, também bons resultados.

A quarta cirurgia aconteceu vinte dias depois. “Foi no dia 24 de agosto e somente a cirurgia plástica operou.  Nós colocamos quatro expansores de pele: dois de 300ml e dois de 100ml. Foram dois da marca Silimed e dois da marca Eurosilicone, foram doados. A maioria das tecnologias usadas nessas meninas foram doadas”, diz o Dr. Farina. A expansão de tecido permite ao corpo “criar” pele extra para o uso na reconstrução em quase todas as partes do corpo. Neste caso, a pele seria usada para cobrir as cabeças das irmãs após a separação total, que na última cirurgia.

Em 27 de outubro, com grande expectativa de toda a equipe de mais de 40 médicos, foi realizada a quinta e última cirurgia, que contou com a vinda dos norte-americanos James Goodrich e o cirurgião plástico craniofacial de sua equipe, Oren Tepper, do Hospital Infantil de Montefiore, de Nova Iorque.   Desta vez, a cirurgia que já era complexa, trouxe novos desafios, como explica o Dr. Farina: “reabrimos a parte da incisão, a neurocirurgia ressecou uma grande quantidade de osso e nos entregou.  Tínhamos uma sala paralela onde nós, cirurgiões plásticos, trabalhávamos concomitantemente. Contamos com a participação do Dr. Oren Tepper, que nos deu uma ajuda muito grande. Enquanto a neurocirurgia desligava os vasos sanguíneos restantes, que era, vamos dizer assim, o último quarto de vasos sanguíneos, os últimos 25% que ainda estavam ligados, nós na sala ao lado, fazíamos a separação dos ossos que eles vinham nos entregando”.

Os ossos eram divididos para que de um osso virassem dois com a mesma superfície. “Um osso era dividido como se pegasse uma placa e a dividisse no meio no sentido de que duas placas ficassem com a mesma superfície: mais fina, mas com a mesma superfície. Para que? Para que o osso fosse para cada criança no final e fechasse o topo do crânio das meninas”, relembra o especialista. Foram mais de seis horas dividindo os ossos, enquanto elas iam sendo operadas na outra sala. “Depois essas meninas foram viradas, na última etapa, nós entramos novamente, fizemos a abertura do que restava dos retalhos de pele e recebemos o restante de todo osso e, novamente nós fomos para a sala ao lado fazer essas divisões dos ossos e já começamos também a unir esses ossos. Estávamos em uma sala vazia onde vários cirurgiões plásticos, com a ajuda de alguns colegas, também da neurocirurgia, se eu não me engano, residentes da neurocirurgia, nos ajudaram a fazer a fusão dos ossos. E nós fazíamos isso com placas absorvíveis de osteossíntese”, relembra o Dr. Farina.

O médico descreve que eles montaram uma espécie de abóbada, um mosaico de ossos. Depois de realizada essa montagem óssea, eles ficaram esperando a separação final das cabeças, ocorrida às 21h10 do sábado 27 de outubro. “O que aconteceu então? As meninas foram separadas. Elas estavam em duas mesas cirúrgicas: uma acoplada a outra.  Após a separação, uma mesa foi para um lado da sala e a outra mesa foi para. Após os neurocirurgiões fecharam as meninges de cada menina (uma membrana que cobre o cérebro), nós trouxemos da sala ao lado aquelas abóbadas cranianas que nós tínhamos pré-moldado, tampamos o topo das cabeças das meninas, utilizando uma cola de fibrina”. A cola de fibrina é um selante natural feito do plasma, componente sanguíneo e que não oferece contraindicação.

Depois de fechar o topo das cabeças das irmãs com os ossos, foram colocados os retalhos de pele, finalizando a cirurgia. No total, foram 21 horas de cirurgia. “Elas estão agora se recuperando na terapia intensiva, têm evoluído bem, recuperando a motricidade a cada dia. Claro, que tem pequenos procedimentos que ainda faltam ser realizados, ainda falta, por exemplo, fazer uma enxertia de pele na região da nuca da Ysabelle. A Ysadora teve pele suficiente para fechar tudo”, comemora o Dr. Farina.

Ao ser questionado sobre a satisfação de participar deste tipo de cirurgia, com resultados positivos, ele analisa que essa é a essência da cirurgia plástica: salvar vidas. “Neste caso, se não tivesse havido a intervenção conjunta da cirurgia plástica com a neurocirurgia, não teria como ter fechado a ferida complexa que era a exposição do cérebro das duas meninas. Elas não teriam como sobreviver. Poderia ter havido a separação, mas, sem o fechamento da ferida complexa, não teria havido sobrevida”.

Dr. Jayme Farina, que é Professor Doutor do Departamento de Cirurgia e Anatomia da FMRP-USP, Chefe da Divisão de Cirurgia Plástica do HCFMRP-USP, Diretor da Unidade de Queimados do HCFMRP-USP e Coordenador do Setor de Microcirurgia Reconstrutiva da Divisão de Cirurgia Plástica do Hospital das Clínicas da FMRP-USP, ressalta esse papel da cirurgia plástica salvadora de vidas, também. “Geralmente a mídia aborda a cirurgia plástica somente no lado da estética. Agora, no serviço universitário, a gente vive uma outra realidade. A gente vive uma realidade da cirurgia plástica salvadora de vidas, aquela que salva amputações, aquela cirurgia que reconstitui anomalias congênitas, faz reparações, além de cirurgia estética, que, no nosso caso, também fazemos cirurgia estética para ensinar aos residentes”, enfatiza o professor. “As cirurgias dos queimados, por exemplo, é uma cirurgia que a [cirurgia] plástica faz para para reparar tecidos específicos, e, com isso, salvar vidas”, conclui.

Cuidados devem se tomados ao fazer cirurgia plástica; veja quais

By | Destaque, Notícias

Por Bom Dia Minas — Belo Horizonte

É preciso tomar alguns cuidados, principalmente no pós-operatório, ao realizar qualquer tipo de cirurgia plástica. Eles devem começar antes mesmo de fazer uma cirurgia. Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Alexandre Meira, a primeira coisa que a pessoa deve saber antes de qualquer decisão é saber escolher o profissional que irá fazer a cirurgia, ele deve ser especialista na área. Ele precisa ter registro de qualificação de especialidade, que pode ser consultado no site do Conselho Regional de Medicina.

Livro que aborda o Transtorno Dismórfico Corporal será lançado em novembro

By | Notícias

“Transtorno Dismórfico Corporal – A mente que mente” busca apresentar o histórico do TDC, como identificar, neuroanatomia, preocupações dismórficas corporais no contexto da cirurgia plástica, dermatologia, endocrinologia, nutrição clínica e estética, odontologia e ortopedia. Inclui, também, como deve ser realizado a avaliação do transtorno, bem como o planejamento do tratamento.

Escrito pela psicóloga Maria José Azevedo de Brito Rocha, o psiquiatra Táki Athanássios Cordás e a cirurgiã plástica Lydia Masako Ferreira, com o prefácio do presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica biênio 2018/2019, Níveo Steffen, o lançamento da obra será dia 30 de novembro, às 19 horas na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo.

Leia abaixo o texto de uma das autoras sobre o livro:

Transtorno Dismórfico Corporal – O desencontro entre mente e corpo

O transtorno dismórfico corporal (TDC) é a condição neuropsiquiátrica mais relevante para o aumento de tratamentos médicos com a aparência, num contexto sociocultural que valoriza a atratividade.

Não obstante, o belo pode ter sentidos diferentes para o cirurgião plástico e para um paciente com TDC. Para o cirurgião, que está preso à técnica, o belo pode ter um sentido real, enquanto para o paciente com TDC o sentido é imaginário. Ele busca a normalidade, quer pertencer a um padrão, ainda que a sua demanda seja imaginária; e o
médico tem a obrigação ética de conhecer e oferecer o “normal”. Ou seja, existe um limite para ambos – nem sempre é possível melhorar.

Por isso, é muito importante que a triagem e a avaliação de risco do TDC, como um checklist, seja criteriosamente identificado no pré-operatório de um procedimento em cirurgia plástica. Cerca de 80% dos cirurgiões identificam o TDC apenas após a cirurgia, uma vez que, muitos desses pacientes, são funcionais e têm um discurso adaptado e adequado à realidade que buscam modificar.

Ser portador de TDC, dentro de um espectro leve a moderado, não é critério de exclusão para um procedimento estético e/ou cirúrgico. Por isso, o tratamento do TDC transita necessariamente por uma equipe multiprofissional.

O TDC revela em sua condição um estigma, quando comparado a outros transtornos mentais, e é facilmente banalizado por confundir-se com vaidade e aparente futilidade. Ou, subestimado, por profissionais da saúde mental, ao ser confundido como mera apresentação clínica de outros transtornos mentais. Por isso, a maioria dos pacientes
sente vergonha e prefere não falar sobre seus sintomas.

Espera-se assim que o livro “Transtorno Dismórfico Corporal – A mente que mente” possa encorajar pacientes e profissionais de saúde, que, respectivamente, sofrem e lidam com o TDC, a procurar e adotar melhores estratégias de tratamento.

Maria José Azevedo de Brito

Cirurgia Plástica: desconfie de propagandas ostensivas

By | Sem categoria

Secretário da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica afirma que há inversão de valores, promovida por mídias sociais

Por Renata Reis, Gazeta de Limeira

A morte da bancária Lilian Calixto (46), na semana passada, após um procedimento estético em um apartamento na
Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, levanta uma série de questionamentos e deve chamar a atenção principalmente daqueles que querem mudar o corpo a qualquer custo.

A situação remete à reflexão, em primeiro lugar, sobre a perda de uma vida, atraída por ostensiva publicidade nas redes sociais, por um médico conhecido como “Dr. Bumbum”, que não era especialista e realizou o procedimento, com substância perigosa, em local inadequado. O PMMA (polimetilmetacrilato) usado causou complicações em pelo menos 17 mil em São Paulo, apenas em 2016,
estima uma pesquisa.

1 – Ganhou repercussão o caso da mulher que morreu após aplicação de polimetilmetacrilato (PMMA). Que substância é esta? Quantas outras pessoas Brasil afora o sr acredita que se arriscam com produtos como este?

R: Polimetilmetacrilato é um polímero sintético, grosso modo, microesferas de acrílico, que a despeito dos múltiplos alertas científicos da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e Conselho Federal de Medicina (CFM), ainda segue sendo comercializado com aval da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Pesquisa bioestatística realizado pela Regional SP da SBCP, em 2016, restou estimado que 17mil pacientes apresentaram complicações advindas da utilização de PMMA. O baixo custo do produto, é fomento de utilização do produto, sobretudo em grandes volumes.

2 – Como a classe vê a exposição e facilitação dos procedimentos estéticos por meio das redes sociais? O “dr. Bumbum” tinha milhares e milhares de seguidores e atraiu a atenção da paciente que morreu.

R: É lamentável que ocorra uma tragédia de tamanha monta, uma vida ceifada (como o caso que vitimou paciente, amplamente divulgado pela imprensa esta semana no Rio de Janeiro), para que a sociedade e os órgãos oficiais investidos de poderes para fiscalização da medicina, se sensibilizem e despertem para a periculosidade de abusos de publicidade detratamentos estéticos, sobretudo em mídias sociais. Embora a publicidade médica seja regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina (Resoluções CFM nº 1974/2011 e 2126/2015), oportunistas se valem da má fiscalização, e se apresentem de modo midiático e teatral, promovendo tratamentos estéticos de modo comercial, onde desavisados pacientes se tornam mero objeto de mercancia. Via de regra, estes profissionais aéticos, se apresentam como de capacidade e condutas ilibadas, verdadeiramente vendendo resultados ilusórios. Agrava-se o fato de muitos destes profissionais de saúde, entre eles médicos, não possuírem qualificação (formação) atestados por Título de Especialista outorgado pela Associação Médica Brasileira (AMB), Conselho Federal de Medicina (CFM), Ministério da Educação, e Sociedades de Especialidade, no caso a Dermatologia (Sociedade Brasileira de Dermatologia) e Cirurgia Plástica (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

Há uma inversão de valores, promovida por mídias sociais. Um médico não é admirado e procurado por sua competência científica, capacidade técnica, qualificação profissional e respeitabilidade, mas sim pelo número de “likes” e seguidores de suas mídias sociais. É preciso repensar este comportamento social, em prol da segurança da população.

3 – É verdade que as selfies fez aumentar a procura por procedimentos estéticos no rosto?

R: Evidente que estamos aqui a falar conjecturalmente, posto que não existem  análises estatísticas que atestem este comportamento. Entretanto, a prática médica, em áreas estéticas, demonstra que este comportamento social de “ditadura da beleza” que estamos vivendo, tem trazido impacto no comportamento psico-social de muitos pacientes. Muitos chegam ao consultório de cirurgiões plásticos acreditando que tratamentos médicos se assemelham a transformações mágicas. Outras vezes, a distorção de análise de sua imagem, calcada em “selfies” geram angústia e ansiedade extremas, e como todo radicalismo, culmina em obsessão e transtornos maiores, via de regra difíceis de serem atendidos em tratamentos estéticos (cirúrgicos ou não).

É importante que se diga que tratamentos estéticos cientificamente reconhecidos, e de atuação da cirurgia plástica e dermatologia, pendem de um diagnóstico e conduta médica, como em toda a medicina. O conceito de saúde, preconizado pela Organização Social de Saúde é “um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente ausência de afecções e enfermidades”.

Assim, não se pode admitir a banalização de tratamentos estéticos reconhecidos, como se fossem frivolidades.

4 – Quais os procedimentos estéticos mais procurados entre as mulheres e entre os homens atualmente?

R: Os procedimentos estéticos podem ser cirúrgicos, minimamente invasivos, ou clínicos. Os cirúrgicos mais realizados no Brasil atualmente são os implantes mamários (próteses de silicone), lipoaspiração e rinoplastias. Com o desenvolvimento de técnicas minimamente invasivas (toxina botulínica, preenchedores faciais com ácido hialurônico, fios e técnicas de suspensão facial) as cirurgias de rejuvenescimento facial foram proteladas, embora seus resultados ainda sejam os mais notáveis e duráveis. Os tratamentos clínicos são de amplo arsenal, com o avanço tecnológico dos cosméticos e cosmecêuticos.

“Nunca se deixar levar por modismos ou mídias sociais. Desconfie de publicidade ostensiva”.

Dênis Calazans
Secretário da SBCP

5 – Qual é o passo a passo correto e seguro desde o momento em que uma pessoa decide passar por um procedimento estético até a efetiva realização? (como é feita avaliação inicial, quais exames são feitos, quais cuidados preparatórios e ambiente adequado para os procedimentos)

R: Reiteradamente a SBCP se pronuncia sobre estas recomendações.

A primeira e mais importante: sempre buscar um profissional qualificado, um médico portador de Título de Especialista (nos moldes já ditos, na resposta da pergunta 2), membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e/ou Sociedade Brasileira de Dermatologia. Embora estes médicos possuam características profissionais personalíssimas, o Título de Especialista lhes assegura formação, capacitação e habilitação para práticas médicas seguras e reconhecidas cientificamente. Estes médicos terão competência para identificar, diagnosticar e indicar a melhor conduta para cada caso.

Segundo: nunca se deixar levar por modismos ou mídias sociais. Desconfie de publicidade ostensiva de médicos ou profissionais da área de saúde, sobretudo os grupos de whatsapp, instagram e facebook, de pessoas que publicam reiterados elogios e fotos de resultados cirúrgicos de determinado profissional. Atrás destas publicações, via de regra, se escondem profissionais aéticos, tecnicamente sofríveis, ávidos por angariar pacientes por puro interesse financeiro, e que se valem destes artifícios de imposição profissional, que findam sendo verdadeiras armadilhas para desavisados pacientes.

Terceiro: verificar as condições sanitárias e recursos onde tratamentos serão realizados. Qualquer procedimento invasivo deve ser realizado em estabelecimentos de saúde com as devidas licenças sanitárias, e preparados para eventuais emergências. Um exemplo típico de irregularidade e periculosidade são as lipoaspirações realizadas em consultórios de profissionais de saúde.

Quarto: seguir criteriosamente as recomendações médicas, e a manutenção de canais de comunicação com o médico assistente a fim de dirimir dúvidas e/ou relatar ocorrências não previstas.

6 – Quando uma pessoa decide submeter-se a um procedimento estético, o que deve ser ponderado, pois o que se vê, muitas vezes, é a necessidade de ficar “belo” a qualquer custo.

R: Um médico qualificado saberá identificar os comportamentos obsessivos de pacientes que esperam muito mais do que a técnica empregada possa lhes oferecer. Estes pacientes devem ser cuidadosamente trabalhados antes da decisão por determinado tratamento, a fim de que a expectativa exacerbada não seja um problema de frustração posterior, agravando ainda mais a percepção de insatisfação inicial.

7 – Quais os riscos da realização de um procedimento estético por um médico que não tenha formação em cirurgia plástica? É crescente invasão da especialidade por não especialistas?

R: O Brasil vive atualmente um preocupante e silente movimento. O número excessivo de escolas médicas entregando ao mercado aproximadamente 27.000 médicos por ano.

A medicina avançou, se aprimorou tecnológica e cientificamente, entretanto seguimos (os médicos) regidos por uma Lei Federal de 1957, em que outorga a médicos, recém formados ou não, direito de atuar em qualquer área da medicina, como se tivesse em seu diploma um mandado ilimitado. É um desalinho inimaginável tão grande, que seria o mesmo que alguém permitir um competente ginecologista realizar uma cirurgia cardíaca, ou uma neurocirurgia. Como a estética é um atrativo financeiro, muitos incautos profissionais se apresentam “travestidos” de dermatologistas e cirurgiões plásticos, promovendo barbáries como as noticiadas pela imprensa esta semana no Rio de Janeiro.

A SBCP sempre primou pela excelência na qualificação e formação dos cirurgiões plásticos brasileiros, motivo pelo qual a Cirurgia Plástica brasileira é cientificamente respeitada mundialmente por sua excelência e produção científica. Desta forma, desde 2012 que a SBCP protesta formalmente junto ao Conselho Federal de Medicina e Poder Legislativo, a edição de normas legais que assegurem o exercício de especialidades de alta complexidade (exemplo: Cirurgia Cardíaca, Neurocirurgia, Cirurgia Plástica, e outras que demandem mais de 5 anos de especialização) exclusivamente aos portadores de Título de Especialista na área.

Não bastasse os médicos aventureiros, que realizam tratamentos estéticos sema devida qualificação, outros profissionais da saúde se arvoraram ao direito de mesmas práticas. Com o respeito que devotamos a outras áreas da saúde, entendemos que atos médicos devem ser realizados por médicos, assim como cada profissional, em sua área para qual se formou academicamente. O problema tomou proporções tão preocupantes, que após esgotadas as tentativas diplomáticas e conciliadoras de sensibilizar estas classes profissionais, só nos restou a Judicialização da questão, a fim de garantir a segurança da população. Em recente decisão da Justiça Federal do Estado do Rio Grande do Norte, reafirmada por instâncias superiores (Tribunal Regional Federal e Superior Tribunal de Justiça), ficou determinado (por força liminar) a suspensão de normativa que outorgava poderes de realização de toxina botulínica e preenchedores faciais, por odontólogos.

8 – Por meio de quais canais é possível obter esclarecimentos seguros,
inclusive sobre os profissionais?

R: Portais de internet dos Conselhos Regionais de Medicina (www.cremesp.org.br); Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (www.cirurgiaplastica.org.br); Sociedade Brasileira de Dermatoloia (www.sbd.org.br).

Dr. Dênis Calazans
Secretário

O Mestre escreve…

By | Notícias

Por Francesco Mazzarone

Em quase 30 anos acompanhando a formação de novos cirurgiões plásticos, consigo perceber algumas regras básicas para que esta formação seja mais adequada. Em primeiro lugar, observar a experiência de quem estiver na preceptoria. Respeitar não só a ancianidade, mas também o conhecimento adquirido com a vivência.

Em seguida, respeitar o ambiente de trabalho e, sobretudo, os pacientes. Durante a formação, provavelmente haverá alguma divergência em relação às rotinas e condutas que naturalmente tenham sido adquiridas nos serviços de origem. Porém, lembrar que observar e seguir a conduta de onde está  ocorrendo a formação é muito importante, afinal de contas este será seu “porto seguro”, pois somente desta forma em situações adversas ou de conflito qualquer colega poderá auxiliar a resolver o problema.

Deve-se aproveitar o máximo possível nas aulas teóricas, principalmente, observando todo e qualquer detalhe que possa vir auxiliar durante o treinamento prático.

Outro detalhe importante é de não se ter pressa, de querer operar logo, uma vez que a observação das dificuldades dos colegas veteranos irá auxiliar o aprendizado da prática cirurgia.

Também deve lembrar-se de ser humilde o suficiente para reconhecer seus próprios erros e aceitar ajuda sem se fazer de arrogante, afinal, o que está em jogo é o bem estar do paciente. Não é raro que, por medo ou vergonha, alguns jovens tentem esconder seu insucesso, porém, aqui se deve deixar a vaidade de lado e respeitar o bem estar do paciente.

Quando existe um grupo de médicos muito heterogêneo, existe uma maior diversidade de relacionamento, e desse modo, a inter-relação deve sim ser aprimorada mais rápido possível, de modo a poder se conviver com tranquilidade e harmonia.

Por fim, saber reconhecer as próprias limitações e manter cordialidade entre os colegas respeitando a hierarquia.

Fonte: Revista Plastiko’s, ed. 215 – Abr/Mai/Jun 2018

Francesco Mazzarone

Mestre em Avaliação pela Fundação Cesgranrio. Pós-Graduação em Cirurgia Plástica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1988) sob Orientação do Prof. Ivo Pitanguy, Graduação em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1982). Atualmente é presidente do Instituto Ivo Pitanguy e coordenador do curso de pós-graduação em cirurgia plástica da PUC-RJ. Membro da banca examinadora do Instituto Ivo Pitanguy, membro titular da Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, membro efetivo da Associação dos Ex Alunos do Prof. Ivo Pitanguy (AExPI), membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, membro titular da Federação Ibero Latino-americana de Cirurgia Plástica e Reconstrutora e cirurgião plástico do Instituto Ivo Pitanguy.

Cirurgia de Enxaqueca

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Por Dr. Paolo Rubez Rocha

Ano de 1999, na cidade de Cleveland nos Estados Unidos da América, quando algumas pacientes do Dr. Bahman Guyuron, professor emérito de cirurgia plástica da Case Western University, relataram espontaneamente a ele que apresentaram melhora dos quadros de enxaqueca (migrânea) após serem submetidas à cirurgia estética de videoendoscopia para o terço superior da face.

Estes relatos o motivaram a pesquisar se este fenômeno era uma coincidência ou se de fato havia alguma associação. O primeiro trabalho que se seguiu foi um estudo retrospectivo com 249 pacientes operadas previamente para rejuvenescimento do terço superior da face. Destas pacientes, 39 apresentavam enxaqueca antes da cirurgia e 31 delas relataram eliminação completa ou melhora significativa (mais de 50%) de suas crises no pós-operatório.

A partir de então a equipe do Dr. Guyuron, com a participação de neurologistas, desenvolveu estudos prospectivos para comprovação da eficácia da cirurgia para o tratamento da enxaqueca. Com o seguimento das pesquisas, foram identificados, a partir da dúvida proveniente da clínica, diversos nervos sensitivos na região frontal, rinogênica, temporal e occipital que estariam relacionados ao desenvolvimento das crises de enxaqueca.

Dezenas de estudos em cadáver puderam identificar estes nervos sensitivos potencialmente envolvidos nos quadros de dor. Foram mapeados, ao longo de seus trajetos, pontos de compressão pelas estruturas anatômicas ao seu redor como músculos, fáscias, artérias e ossos que promovem a “irritação” dos nervos com a subsequente liberação de substância P e neurotransmissores que deflagram a cascata de eventos das crises de migrânea.

Com a identificação dos nervos envolvidos, Dr. Guyuron desenvolveu técnicas cirúrgicas específicas para o acesso e tratamento de cada um deles, com o objetivo de descomprimí-los ou realizar neurotomia. Hoje, existem 6 diferentes tipos de cirurgia, a depender de qual nervo está envolvido no quadro de dor dos pacientes, que podem ser :  nervos supra-orbital e supra-troclear, ramo aurículo-temporal do trigêmeo, ramo zigomático-temporal do trigêmeo, ramos terminais do trigêmeo para a mucosa nasal, nervo occipital menor, occipital maior e terceiro occipital.

A região frontal é tratada por via transpalpebral, com incisão semelhante à da blefaroplastia, ou por videoendoscopia. As regiões temporais são abordadas por incisões pequenas, em torno de 1,5 cm e alguns casos também podem ser feitas por vídeo. Os nervos occipitais são abordados por incisões diretas e que ficam no couro cabeludo. A migrânea de origem rinogênica é tratada por via endonasal. As cicatrizes ficam, portanto, pouco perceptíveis e as vias de acesso e manipulação das estruturas evidenciam a indicação do cirurgião plástico para os procedimentos.

Em 2005 Guyuron e sua equipe publicaram um estudo prospectivo com randomização entre um grupo tratado e um controle sem cirurgia, envolvendo no total 125 pacientes. Do grupo tratado 92% dos pacientes obtiveram sucesso com a cirurgia, sendo que 35% apresentaram eliminação completa dos quadros de enxaqueca. Nos trabalhos científicos sobre a cirurgia de enxaqueca o sucesso do procedimento é definido como uma melhora de no mínimo 50% na intensidade, duração e frequência das crises. Este mesmo grupo de pacientes foi acompanhado por 5 anos e, em nova publicação de 2011, comprovou-se a manutenção da melhora dos pacientes operados.

Figura 1. Abordagem dos nervos supra-troclear e supra-orbital.

Figura 2. Nervos Aurículo-Temporal e Zigomático-Temporal, ramos do Trigêmeo.

Figura 3. Nervo Occipital Maior e alguns pontos de compressão.

Um dos trabalhos mais importantes sobre a cirurgia de enxaqueca publicados até hoje é o ensaio clínico randomizado com cirurgia sham. Cirurgia sham corresponde ao procedimento em que o paciente sofre abordagem cirúrgica, porém, as estruturas não são tratadas. É o modelo ideal para se afastar o efeito placebo de um procedimento. Os pacientes neste estudo de Guyuron foram, portanto, randomizados em grupo tratado e um grupo controle de cirurgia sham. Ao final do seguimento de 1 ano, o grupo tratado obteve resultados muito superiores, com 57,1 % apresentando eliminação completa dos sintomas.

A cirurgia de enxaqueca é hoje realizada por diversos grupos de cirurgiões plásticos ao redor do mundo e em mais de uma dezena das principais universidades americanas, como Harvard. Os resultados positivos e semelhantes das publicações dos diferentes grupos comprovam a eficácia e a reprodutibilidade do tratamento. No Brasil, ela vem sendo realizada desde 2016 em São Paulo, com resultados positivos, e também dentro de protocolos de pesquisa na Disciplina de Cirurgia Plástica da  UNIFESP.

A principal indicação para os procedimentos são pacientes com migrânea crônica que não apresentam resultados positivos com os tratamentos clínicos. Parte dos pacientes pode não responder às medicações e parte deles, devido aos efeitos colaterais limitantes, não consegue manter o tratamento. Vale ressaltar que nenhuma das medicações hoje disponíveis para enxaqueca é específica para a doença, sendo utilizados como preventivos alguns anti-hipertensivos, anti-depressivos e anti-psicóticos, além da toxina botulínica.

A cirurgia de enxaqueca, através de todas as publicações científicas e expansão entre os cirurgiões plásticos ao redor do mundo, se mostra como alternativa eficaz para o tratamento deste grupo de pacientes e como importante área de atuação dentro da especialidade.

Fonte: Revista Plastiko’s, ed. 215 – Abr/Mai/Jun 2018

Dr. Paolo Rubez Rocha

Membro Titular
Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica

Você sabe o que é vibrolipo?

By | Notícias

A vibrolipo, ou vibrolipoaspiração, é uma técnica de lipoaspiração onde um dispositivo (elétrico ou mecânico) irá auxiliar o processo de retirada da gordura corporal.

Por SBCP

Neste caso, o aparelho gera um movimento de vaivém de cânulas finas , extremamente rápido, motivo pelo qual a técnica recebeu este nome.

A técnica surgiu principalmente para trazer mais conforto para o médico, diminuindo o esforço necessário para movimentar a cânula durante a cirurgia, facilitando a retirada de gordura. Esta ajuda é especialmente importante nos casos de lipoaspiração secundária (quando o paciente já fez uma lipoaspiração anteriormente) e o corpo pode formar áreas com fibrose, que dificultam consideravelmente a retirada de gordura.

Existem ainda outros aparelhos mais recentes desenvolvidos para o tratamento do contorno corporal, como a lipoaspiração ultrassónica, que emite estas ondas através de uma cânula para emulsificar (quebrar) a gordura, e a lipoaspiração com laser, que usa a energia luminosa de uma fibra óptica para “derreter” os lóbulos de gordura.

Devemos saber, entretanto, que bons resultados pós-operatórios podem ser alcançados com a qualquer técnica  bem executada de lipoaspiração, sendo o uso destes dispositivos uma ferramenta facilitadora para o profissional. Apesar de ser uma cirurgia amplamente divulgada nas mídias sociais e dos vários métodos e tecnologias disponíveis hoje em dia, o fator mais importante para o sucesso e a segurança do procedimento continua sendo a habilidade do cirurgião plástico especialista, membros da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

A trajetória do Dr. Ricardo Baroudi

By | Destaque

Homenagem da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica

Por Diego Garcia

1957

De origem libanesa, o Dr. Ricardo Baroudi formou-se na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

1957 – 1961

Ainda na FMUSP, Dr. Baroudi foi assistente do Dr. Roberto Farina, junto com Dr. Oswaldo de Castro, Benjamin Golcman e Ewald Keppke.

1961

Fundou e chefiou o Departamento de Cirurgia Plástica da Santa Casa de Misericórdia de Campinas.

1966

Secretário Geral da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
Eleito por unanimidade como Regente da recém criada SBCP Regional São Paulo.

1969 – 1973

Fundou em 1969 o Serviço de Cirurgia Plástica da Faculdade de Medicina da UNICAMP, chefiando-o até 1973.

1970 – 1971

10º Presidente eleito da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

1978 – 1979

Eleito novamente presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

1978 – 2014

Membro do Conselho Deliberativo da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

1979

Organizador regional do 5º Congresso da ISAPS no Rio de Janeiro

1996 – 1997

Presidente da Internacional Society of Aesthetic Plastic Surgery – ISAPS

2009-2014

Editor da Revista Brasileira de Cirurgia Plástica

2010

Organizou o 1° Congresso Mundial de Cirurgiões Plásticos Descendentes de Libaneses em Beirute – Líbano.

2013-2014

Editor Chefe IPRAS Newsletter

15

Dedicados a Cirurgia Reconstrutiva

36

Dedicados a Cirurgia Estética

51

De atividade na Cirurgia Plástica

140

Contribuições em publicações

Quanto tempo leva a formação de um cirurgião plástico?

By | Notícias

A Cirurgia Plástica é uma especialidade em constante evolução.

Por SBCP

Graças ao avanço da medicina e com o auxilio de tecnologias de ponta, a cirurgia plástica, seja reconstrutiva ou estética, é responsável por benefícios nas mais diversas áreas do corpo humano, proporcionando melhoras funcionais, psicológicas e de bem estar. Esse cenário só é possível graças à capacitação dos profissionais atuantes nessa especialidade.

Para se tornar especialista em cirurgia plástica são necessários pelo menos 12 anos de estudos, que se dividem da seguinte forma:

  • 6 anos de graduação em Medicina;
  • 3 anos de residência em Cirurgia Geral: aqui o médico irá desenvolver uma visão ampla sobre o corpo humano e sua anatomia, praticando as mais variadas técnicas de cirurgia e acompanhando os seus pacientes no pós-operatório;
  • 3 anos de residência em Cirurgia Plástica: em uma instituição reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC) e pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).
4000
Dias de estudo
12000
Horas de estudo

Esse é o tempo mínimo para a formação do nosso especialista, porém, como dito anteriormente, os profissionais desta área estão sempre se aperfeiçoando, buscando novas técnicas e atualizando-se para levar os melhores tratamentos para os seus pacientes.

Não por menos que o Brasil é referencia mundial em Cirurgia Plástica, contando com médicos reconhecidos internacionalmente e figurando entre os países que mais realizam estes procedimentos.

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