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O que é bichectomia e por que médicos temem sua “banalização” impulsionada por celebridades

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Por Imma Gil, BBC News Mundo

A bichectomia, uma cirurgia irreversível, é moda entre muitas mulheres jovens em busca de maçãs do rosto ultraesculpidas. As redes sociais estão repletas de fotos de antes e depois de celebridades que supostamente passaram por bichectomia.

O visual de maçãs do rosto ultra-esculpidas está na moda há anos, mas as selfies e a cultura dos influenciadores nas redes sociais deram um impulso sem precedentes a essa cirurgia, conhecida e praticada há décadas.

Estamos falando de bichectomia, ou remoção das bolas de Bichat (bolsas de tecido adiposo que todos temos nas bochechas). “Há alguns anos está na moda entre as jovens de 20, 25 anos”, afirmou à BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC, a médica Ainhoa Placer, da Sociedade Espanhola de Cirurgia Plástica, Reconstrutiva e Estética.

É uma tendência notada por especialistas de vários países, embora seja difícil obter números.O objetivo estético desse procedimento é afinar o rosto e marcar mais as maçãs. Embora seja uma cirurgia relativamente simples e pouco invasiva, alguns especialistas alertam que há uma certa “banalização” do seu uso e que a operação é mais complexa do que muitas clínicas de medicina estética querem mostrar.

Além disso, muitos especialistas questionam o procedimento estético se o paciente não tem rosto excessivamente arredondado: no curto prazo pode ser eficaz para marcar mais as maçãs do rosto, mas em longo prazo pode causar uma aparência de envelhecimento precoce. “Pessoalmente, não sou muito favorável à realização desta cirurgia”, disse Placer.

Absorver impacto

Você sabe por que temos essas bolsas de gordura em nossas bochechas? As bolas de Bichat são bolsas de tecido adiposo que se encontram em uma camada profunda da face, sob as maçãs do rosto e entre os músculos masseter e bucinador.

Eles atuam como uma espécie de almofada ou amortecedor entre os músculos faciais que, entre outras coisas, participam dos movimentos de mastigação (e da amamentação nos recém-nascidos).

Essas bolsas têm o nome do anatomista francês que as identificou no final do século 18, Xavier Bichat. O tamanho e volume variam de pessoa para pessoa devido a razões genéticas, e podem dar ao rosto uma aparência arredondada que não tem nada a ver com excesso de peso.

Embora não cumpram uma função estrutural em nosso rosto, sua localização está intimamente ligada a uma área delicada da face, próxima a várias terminações do nervo facial, o ducto parotídeo, por onde a saliva circula da glândula parótida para a boca, e dos principais vasos sanguíneos da face.

Especialistas em cirurgia odontológica e reconstrutiva utilizam as bolas de Bichat há décadas como mais um recurso em seu repertório de técnicas cirúrgicas. Mas o interesse nos últimos anos em sua remoção é puramente estético e, de acordo com Placer, vem principalmente de mulheres jovens, que não têm necessariamente bochechas desproporcionalmente grandes ou rostos excessivamente arredondados.

Não é tão simples

A remoção é feita por meio de uma incisão de um ou dois centímetros de comprimento no interior da boca, na altura dos molares superiores, em operação que, dependendo da experiência do cirurgião, pode levar menos de uma hora e é geralmente realizada sob anestesia local. As clínicas de estética que promovem esta cirurgia destacam que é um procedimento rápido, minimamente invasivo, com pós-operatório fácil, resultados permanentes e sem cicatrizes externas.

Elas vendem um sonho estético: transformar de forma fácil e rápida (e relativamente acessível, em torno de US$ 1.500 dependendo do país), um rosto arredondado e sem definição em um rosto mais fino e estilizado, com maçãs do rosto acentuadas.

Pode ser muito tentador, mas “não é tão simples quanto parece”. Essa é a mensagem de uma campanha informativa que a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica promoveu nas redes sociais em 2019, especificamente para prevenir problemas associados às bichectomias.

Além das possíveis complicações associadas a qualquer cirurgia, como sangramento ou infecção, os principais riscos de uma bichectomia de baixa qualidade são possíveis lesões no nervo facial ou secção acidental do ducto salivar.

Uma lesão grave no nervo facial, por exemplo, pode levar à perda irreversível de movimento da face. É por isso que as associações de profissionais da Cirurgia Plástica, Reconstrutiva e Estética de vários países insistem que é essencial procurar um médico especialista qualificado e bem treinado para realizar essas operações.

Fonte: VivaBem/UOL

Leia a matéria completa em: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/bbc/2020/10/15/o-que-e-bichectomia-e-por-que-medicos-temem-sua-banalizacao-impulsionada-por-celebridades.htm

SBCP lança campanha digital de combate à Fake News

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Ação tem por objetivo instruir pacientes sobre os riscos da escolha por profissionais sem formação em Cirurgia Plástica e desmitificar as propagandas milagrosas de “antes e depois”

Por SBCP

Com o objetivo de conscientizar a população sobre os riscos de realizar cirurgias plásticas e outros procedimentos estéticos invasivos com profissionais não qualificados e sempre preocupada com a segurança do paciente, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) lança em suas redes sociais e canais de comunicação, a campanha “Cirurgia Plástica: não existe milagre. Existe ciência, responsabilidade e especialização!”.  Com o conteúdo baseado em publicações abusivas de não médicos ou não especialistas, que fazem propagandas de cirurgias plásticas como se fossem objetos simples de consumo e acompanhando os crescentes casos de deformações em pacientes, muitos deles indo a óbito, a SBCP quer orientar a população sobre como identificar as fake news espalhadas principalmente pela internet.

Resultados milagrosos como são divulgados na internet, os famosos “antes e depois”, não existem. “Além de ser uma conduta proibida a médicos, os profissionais que realizam indevidamente certos procedimentos, expõem pacientes com o uso de imagens não apropriadas e ainda espalham fake news com o intuito de seduzir novos clientes com promessas irreais, sem o mínimo de preocupação com a segurança do paciente”, afirma o presidente da SBCP, Dr. Dênis Calazans. Ele explica o posicionamento da Sociedade em criar a campanha: “É necessário que a população entenda como deve ser a verdadeira publicidade médica, feita com responsabilidade e ética. Para que ninguém mais caia em propagandas enganosas colocadas nas redes sociais”, alerta.

Importância da boa escolha do profissional e do local da cirurgia.

Metade do sucesso de um procedimento médico está na boa relação médico-paciente. “A escolha do profissional que fará a cirurgia deve ser criteriosa. É importante estar atento à formação, ao currículo e conhecer a carreira deste profissional. Essas informações não são conseguidas, pelo menos com credibilidade, apenas por meio de redes sociais”, alerta o presidente da SBCP. Ele complementa que em suas redes sociais ou sites, cada um pode se apresentar como quer, existindo, inclusive, muitos perfis falsos.

Outro fator importante para a segurança do paciente é onde será realizado o procedimento. Muitas complicações cirúrgicas têm relação direta com a escolha do local, que deve ser certificado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e possuir todos os equipamentos e recursos para as intercorrências que, porventura, possam acontecer. O paciente deve colher o máximo de informação sobre o local em que realizará a cirurgia e, se possível, até visitá-lo previamente.

A campanha “Cirurgia Plástica: não existe milagre. Existe estudo, técnica e especialização!” contará com vídeos de entrevistas com diversos especialistas sobre os riscos da realização de procedimentos com profissionais sem formação em Cirurgia Plástica; postagens semanais em suas redes sociais sobre o processo de tratamento, manipulação de imagens (truques como: ângulo, iluminação e maquiagem usados por profissionais não médicos); duas lives para o público e tutoriais com informações relevantes de como escolher o cirurgião plástico para uma cirurgia plástica mais segura.

Ficha Técnica
Campanha: ‘Cirurgia Plástica: Não existe milagre. Existe estudo, técnica e especialização!

Agência: Selles Comunicação
Cliente: Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP)
Produto: Institucional
Veiculação: Instagram: https://www.instagram.com/sbcpoficial/?hl=pt-br e Facebook: https://www.facebook.com/sbcpoficial
Landing page: https://www.naoexistemmilagres.com.br
Vigência: Até dezembro de 2020

Você sabia que não apenas médicos, mas pacientes também não podem publicar fotos de antes e depois?

Segundo a resolução CFM 1.974/11 (artigo 9), o médico deve evitar sua autopromoção e sensacionalismo, preservando, sempre, o decoro da profissão. De acordo com o documento, entende-se por autopromoção entre outras coisas, a utilização de entrevistas, informações ao público e publicações de artigos com forma ou intenção de angariar clientela; pleitear exclusividade de métodos diagnósticos e terapêuticos; permitir a divulgação de endereço e telefone de consultório, clínica ou serviço. E segundo o manual de publicidade médica, sensacionalismo é entendido por a divulgação publicitária, mesmo de procedimentos consagrados, feita de maneira exagerada e fugindo de conceitos técnicos, para individualizar e priorizar sua atuação ou a instituição onde atua ou tem interesse pessoal; Utilização da mídia, pelo médico, para divulgar métodos e meios que não tenham reconhecimento científico; usar de forma abusiva, enganosa ou sedutora representações visuais e informações que possam induzir a promessas de resultados, ou seja, a publicação de modo reiterado e/ou sistemático, de imagens mostrando o “antes e depois”. É importante também ressaltar que o médico não pode permitir que o paciente poste essas imagens e divulgue o seu trabalho. Na resolução também proíbe a publicação nas mídias sociais de autorretrato (selfie), imagens e/ou áudios que caracterizem sensacionalismo, autopromoção ou concorrência desleal. Ou seja, o médico precisa ser extremamente criterioso ao publicar selfies em suas páginas de trabalho.

MAIS INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA:
RS PRESS
Vittoria Burattini – vittoriaburattini@rspress.com.br (11) 97699-4137
Newton SIlva – newtonsilva@rspress.com.br

Aprovados Exame para Ascensão a Membro Titular

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Aprovados Exame para Ascensão a Membro Titular – Exame 003/2020

Candidato Trabalho UF
1 ANDRE LUIZ BILIERI PAZIO RETALHO SUBMENTONIANO PARA RECONSTRUÇÃO DE DEFEITOS DE CABEÇA E PESCOÇO PR
2 BARBARA BRANDAO DE BARROS NEONFALOPLASTIA EM DERMOLIPECTOMIAS ABDOMINAIS EM ANCORA MG
3 BERNARDO RAMALHO MARTINS PINTO REJUVENESCIMENTO FACIAL NÃO CIRÚRGICO COM ÁCIDO HIALURÔNICO RJ
4 DALTON ESPINDOLA VOLPATO EXTENSOR SEPTAL DUPLO: UM ENXERTO VERSÁTIL EM RINOPLASTIA PR
5 DANIEL BORO DOS SANTOS PTOSE PALPEBRAL: DO DIAGNÓSTICO AO TRATAMENTO SP
6 DARLEN RODRIGUES VIEIRA RECONSTRUÇÃO PALPEBRAL DO CANTO MEDIAL: ANÁLISE DE SÉRIE DE CASOS MG
7 ERICK HORTA PORTUGAL RETALHO REVERSO DE MÚSCULO SERRÁTIL ANTERIOR NAS RECONSTRUÇÕES MAMÁRIAS IMEDIATAS COM IMPLANTES E EXPANSORES MG
8 FERNANDO ZANOL DOS SANTOS ABDOMINOPLASTIA COM NEO-ONFALOPLASTIA EM PACIENTES PÓS GASTROPLASTIA SEM CICATRIZ VERTICAL: EXPERIÊNCIA PESSOAL SC
9 IVAN MALUF JUNIOR AVALIAÇÃO CLÍNICA DOS EFEITOS E RESULTADOS DOS PLANOS SUBFASCIAL E SUBGLANDULAR APÓS O AUMENTO DE MAMA PRIMÁRIO: UM ESTUDO PROSPECTIVO RANDOMIZADO DUPLO-CEGO PR
10 MARIA CUSTODIA COIMBRA ROCHA JUCA RECONSTRUÇÃO MAMÁRIA EM DOIS ESTÁGIOS : ESTUDO RETROSPECTIVO DE 3 ANOS CE
11 PAULO ROBERTO CASTELLETI LIBORIO DA COSTA ONFALOPLASTIA PELA TÉCNICA LOSANGULAR NA DERMOLIPECTOMIA ABDOMINAL RJ
12 PRISCILLA BALBINOT EFEITO DA RADIOFREQUÊNCIA NA CICATRIZAÇÃO CUTÂNEA DE RATOS: ANÁLISE HISTOLÓGICA, IMUNOISTOQUÍMICA E TENSIOMÉTRICA PR
13 RODOLFO COSTA LOBATO MENTOPLASTIA DE AUMENTO POR ENXERTO AUTÓGENO DE GORDURA: AVALIAÇÃO PROSPECTIVA DA SATISFAÇÃO PELO QUESTIONÁRIO FACE-Q SP

Bisturi não é varinha mágica: cirurgião alerta para riscos de procedimentos clandestinos

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Estudante morreu após se submeter a procedimento para aplicar hidrogel no corpo em Pedro Juan Caballero

Por Mariane Chianezi e Gabriel Maymone

A morte da jovem Sheiza Ayala, de 22 anos, vítima de um procedimento estético malsucedido em Pedro Juan Caballero, reacendeu o alerta para a procura por cirurgias em clínicas clandestinas. A estudante teve hidrogel injetado no corpo e não resistiu, falecendo nesta quinta-feira (17) em Ponta Porã, a 317 km de Campo Grande.

Ao Jornal Midiamax, o presidente da SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica), Dr. Dênis Calazans, disse que a busca por um corpo perfeito, leva as pessoas a arriscarem a vida com profissionais não capacitados e com procedimentos com valores abaixo do mercado.

Estamos vivendo em um tempo muito estranho, em que a imagem parece prevalecer. Observamos que as pessoas se guiam pelas mídias sociais para escolher os profissionais, número de curtidas, seguidores. A mercantilização da medicina faz com que alguns profissionais abram mão da segurança para baratear o tratamento.

Denis CalazansPresidente da SBCP

O médico esclarece que as pessoas precisam se atentar e se conscientizar de que a cirurgia plástica é um tratamento médico e não pode ser realizado por influência da moda e a busca pela aparência perfeita.

Calazans afirma que muitos pacientes procuram as clínicas com uma proposta além do que a própria anatomia do corpo permite e se frustram, pois, o bisturi ‘não é uma varinha mágica’, como ele define.

“Na cirurgia plástica, bisturi não é uma varinha de condão. Nem tudo o que está na cabeça do paciente é possível realizar. A cirurgia plástica não é como ir comprar roupa, é preciso ter a avaliação profissional, de um especializa”, pontuou.

Procedimentos baratos
O presidente da SBCP diz que existem dois fatores para as pessoas arriscarem a vida com procedimentos clandestinos e com profissionais não qualificados: o desconhecimento e a tentadora oferta barata.

“O acesso a cirurgia plástica é muito facilitado no Brasil todo. O país goza de respeitabilidade internacional e é um celeiro científico muito forte. O número de cirurgiões plásticos no país gira em torno de 6,5 mil profissionais, o que facilita o acesso. Procedimentos baratos não vale a pena e é um problema recorrente”, disse.

Para o médico, é preciso que o poder público interfira e regulamente o exercício da cirurgia plástica e que as pessoas se orientem quanto os processos.

Sheiza era do Mato Grosso e estudava estética. (Foto: Reprodução/ Redes sociais)

Violência Doméstica contra mulher: confira o recado de Lili Spada

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Em plena pandemia, houve um crescimento assustador de 40% de mulheres vítima de violência doméstica e a Fundação IDEAH-SBCP lançou um projeto social que tem como objetivo oferecer cirurgia plástica reparadora para mulheres vítimas de agressões domésticas.

É um projeto nacional do qual participarão 84 serviços de Cirurgia plástica em todo Brasil, que realizarão o atendimento. Para isso, é necessário, apenas, ter o boletim de ocorrência do caso.

A influencer Lili Spada é quem dá voz a essa campanha. Assista ao vídeo

Cirurgia Plástica Brasileira mostra sua solidariedade às vítimas do incêndio no Líbano

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Cirurgiões plásticos brasileiros levam o humanismo da medicina e da cirurgia plástica aos sobreviventes da tragédia que deixou milhares de feridos após explosão na última semana a capital libanesa

Passam de 5.000 o número de feridos após a explosão de um galpão em 04 de agosto no porto de Beirute, no Líbano e que já são contabilizadas mais de 130 mortes. A tragédia de grandes proporções deixou a capital libanesa devastada e mobilizou vários países que já começaram a enviar algum tipo de ajuda. No Brasil, a solidariedade de médicos mobilizou cirurgiões plásticos se unirem e, junto com outros médicos, embarcaram para ajudar a equipe de médicos locais. O Dr. Rômulo de Melo Mene, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) do Rio de Janeiro, é um dos organizadores deste grupo que coordenou a ida dos médicos cariocas. Anos atrás, ele coordenou um grupo de cirurgiões plásticos libaneses que fizeram a formação na capital fluminense.

Além disso, eles estão levando uma doação de todo o estoque de peles de tilápia para a utilização em curativos biológicos para queimaduras, técnica pioneira desenvolvida na Universidade Federal do Ceará. Ao todo serão 45.000cm².

Aprovados Exame para Ascensão a Membro Titular

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A SBCP divulga e parabeniza os candidatos aprovados no Exame de Titular 002/2020 – Plataforma Digital

Candidato Trabalho UF
ALEXANDER DINIZ NASSIF MODULAÇÃO DA MUSCULATURA FACIAL COM A UTILIZAÇÃO SISTEMÁTICA DE TOXINA BOTULÍNICA TIPO A – ACOMPANHAMENTO DE CASOS POR 2 ANOS. MG
CAIO ALCOBAÇA MARCONDES RECONSTRUÇÃO DA PAREDE TORÁCICA COM USO DE RETALHO TORACOEPIGÁSTRICO E TORACOABDOMINAL PÓS-RESSECÇÃO DE EXTENSOS TUMORES DE MAMA LOCALMENTE AVANÇADOS PI
DANIEL ONGARATTO BARAZZETTI A INCORPORAÇÃO DO TRANSPLANTE CAPILAR FUE NA ROTINA DO CIRURGIÃO PLÁSTICO SC
EDUARDO RODRIGUES DA CUNHA FERRO RESSECÇÃO DE CUNHA DÉRMICA NA TÉCNICA DO PEDÍCULO DE SILVEIRA NETO GO
ISAIAS VIEIRA CABRAL CAPACIDADE PARA O TRABALHO E PRODUTIVIDADE APÓS A MAMOPLASTIA REDUTORA MG
JOAO HENRIQUE SPAGOLLA PONTELLO CORISTOMAS E DERMOLIPOMAS ÓCULO-PALPEBRAIS ASSOCIADOS OU NÃO A COLOBOMAS DOS CANTOS LATERAIS PR
LUCIANO BUSTANI LOSS ENXERTO EXTENSOR SEPTAL: ESTUDO DE 159 CASOS CONSECUTIVOS RJ
MARCELO FRAZAO DE CAMPOS DOMINGUES UTILIZAÇÃO DA SUTURA ELÁSTICA NO TRATAMENTO DAS FERIDAS TRAUMÁTICAS RJ
PAULO RODAMILANS SANJUAN PLASTICONSENT – TERMO DE CONSENTIMENTO INFORMADO SIMPLIFICADO ONLINE EM CIRURGIA PLÁSTICA. BA
SERGIO LUIS KEINERT MASTOPEXIA DE AUMENTO COM IMPLANTES MAMÁRIOS USANDO A TÉCNICA DE “T” INVERTIDO: EXPERIÊNCIA DO AUTOR E AVALIAÇÃO DA SATISFAÇÃO DAS PACIENTES PR
THIAGO VIAL COSTA ABDOMINOPLASTIA PÓS-BARIÁTRICA: AVALIAÇÃO DE INDICAÇÕES, RESULTADOS E EVOLUÇÕES. RS

Álcool em gel aumenta casos de queimaduras

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Médicos alertam para manuseio sem cuidado do produto inflamável indicado para limpar as mãos durante a pandemia

Por Cláudia Collucci

Em 3 de maio, um domingo, a estudante de enfermagem Giovanna Pavanelli, 21, chegou para um churrasco na casa da família, em Águas de Santa Bárbara (SP). Passou álcool em gel 70% para higienizar as mãos e foi para o quintal. Ao se aproximar do fogareiro, só se lembra de uma labareda vindo na sua direção.

“Minhas mãos ficaram em chamas. O fogo se espalhou para os braços, o tórax e as pernas. Só o rosto não queimou muito. Fiquei um mês internada com queimaduras de segundo e terceiro graus, tive que fazer enxertos de pele”, conta.

Ela ainda se recupera dos ferimentos. Dois dedos das mãos estão atrofiados.

Com a disseminação do uso do álcool em gel na pandemia para a higienização das mãos e a flexibilização da venda do produto mais concentrado (70%), centros de tratamento de todo o país têm registrado aumento de internações por queimaduras.

Em geral, são situações em que as pessoas higienizam mãos e braços com álcool e logo depois, distraídas, se aproximam do fogo: vão cozinhar ou acender churrasqueira, lareira, fogueira ou mesmo vela.

Dados inéditos da SBQ (Sociedade Brasileira de Queimaduras) de centros de tratamento de queimados de 19 estados mostram que, desde 20 de março, 445 pessoas foram internadas com queimaduras relacionadas ao alcool 70%na sua forma gel ou líquida.

O que mais chama a atenção dos médicos, no entanto, são os acidentes com álcool em gel, que inexistiam até então.

A data também coincide com uma resolução da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que flexibilizou a venda do álcool líquido 70%, mais inflamável, em embalagens de um litro (o que era vetado por norma de 2002).

Não há dados oficiais sobre queimaduras por álcool nos anos anteriores. Segundo o Ministério da Saúde, elas não são contabilizadas em separado. Os CIDs (Código de Internacional de Doença) englobam queimaduras por corrente elétrica, radiação, raios, exposição ao fogo e contato com uma fonte de calor ou substâncias quentes.

“Com mais exposição do álcool no uso doméstico, houve aumento brusco de queimaduras. O álcool em gel deve ser usado quando a pessoa estiver na rua. Em casa, a higienização deve ser feita com água e sabão”, diz o cirurgião José Adorno, presidente da SBQ.

A norma da Anvisa que flexibilizou a vendado álcool 70% tem validade de 180 dias – vai até setembro. Há uma pressão para que não seja prorrogada.

“A medida representou um dano à sociedade. É uma luta antiga retirar o álcool do ambiente domiciliar, fazer com que as pessoas entendam que o álcool, em gel ou líquido, é uma arma”, afirma Adorno.

Em nota, a Anvisa diz desconhecer o aumento de acidentes envolvendo álcool 70%, que a flexibilização da venda ocorreu pela falta de álcool em gel no mercado no início da pandemia de Covid-19 e que a medida vale até setembro.

Segundo Adorno, além do álcool 70% ser mais inflamável, os frascos grandes têm mais chances de explodir quando próximos ao fogo, causando queimaduras profundas, que deixam cicatrizes e problemas funcionais.

Em alguns centros de tratamentos de queimados, esses ferimentos já respondem por até 40% das internações, segundo a Sociedade Brasileira de Queimaduras. A taxa de óbito varia entre 5% e 8% dos casos.

Na Bahia, o centro do Hospital Geral do Estado, o álcool 70% representa hoje a maior causa das internações por queimaduras. Até 2019, a água quente liderava, seguida de um conjunto de líquidos inflamáveis, como etanol e gasolina.

As internações passaram de três casos em março para 17 neste mês. O cirurgião Marcus Vinícius Barroso, coordenador do centro, diz que chegaram muitos pacientes com graves queimaduras em razão do uso do álcool em gel.

Um deles foi um jovem que passou o produto nas mãos, nos braços e na roupa e foi acender uma churrasqueira. “A roupa dele pegou fogo. Ele chegou aqui com 40% do corpo queimado, queimaduras de terceiro grau. Tivemos que fazer umas dez cirurgias. Terá sequelas para o resto da vida.”

Para o médico, as pessoas automatizaram o uso do álcool em gel em casa e se esquecem que ele é um produto inflamável. “O álcool gel é a 70%. O álcool que a gente tinha antes em supermercado era 42%, 46%, que não é tão fácil de inflamar. Em casa, as pessoas só devem usar água e sabão.”

Para o cirurgião plástico Jayme Farina Júnior, coordenador da unidade de queimados do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, uma peculiaridade do álcool em gel é a chama ser praticamente invisível. “A pessoa só percebe quando a queimadura já está ocorrendo.”

Na unidade, cinco dos seis leitos disponíveis para internação chegaram a ficar ocupados com vítimas de queimaduras por álcool 70% a partir de março. Antes da pandemia, apenas um teve esse fim.

Os médicos se preocupam com as inovações envolvendo o álcool em gel. Barroso, da Bahia, diz que viu em supermercados embalagem do álcool em gel com spray pressurizado. “É um lança-chamas!”

Adorno, da SBQ, conta que existem escolas no país já planejando instalar totens com álcool em gel no retorno às aulas. “É totalmente condenável. Você está colocando um mobiliário explosivo na escola. É melhor instalar mais pias com água e sabão e educar as crianças a lavarem as mãos.”

Contato de crianças com álcool exige supervisão dos pais

A SBP (Sociedade Brasileira de Pediatra) emitiu um alerta nesta semana para os acidentes com álcool envolvendo crianças. Além do perigo das queimaduras por fogo, a substância também pode causar ferimentos nos olhos. Desde uma irritação até lesões mais extensas na córnea.

Na semana passada, uma mãe de Campinas relatou nas redes sociais que o filho de cinco anos teve a córnea do olho direito queimada, após ser atingida por um forte esguicho de álcool em gel.

“Ele chorou muito, corri lavar com água corrente, a princípio tratei como se fosse xampu ou sabonete e não melhorou, ele continuava chorando e até tremia de dor”, contou Camila Mendes.

A mãe afirma que o médico identificou uma extensa queimadura na córnea do menino e que ele precisou ser sedado para a retirada do resíduo. Ela relata que não sabia que o álcool em gel poderia causar todo esse estrago nos olhos.

O oftalmologista Rubens Belfort Neto, professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), diz que tem aparecido casos leves de lesões nos olhos envolvendo álcool em gel.

“Ele fica meio ressecado e, quando a pessoas aperta o tubo, às vezes sai um jato. Também tem pacientes com medo do corona vírus que passaram álcool no rosto [que acabou caindo nos olhos].”

Segundo ele, o álcool machuca e remove o epitélio, a camada superficial da córnea. “Se tratado, costuma ficar bom. O epitélio cresce e fecha a ferida.”

A pediatra Sarah Saul, do departamento de segurança da SBP, orienta que frascos e vidros de álcool nunca devem estar ao alcance das crianças. “Sempre que for usar o álcool em gel tem que ter um adulto por perto supervisionando.”

 

Fonte: Folha de S.Paulo – Domingo, 26 de julho de 2020 – Saúde B2
Legenda da foto: Álcool em gel é utilizado para limpeza das mãos – Gabriel Cabral/Folhapress

Suspensão Congresso Nacional 2020

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AOS MEMBROS DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIRURGIA PLÁSTICA

Esta pandemia mudou, e ainda está, redesignando o mundo e nossas vidas. A humanidade se esforça em resgatar a vida sequestrada por este vírus que tantas outras já ceifou.

Tantos quantos sejam os comunicados oficiais da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), todos levarão o respeito, lamento e solidariedade pelas mortes ocasionadas nesta pandemia.

Mesmo a distância, desde março de 2020, a SBCP intensificou a presença na vida dos seus associados, com um inigualável volume de conteúdo científico e ações que amenizaram o desconforto da reclusão imposta pela necessária quarentena.
A expectativa de que o Brasil acompanhasse o perfil estatístico dos países que nos antecederam no enfrentamento da pandemia, fez com que em abril e maio, acreditássemos seguro manter a organização para realização do 57º Congresso Brasileiro de Cirurgia Plástica, em Maceió-AL.

Ocorre que a despeito de todo otimismo, esforços desta Diretoria, DEC (Departamento de Eventos Científicos), Capítulos, Diretorias Regionais (com destaque para Diretoria Regional Alagoas), funcionários, e confiança de muitos membros da SBCP, o cenário brasileiro da pandemia nos oferece incertezas que invocam nossa responsabilidade institucional acima de qualquer outro interesse que não seja o valor da vida e da segurança a saúde.

Diante de tantas dificuldades e impedimentos, cujas soluções fogem completamente a alçada da SBCP, a conhecer:

  • Hospital de campanha montado no Centro de Convenções de Maceió (localprogramado para o 57º Congresso Brasileiro de Cirurgia Plástica), com plano dedesmonte incerto;
  • Malha aérea nacional e internacional reduzida e incerta;
  • Imposições restritivas de autoridades sanitárias;

Isto posto, em decisão colegiada, após amplo e profícuo debate, esta Diretoria Executiva Nacional, DEC, Capítulos, e Diretorias Regionais da SBCP, entendem com profundo lamento, mas com a responsabilidade que o momento impõe, a necessidade da SUSPENSÃO do 57º Congresso Brasileiro de Cirurgia Plástica.

Deste ato, emergem procedimentos normativos a serem oportunamente efetivados pelo Conselho Deliberativo, e prontamente informado a todos os membros da SBCP.

Aos já inscritos no Congresso, até a presente data, resta facultado o reembolso integral do valor pago pela inscrição (estes podem entrar em contato com a SBCP – 11 3044-0000 ou tesoureiro@cirurgiaplastica.org.br); ou a manutenção do status (comoinscrito) para o mesmo evento, quando efetivamente programado (a inscrição já efetivada será válida para o Congresso Brasileiro de Cirurgia Plástica de 2021).

Ao cabo, reiteramos nosso lamento, e certos da acertada e imperativa providência, em tempo, e de cidadania responsável contamos com o entendimento e compreensão de todos os membros da SBCP.

Seguiremos unidos e determinados pela grandeza da SBCP e da Cirurgia Plástica Brasileira.

São Paulo, 03 de agosto de 2020.

DÊNIS CALAZANS LOMA – Presidente
LEANDRO DA SILVA PEREIRA – Secretário Geral
ANTONIO CARLOS VIEIRA -Tesoureiro Geral
PEDRO BINS ELY – 1º Vice-Presidente
PEDRO PITA – 2º Vice-Presidente
KÁTIA TORRES BATISTA – Secretária Adjunta
EDUARDO MONTAG – Tesoureiro Adjunto
LUIZ HENRIQUE ISHIDA – Diretor do DEC
RICARDO FROTA BOGGIO – Coordenado dos Capítulos
ANDRE DE MENDONCA COSTA – Presidente Regional Alagoas
EULER ESTEVES RIBEIRO FILHO – Presidente Regional Amazonas
NONATO JOSE DE LIMA FONTES – Presidente Regional Bahia
HARLEY ARAUJO CAVALCANTE – Presidente Regional Ceará
SILVIO FERREIRA DA SILVA – Presidente Regional Distrito Federal
ARIOSTO DA SILVA SANTOS FILHO – Presidente Regional Espírito Santo
ORLANDO JOSE DE OLIVEIRA NETO – Presidente Regional Goiás
VIDAL GUERREIRO – Presidente Regional Mato Grosso
AGLIBERTO MARCONDES REZENDE – Presidente Regional Mato Grosso do Sul
ALFREDO DONNABELLA – Presidente Regional Minas Gerais
FLAVIO BRAYNER RAMALHO – Presidente Regional Pará
WAGNER DA SILVA LEAL – Presidente Regional Paraíba
ALFREDO BENJAMIM DUARTE DA SILVA – Presidente Regional Paraná
RUI MANUEL RODRIGUES PEREIRA – Presidente Regional Pernambuco
MARCELO DAHER REGIONAL – Presidente Regional Rio de Janeiro
GIULIANO BARBOZA BORILLE REGIONAL – Presidente Regional Rio Grande do Sul
CARLOS CASAGRANDE REGIONAL – Presidente Regional Santa Catarina
FELIPE LEHMANN COUTINHO REGIONAL – Presidente Regional São Paulo
TERESA CRISTINA WILTSHIRE MENEZES LISBOA – Presidente Regional Sergipe