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Líder Mundial

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O Brasil ultrapassou os Estados Unidos e se tornou o país que mais realiza cirurgias plásticas no mundo.

Os dados são de uma pesquisa da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), divulgada em dezembro de 2019. De acordo com o levantamento, em 2018, foram registradas mais de 1 milhão 498 mil cirurgias plásticas estéticas em nosso país, além de mais de 969 mil procedimentos estéticos não-cirúrgicos.

Entre as intervenções mais procuradas, o aumento mamário com prótese de silicone, indicado para tratar mamas pequenas, flácidas e pouco projetadas, aparece em primeiro lugar. Os implantes variam em formato e em tamanho: existem aqueles chamados “redondos” (que projetam mais o colo) e aqueles ditos “anatômicos” (com aspecto mais natural). A escolha é sempre individualizada, baseada no desejo e na estrutura corporal da paciente. A cirurgia de prótese de silicone leva cerca de duas horas, em média, e não necessita internação hospitalar, de modo que a paciente recebe alta para casa no mesmo dia da operação.

A lipoaspiração está na segunda colocação. A técnica remove acúmulos de gordura localizada em áreas como abdome, cintura, costas, coxas e braços. Como resultado, temos a modelagem do contorno corporal, com a melhor definição das regiões trabalhadas. O material é aspirado com o auxílio de cânulas ligadas a um aparelho a vácuo, e pode ser utilizado para projetar outras partes do corpo, como glúteos e mamas, por exemplo. Esse recurso é chamado de lipoescultura. A lipoaspiração não deve ser realizada em pacientes obesos e nem com intuito de emagrecimento. Além disso, há limites de segurança deste procedimento, que devem ser respeitados (aspiração de até 7% do peso corporal), de acordo com orientações da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Em seguida, o ranking elenca, em termos de frequência, as cirurgias de abdominoplastia, plástica das pálpebras (blefaroplastia), suspensão das mamas (mastopexia), redução mamária, plástica do nariz (rinoplastia) e cirurgia do rejuvenescimento da face (lifting facial).

A abdominoplastia trata o excesso de pele e a flacidez do abdome, sendo mais realizada após gestações ou perda de peso excessiva. A blefaroplastia remove a pele e as bolsas de gordura das pálpebras, suavizando a sensação de “olhar cansado” e trazendo um aspecto mais jovial. A mastopexia corrige flacidez e queda mamária, podendo ou não ser associada com a colocação de prótese de silicone. O crescimento exagerado das mamas, muitas vezes, causa dores nas costas, dificuldade de escolher as roupas e constrangimento, condição que pode ser tratada pela cirurgia de redução mamária. A rinoplastia é a intervenção para corrigir deformidades do nariz como giba dorsal, base larga, ponta caída ou arredondada, restaurando a beleza e a harmonia dessas estruturas. O lifting facial corrige as alterações decorrentes do tempo, removendo excessos de pele e reposicionando os tecidos do rosto e do pescoço, com objetivo de promover o rejuvenescimento dos contornos da face.

Os procedimentos estéticos não cirúrgicos surgem como alternativa ou como complemento das cirurgias. Atuam suavizando os sinais de envelhecimento da face e as marcas de expressão. Destaque para a toxina botulínica, os preenchedores de ácido hialurônico e os bioestimuladores de colágeno, que são aplicados em consultório para corrigir rugas, valorizar o contorno do rosto e reduzir a aparência dos sulcos, além de aumentar o volume dos lábios e de outras áreas da face. Importante Com foco na qualidade de vida e na autoestima, brasileiros colocam o país no topo do ranking das cirurgias  plásticas estéticas ressaltar que tanto as cirurgias plásticas quanto os procedimentos estéticos minimamente invasivos devem ser realizados por médicos especialistas, devidamente habilitados, experientes, e com registro ativo nos conselhos de classe e nas sociedades de especialidade.

PROF. DR. PEDRO COLTRO – (CRM: 112.445 /RQE: 30.818)
Professor de Cirurgia Plástica da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Membro Internacional da American Society of Plastic Surgeons.

Fonte: Revista Revide, edição 1000

Alerta: Golpe da falsa cirurgia plástica faz dezenas de vítimas no Brasil

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Propagandas espalhadas na internet atraíam mulheres com sonho de fazer cirurgia plástica, mas sem condições de pagar pelo procedimento.

Uma promessa que virou caso de polícia: dezenas de mulheres no Brasil inteiro caíram no golpe da falsa cirurgia plástica. Atraídas por propagandas espalhadas na internet, mulheres pagavam preços atraentes e divididos em milhares de parcelas, mas o dinheiro não chegava nunca ao médico ou ao hospital. Tudo acontecia sob o disfarce de uma espécie de consórcio chamada SEA (Sonho ou Sorteio Entre Amigas).

O esquema funciona assim: grupos de quinze a trinta mulheres são formados em aplicativos de troca de mensagens. Cada integrante tem que pagar uma taxa de adesão de R$ 50. Depois de entrar no grupo, elas começam a pagar prestações, que variam de R$ 175 a R$ 345 em até 65 parcelas (mais de cinco anos). As mulheres acreditavam que a cada dois meses seria realizado um sorteio que daria direito a uma cirurgia plástica. Para dar credibilidade ao esquema, o SEA publicava vídeos falsos de pacientes recém operadas.

Na reportagem em vídeo, os relatos das vítimas e detalhes do golpe.

Fonte: G1/Fantástico – https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2019/11/03/golpe-da-falsa-cirurgia-plastica-faz-dezenas-de-vitimas-no-brasil.ghtml

Cirurgia Plástica Brasileira tem papel fundamental em tratamentos de queimaduras

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Em todos os acidentes no Brasil onde houve um elevado número de vítimas de queimaduras graves, a Cirurgia Plástica Brasileira atuou com humanismo, vanguarda e excelência tecnológica

Após a explosão de um caminhão que transportava gás na última quinta-feira, 23, e que até o momento deixou 14 mortos e mais de 50 feridos, sendo 35 com queimaduras graves, no distrito de Villa El Salvador, no sul de Lima, os quatro bancos de tecidos do Brasil já começaram o envio de todo seu estoque de peles para o tratamento das vítimas, que incluem adultos e crianças. O total estimado é de 20.000cm² de tecidos.

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), Dr. Denis Calazans, “a excelência da nossa Cirurgia Plástica é orgulho para Medicina nacional, não só por seu reconhecimento científico mundial (graças a competência dos membros da SBCP), mas também por suas ações humanitárias (SBCP/Fundação IDEAH). Ações rápidas como esta do Banco de Pele da Santa Casa de Porto Alegre – Serviço de Cirurgia Plástica Credenciado SBCP), mostram a essência da Cirurgia Plástica brasileira”.

Grande parte do material enviado saiu do Banco de Peles da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre (RS), dirigido pelo cirurgião plástico Dr. Eduardo Chem, que colocou à disposição todo o estoque de peles para ajudar no tratamento das vítimas peruanas. Este é o maior do País. Os outros três Estados que possuem um Banco de Tecidos, São Paulo (Hospital das Clínicas), Rio de Janeiro (Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad) e Curitiba (Hospital Universitário Evangélico Mackenzie), que também estão enviando doações.

Material separado para doação no Banco de Peles da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre (à esquerda) e o material seguindo para o Aeroporto para embarcar para o Peru (à direita).

FORÇA TAREFA EM PROL DA VIDA

A mobilização dos médicos brasileiros reforça o enorme papel científico e social da cirurgia plástica, bem como a importância de se contar com profissionais especialistas em suas áreas. E assim tem sido desde os primórdios da especialidade, em que fatos históricos marcaram a cirurgia plástica no Brasil e possibilitou não só a sua expansão e qualidade, como também transformar o Brasil em um dos centros mundiais da cirurgia plástica.

Em 1961, uma equipe de incontáveis cirurgiões plásticos de várias partes do Brasil e do Mundo, incluindo o então professor de Cirurgia Plástica da Santa Casa do Rio de Janeiro, Ivo Pitanguy, atenderam as vítimas da tragédia conhecida como “o espetáculo mais triste da Terra”, o incêndio do Gran Circo Norte-Americano, na cidade de Niterói (RJ) e que deixou 503 mortos e milhares de feridos, sendo 70% crianças. Um fato memorável e que houve uma condução excepcional e que colocou a cirurgia plástica nos olhos dos grandes centros da especialidade até então.

O espetáculo mais triste da Terra: o que sobrou do Gran Circo após o incêndio / Crédito: Jorge Peter/Revista Flagrante

Hoje, 27 de janeiro, completa sete anos de outra tragédia comoveu o Brasil e mobilizou novamente a cirurgia plástica: o incêndio na Boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, que deixou 242 mortos e 680 feridos. Um grande mutirão foi realizado para conseguir atender todas as vítimas. Assim foi também na tragédia de Janaúba, em Minas Gerais, em 2017: um incêndio criminoso em uma creche, deixou 14 mortos e mais de 40 feridos.

Com a mobilização de diversos profissionais especialistas de todo o mundo, a SBCP manifesta o seu total apoio e auxílio para as vítimas, que contarão com a excelência tecnológica brasileira e tratamentos de vanguarda em casos de queimaduras graves.

Incêndio da Boate Kiss, em 2013, que matou 242 e deixou outras 636 pessoas feridas – Foto: Agência RBS/AP (esquerda). O que sobrou da Creche em Janaúba – Foto Reprodução/TV Globo (direita).

Firmes para sempre

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A cirurgia da primeira-dama Michelle Bolsonaro nas mamas fez crescer o interesse pela intervenção e ampliou uma questão: qual a duração do material?

Por Giulia Vidale

A confirmação de que a primeira-dama Michelle Bolsonaro, de 37 anos, trocara a prótese de silicone nas mamas nos primeiros dias de janeiro, no Hospital DF Star, em Brasília, deflagrou um movimento atípico nos consultórios médicos do país. Mulheres que já se submeteram ao procedimento ou planejam fazê-lo buscaram avidamente informações sobre a qualidade dos modelos e os prazos de validade — Michelle realizou a primeira colocação há mais de dez anos.

O aumento das mamas é o procedimento estético mais comum no Brasil. Apenas em 2018 foram feitas no país 275?000 cirurgias de implante de próteses, de acordo com o mais recente levantamento da Sociedade Inter­nacional de Cirurgia Plástica Estética — mais que o dobro em relação a uma década atrás. Os novos números põem as brasileiras em segundo lugar no ranking mundial, perdendo apenas para as americanas, com 321?000 operações realizadas no mesmo período.

“Em alguns casos, contudo, essa reação acontece de forma exagerada, e dá-se a contratura, que provoca dor, endurecimento e deformidade nas mamas”

Denis Calazans
Presidente Nacional da SBCP

O principal motivo para a multiplicação dessas cirurgias foi a extraordinária evolução das próteses de silicone. Os novos modelos, informam os fabricantes, não têm data de validade. Até pouco tempo atrás, o prazo de resistência era, em média, de dez anos. No entanto, as próteses raramente duram para sempre. Cada organismo reage de modo diferente. Quando a prótese é colocada, o metabolismo desenvolve uma espécie de cápsula de cicatriz para isolar o que é considerado corpo estranho. Trata-se de uma reação normal. “Em alguns casos, contudo, essa reação acontece de forma exagerada, e dá-se a contratura, que provoca dor, endurecimento e deformidade nas mamas”, diz Dênis Calazans, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Foi essa a causa da troca das próteses de Michelle. Nos modelos mais antigos, desenvolvidos até a década de 90, o problema acometia 10% das mulheres com silicone. Hoje atinge apenas 4% (veja o quadro). Havia neles também maior probabilidade de ruptura, em metade dos casos — agora o fracasso é de apenas 1%.

“A maioria das substituições realizadas atualmente ocorre por desejo da paciente e por razões estéticas, e não por prazo vencido”, diz o cirurgião plástico Eduardo Kanashiro, da Clínica Due, em São Paulo. Mesmo com todo o aperfeiçoamento, contudo, e apesar das promessas, há sempre o fim da linha. O cirurgião plástico Cecin Daoud, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, faz uma indagação necessária: “É simples. Qual item você compra e pode usar ‘para sempre’? Praticamente nenhum”.

DOR Michelle: o desconforto acomete, hoje, apenas 4% das mulheres operadas – Crédito das fotos: Marcos Corrêa/PR

Endurecimento, alteração no tamanho e desconforto nas mamas são sinais de alerta. Michelle teve dor. Mas algumas vezes não há sintomas. Os médicos recomendam check-ups anuais depois de uma década, com exames de ultrassom e mamografia. A cirurgia de troca demora noventa minutos e é muito semelhante à da disposição inicial das próteses. Pode-se, inclusive, trabalhar com a cicatriz original, sem cortes adicionais.

A cirurgia pioneira para o aumento dos seios com prótese de silicone ocorreu nos Estados Unidos em 1962. A americana Timmie Jean Lindsey, mãe de seis filhos, submeteu-se ao procedimento em um hospital do Texas. A intervenção foi recebida com grande entusiasmo naqueles tempos de exaltação da silhueta curvilínea, com seios fartos, pouco depois de a atriz Marilyn Monroe aparecer nua nas páginas da revista Playboy. Foi um estrondo comportamental. Anteriormente, várias tentativas — fracassadas — de aumentar os seios já haviam sido feitas. Elas incluíram desde injeção de parafina e silicone diretamente nos seios até implantes de esponja, bombas de vácuo e dispositivos de sucção. A quantidade de formatos e tamanhos de prótese aumentou exponencialmente. No início, havia apenas quatro opções de tamanho: PP, P, M e G. Agora, existem mais de 450 medidas. As preferências também mudaram muito ao longo de seis décadas. Se nos anos 1990 ainda havia a valorização dos seios fartos, herança de Marilyn, e o ideal estético era a atriz Pamela Anderson, a partir de 2015 se deu a revalorização dos seios pequenos, mais naturais. Grandes ou pequenos, o importante é garantir a saúde e a satisfação de quem recorre à cirurgia.

Fonte: Revista Veja – 15 de janeiro de 2020

Marcos na evolução da cirurgia plástica no Brasil

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Cirurgiões plásticos falam sobre a participação da SBCP na construção da credibilidade do país no cenário internacional

Por Leila Vieira

No início do século 19, o estudo da cirurgia plástica brasileira nasceu de duas grandes escolas: a anatômica e a cirúrgica. A primeira foi fundada no Brasil em 1808. Esses núcleos foram fundamentais para disseminar pesquisas científicas, técnicas e práticas clínicas entre os médicos. A partir da criação da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), em 1948, houve um estímulo para a ampliação da área. A sistematização de critérios de conhecimentos específicos deu início ao desenvolvimento da cirurgia plástica nacional.

A essência da cirurgia plástica desponta da reparação de traumas ou reconstrução de defeitos congênitos. O coordenador da Comissão de Museu e História e membro titular da SBCP, Dr. Fernando Gomes de Andrade, avalia que esse cenário promoveu, inclusive, o aperfeiçoamento dos métodos de algumas especialidades médicas. “A base da cirurgia plástica é a cirurgia do trauma, cirurgia geral e, posteriormente, a cirurgia oncológica. Todas essas especialidades criam condições para que a cirurgia plástica tenha tal dinamicidade. Ela não é uma especialidade fragmentária. A cirurgia estética é uma convergência desse processo.”

Nos últimos anos, a SBCP Nacional tem incentivado o debate sobre a importância da cirurgia de reparação. Os esforços podem ser identificados, principalmente, nos processos de formação dos novos cirurgiões plásticos. Atualmente, cada vez mais profissionais qualificados em reconstrução podem ser encontrados nos hospitais.

O movimento fortalece a especialidade. Essa valorização do cirurgião reparador reflete no mercado de trabalho e entre a sociedade, que consegue atendimento eficiente e competente em uma demanda antes reprimida. O Brasil é hoje uma potência mundial em cirurgia plástica pelo alto nível das técnicas realizadas. Antes de chegar ao status atual, inúmeros cirurgiões brasileiros desenvolveram estratégias para fomentar esses procedimentos cirúrgicos — nomes como Rebelo Neto e Antônio Prudente foram pioneiros nos estudos da cirurgia plástica brasileira. Também se destacam Victor Spina, Ricardo Baroudi e Ivo Pitanguy, considerados os consolidadores do País como eferência internacional em cirurgias plásticas.

Cirurgião plástico, historiador, grande contribuidor da área literária e um dos idealizadores do Museu da Cirurgia Plástica ao lado do Dr. Fernando Andrade e outros dois médicos, Dr. Moisés Wolfenson identifica que a excelência dos procedimentos cirúrgicos realizados pelos cirurgiões brasileiros é um dos fatores que levaram o País a ocupar essa posição. “O nível de exigência é alto. Eu diria que, mesmo sendo uma cirurgia reparadora, ela é executada com refinamentos estéticos. A SBCP tem quase uma centena de serviços credenciados pelo MEC na formação dos nossos cirurgiões plásticos em todo o Brasil, tendo a cirurgia reparadora como prioridade.”

Outra preocupação é sobre as futuras gerações. O País continua formando cirurgiões bem preparados para lidar com as principais intercorrências cirúrgicas, e o compromisso é garantir a qualidade dos profissionais brasileiros. “O grande desafio é criar condições para que os cirurgiões plásticos formados pelos diversos serviços do Brasil inteiro tenham qualidade uníssona ou igual”, ressalta o Dr. Fernando Gomes de Andrade.

Outra linha foca a atuação social da entidade. A prestação de serviços para a população vem intensificando a troca de experiências entre os cirurgiões nos âmbitos nacional e internacional. Com esse trabalho, os médicos têm a oportunidade de conviver com outras realidades e acrescentar sapiência ao seu repertório de atendimento. “A SBCP sempre esteve à frente de seu tempo, seja como referência social, indicando os nomes capacitados na especialidade, seja realizando mutirões de cirurgias plásticas em quase todo o Brasil. Em vários países, como Colômbia e Vietnã, cirurgiões brasileiros realizam missões humanitárias”, afirma Dr. Wolfenson.

Com toda a evolução e crescimento da cirurgia plástica, a sociedade brasileira apresenta um papel de destaque quando se trata da defesa da especialidade médica. O tema reforça a importância da preservação da segurança cirúrgica e da proteção à vida. Um dos principais passos para conseguir alcançar resultados positivos nessa área é reconhecer a complexidade das atividades que envolvem procedimentos cirúrgicos, para evitar que profissionais não capacitados exerçam uma função médica. A SBCP congrega mais de seis mil cirurgiões plásticos em todos os estados do País, mantendo um trabalho contínuo de atualização intelectual e tecnológica desses cirurgiões. Dessa forma, em parceria com as Regionais, promove congressos, simpósios, jornadas e reuniões científicas para elevar o conhecimento entre os associados e definir propósitos que priorizem e beneficiem saúde e bem-estar aos pacientes.

Fonte: Plastiko’s – edição 221

Dr. Moisés Wolfenson

Dr. Fernando Gomes de Andrade

Cirurgia plástica responsável

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O Brasil está em 2º lugar no ranking mundial de cirurgias plásticas, atrás dos Estados Unidos.

Por Pedro Nery Bersan
Cirurgião plástico do Hospital Madre Teresa e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica

O último estudo da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica e Estética (Isaps) revelou que os brasileiros passaram por cerca de 2,5 milhões de procedimentos em 2017, representando 10,4% das cirurgias estéticas mundiais. Os profissionais brasileiros são muito respeitados pelos números, mas, principalmente, pelo foco em qualidade, segurança e inovação em intervenções cirúrgicas, envolvendo técnicas e abordagens próprias e já difundidas mundialmente. Contudo, com o aumento dos “golpes da cirurgia plástica”, é preciso alertar que o número de pessoas sem uma correta qualificação ou habilitação profissional cresce à medida que aumenta, também, a preocupação com a aparência. É fundamental atenção com os procedimentos estéticos invasivos ou cosmiátricos, pois somente devem ser executados por especialistas em dermatologia ou cirurgia plástica.

O cirurgião plástico passa por seis anos de faculdade de medicina, mais dois em cirurgia geral e outros três para residência em cirurgia plástica. O processo é importante para a capacitação em execução de procedimentos, identificação de possíveis intercorrências, para evitá-las, ou para lidar com elas quando não detectadas antes do procedimento.

Conforme dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), o Brasil tem mais de seis mil cirurgiões plásticos, sendo o profissional responsável por melhorar a autoestima ao promover o bem-estar, contribuindo não apenas com a aparência externa, mas auxiliando no equilíbrio geral. Os benefícios da cirurgia plástica vão muito além da questão estética, ao devolver a autoestima, afastando problemas relacionados à autoimagem, como a depressão. Também auxilia na recuperação de doenças e aspectos funcionais do corpo, que podem ser corrigidos ou aprimorados com procedimentos cirúrgicos.

O Censo de 2018 da SBCP aponta crescimento de 25,2% nas cirurgias estéticas e 9,3% nas intervenções reparadoras. Ainda conforme o levantamento, 70% das cirurgias plásticas são femininas. O implante de silicone nos seios, lipoaspiração, abdominoplastia, mastopexia (cirurgia para levantar os peitos) e mamoplastia redutora lideram a lista.

Os homens também estão engrossando essa fila nos consultórios. As maiores intervenções masculinas são rinoplastia (nariz), otoplastia (correção das orelhas de abano), redução das mamas (ginecomastia), implante capilar, lipoaspiração e cirurgia de pálpebra (blefaroplastia).

É crucial alertar que os procedimentos estéticos devem ser feitos por um cirurgião credenciado pela SBCP e em uma clínica qualificada. É preciso praticar uma cirurgia plástica como especialidade médica, respeitando os princípios éticos profissionais e priorizando, sempre, o ser humano, com sua segurança, saúde e satisfação. Estudar, pesquisar e, sempre que necessário, se qualificar em inovações e técnicas, aproveitando, constantemente, a experiência para melhor atender às particularidades individuais, focando em melhores resultados.

Entre o sonho, as falsas promessas e a pura realidade: saúde não se vende, não se compra

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Assistimos a uma avalanche de não médicos e até médicos, sem treinamento suficiente, propondo condutas mirabolantes e promessas de resultados irreais

Por Alexandre Meira
Cirurgião Plástico e presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica Minas Gerais (SBCP-MG)

Você procuraria um encanador para consertar sua televisão? E o dermatologista para tratar seus dentes?  Creio que não, certo? Mas, como presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP-MG), tenho acompanhado a perigosa exposição da sociedade a profissionais não preparados ou reconhecidos por seus Conselhos para realizarem procedimentos médicos – mesmo os ditos minimamente invasivos – passíveis de complicações e intercorrências. E o pior: além de não estarem preparados, não prestam assistência aos pacientes quando surgem as malfadadas complicações.

Assistimos, atualmente, a uma avalanche de não médicos – e algumas vezes, até de médicos – sem treinamento suficiente propondo condutas mirabolantes acompanhadas de promessas de resultados irreais. Para tanto, basta dar uma voltinha nas redes sociais – este veneno em nossa especialidade – mostrando fotos de pré e pós tratamentos apenas com belíssimos resultados, como se esses ocorressem em todos os casos. E omitindo efeitos moderados, ruins e até péssimos, que serão sentidos após o paciente ter sido iludido com falsas promessas. Como se saúde e felicidade pudessem ser comprados em um consultório.

O ato médico deve ser realizado de forma ética, responsável, baseada em evidências científicas, esclarecendo aos pacientes sobre prós e contras dos tratamentos propostos, seus valores, o porquê de realizá-los e as adversidades possíveis. E com a medicina estética não pode ser diferente em nome, também, do bem-estar emocional e social de quem a busca.

Considero essa área ainda mais complexa, pois devemos nos preocupar com as expectativas das pessoas. Nesse ponto mora o maior desafio: a medicina não é uma ciência exata e nenhum resultado pode ser prometido. Podemos e devemos, sim, prometer atenção, cuidado, precaução e conhecimento pleno daquilo que vamos realizar. E estarmos preparados para as adversidades, raras, mas que podem ocorrer.

Ao desejar tratar sua aparência corporal ou facial por meio de procedimentos que irão invadir a sua pele com agulhadasinjeção de medicamentoslaser e outros, procure um Dermatologista ou Cirurgião Plástico, que deverá ser, também, o profissional responsável por realizar a cirurgia plástica seja ela estética ou reparadora. E veja se ele tem o titulo de especialista na área que se propõe a atuar.

SBCP tem a função de prover formação adequada aos seus membros, de submetê-lo à prova de suficiência para obter o título de especialista após cinco anos de aperfeiçoamento pós faculdade, além de estar sempre atuante, por meio de de congressos, simpósios, jornadas cientificas, no aprofundamento do conhecimento de seus membros. Afinal, os resultados mais importantes que temos para atingir são os que proporcionam a saúde plena, ou seja, física, mental e bem-estar social a quem nos procura.

Reconstruindo vidas

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Manaus recebe o 1º Mutirão de Cirurgias Plásticas de reconstrução mamária e reparadoras pós-bariátrica.

Por Wal Lima

Cirurgiões plásticos do Pará, Minas Gerais e São Paulo estão em Manaus, desde ontem, para o 1º Mutirão de Cirurgia Plástica Reparadora e Reconstrutiva destinado à pacientes carentes que estão à espera dessas cirurgias pelo SUS em Manaus. A ação, que está sendo realizada pela primeira vez no Amazonas, é promovida pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) com apoio da diretoria de Ação Social e a Fundação Instituto Para o Desenvolvimento do Ensino e Ação Humanitária (Ideah), que contempla dez pacientes com cirurgias reparadoras de reconstrução mamária e pós-bariátrica, com atendimentos realizados na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon) e no Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV).

O presidente Regional da SBCP, Renato Gallo, explica que a ação que já percorreu outros quatro estados do País. Para ele, a ação é gratificante porque resgata a vontade de viver das pacientes que antes sofriam com baixa autoestima. “Existe uma grande tendência das pessoas em imaginarem que cirurgia plástica é somente voltada para o campo estético, quando na verdade, ela vai muito além e estamos provando isto com este mutirão, cumprindo nosso objetivo, ajudando estas pessoas”, afirmou o médico. Renato Gallo afirma que, no Amazonas, o mutirão de cirurgias vai contar com o apoio dos 30 cirurgiões plásticos do Estados dos associados à SBCP. “Queremos ajudar a minimizar as filas e demoras nos atendimentos do SUS, tanto que as pacientes participantes foram chamadas por conta do grau de complexabilidade de suas cirurgias, que chegam a durar até cinco horas”, ressaltou o representante da SBCP, destacando que a ação pode voltar ocorrer no Amazonas por conta da parceria com a entidade.

Quantos aos procedimentos pós-bariátrica, o doutor Luiz Carlos de Lima, responsável pelo gerenciamento de atenção à saúde do HUGV, explica que, após a retirada de gordura por meio de cirurgia bariátrica, cada paciente deve retornar para um novo procedimento cirúrgico por pelo menos quatro os cinco vez, para remover o excesso de pele. Ele também conta que a ação de cirurgias vai envolver todos os alunos de medicina e residentes da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), que prestam serviços no hospital universitário, promovendo ainda um intercâmbio, já que o evento conta com profissionais de várias localidades do País.

A troca de conhecimentos também foi destacada pelo cirurgião plástico responsável pela ação na FCecon, Roberto Pereira. Para ele, poder atuar ao lado de cirurgiões de  localidades como Porto Alegre, do Pará e Minas Gerais é poder fazer uso do que tem de melhor em material humano, agregando valores profissionais para ambos os profissionais.

Mutirão de cirurgias plásticas da SBCP começou ontem em Manaus e está sendo realizado na Fundação Cecon e no Hospital Universitário Getúlio Vargas.

Auxiliadora venceu um câncer de mama e passou por cirurgia de reconstrução.

CONGRESSO

Victor Adissi, diretor nacional da ação, que acompanhou outros mutirões de cirurgias da SBCP pelo País, ressalta que a cidade de Manaus chegou a ser estudada antes da realização do evento, pois, além dos atendimentos, a capital também será sede do Congresso Norte-Nordeste de Cirurgia Plástica, que começa hoje.

Personagem

Auxiliadora Lima de Souza
Ex-paciente

Em 2011, após um autoexame, a dona de casa Auxiliadora Lima de Souza, 52, descobriu que tinha um nódulo na mama. Ele teve que passar pelo procedimento de retirada total da mama afetada, mas passou pelo procedimento de reconstrução. “Fui para um especialista em Mastologia e posteriormente fiquei fazendo acompanhamentos.

No início  ele era benigno, mas em 2015, quando fui encaminhada do Hospital  Universitário Getúlio Vargas (HUGV) para a Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), identificaram em um dos meus retornos a existência de um nódulo maligno e, para a prevenção da minha saúde, a melhor escolha foi pela retirada total da mama, seguida da reconstrução mamária”, relata a ex-paciente.

“Foi tudo muito rápido, mas creio que minha recuperação total, o que inclui o lado emocional, contou muito o fato de terem realizado a reconstituição da minha mama, porque, se tivesse sido o contrário, não sei como poderia ter sido. Até porque, nós, mulheres, temos nossos seios como um símbolo da nossa feminilidade, é algo nosso”, afirma Auxiliadora Lima.

 

Fonte: Jornal A Crítica – 26/09/2019

“Não existe beleza ideal e plena”

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Médico presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica em Minas Gerais faz um alerta para os limites de se atingir a perfeição por meio de intervenções cirúrgicas e procedimentos estéticos

A popularização das redes sociais acabou fazendo com que mais pessoas recorressem às cirurgias plásticas. Isso porque grande parte delas passam longas horas do dia empenhadas em obter a selfie perfeita, com intuito de aumentar o número de seguidores e de likes no Instagram. Além disso, têm acesso a inúmeros aplicativos que permitem afinar o rosto, modificar o queixo e nariz, entre outras funcionalidades.

Mas qual o limite para suprir essa insatisfação? Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica em Minas Gerais, dr. Alexandre Meira, deve haver uma conscientização das pessoas sobre o que é viável para elas e o que é uma expectativa inalcançável. “Cada indivíduo tem suas particularidades. Eu não posso falar de beleza como algo linear e único, pois o que fica bem para um paciente não necessariamente é o ideal para outro”, revela. Em conversa com o JORNAL DA CIDADE, o especialista esclarece algumas dúvidas sobre o tema.

JORNAL DA CIDADE

O boom das selfies contribuiu para o aumento na procura por cirurgias plásticas? Por quê?

ALEXANDRE MEIRA
Sim. Acreditamos que no mundo globalizado, no qual redes e mídias sociais proliferam de forma desenfreada, a publicação de imagens de pessoas e corpos considerados perfeitos se tornam o desejo de grande parte da população mundial. Muitas vezes, este padrão de beleza passa a ser uma exigência em nosso meio, criando a ideia de que precisamos nos adequar a isso para que sejamos aceitos.

Existe uma beleza ideal?
Não existe beleza ideal e plena. Ela pertence a cada um e é singular, respeitando a harmonia e características específicas de cada indivíduo. Desta forma, as pessoas que procuram um cirurgião plástico, com desejo de se inspirar em artistas famosos, devem ter muito cuidado. Elas podem estar fadadas ao insucesso dos procedimentos estéticos, na medida em que o resultado sonhado não corresponda a seu próprio biotipo.

Quais cuidados os pacientes precisam ter antes de passarem por um procedimento ou cirurgia plástica?
E recomendado que esses pacientes tenham uma conversa franca com seu cirurgião plástico. E processo crucial para que essa pessoa saiba sobre as reais possibilidades de tratamentos, além das limitações que possam existir em caso.

O indivíduo deve mostrar ao médico seus sonhos e anseios, e ouvir dele quais as reais possibilidades ou não em se atingir o objetivo. Lembrar que absolutamente nenhum resultado de cirurgia ou procedimento estético poderá ser replicado de uma para outra pessoa com absoluta chance de sucesso.

Como saber se meu cirurgião plástico é qualificado?
O cirurgião plástico desempenha um papel de extrema importância nesses casos. Profissionais que detêm uma formação séria e responsável seu registro de especialidade no Conselho Regional de Medicina (o Registro de Qualificação de Especialista poderá ser pesquisado no site do CRM). Além disso, ele deverá ser associado à Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, uma entidade afiliada da Associação Médica Brasileira, que é a responsável pela formação e titulação do especialista em Cirurgia Plástica. E importante destacar que a Sociedade Brasileira de Dermatologia também é qualificada a fazer procedimentos estéticos minimamente invasivos.

Fonte: Jornal da Cidade

Alexandre Meira
Presidente SBCP-MG

O diferencial competitivo será cocriar uma experiência única para o cliente paciente

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Uma das maiores operadoras de saúde do Brasil, anunciou no mês passado, que iria descredenciar alguns hospitais de sua rede de atendimentos. Dentre esses hospitais estariam os mais renomados do país.

Por Dr. Leo Aguiar

O que muitos podem pensar é que o motivo dessa descredenciamento seria devido unicamente à problemas ou questões relacionadas ao resultado do serviço prestado. A questão é muito mais profunda e reflete um momento de mudança de mindset e de paradigma. Uma disruptura dos modelos de remuneração do sistema atual.

Segundo a reportagem, os hospitais descredenciados resistiram a abandonar a chamada remuneração por serviço (fee for service, no jargão do setor). Nesse modelo, o hospital recebe do plano por cada procedimento realizado no paciente, como exames e curativos. A operadora argumenta que esse modelo incentiva a oferta de procedimentos desnecessários, causando desperdícios e levando a uma assistência médica inadequada. Há uma tendência de migração do fee for service para fee for value, ou seja, pagamento baseado em valor.

A essência aqui do debate é sobre como cuidar verdadeiramente do paciente, de como entregar valor dentro do cuidado. Quando me refiro a valor, não se trata apenas no sentido financeiro, mas algo além, e que tem uma profunda relação com a integralidade da experiência do paciente dentro de sua jornada de consumidor de um serviço prestado por uma empresa de saúde.

Se isso parece tão óbvio e simples de se resolver, então por que estamos debatendo isso agora?

Vivemos um momento de transição, de confronto de idéias entre os antigos modelos e os novos modelos trazidos pela novas gerações.

Acontece que a maior parte dos novos tomadores de decisão do ecossistema de saúde já entendem que o momento é outro, que entregar um excelente serviço com qualidade e segurança é o mínimo que podem fazer pelos seus clientes e que o grande diferencial competitivo é a sua capacidade de entregar valor durante todos os pontos de contatos da jornada do paciente.

Porém, antes de falarmos de um serviço de saúde que remunere sobre o valor do serviço prestado, precisamos entender o que é valor na sua essência.

Segundo um estudo realizado pela universidade de Utah, onde foram entrevistados médicos e pacientes sobre questões que envolvem a percepção de valor do sistema de saúde, as combinações das respostas dos pacientes foram comparadas com as combinações escolhidas pelos médicos e o resultado mostrou que elas foram diferentes em 90% das vezes.

Os pacientes querem participar das decisões a respeito de sua vida cocriando seu processo de saúde.

Para a maior parte dos gestores de saúde, existe uma fórmula dura e fria sobre Valor.

Valor para o paciente = Desfecho/ Custo, porém essa é um forma muito simplista de entender algo tão complexo como o sistema de saúde.

O mundo não é como nós enxergamos. Na verdade, nós enxergamos o mundo como nós somos, e nesse ponto existe um viés cognitivo que limita nossa percepção da verdadeira realidade.

A partir dessa nova percepção de realidade, mais e mais pessoas irão entender e estudar o sistema de saúde como um sistema complexo e adaptativo, nos mesmos modelos utilizados pelo centro de saúde global da Universidade de York e utilizado por Joi Ito, do MIT Media Lab, em sua dissertação de PHD chamada a “A Prática da Mudança”.

Hoje, podemos entender valor para o paciente como a cocriação de sua experiência de saúde, em que os conceitos defendidos por Prahalad definem o futuro da competição.

Então surge o conceito de valor futuro, exemplificado nessa fórmula da EY, em que Valor é igual a Inovação elevada aos Dados.

Inovação pode ser entendida pela adaptação dos conceitos do quadruple AIM, onde é necessário ter resultados (para as pessoas, profissionais de saúde, pagadores e gestores ) e esses resultados precisam ser personalizados – por meio de uma medicina participatória, de precisão, preditiva e que seja proativa – e os dados servem para ser conectados, combinados e compartilhados.

Dados são as informações obtidas através de aparelhos que digitalizaram a nossa vida; são indicadores, OKR, e métricas de performance. Tudo que pode ser medido pode ser melhorado. Porém, precisamos medir através de aparelhos inovadores, conectar e combinar com as informações que possuímos para gerar insigths e soluções que podem ser compartilhadas.

No final do dia a mensagem final que fica é: Utilizamos a Inovação e os Dados para entregar a melhor experiencia para nosso paciente. Simples assim.

A tecnologia é uma ferramenta para coletar dados, para podermos conectar esses dados e combiná-los para que possamos compartilhar com todos os profissionais que impactam a jornada dos pacientes.

Com o entendimento desses dados, poderemos tomar melhores e mais efetivas decisões para entregar uma experiência personalizada e de grande valor para todos os 4 pilares do quadruple AIM, principalmente e inclusive os pacientes. E assim serão as novas formas de remuneração e contratação hospitais.

Um grande exemplo dessa transformação aconteceu no Hospital de Câncer de Barretos, no interior de São Paulo, e que hoje se chama Hospital do Amor e também no Instituto São Joséem Florianópolis.

O Futuro da Medicina e da Saúde – como um sistema complexo e adptativo – é pós digital, baseado em relações humanas com foco na empatia e no cuidado, com muito amor.

Prover uma jornada incrível em qualquer área da saúde é agora parte da estratégia do sucesso e o grande diferencial competitivo entre os hospitais.

A experiência aqui é do cliente, não só do paciente. E esse cliente está pronto para ser surpreendido. A questão é saber se você e sua empresa estão preparados para prover essa jornada.

No CX Day iremos abordar o sucesso da experiência do cliente e como poderemos criar experiências de valor para todos. Esse meeting é sobre Customer Experience, e como gestores e todas as áreas de empresas e instituições de saúde podem criar experiências de valor que gerem impacto positivo para todos os seus clientes.

O Futuro das Coisas estará presente no CX Day. Será uma manhã inteira para conhecermos os novos clientes da saúde e seus conceitos de valor e sucesso; as ferramentas e soluções realmente inovadoras que vêm transformando a experiência do atual consumidor e pitchesdos gestores de empresas de saúde com práticas exitosas e com foco na experiência do cliente.


Crédito da imagem da capa: Catello Gragnaniello

Fonte: O Futuro das Coisas – Leia o artigo na íntegra em https://ofuturodascoisas.com/o-diferencial-competitivo-sera-cocriar-uma-experiencia-unica-para-o-cliente-paciente/

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