Blog Oficial da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica

Lábio de britânica rompe por aplicações excessivas de preenchimento labial

Uma britânica de 30 anos, fã de Katie Price, gastou mais de 43 mil libras em cirurgias plásticas nos últimos oito anos para ser parecida com a famosa modelo.

 

Duas das coisas mais importantes que candidatos à cirurgia plástica devem entender é que os procedimentos não devem ser realizados para se transformar em outra pessoa e que há limites para tudo. O resultado? A britânica teve um rompimento no lábio inferior por conta da aplicação de preenchimentos cutâneos.

 

Reprodução/Daily Star

 

O fato ocorreu enquanto a mulher e seu marido estavam viajando. Os médicos não puderam ajudá-la no momento por causa da quantidade que já havia sido injetada no local. Foi preciso esperar semanas para drenar o lábio da mulher, que sofreu com a dor e ainda ficou com uma cicatriz permanente.

 

“Meu vício em toxina botulínica e preenchimentos labiais me deixaram desfigurada e há a chance de ficar com uma marca permanente”, explicou em entrevista ao jornal inglês Daily Star.

 

O estrago poderia ter sido pior: seu casamento quase acabou por conta do vício da mulher. O marido, que assinou um acordo pré-nupcial concordando em pagar 450 libras por mês em tratamentos para a mulher. Além das aplicações de toxina botulínica, a britânica fez maquiagem semi-permanente, tinha sessões de bronzeamento quase diariamente e extensões de unhas e cabelo.

 

“Me arrependo de fazer o acordo. Nossa relação está muito melhor agora que ela decidiu abandonar estes hábitos”, afirmou o marido.

 

Um exemplo que serve de alerta e não de inspiração!

 

Com informações do Daily Star. Fotos: reprodução

A cada dois minutos, um homem faz cirurgia plástica no Brasil

Em cinco anos, quadruplicou no país o número de homens que se submetem a cirurgias plásticas estéticas, segundo levantamento da SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica). Entre 2009 e 2014, a quantidade de procedimentos passou de 72 mil para 276 mil ao ano (31,5/hora, em média). A redução das mamas (ginecomastia), a lipoaspiração e a cirurgia de pálpebra lideram o ranking de procedimentos mais realizados.

 

 

Em todo o país, foram realizadas 712.902 intervenções estéticas somente em 2014 . “Nas cirurgias estéticas, a participação dos homens aumentou de 12% para 22,5%. Esse crescimento é de porcentagem, mas em número bruto é maior ainda. O principal motivo é a mudança cultural, com a diminuição do preconceito. Além disso, no Brasil, a cirurgia plástica é vista como um procedimento popular e o país é uma referência mundial”, explica Luiz Henrique Ishida, diretor da SBCP e coordenador do estudo. O levantamento teve como base dados de 5.800 membros da entidade.

 

Ainda entre os fatores que podem ter aumentado a participação masculina no período, Ishida cita a presença de homens mais velhos no mercado de trabalho, o aumento da expectativa de vida do brasileiro, a busca pela juventude e até a influência de relacionamentos com mulheres mais novas. “Em relação ao envelhecimento facial, por exemplo, o olhar cansado é visto como algo ruim no mercado de trabalho. Há pacientes com 70 anos que fazem plástica porque têm vida social mais ativa ou para ficar com aparência mais compatível com a parceira.”

 

 

O editor de imagens Leandro Arouca, 29, tinha as pálpebras caídas e, há pouco mais de um ano, resolveu submeter-se a um procedimento para elevá-las. Ele aproveitou a cirurgia para ajustar outro problema: como estava com gordura localizada, fez uma lipoaspiração. “A pele era um pouco caída nas laterais do olho e isso incomodava para enxergar. Além disso, as pessoas reparavam. Como ia tomar uma anestesia geral, fiz também a lipoaspiração. Eu emagreci e fiquei com ‘pneu’. Por mais que fizesse academia, não resolvia.”

 

Arouca diz que as conversas com o profissional que fez os procedimentos foram fundamentais para diminuir o preconceito que tinha com as cirurgias plásticas. “O homem já se sente confortável. Com a cirurgia, você deixa de reparar em uma coisa que era um incômodo constante.”

 

Segurança

Aparência natural e segurança são dois aspectos buscados pelos homens, de acordo com o cirurgião plástico Marcelo Wulkan, que é membro titular da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica. “Eles preferem procedimentos pouco invasivos e querem fazer algo seguro e com resultado natural. Os homens percebem que as mulheres estão se mantendo mais bonitas de forma mais natural e buscam isso também.”

 

Wulkan diz que, em sua experiência de consultório, notou que muitos homens procuram a plástica no nariz. “Eles percebem que (a cirurgia) não apenas ajuda na autoestima, mas na respiração, quando o paciente tem desvio de septo ou carne esponjosa. O homem tem benefício respiratório e estético.”

 

Foi o caso do fotógrafo Carlos Eduardo de Oliveira Grandizoli, de 22 anos, que operou o nariz há dois meses. “Era uma coisa que me incomodava desde quando eu era pequeno. Fiz uma mudança no formato, porque ele era torto e bem grande. Já estou achando muito melhor.”

 

Tabu

Grandizoli diz que recebeu apoio da namorada e não se arrepende da cirurgia. “Acho incrível esses novos tempos, porque o homem está saindo da zona de conforto e fazer plástica está deixando de ser um tabu.”

 

Fonte: O Estado de S.Paulo
Autora: Paula Felix

Cirurgia reconstrutiva pioneira devolve movimento aos braços e mãos de pessoas com lesões na coluna

Uma técnica cirúrgica pioneira devolveu os movimentos das mãos e braços de pacientes paralisados do pescoço para baixo. Nove tetraplégicos, imobilizados por lesões na coluna vertebral, foram beneficiados pela operação de transferência de nervos feitas por cirurgiões da Universidade de Washington.

 

Os especialistas redirecionaram os nervos dos braços e mãos dos pacientes e os conectaram a nervos saudáveis. O procedimento permitiu que o cérebro e os músculos voltassem a “conversar” e devolveu aos pacientes a capacidade de desempenhar tarefas que permitem buscar novamente idependência, como se alimentar sozinhos ou escrever com uma caneta.

 

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Os cirurgiões responsáveis informaram que todos os pacientes disseram que as funções de seus braços e mãos melhoraram. O procedimento, que geralmente dura quatro horas e permite que o paciente vá para casa no dia seguinte, foi realizado anos após as lesões vertebrais.

 

A técnica pode ser indicada para pacientes com lesões nas vértebras C6 ou C7, as mais baixas na região do pescoço. Pessoas que perderam todas as funções dos braços por conta de lesões nas vértebras C1 a C5 não são beneficiadas.

 

Os cirurgiões redirecionam os nervos saudáveis localizados acima do local lesionado, geralmente nos ombros ou cotovelos, para os nervos paralisados nas mãos ou braços. Uma vez estabelecida a conexão, os pacientes passam por fisioterapia para treinar o cérebro no reconhecimento dos novos sinais dos nervos, um processo que leva de seis a 18 meses.

 

A professora assistente de cirurgia plástica e reconstrutiva e líder do estudo, Dra. Ida Fox, diz: “Fisicamente, a cirurgia de transferência de nervos oferece melhoras incrementais nas funcionalidades das mãos e dos braços. No entanto psicologicamente estes pequenos passos são muito importantes para a qualidade de vida dos pacientes”.

 

A cirurgiã plástica relembra um paciente que contou a ela como ele pode pegar um pedaço de macarrão que havia caído em sua blusa. “Antes do procedimento ele não conseguia mover os dedos. Limpar-se sozinho significou muito para ele”, afirma a Dra. Ida.

 

O objetivo da pesquisa é descobrir uma maneira de devolver os movimentos aos cerca de 250 mil americanos e as outras centenas de milhares de pessoas ao redor do mundo que vivem com lesões na coluna. Enquanto isto não for possível será fundamental criar formas para que a independência em tarefas básicas seja reconquistada, melhorando assim a qualidade de vida destes pacientes.

 

Outro exemplo dado pela Dra. Ida Fox é a inabilidade de pacientes lesionados na cervical de controlarem seus intestinos e bexigas. “Estas pessoas não têm este controle porque o cérebro não consegue se comunicar com a parte inferior do corpo. Portanto eles não conseguem sentir a necessidade de ir ao banheiro. Em geral estes pacientes precisam da ajuda de um cuidador. No entanto, após esta cirurgia, um dos meus pacientes foi capaz perceber isto após mais de uma década”, conta a cirurgiã plástica, antes de completar: “o aumento de privacidade e espaço pessoal restaura significantemente a dignidade destes pessoas”.

 

Com informações do Daily Mail. O estudo foi publicado no Plastic and Reconstructive Surgery.

Pirataria na cirurgia plástica

Fonte: Diário de S.Paulo
Autor: Paulo Godoy

 

Não tem jeito: o brasileiro adora um produtinho pirata. Em todo bairro sempre tem uma barraca com carregador de celular falso, uma banca de filmes baixados ilegalmente ou uma cópia quase perfeita de uma bolsa europeia. E nem precisamos nos esforçar muito para procurar, muitas vezes os vendedores oferecem seus produtos na janela de nossos automóveis enquanto esperamos no trânsito movediço de São Paulo. Um estudo global de 2014 confirma: o Brasil é o vice-campeão mundial de pirataria.

 

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Seguindo essa vergonhosa tendência, a medicina também sofreu a nefasta consequência de ser praticada de forma irregular, ilegal e insegura. Dentre as constantes notícias de atuações de “falsos médicos”, duas áreas parecem sempre ser as mais atacadas: cirurgia plástica e dermatologia. O conceito é simples e fácil de entender: “Cirurgia plástica deve ser realizada por um cirurgião plástico”.

 

Em outras palavras: certamente você não iria até uma pizzaria para comer um sushi ou não chamaria um pintor para consertar o motor do seu carro, então por que arriscaria a sua saúde sendo submetido a uma cirurgia  praticada por um médico sem a formação adequada? Para se tornar um especialista em cirurgia plástica ou dermatologista, é preciso graduar-se em medicina, um curso que compreende seis anos de estudo em período integral.

 

Os médicos formados, para se tornarem especialistas, fazem uma residência médica. No caso da dermatologia, o curso dura quatro anos, e na cirurgia plástica, cinco anos em período integral. São quase 9 mil horas de estudo, apenas na residência, para tornar o médico apto a tratar e diagnosticar as diversas doenças e problemas da pele e fazer cirurgias e procedimentos estéticos. Ao fim dessa etapa, o médico deve ser aprovado em uma prova e registrar-se no Conselho Federal de Medicina como especialista para oficialmente ser considerado como tal. Assim como os usuários de produtos piratas, alguns médicos procuram uma formação mais curta e frequentam cursos de “medicina estética” realizados em um fim de semana julgando-se aptos a praticar cirurgias e procedimentos estéticos invasivos.

 

Esses cursos de “medicina estética” não têm o reconhecimento do Conselho Federal de Medicina nem da Associação Médica Brasileira. Não deixe sua saúde ser vitima da pirataria: informe-se sobre seu médico no site da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica ou da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Usando a música na sala de operação

A música está presente em diversos momentos da vida cotidiana. Você, por exemplo, deve ter uma playlist favorita para escutar no trabalho, na academia, enquanto dirige ou para criar um clima para um encontro romântico.

 

Estudos mostram que a relação das pessoas com a música pode começar antes mesmo do nascimento: bebês que escutam música ainda nos ventres de suas mães recebem impactos positivos durante a infância. Outras pesquisas indicam que o poder tranqüilizador da música pode ajudar na recuperação de um trauma ou cirurgia.

 

É comum pensar que o momento de uma cirurgia plástica é de extrema concentração, mas será que o cirurgião plástico pode escutar Beyoncé enquanto realiza um procedimento? É bem possível.

 

De acordo com um estudo publicado no Aesthetic Surgery Journal, alguns cirurgiões plásticos acreditam que a música reduz o estresse e o tempo de operação enquanto outros entendem que ela é uma distração e deve ser evitada. A questão musical durante a cirurgia plástica tende a ser baseada em preferências pessoais, da mesma forma que gostamos mais de uma comida ou de uma roupa do que de outra.

 

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“Isto realmente é uma coisa pessoal. Se um cirurgião plástico se sente mais à vontade escutando música, o estresse será menor e aumentará as chances de o procedimento ir melhor. Se o cirurgião plástico prefere o silêncio, a música será uma distração. Pessoalmente, prefiro escutar música e geralmente tenho uma playlist variada para a sala de cirurgias”, afirma o Dr. Adam J. Rubinstein, chefe do setor de cirurgia plástica no Jackson North Medical Center (EUA).

 

Da mesma forma que temos músicas que preferimos para malhar, temos outras que preferimos para relaxar. “Se um cirurgião se sente mais confortável porque escuta uma música (ou por qualquer outra razão), a cirurgia correrá de forma mais suave e poderá até ser completada com mais rapidez. No meu caso, sei que os procedimentos são mais eficientes e suaves quando estou ouvindo alguma música”, diz o Dr. Rubinstein, que afirma carregar um iPod com uma lista eclética que toca no aleatório: “Se alguém não gostar de uma música em particular, pulamos a faixa”.

 

Por que isto importa? Bem, talvez não devesse, mas para um paciente que confia sua saúde a outra pessoa, especialmente durante uma cirurgia, conhecer bem o seu cirurgião é importante. Saber que ele está relaxado e confortável para realizar o procedimento ajuda o paciente a relaxar também, mesmo inconscientemente. Cirurgião feliz deve ter maior chance de atingir bons resultados, certo? No silêncio ou com música, o importante é que ele esteja bem para realizar da melhor maneira seu trabalho.

 

Além disso, apenas acho o assunto interessante!

 

Com informações de Aly Walansky, do Smart Beauty Guide. Leia o original em inglês aqui.

Implantes de próteses de silicone nas panturrilhas são diferentes de implantes nas mamas?

O relato abaixo foi publicado no site Smart Beauty Guide pelo Dr. Jonathan Kaplan, integrante da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica Estética, e levanta uma questão interessante. Apesar de serem procedimentos semelhantes, os implantes de próteses de silicone na panturrilha não são tão comuns quanto nas mamas e podem despertar nas pessoas um sentimento de futilidade. Mas por quê? Leia abaixo e entenda melhor como este procedimento pode ajudar a recuperar ou elevar a autoestima das pessoas!

 

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Um homem adulto, saudável e feliz no casamento me procurou há alguns anos. Apesar de tudo parecer bem, alguma coisa estava faltando para ele. Sua autoconfiança estava sendo afetada por suas panturrilhas pouco desenvolvidas. O paciente se exercitava regularmente, mas não conseguia desenvolver este músculo na mesma proporção que o resto de seu corpo. Suas expectativas eram razoáveis e ele não era um halterofilista ou usava esteróides. Era apenas alguém que queria estar em forma, com um corpo bem tonificado.

 

Sua autoconfiança era tão afetada que ele não se sentia confortável quando usava bermudas. Curiosamente, a ansiedade do paciente levou sua mulher a me procurar, com o consentimento dele, para discutir esta situação enquanto ele estava fora da cidade. A esposa era claramente solidária com os sentimentos do paciente, mas sabia o quanto as panturrilhas de seu marido o incomodavam e queria ajudá-lo da forma que pudesse.

 

Depois de ler o relato acima você acha que esta situação é ridícula? Por que alguém deveria se preocupar tanto com suas panturrilhas se elas são saudáveis? Você tem o direito de pensar assim, mas volte a ler o trecho trocando o marido pela esposa e as palavras panturrilhas por mamas.

 

Você sente diferença? No mundo de hoje penso que existe muito menos desprezo pelos implantes de próteses de silicone mamárias do que pelos implantes de próteses de silicone nas panturrilhas. Será que é por que vivemos em uma sociedade que valoriza mulheres com mamas fartas e pensam que homens e cirurgia plástica são algo que estão à margem? Eu reconheço que implantes de próteses de silicone nas panturrilhas não são comuns, mas ao mesmo tempo não consigo fazer distinção entre uma mulher que deseja ter mamas maiores e homens que anseiam por panturrilhas maiores que os ajudem a ter mais autoconfiança. Tendo dito isto, o cirurgião plástico ainda precisa examinar bem os pacientes, sejam eles homens ou mulheres, para se certificarem que eles estão maduros psicologicamente para se submeterem a qualquer tipo de procedimento.

 

No caso este paciente estava preparado e com expectativas realistas e, para completar com um dos meus sinais preferidos de que a pessoa esta apta a passar por uma cirurgia plástica, tinha uma mulher solidária com seus sentimentos. Eles aparentavam estar em uma relação amorosa e feliz. Ele não desejava panturrilhas enormes, apenas algo que o desse melhor definição aos seus músculos.

 

Este procedimento, que envolve pequenas incisões abaixo da dobra dos joelhos, é bastante simples e pode ser feito de forma segura por um cirurgião plástico integrante da SBCP. Da mesma forma que em uma mamoplastia de aumento, um “bolso” é desenvolvido para receber a prótese. No entanto, ao contrário do aumento das mamas, a prótese é colocada acima do músculo, nunca abaixo dele. O paciente fez o seguimento pós-operatório correto, que incluiu duas semanas sem exercícios pesados para as pernas. Já faz muitos anos que ele passou pelo procedimento e recentemente ele mandou orgulhoso uma foto de suas panturrilhas. Veja por você mesmo.

 

Reprodução/Smart Beauty Guide

 

Fonte: Smart Beauty Guide
Foto: Reprodução/Smart Beauty Guide

Cirurgia Plástica durante a gravidez é segura?

Não é nenhum segredo que a gravidez muda o corpo das mulheres e deixa “lembranças” do período, causadas pela flutuação de peso, hormônios e outros fatores. Também é um momento em que elas se sentem sem confiança e buscam medidas extremas para recuperar a aparência de antes da gravidez.

 

“Eu não recebo muitas pacientes grávidas. Como médico, ficaria preocupado de realizar qualquer procedimento “eletivo” que possa, direta ou indiretamente, causar complicações em gestantes”, afirma o cirurgião plástico americano Dr. Brian Regan. Ele explica que mesmo procedimentos comuns devem ser considerados com extrema cautela. “As possibilidades de complicações de cirurgias plásticas comuns é pequena, mas real. Eu evito aplicações de qualquer tipo em grávidas ou remédios que tenham efeitos hemodinâmicos como a lidocaína. A maioria das pacientes ganha peso durante a gestação e não precisam de mais volume em seus rostos. A literatura médica mostra que neurotoxinas não são recomendáveis durante a gestação”, explica o Dr. Regan.

 

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O que é aceitável de acordo com os padrões médicos são procedimentos suaves, tópicos no máximo. Mesmo assim são feitos com moderação para combater reações hormonais como a melasma, uma descoloração facial da pele que é comum em mulheres grávidas.

 

“A Exfoliação suave da pele com microabrasão ou um peeling químico leve é aceitável durante a gestação. A melasma causada pelas mudanças hormonais pode ser tratada com laser ou peeling químico após a gravidez”, explica o cirurgião plástico. Dr. Regan ressalta também que a primeira opção para tratar o melasma induzido pela gravidez é o uso de protetor solar matizado para esconder a pigmentação.

 

O foco no desenvolvimento e na saúde do bebe é a prioridade para qualquer médico, mas as melhorias após a chegada da criança é quando o cirurgião plástico pode contribuir com segurança.
“Eu recomendo que as pacientes relaxem e se concentrem em sua saúde e na saúde de seu bebê durante a gravidez. Quando estiver pronto, nós estamos lá para atender às suas necessidades pós-gravidez. Clareamento da pele, lasers para hiperpigmentação, aumento do peito com mastopexia, abdominoplastia: todos ajudam as mães a sentirem e parecerem bem! “, afirma o Dr. Regan.

 

Então, o melhor conselho para as mulheres grávidas que se preocupam com sua estética global? Abrace a gravidez. Quando você está na marca de 5 meses todos sabem que você está grávida. Não espere parecer outra coisa senão grávida. Como o médico diz, a sua saúde e a saúde do bebê são de extrema importância. Depois você poderá reavaliar suas necessidades de cirurgia plástica após a gestação.

 

Fonte: Smart Beauty Guide
Autora: Bryce Gruber
Foto: J. Star via Compfight cc

Atenção: Cirurgia Plástica em exagero pode envelhecer você

Está cada vez mais comum recorrer às cirurgias plásticas para “reverter” os efeitos do relógio. As pessoas querem parecer mais jovens, vibrantes e até mesmo permanecerem competitivas profissionalmente em um mercado que considera a aparência importante. Logo, o consultório do cirurgião plástico pode parecer com a fonte da juventude.

 

Mas será que não estamos indo longe de mais? Claramente há quem aproveite em demasia uma coisa que é boa e sofra as consequências: ao invés de parecer uma versões renovadas de si mesmas, rejuvenescidas e descansadas, as pessoas ficam parecendo exatamente o contrário. Pode ser excesso de preenchimento dérmico nos lábios, que deixam a pessoa com cara de peixe, ou aplicação de toxina botulínica em excesso, deixando a aparência de um boneco de cera. Também pode acontecer a remoção de muita gordura, especialmente na face, que pode deixar o rosto da pessoa exageradamente magro e envelhecido.

 

 

“Infelizmente isto tem sido uma tendência comum nos EUA, particularmente nos últimos anos, já que preenchimentos dérmicos mais poderosos e duradouros estão disponíveis, além de que outros procedimentos se tornaram mais desejados e acessíveis”, afirma o cirurgião plástico americano Dr. Brian Glatt.

 

Em geral, “ir longe de mais” é um julgamento estético compartilhado pelo cirurgião plástico e pelo paciente, explica o Dr. Glatt. Preenchimentos dérmicos devem melhorar a aparência de uma pessoa, não mudá-la drasticamente. A diferença deveria ser sutil para o paciente adquirir um visual renovado e vibrante e não ficar com a aparência de quem passou por um procedimento.

 

O cirurgião plástico americano ressalta que é preciso contar com um profissional certificado (no Brasil, pela SBCP) e explica que muitas pessoas parecem que passaram por cirurgias plásticas após o procedimento, o que é exatamente o oposto do que qualquer pessoa deseja.

 

Exageros e Excessos
“Se uma blefaroplastia for feita excessivamente e muito tecido for retirado, a região em volta dos olhos pode ficar com um buraco e deixar com aparência envelhecida. Este é um exemplo comum de como alguém pode aparentar ser mais velho após uma cirurgia plástica”, explica o Dr. Glatt. “Se a toxina botulínica não for aplicada corretamente ou em um paciente selecionado de forma incorreta, as sobrancelhas pode cair e deixar o rosto com um ar cansado e pesado”, completa o Dr. Glatt.

 

Outros cenários possíveis em que exageros e excessos na cirurgia plástica podem ter efeitos contrários aos desejados:

- muito preenchimento dérmico nos lábios pode criar um visual desequilibrado;
- levantar as sobrancelhas muito, que pode tirar a naturalidade do rosto;
- muita toxina botulínica, que deixa a face “congelada”;
- aumentar demais as bochechas, tirando o equilíbrio da face;
- remover gordura em exagero na região do pescoço, bochechas, na região dos olhos, já que o volume facial é um indicador de juventude.

 

Revisões
Então se houver exagero, é possível voltar atrás? No caso da aplicação de toxina botulínica, não, segundo o Dr. Glatt: é preciso esperar o período necessário para que os efeitos da aplicação passem. Os preenchimentos cutâneos podem ser revertidos com o uso de antídotos, especialmente os preenchimentos a base de ácido hialurônico. Se o tipo de cirurgia plástica for mais complexa, a regra geral é esperar ao menos um ano antes de passar pelo procedimento de revisão. Este período permite a total recuperação do corpo e também que os resultados finais da primeira cirurgia apareçam.

 

Com informações do Smart Beauty Guide

Polícia investiga morte de mulher após lipoaspiração no Rio

Fonte: G1 Rio

Mulher de 26 anos fez abdominoplastia e lipoaspiração. Paciente já havia colocado próteses de silicone com o mesmo médico.

 

A polícia investiga a morte de uma jovem depois de uma cirurgia plástica no Rio. Edicléia Gonçalves, de 26 anos, foi operada em uma Clínica de estética na Taquara, na Zona Oeste. A família, que está inconformada, diz que Edicléia era uma jovem vaidosa e mãe de duas crianças, uma de quatro e outra de 10 anos.

 

Mesmo contra a vontade do marido, ela optou por realizar a cirurgia plástica. “Eu sempre fui contra. Só que era um sonho dela. Ela pedia por favor, deixa eu fazer, eu quero muito”, lamentou Thiago, como mostrou o Bom Dia Rio desta terça-feira (8).

 

A cirurgia foi marcada no último dia 26 de agosto, na clínica Esthetic Life, na Taquara. O marido contou que a mulher entrou às 9h sala de cirurgia para realizar dois procedimentos: abdominoplastia — a plástica na barriga — e lipoaspiração. Às 17h, depois de muita angústia, Thiago recebeu a notícia. ”Eu perguntei o que aconteceu. Aí, ele pegou e me falou que ela tinha tido três paradas cardíacas e que devido a lipo teria uma embolia pulmonar”.
Por nota, a Vigilância Sanitária informou que a clínica não tem licença para funcionar. A morte da Edicléia foi registrada na 41ª DP (Tanque), em Jacarepaguá. O médico responsável pela operação Luis Felipe Manhães e a equipe que participou da cirurgia foram ouvidos pelos investigadores.

 

Quatro meses antes, a mulher tinha feito uma cirurgia com o mesmo médico para a implantação de próteses de silicone. O profissional é registrado no Conselho Regional de Medicina como dermatologista e cirurgião-geral. O Cremerj disse que já abriu um processo pra apurar a conduta do médico.

 

“Eu estou afastado 30 dias, estou de licença. Eu estou problema com meu filho, [ele] não vai para a escola, consegue dormir, chama a mãe a noite inteira. A mais velha desmaiou no colégio. Quero uma investigaçaõ para saber o que realmente aconteceu. Não quero fazer acusação, só quero saber o que aconteceu. Eu perdi a mulher da minha vida, a mãe dos meus filhos”, afirmou Thiago.

 

Em nota, a Sociedade Brasileira de Dermatologia do Rio de Janeiro afirmou nesta sexta-feira (11) que o médico Luis Felipe Manhães, responsável pela operação, não é associado da Sociedade Brasileira de Dermatologia e, portanto, não é especializado em dermatologia.

Pós-operatório: mantenha-se saudável após seu procedimento

Só porque sua operação terminou não significa que é hora de parar de cuidar de seu corpo. A forma como você se trata nas semanas imediatamente após o procedimento é essencial para garantir que os resultados e saúde em geral permaneçam positivas.

 

Antes de seu procedimento, certifique-se de realizar muita pesquisa sobre o procedimento e suas recomendações pós-operatórias. Seu cirurgião plástico e sua equipe devem fornecer instruções detalhadas sobre o que você deverá esperar à medida que sua recuperação avançar. Além de manter uma dieta saudável, não se esqueça de manter o seguinte em mente quando estiver se recuperando de sua cirurgia:

 

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Entenda os riscos antes de seu procedimento

Como acontece com qualquer operação, existem riscos envolvidos. Não importa se você está se submetendo a um peeling facial ou a uma abdominoplastia, há várias coisas a considerar antes de seu procedimento. Primeiro, os pacientes só procurar cirurgiões plásticos integrantes da SBCP. Escolher bem o profissional é essencial para o sucesso de seus resultados. Além disso, os pacientes devem realizar uma investigação antes de seu procedimento para compreender plenamente os riscos associados.

 

Preste atenção aos conselhos de seu cirurgião plástico

Há várias boas práticas que os pacientes devem seguir no pós-operatório, mas elas dependem do tipo de cirurgia plástica. Enquanto pode ser possível retornar rotinas diárias um ou dois dias depois de procedimentos minimamente invasivos, cirurgias mais invasivas podem exigir várias semanas de recuperação.

 

Os pacientes devem analisar essas informações a fim de se preparar para a sua recuperação. Por exemplo, dentro das primeiras 48 horas após a operação os pacientes podem esperar inchaços e desconforto. É preciso lembrar que a recuperação varia de pessoa para pessoa, afinal são organismos diferentes. Manter contato constante com o cirurgião plástico também é importante para evitar surpresas e garantir que os eventuais sintomas não são motivo de preocupação.

 

Fonte: Smart Beauty Guide

Foto: Alex E. Proimos via Compfight cc

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