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Autoimagem: a insatisfação com o próprio corpo e a busca por procedimentos estéticos

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Quando se tem expectativas condizentes com a realidade e com consciência dos riscos, procedimentos estéticos, cirúrgicos ou não, podem ser benéficos para a qualidade de vida e para a autoestima. Quando há idealizações, porém, realizá-los pode ser uma decisão perigosa

Por Gabriela Custódio

O Brasil foi o país onde mais se fez cirurgias plásticas estéticas em 2019, segundo dados mais recentes da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS, em inglês). Divulgada em 9 de dezembro de 2020, a pesquisa global da entidade aponta que, naquele ano, foram quase 1,5 milhão de procedimentos cirúrgicos no País. É o equivalente a 13,1% do total realizado em todo o mundo.

Lipoaspiração (15,5%), aumento de mama (14,1%) e abdominoplastia (10,4%) foram as cirurgias mais realizadas, seguidas por cirurgia de pálpebra (9,7%) e aumento de nádegas (7,7%). Quando a decisão por realizar esses ou outros procedimentos é tomada de forma responsável, com as expectativas condizentes com a realidade e com consciência dos riscos inerentes a toda intervenção, o resultado pode trazer benefícios para a qualidade de vida e para a autoestima dos pacientes.

Por outro lado, se houver idealizações ou se a pessoa está passando por problemas relacionados à saúde mental, realizar um procedimento estético, seja ele cirúrgico ou não cirúrgico, não deve ser a saída. “Há de se ter muito cuidado com os exageros, com a busca desenfreada por cirurgias e procedimentos estéticos”, arma a dermatologista Sílvia Helena Rodrigues (CRM 6742/RQE 2710), atual presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) – Regional Ceará.

Antes da realização de uma cirurgia plástica estética, é importante que o profissional busque identificar a capacidade do paciente de lidar com frustrações. Se o procedimento for “uma fuga”, o médico Salustiano Pessoa, titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e professor de cirurgia plástica da Universidade Federal do Ceará (UFC) arma que essa pessoa não deve passar pela operação.

Dessa forma, trabalhar com uma equipe multidisciplinar é importante tanto para o diagnóstico de transtorno dismórfico corporal, por exemplo, como para o momento da cirurgia. “Um psicólogo bem treinado com certeza tem muito mais condições de fazer esse diagnóstico do que eu. E ter uma boa enfermeira, um bom instrumentador que cuide bem dos ferros durante o manuseio é super importante. Um anestesiologista é fundamental”, arma.

A dermatologista Sílvia Helena Rodrigues acrescenta a necessidade de se fazer uma “avaliação crítica, individual” da anatomia, do formato do rosto e do corpo de cada paciente, além de ter senso estético “para que os resultados não corram o risco de ser inadequados”. Quando um procedimento vira moda na internet entre blogueiras e influencers, por exemplo, muitas pessoas buscam profissionais para realizá-lo.

“Um exemplo recente foi a procura pelo chamado fox eyes, no consultório. É aquela cauda de sobrancelha mais elevada, lembrando o olhar de raposa.

Muitas mulheres (estavam) querendo, mas não é em todas que caria bem. O formato de rosto é determinante para o bom resultado. Enfim, nem tudo fica bem em todo mundo”, arma a dermatologista.

O “grande problema” das redes sociais, para Salustiano Pessoa, é a banalização dos procedimentos e dos riscos que eles oferecem. “O cara acha que fazer uma lipoescultura, uma lipo HD, é como tomar uma cocacola na esquina. E não é”, afirma.

Questões éticas envolvendo procedimentos estéticos

Médicos não podem realizar parcerias, permutas ou sorteios nem utilizar fotos de “antes e depois” para vender resultados “surpreendentes”. Após a notícia do óbito da influenciadora digital Liliane Amorim, aos 26 anos, por complicações após uma lipoaspiração, a também influenciadora Thaynara OG publicou um vídeo nas redes sociais contando a própria experiência com complicações de uma cirurgia plástica estética. Em março de 2020, a maranhense realizou uma lipoaspiração de alta definição. Também chamada lipo LAD ou lipo HD, o procedimento, além de remover o excesso de gordura, modela e destaca os músculos.

“Acho que de tanto ver no Instagram, eu decidi por fazer aquela técnica famosa (a lipo LAD) que várias influenciadoras e blogueiras estavam fazendo”, arma. Ela conta que inicialmente recebeu a proposta de que o procedimento fosse realizado na forma de permuta — tipo de negociação em que influenciadores recebem produtos ou serviços em troca de publicações.

A prática sugerida fere o Código de Ética Médica do Conselho Federal de Medicina (CFM), assim como toda e qualquer forma de parceria ou sorteio. A publicação de fotos de “antes e depois”, tão presentes em redes sociais, também é vedada aos médicos. As normas visam “proteger a integridade dos pacientes e a boa prática médica”, explica Leandro da Silva Pereira, secretário-geral da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

Pereira explica que o uso dessas imagens é “extremamente perigoso” na criação de falsas expectativas, uma vez que, além da manipulação das fotos, luz ambiente e posicionamento interferem na imagem. “Ademais, alguns profissionais mostram foto ainda no centro cirúrgico alegando resultados surpreendentes. Há que se considerar que um processo cicatricial demora no mínimo seis meses, ou seja, muita coisa vai mudar ao longo do pós-operatório”, complementa.

Em 2020, para conscientizar a população sobre o tema, a SBCP criou a campanha digital “Não existe milagre: existe ciência, responsabilidade e especialização”. As peças publicitárias mostram, por exemplo, o passo a passo de retoques digitais nas imagens e como a postura ou o ângulo alteram o resultado final. “Resultados reais não estão relacionados única e exclusivamente à cirurgia. Eles dependem, também, da adoção de hábitos saudáveis, acompanhamento multiprofissional e cuidados pós-operatórios”, diz uma das postagens da campanha.

Fonte: O Povo
Leia a matéria na íntegra

Aumentou o número de cirurgias plásticas em adolescentes. Será mesmo?

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Cirurgia plástica é um assunto que gera muito interesse nas pessoas, por isso, o tema está sempre em voga na imprensa.

Diego Garcia | SBCP

Mas, no meio de tanta informação divulgada, é preciso ficar atento, pois nem tudo o que é publicado é verdade. Recentemente, dezenas de publicações divulgaram o aumento no número de cirurgias plásticas em adolescentes, citando inclusive, um aumento de 141% em dez anos e creditando esse dado a SBCP. Mas essa informação não é verdadeira.

Não tem como saber como essa informação surgiu, assim como muitos boatos na internet. Alguém publica uma notícia e outros veículos, sem checar a sua veracidade, replicam e assim se difunde uma fake news. Todas as pesquisas referentes a cirurgia plástica no Brasil, realizadas pela SBCP estão disponíveis e acessíveis a toda a população no site www2.cirurgiaplastica.org.br/pesquisas. No período de 2009 e 2020, a SBCP produziu quatro pesquisas, referentes aos anos de 2007/2008, 2014, 2016 e 2018.

O que dizem as pesquisas da SBCP

No primeiro Censo, referente ao período de agosto de 2007 a agosto de 2008, o percentual de cirurgias plásticas realizadas em adolescentes de 12 a 18 anos foi de 8% e a maior parte dos pacientes que realizaram procedimentos estéticos foi entre 19 e 50 anos, totalizando 72%. Nos casos de procedimentos reparadores, não temos a estratificação por idade, o número de procedimentos realizados, entretanto, foi bem menor: 73% procedimentos estéticos e 27% procedimentos reparadores.

Em 2014, o total de cirurgias plásticas realizadas em adolescentes (sem separação entre estética e reparadora) foi de 3% em crianças de até 12 anos e 5,7% em adolescentes de 13 a 18 anos, totalizando 8,7%, ou seja, um ligeiro aumento de 0,7%.

Dois anos depois, em 2016, houve uma queda em relação ao Censo anterior: 1,8% de cirurgias em crianças de até 12 anos e 4,8% em adolescentes de 13 a 18 anos, ou seja, um total de 6,6% e uma queda de 2,1%.

Por fim, no Censo 2018, os números se mantiveram iguais ao censo anterior:  1,8% até 12 anos e 4,8% de 13 a 18 anos e 6,6% no total. Em 2016, houve aumento no número de procedimentos realizados na faixa etária de 19 a 50 anos, já em 2018, o aumento foi entre pacientes de 65 anos ou mais.

Tem alguma dúvida sobre alguma notícia que você viu na mídia sobre cirurgia plástica? Envie para nós pelo e-mail imprensa@cirurgiaplastica.org.br.

Telemedicina e Cirurgia Plástica

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A adoção repentina da Telemedicina traz desafios de longo prazo. Especialistas debatem a legislação atual e oferecem dicas para os cirurgiões plásticos

Por Ed Salles

Uma das transformações causadas pela pandemia de Covid-19 foi colocar a telemedicina em outro patamar. De um recurso utilizado de maneira extraoficial pelos médicos, seu uso virou uma necessidade quase que da noite para o dia. O estudo “Telemedicina e cirurgia plástica durante a pandemia: como o cirurgião plástico brasileiro utilizou teleconsultas e teleaulas”, cujo autor principal é o Dr. Rodolfo Costa Lobato com apoio da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e da Regional São Paulo, trouxe dados importantes sobre o tema. Os coautores do estudo são os cirurgiões plásticos Dr. Pedro Coltro, Dr. André de saúde. “Ainda que em caráter Cervantes, Dr. Rafael Denadai eDra. Maíra Scapolan.

Realizada entre 15 de junho a 8 de julho com a participação de mais de 900 associados da SBCP, a pesquisa mostrou que 43% dos cirurgiões plásticos brasileiros participantes iniciaram o uso da telemedicina, que a dificuldade para exame físico foi o maior limitante da consulta e que também foi a principal causa para aqueles que optaram por não realizar atendimentos via telemedicina. Quanto ao ensino online, mais de 90% dos cirurgiões plásticos têm assistido aulas à distância e pelo menos 70% pretende manter essa rotina.

Na opinião dos participantes, as principais ações regulamentadoras do Conselho Federal de Medicina (CFM) devem ser direcionadas para privacidade e segurança do paciente, regulamentação das consultas digitais, responsabilidade legal sobre as condutas e regulamentação do sistema de cobranças.

No Brasil, o uso da telemedicina é regulamentado desde 2002 pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) na Resolução nº 1.643. Em razão da pandemia, uma nova legislação ampliou esse uso. Em 19 de março, o CFM encaminhou ofício ao Ministério da Saúde no qual reconhecia a possibilidade e a eticidade da utilização da telemedicina, enquanto durar a pandemia, para fins de teleorientação, telemonitoramento e teleinterconsulta. Um dia depois, o Ministério da Saúde publicou a Portaria nº 467/2020, regulamentando o exercício da telemedicina, em caráter excepcional e temporário, contemplando o atendimento pré-clínico, suporte assistencial, consulta, monitoramento e diagnóstico.

NOVA LEGISLAÇÃO

E, em abril, o presidente da República sancionou a Lei nº 13.989/20 que autorizou, em caráter emergencial, o uso da telemedicina enquanto durar a crise causada pela Covid-19. A lei define a telemedicina como o exercício da medicina mediado por tecnologias para fins de assistência, educação, pesquisa, prevenção de doenças e lesões e promoção de saúde. “Ainda que em caráter excepcional, com a nova Lei podemos hoje utilizar a teleconsulta, que era um grande problema em todas as Resoluções do CFM. Mas há questões éticas necessárias para se cumprir de acordo com o ofício do CFM”, afirma o diretor do Departamento de Defesa Profissional (DEPRO) da SBCP, Dr. Alexandre Kataoka.

Uma delas, explica o diretor, é o médico informar ao paciente que a teleconsulta não substitui a consulta presencial. De acordo com o artigo 4º da Lei. nº 13.989, o médico deve informar ao paciente todas as limitações inerentes ao uso da telemedicina.

“Principalmente para nós, cirurgiões plásticos e outras áreas fins, a teleconsulta tem que ser complementada pelo exame físico. Não existe consulta médica sem o exame físico. Temos que falar que a teleconsulta, nesse primeiro momento, é uma orientação a esse paciente”, ressalta Kataoka

INVESTIR EM UMA PLATAFORMA?

Além disso, investir em uma plataforma de consultas online hoje pode ser uma barreira aos cirurgiões plásticos que estão descapitalizados em razão dos impactos econômicos da pandemia. “Mas temos que ter o máximo de segurança possível. Quer fazer a teleconsulta pelo WhatsApp? Legal, mas tenha um prontuário médico ao lado ou, para o médico que já possui prontuário eletrônico, é só preencher. Ele irá fazer a mesma coisa que faz no consultório, mas usando uma plataforma de teleatendimento. Fora o Zoom, pelos problemas de dados que a plataforma teve recentemente, não vejo problemas de o médico usar o Telegram ou o WhatsApp, por exemplo. Além disso, as pessoas perguntam se precisam gravar as consultas. Não é obrigatório, mas vejo como uma segurança a mais para o médico”, opina Kataoka.

Leia a matéria na íntegra na edição 224 de Plastiko’s – http://www.rspress.com.br/userfiles/projetos/plastikos/224/40/

Quem deve fazer harmonização facial? Realmente teve aumento de mais de 200%? Entenda

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Harmonização facial é a nova febre em procedimentos estéticos. De uns meses para cá, várias personalidades exibiram nas redes sociais e na imprensa os resultados do novo visual.

Diversas matérias têm sido publicadas na mídia, mas nem todas com informações confiáveis. Em muitas dessas publicações, as fontes que falam sobre harmonização facial não são médicos especialistas. Que profissional deve, afinal, realizar uma harmonização facial?

Profissional qualificado

Para responder essa pergunta, primeiro é interessante deixar claro que harmonização facial é um conjunto de procedimentos estéticos na face que inclui vários deles, dependendo da análise do profissional e do objetivo do paciente. Bichectomia, cirurgia de pálpebra ou blefaroplastia, implantes faciais, lifting facial, lifting de sobrancelhas, cirurgia de queixo ou mentoplastia, cirurgia de orelha, cirurgia de nariz ou rinoplastia, lifting de testa, além de aplicação de toxina botulínica e preenchimento com ácido hialurônico são alguns dos procedimentos que podem ser realizados na harmonização facial e todos eles são considerados ato médico, de acordo com a Lei 12842/13, mais conhecida como Lei do Ato Médico e devem, portanto, ser realizados somente por médicos especialistas e habilitados: cirurgião plástico e dermatologista, para alguns procedimentos.

Por que então vários outros profissionais realizam esses procedimentos? Essa é uma boa pergunta, mas que não temos a resposta. Aplicação de toxina botulínica e preenchimento facial, por exemplo, são procedimentos considerados minimamente invasivos, porém, qualquer complicação que haja pode trazer consequências graves para o paciente se não estiver nas mãos de um profissional que está habilitado para lidar com intercorrências: o médico especialista. Então, se invertermos pergunta, por que o paciente deve procurar um cirurgião plástico para realizar uma harmonização facial, teremos a resposta: porque é um profissional que estudou no mínimo 11 anos e está habilitado para realizar qualquer procedimento estético, assim como eventuais complicações que podem ocorrer.

Não existe milagre

Infelizmente na internet existem diversos profissionais médicos não especialistas ou não médicos que querem vender milagres. Recentemente a SBCP lançou a campanha: “Não existe milagre: existe ciência, responsabilidade e especialização” que tem objetivo de alertar as pessoas a não acreditarem em promessas de resultados milagrosas, anunciadas em fotos de antes e depois, já que a maioria delas são manipuladas e porque não é possível garantir resultados em medicina, uma vez que cada organismo responde de uma maneira, não só na cirurgia plástica, como em qualquer especialidade médica. Exatamente por isso, o Conselho Federal de Medicina proíbe que fotos de antes e depois sejam divulgadas.

Dados estatísticos

Não é difícil achar na internet matérias citando dados da SBCP sobre aumento de 255%, 180% e até 400% de harmonização facial de 2019 para 2020, o que é mentira! Como harmonização facial é um conjunto de procedimentos, não existe no Censo da SBCP qualquer menção a harmonização facial. O que temos são dados separados por procedimento. Então, se você ler algum dado estatístico de harmonização facial creditado a SBCP, é um dado falso. Lembrando que todos os dados estatísticos da SBCP estão disponíveis para consulta em nosso site http://www2.cirurgiaplastica.org.br/pesquisas

Não corra riscos

Como dito anteriormente, um cirurgião plástico demora pelo menos 11 anos para obter um título de especialista e poder atuar como cirurgião plástico e isso não é por acaso. Ao abrir mão de consultar um médico especialista habilitado para realizar um procedimento de cirurgia plástica, o paciente está colocando a sua saúde e vida em risco: desde uma intercorrência contornável, passando por necrose de tecidos, deformações ou ainda evoluir para óbito, como temos visto várias notícias recentes na imprensa.

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Aumentou o número de cirurgias plásticas durante pandemia?

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Depende. Durante a quarentena, no período de março a maio, houve a diminuição de procedimentos já que a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), conforme orientações do Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Médica Brasileira (AMB), recomendou aos médicos associados a suspensão de atendimentos presenciais e cirurgias eletivas.

Muitos cirurgiões plásticos, inclusive, foram trabalhar na linha de frente no combate ao corona vírus. Além disso, havia a necessidade de liberação dos leitos nos hospitais, não podendo ser utilizados para outros fins que não por pacientes infectados pelo vírus. Passado esse período, houve uma busca nos consultórios e clínicas, principalmente por procedimentos não cirúrgicos, mas não podemos dizer que houve um aumento generalizado, já que teve uma demanda que ficou reprimida por meses.

Claro que, em um país de dimensões como o Brasil, nem todos os médicos fecharam seus consultórios ou pararam de operar e, nesses casos, podem sim ter registrado um aumento no movimento, porém, esses números não correspondem a realidade do país como um todo.

Em muitas matérias que têm saído na imprensa com essa falsa notícia de aumento de cirurgias plásticas na quarentena, consta números estatísticos atribuídos a SBCP. Não se deixe enganar: a SBCP não possui dados de procedimentos realizados neste ano. O último dado estatístico que temos é referente ao ano de 2018 e está disponível para acesso em nosso site: http://www2.cirurgiaplastica.org.br/pesquisas.

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SBCP apoia decisão da justiça que proíbe biomédicos de realizarem procedimentos estéticos invasivos

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PROJETO NACIONAL DEFESA DA ESPECIALIDADE

Magistrado anulou os efeitos da Resolução criada pelo Conselho Federal de Biomedicina por entender que a realização de procedimentos estéticos invasivos expõe o paciente ao risco

Por SBCP

Novamente a Justiça é favorável ao exercício legal da medicina e à segurança do paciente. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) apoia a decisão do Juiz Marcos José Brito Ribeiro, da 13ª Vara Cível de Brasília, que determinou a anulação dos efeitos da Resolução nº 241/14, do Conselho Federal de Biomedicina (CFBM), que permitia indevidamente que biomédicos realizassem procedimentos estéticos invasivos, conforme divulgado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), na última sexta-feira, 07 de agosto de 2020.

Acolhendo a argumentação do CFM, autor da ação, o magistrado conclui que “a falta de prévio diagnóstico, somada ao potencial lesivo no manejo das formulações, tem inequívoco potencial de expor a risco a incolumidade física do paciente, sobretudo na hipótese da superveniência de efeitos adversos”.

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), Dr. Dênis Calazans, “essa é novamente uma vitória, não só dos médicos, que mantém a integridade das atribuições e competências garantidas pela Lei nº 12.842/2013 (Lei do Ato Médico), como para a saúde da população, que fica exposta aos riscos da realização de procedimentos que são de competência de médicos cirurgiões plásticos e dermatologistas, por profissionais não médicos e consequentemente não habilitados para realizarem esses procedimentos”.

HISTÓRICO JUDICIAL

Esta não é a primeira decisão em prol da defesa da medicina e da saúde dos pacientes contra biomédicos. Em 2016, em decisão da juíza federal Maria Cecília de Marco Rocha, da 3ª Vara Federal do DF, as resoluções CFBM nº 197/2011, nº 200/2011 e nº 214/2012, além da sua resolução normativa nº 01/2012, foram anuladas em todo o território nacional. O argumento foi o mesmo: as atribuições contidas nas resoluções dos biomédico extrapolam os limites da profissão além de expor a população a situações de risco por conta de possível atendimento por pessoas sem a devida qualificação e sem competência legal para tanto.

Na época, a sentença da Justiça Federal concluiu que o biomédico somente tem permissão de atuar em questões ligadas à saúde quando supervisionado por médico. “A lei que regulamenta a profissão do biomédico é claríssima em ressaltar que o profissional pode atuar, sob supervisão médica, em serviços de hemoterapia, de radiodiagnóstico e de outros para os quais esteja legalmente habilitado. Os atos normativos editados pelo Réu (CFBM) desbordaram da lei, na medida em que permitiram a atuação de biomédicos sem a supervisão médica”, informou a decisão de outubro de 2016.

SEGURANÇA DO PACIENTE E DEFESA DA ESPECIALIDADE

Esta não é a primeira vitória da cirurgia plástica e dermatologia (e da população) contra a invasão da medicina. Foram dezenas de processos movidos ao longo dos últimos anos pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, contra conselhos de classe de enfermagem, farmácia e odontólogos, por exemplo, que induzem seus profissionais a realizarem procedimentos ilegais. Por isso, a SBCP criou em 2016 o Projeto Nacional de Defesa da Especialidade, que desde então tem atuado fortemente contra a atuação de não médicos e não especialistas em cirurgia plástica.

Cirurgia Plástica Brasileira mostra sua solidariedade às vítimas do incêndio no Líbano

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Cirurgiões plásticos brasileiros levam o humanismo da medicina e da cirurgia plástica aos sobreviventes da tragédia que deixou milhares de feridos após explosão na última semana a capital libanesa

Passam de 5.000 o número de feridos após a explosão de um galpão em 04 de agosto no porto de Beirute, no Líbano e que já são contabilizadas mais de 130 mortes. A tragédia de grandes proporções deixou a capital libanesa devastada e mobilizou vários países que já começaram a enviar algum tipo de ajuda. No Brasil, a solidariedade de médicos mobilizou cirurgiões plásticos se unirem e, junto com outros médicos, embarcaram para ajudar a equipe de médicos locais. O Dr. Rômulo de Melo Mene, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) do Rio de Janeiro, é um dos organizadores deste grupo que coordenou a ida dos médicos cariocas. Anos atrás, ele coordenou um grupo de cirurgiões plásticos libaneses que fizeram a formação na capital fluminense.

Além disso, eles estão levando uma doação de todo o estoque de peles de tilápia para a utilização em curativos biológicos para queimaduras, técnica pioneira desenvolvida na Universidade Federal do Ceará. Ao todo serão 45.000cm².

Segundo o coordenador da pesquisa com pele de tilápia e membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), Prof. Edmar Maciel, o grupo do Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos (NPDM) da Universidade Federal do Ceará, onde a pesquisa foi desenvolvida, eles sempre tiveram em mente ter um estoque de peles disponível para catástrofes desta magnitude ou menores e já ajudaram em outras tragédias tanto em países da América Latina como outras que aconteceram aqui no Brasil. O Prof. Edmar e sua equipe irão orientar os médicos que estão no Líbano para utilizarem as peles nos pacientes.

“É muito gratificante quando você sabe que dispõe de um produto como esse, genuinamente brasileiro, todo produzido aqui no Ceará e que pode ser levado tão distante para ajudar a salvar a vida dessas pessoas. A gente fica extremamente feliz em poder fazer essa doação porque sabemos que isso poderia ter acontecido na nossa casa, aqui no Brasil. Então fica a mensagem para nós, cirurgiões plásticos, repensarmos na nossa especialidade. A cirurgia plástica não é só Botox, lipoaspiração ou preenchimento. Ela vai muito além disso, na nossa formação, em relação a cirurgia reconstrutora.

“A excelência da nossa Cirurgia Plástica é orgulho para Medicina nacional, não só por seu reconhecimento científico mundial (graças a competência dos membros da SBCP), mas também por suas ações humanitárias (SBCP/Fundação IDEAH). Ações rápidas como esta dos cirurgiões plásticos da UFC, mostram a essência da Cirurgia Plástica brasileira”

Dr. Denis Calazans
Presidente Nacional da SBCP

Existe uma grande comunidade libanesa no país, incluindo cirurgiões plásticos, razão pela qual foi formada em 2010, a Associação de Cirurgiões Plásticos de Descendência Libanesa, criada pelo Prof. Ricardo Baroudi, uma das referências da cirurgia plástica brasileira e filho de libaneses. A Associação foi uma das primeiras a se mobilizar para ajudar as vítimas daquele país.

FORÇA TAREFA EM PROL DA VIDA

A mobilização dos médicos brasileiros reforça o enorme papel científico e social da cirurgia plástica, bem como a importância de se contar com profissionais especialistas em suas áreas. E assim tem sido desde os primórdios da especialidade, em que fatos históricos marcaram a cirurgia plástica no Brasil e possibilitou não só a sua expansão e qualidade, como também transformar o Brasil em um dos centros mundiais da cirurgia plástica.

Em 1961, uma equipe de incontáveis cirurgiões plásticos de várias partes do Brasil e do Mundo, incluindo o então professor de Cirurgia Plástica da Santa Casa do Rio de Janeiro, Ivo Pitanguy, atenderam as vítimas da tragédia conhecida como “o espetáculo mais triste da Terra”, o incêndio do Gran Circo Norte-Americano, na cidade de Niterói (RJ) e que deixou 503 mortos e milhares de feridos, sendo 70% crianças. Um fato memorável e que houve uma condução excepcional e que colocou a cirurgia plástica nos olhos dos grandes centros da especialidade até então.

Hoje, 27 de janeiro, completa sete anos de outra tragédia comoveu o Brasil e mobilizou novamente a cirurgia plástica: o incêndio na Boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, que deixou 242 mortos e 680 feridos. Um grande mutirão foi realizado para conseguir atender todas as vítimas. Assim foi também na tragédia de Janaúba, em Minas Gerais, em 2017: um incêndio criminoso em uma creche, deixou 14 mortos e mais de 40 feridos.

Com a mobilização de diversos profissionais especialistas de todo o mundo, a SBCP manifesta o seu total apoio e auxílio para as vítimas, que contarão com a excelência tecnológica brasileira e tratamentos de vanguarda em casos de queimaduras graves.

Espaços compartilhados

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Cirurgiões Plásticos têm optado por atender seus pacientes em coworking para fugir de questões burocráticas inerentes a um consultório próprio

Por Daniele Amorim

Há dois anos, a cirurgiã plástica Patricia Hiraki decidiu dar um novo passo em sua carreira médica e abrir o próprio consultório. Desde que se formou em 2011, ela dividia seu tempo entre atendimentos em consultórios de amigos e clínicas multidisciplinares, mas tinha a sensação de que era uma visita em seu próprio trabalho. A alternativa encontrada até que seu próprio consultório ficasse pronto foi atender seus pacientes em um coworking médico em São Paulo, formato que ela conheceu por meio de colegas. Os coworkings médicos são salas compartilhadas que oferecem recursos como secretária on-line, cartões de visitas para divulgação dos serviços e até mesmo vaga na garagem. Os custos mensais variam de 236 a 690 reais.

Para os cirurgiões plásticos ouvidos pela reportagem, os diferenciais em usar esses espaços são a imparcialidade do serviço e flexibilidade de atendimento em vários endereços, além da tecnologia onde o médico pode definir pelo aplicativo ou site seus horários e locais de atendimento. Outro fator é o custo: como o pagamento é feito no modelo pay-per-use, se o médico atende pouco ele paga menos. No fim, dizem, sai mais barato que montar um consultório próprio, e sem as dores de cabeça por causa das questões administrativas.

Patricia, que é membro  da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), atendeu seus pacientes durante seis meses em dois endereços de coworking em São Paulo e avalia a experiência como uma ótima alternativa: “Não era o consultório de ninguém, o atendimento telefônico é personalizado e o ambiente físico é bem impessoal no sentido de não ter logos, nomes ou marcas. Além disso, como o custo dependia da demanda de uso, foi uma opção econômica.”

Já o caminho do cirurgião plástico Alexandre Wada, membro titular da SBCP, foi inverso ao de Patricia: com consultório próprio desde 2007, ele abriu mão do espaço e utiliza o coworking desde 2018. “Estava descontente com a rotina do consultório devido à burocracia extramedicina com relação aos contratos trabalhistas e certificações na prefeitura e outros órgãos, além dos custos cada vez maiores”, conta. Hoje, ele atende pacientes em três endereços diferentes de um coworking em São Paulo.

“OPÇÃO A SE CONSIDERAR”

O espaço físico maior, o atendimento em horários estendidos e tecnologia integrada — paciente chega e se dirige a um totem para informar sua chegada e espera por sua vez —, além do design moderno dos espaços, são pontos que ele avalia como positivos. “É algo que não poderia dispor no antigo consultório, a menos que fizesse um investimento muito grande. Utilizo esses três endereços com dias e horários pré-determinado por mim e de acordo com minha rotina de trabalho, mas com flexibilidade para alterações caso necessário”, diz Wada.

O retorno de seus pacientes sobre o coworking também tem sido positivo. “Pelo menos para mim, os pacientes sinalizam uma ótima aceitação do sistema, principalmente os mais jovens e adeptos à tecnologia. Alguns pacientes mais antigos relataram algum incômodo com esse sistema no início, mas logo se acostumaram. É claro que nunca vou saber se há pacientes que desistiram do meu tratamento devido a esse sistema, mas o que tenho visto é um aparente aumento no meu fluxo de pacientes”, garante. E a vantagem para ele nesse formato de coworking, enquanto médico, é conseguir se dedicar apenas à parte médica sem preocupação com logística e burocracia, além da interação com colegas médicos de sua especialidade e de outras.

“Como não tenho mais secretária, passei a ter controle direto sobre todos os aspectos relacionados a pacientes, hospitais, equipes e fornecedores. Apesar de aumentar meu trabalho, isso possibilitou uma melhor organização do fluxo de cirurgias e um relacionamento mais direto com os pacientes, resultando numa comunicação melhor com eles”, afirma. Percepção semelhante tiveram os pacientes atendidos por Patricia. “Todos os pacientes elogiaram muito, mesmo aqueles para quem eu contava que ali era um espaço de coworking médico, pois eles entendem que é uma opção mais inteligente de otimizar tempo e espaço”, lembra a cirurgiã plástica.

Leia a matéria completa na edição 223 de Plastiko’s – http://rspress.com.br/userfiles/projetos/plastikos/223/34/

Na linha de frente contra a COVID-19

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Cinco Cirurgiões Plásticos associados da SBCP seguem no combate contra a Covid-19 e relatam seus desafios e a emoção de salvar vidas neste momento

Por LEILA VIEIRA

Estar na linha de frente contra a Covid-19 tem sido desafiador para médicos, enfermeiros e toda a equipe de saúde que precisa ser acionada para salvar vidas. Nesta batalha contra a doença, o papel do cirurgião plástico também tem sido fundamental. Para ressaltar a importância da especialista, a Plastiko’s conversou com cinco cirurgiões plásticos, associados da SBCP, que seguem atuando na linha de frente de hospitais do estado de São Paulo. Em meio à rotina intensa que vivem hoje, eles reservaram um tempinho para relatar quais os desafios e as experiências que têm vivido durante o atendimento em meio à pandemia.

“Quando começaram os rumores da presença da covid-19 no País, eu decidi que queria participar de forma direta no combate à doença”. O cirurgião plástico Johnny Aldunate atende hoje os pacientes com a doença em dois hospitais de São Paulo: no Hospital de Campanha do Anhembi, na capital paulista, e no Hospital Municipal Antônio Giglio, em Osasco. Entre os desafios enfrentados, o profissional destaca o medo e a saudade de manter contato com os familiares.

Conviver com os hospitais superlotados e com as evoluções da doença, reforça Aldunate, provoca uma mistura de sentimentos no cirurgião. “Conhecemos o quão grave a doença pode evoluir e observamos colegas contraindo a infecção. Uns dias são tranquilos, outros desgastantes ao extremo, mas saber que fiz a diferença me deixa com um sentimento de recompensa indescritível”, afirma.

Outro especialista que segue na linha de frente é o cirurgião plástico Rodolfo Lobato, que atua na UTI do Hospital das Clínicas de São Paulo e segue realizando cirurgias ortopédicas na Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), também na capital paulista. Em casos mais urgentes, esses procedimentos de reconstrução foram mantidos mesmo durante a pandemia.

Longe da família há mais de dois meses, o cirurgião plástico conta que vivenciar esse cenário tem sido muito motivador no âmbito profissional principalmente porque esse esforço faz a diferença entre os pacientes que estão na luta pela recuperação. “Temos visto, nas UTIs dos hospitais públicos, um número cada vez maior de casos. Então, quanto mais pessoas ajudar, mais vidas serão salvas e mais rápido vamos resolver essa situação. Sairemos dessa mais fortes!”, acredita.

Para o cirurgião plástico Fernando de Freitas, o maior desafio no enfrentamento à pandemia é o receio de ser contaminado e a angústia de ver tantos pacientes graves. Ele atua na UTI do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) no suporte a pacientes graves que contraíram a covid-19. Trabalhar na linha de frente, destaca, é estressante para o profissional de saúde e, muitas vezes, a sobrecarga nos plantões e os longos períodos utilizando os equipamentos de segurança individual (EPI) aumentam o cansaço e chegam a machucar a pele dos especialistas. “Tenho a chance de contribuir de contribuir diretamente na conscientização, cuidado e atenção aos pacientes. No fim, apesar das dificuldades, fica a sensação de dever cumprido”, observa Freitas.

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