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SBCP aprova 26 novos membros titulares no 55º Congresso Brasileiro de Cirurgia Plástica

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Por SBCP

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) aprovou no 55º Congresso Brasileiro de Cirurgia Plástica, realizado entre 14 e 17 de novembro em Recife, Pernambuco, 26 membros titulares que prestaram o Exame para Ascensão a Membro Titular. Para prestar o exame, o cirurgião plástico tem que ser membro associado há pelo menos três anos. Dentro da SBCP, um membro titular faz parte do conselho e tem poder de decisão na Sociedade. Confira abaixo a relação dos aprovados:

Candidato Trabalho UF
1 ADRIANO GUIMARÃES BRASOLIN MAMOPLASTIA MASCULINIZADORA: ANÁLISE DE 65 CASOS SP
2 ANA CAROLINA REZENDE CAMPOLINA MARICEVICH CERVICOPLASTIA AMPLIADA COM ACESSO SUBPLATISMAL PE
3 ANDRE LUIZ PIRES DE FREITAS CÉLULAS-TRONCO MESENQUIMAIS DERIVADAS DE TECIDO ADIPOSO NA VIABILIDADE DO RETALHO MUSCULOFASCIOCUTÂNEO TRANSVERSO DO MÚSCULO RETO DO ABDOME, EM RATOS. SP
4 BRUNO PIRES DO AMARAL MARQUES MAMOPLASTIA MASCULINIZADORA – EXPERIÊNCIA PESSOAL NA CIRURGIA DE ADENOMASTECTOMIA PARA READEQUAÇÃO SEXUAL DE TRANSEXUAIS FEMININOS EM MASCULINOS (FTM) SP
5 CAROLINA CRISTINA BEZERRA DANTAS *** USO DO RETALHO DE LATÍSSIMO DO DORSO NAS RECONSTRUÇOES MAMÁRIAS: SÉRIE DE CASOS RN
6 CRISTIANO RICARDO DE ABREU AVALIAÇÃO DE IMPLANTES DE SILICONE COM SUPERFÍCIES LISA, TEXTURIZADA E DE POLIURETANO EM CAVIDADES EVISCERADAS DE COELHOS GO
7 DANIEL RODRIGUES DE CARVALHO ESTUDO COMPARATIVO DAS COMPLICAÇÕES NAS RECONSTRUÇÕES MAMÁRIAS IMEDIATAS E TARDIAS SP
8 DIOGO RADOMILLE DE SANTANA *** ESTUDO COMPARATIVO DE DUAS TÉCNICAS PARA REDUÇÃO DE GRANDES HIPERTROFIAS MAMÁRIAS BA
9 EDUARDO TOSHIRO TODA NISHIMURA FRATURA DE ÓRBITA TIPO “BLOWOUT”: PERFIL EPIDEMIOLÓGICO E DESFECHO CLÍNICO-CIRÚRGICO EM EXPERIÊNCIA PESSOAL SP
10 ELOISIO VALDIR DE ASSIS ROCHA HÁ CORRELAÇÃO ENTRE TIPOS DE TECIDO MAMÁRIO E PTOSE PRÉ-OPERATÓRIA? ESTUDO REALIZADO EM PACIENTES SUBMETIDAS A MAMOPLASTIA REDUTORA SEM IMPLANTE DE SILICONE MG
11 FILIPE FRAINER FUZINATTO IMPLANTE CAPILAR PELA TÉCNICA DE EXTRAÇÃO DE UNIDADES FOLICULARES (FUE): EXPERIÊNCIA PESSOAL RS
12 GUILHERME DO VALLE CASTRO RIBEIRO EXPERIÊNCIA PESSOAL COM A RECONSTRUÇÃO UMBILICAL EM X EM UMA SÉRIE DE 231 ABDOMINOPLASTIAS MG
13 IBTISAM HAMZEH MOHAMMAD HUSEIN SHALABI ANÁLISE DOS RESULTADOS DAS TÉCNICAS DE RECONSTRUÇÃO DE LÁBIO PÓS-RESSECÇÃO TUMORAL EM PACIENTES IDOSOS SP
14 JAIRO JÚNIOR CASALI USO DE SUTURAS PARA TRATAMENTO DA PONTA NASAL RJ
15 JONATHAN AUGUSTO VIDAL DE OLIVEIRA REPOSICIONAMENTO UMBILICAL MODIFICADO PARA CORREÇÃO DO UMBIGO TRISTE PE
16 JOSE LUIZ DE ALMEIDA GUIMARÃES FILHO LIPOASPIRAÇÃO COM SERINGA TÉCNICA DE FOURNIER: EXPERIÊNCIA PESSOAL. PE
17 LAURINDO SATORU SAITO OCIDENTALIZAÇÃO – PADRONIZAÇÃO SP
18 MIREILLE CAMBOIM FERREIRA DERMOLIPECTOMIA ABDOMINAL EM PACIENTES PÓS-BARIÁTRICOS PB
19 NADIA DE ROSSO GIULIANI ANÁLISE DA RESPOSTA INFLAMATÓRIA EM PACIENTES SUBMETIDAS A ABDOMINOPLASTIA PÓS CIRURGIA BARIÁTRICA SP
20 OTTO HUASCKAR MUCHINSKI SAUCEDO COMPARAÇÃO ENTRE A TÉCNICA MISTA E A TÉCNICA CONVENCIONAL DE OTOPLASTIA EM UM HOSPITAL PEDIÁTRICO PR
21 RAFAEL NEVES DE SOUZA RECONSTRUÇÃO NASAL COM RETALHO PARAMEDIANO FRONTAL: EXPERIENCIA PESSOAL PE
22 ROSA MARIA MARQUEZINI CARA O RETALHO DE SISTEMA MÚSCULO APONEURÓTICO SUPERFICIAL (SMAS) ALTO É SEGURO? ESTUDO COMPARATIVO ENTRE AS COMPLICAÇÕES DE RITIDOPLASTIA COM TÉCNICA DE DESCOLAMENTO SUBCUTÂNEO E PLICATURA DO SMAS VERSUS A TÉCNICA DE DESCOLAMENTO SUB-SMAS E RETALHO DE SMAS ALTO. SP
23 RUBEM LUIS LANG STÜMPFLE EXPERIÊNCIA COM RETALHO DERMOGLANDULAR INFERIOR DE LIACYR RIBEIRO EM MASTOPEXIA COM IMPLANTES RS
24 TAINARA CASSOL CIRURGIA PLASTICA INTIMA FEMININA: EXPERIÊNCIA EM 44 CASOS SC
25 THIAGO BEZERRA DE MORAIS QUALIDADE DOS ENSAIOS CLÍNICOS ALEATÓRIOS PUBLICADOS POR CIRURGIÕES PLÁSTICOS: SEGUIMENTO DE LONGO PRAZO PE
26 YONG JIN KIM DERMOLIPECTOMIA ABDOMINAL COM HERNIORRAFIA UMBILICAL EM PACIENTES PÓS-BARIÁTRICOS SP

BLOG: Cuidados devem se tomados ao fazer cirurgia plástica; veja quais

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Por Bom Dia Minas — Belo Horizonte

É preciso tomar alguns cuidados, principalmente no pós-operatório, ao realizar qualquer tipo de cirurgia plástica. Eles devem começar antes mesmo de fazer uma cirurgia. Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Alexandre Meira, a primeira coisa que a pessoa deve saber antes de qualquer decisão é saber escolher o profissional que irá fazer a cirurgia, ele deve ser especialista na área. Ele precisa ter registro de qualificação de especialidade, que pode ser consultado no site do Conselho Regional de Medicina.

JN: Bioplastia e uso de PMMA fazem vítimas, mas ainda atraem pacientes

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Em São Paulo, é fácil conseguir até o contato de pessoas sem qualificação e marcar o procedimento com silicone industrial, proibido no Brasil.

Por Jornal Nacional, TV Globo

Os casos de pacientes que tiveram complicações em procedimentos estéticos, este ano, assustaram milhões de brasileiros. E levantaram algumas questões sobre a segurança desses procedimentos. O Jornal Nacional foi ouvir a opinião de especialistas.

Só no escuro ele fica à vontade para contar. Quase ninguém no trabalho ou na família sabe o que ele fez, mas todo mundo nota.

“Eu já ouvi de tudo ao longo desses últimos anos desde que eu fiz o procedimento: se eu estava com caxumba, dente do ciso. É quase padrão”.

Para preencher uma pequena depressão perto da bochecha, ele procurou um médico que aplicou do lado esquerdo do rosto o polimetilmetacrilato, o metacril ou PMMA. Agora ele tem um lado diferente do outro e uma ideia fixa: tirar o produto do corpo.

“É uma massa. Uma massona aqui, que é totalmente palpável. Bem dura. É tipo cimento dentro do músculo. Então, para tomar banho, lavar o rosto, não tem como esquecer. Só queria voltar ao que eu era”.

Acontece que não dá para reverter totalmente a chamada bioplastia – que é o preenchimento de alguma parte do corpo com produtos que não são absorvidos pelo organismo.

O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica diz que não dá pra garantir a retirada total do produto, que se espalha pela pele, gordura e músculos. E nem pra prever os riscos.

“Não tem como nós prevermos ao longo dos anos, pode ser um ano, dois anos, cinco anos, dez anos, ao longo da vida desse indivíduo poderá ter algum tipo de reação tipo corpo estranho, dando essas complicações que ocorrem num grande número de pacientes”, Níveo Steffen.

Levou 20 anos para Penélope. Quando ela fez a aplicação, quase ninguém falava em PMMA. Ela usou outro produto, bem mais barato, proibido no Brasil: o silicone injetável, que se espalhou pelo corpo.

“Nos meus seios, que começaram recentemente, da mesma forma que começaram no meu quadril. Os quadris já estão praticamente necrosados”, contou a maquiadora Penélope Jolie.

Casos de morte de pacientes, prisão de médico e outros profissionais geraram muita repercussão em torno da chamada bioplastia. E ela continua sendo feita. Em São Paulo, é fácil conseguir o contato de profissionais sem qualificação e marcar o preenchimento com silicone injetável, proibido no Brasil. Ou agendar em clínicas certificadas, com médicos que usam produtos autorizados e controlados.

Em um bairro nobre da cidade, a consulta com o dr. Roberto Chacur custa R$ 800. O procedimento pode ser feito no mesmo dia, no consultório. Ele defende a técnica.

“O grande vilão do PMMA não é nem tanto ele. Não que ele não tenha risco. Todos os produtos têm risco. Mas é um produto que a gente utiliza, e utiliza muitas vezes por necessidade de um produto que dure mais no paciente. Então, o PMMA é um produto que ele tem que ter um treinamento muito grande, tem que ter um cuidado dobrado e também um cuidado não só nos planos de aplicação, na quantidade, mas no resultado final estético. Os médicos que não gostam são médicos que nunca usaram, nunca tiveram a experiência de usar o produto ideal, com a técnica certa. Porque quem usa, gosta”, diz o médico Roberto Chacur.

O que o dr. Chacur faz não é ilegal. A Anvisa autoriza o uso do PMMA, mas não define quantidades, e ressalta que deve ser utilizado apenas por médicos treinados. Eles determinam a dose. Para a Anvisa, o PMMA é indicado somente para cirurgias reparadoras, em casos que o paciente perdeu parte do músculo por doença ou acidente.

O Marcelo caiu de moto. Ele fez o retoque da aplicação no braço.

“Parou de doer, parou de incomodar, que era o que mais me atrapalhava, incomodava bastante”, contou o empresário Marcelo Romano.

Só que, seduzido pela ideia de parecer mais jovem, aplicou também no rosto.

“Você faz uma, aí quer fazer outra. Acho que acaba ficando sem limite, sim”, confessou Marcelo.

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica condena o uso para fins estéticos e pede uma legislação clara.

“Nós reiteramos à Agência Nacional de Vigilância a necessidade de rever essa portaria para que realmente a segurança do paciente, a segurança do exercício da medicina seja contemplada nesse sentido”, disse Níveo Steffen.

BLOG: Livro que aborda o Transtorno Dismórfico Corporal será lançado em novembro

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Transtorno Dismórfico Corporal – A mente que mente busca apresentar o histórico do TDC, como identificar, neuro­anatomia, preocupações dismórficas corporais no contex­tos da cirurgia plástica, dermatologia, endocrinologia, nutrição clínica e estética, odontologia e ortopedia. Inclui também, como deve ser realizado a avaliação do transtorno, bem como o planejamento do tratamento.

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1º Fórum Brasileiro de Ensino em Cirurgia Plástica

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O evento aconteceu nos dias 6 e 7 de setembro de 2018 no Grand Hyatt Hotel, em São Paulo.

Por SBCP

Em uma iniciativa inédita, a SBCP Nacional e a Regional São Paulo idealizam o 1º Fórum Brasileiro de Ensino em Cirurgia Plástica. Este grande evento científico acontece na Jornada Paulista Reconstrutiva e reúne todos os regentes de Serviços Credenciados, DESC, DEC, Capítulos e Comissões, para discutir a formação dos cirurgiões plásticos e ampliar o diálogo entre os regentes para melhorar a qualidade da formação em cirurgia plástica, inclusive a reconstrutora, e instrumentalizar o cirurgião para que possa enfrentar o mercado de trabalho e suas constantes mudanças.

BLOG: “Desconfie de propagandas ostensivas”, entrevista com o Secretário da SBCP

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A morte da bancária Lilian Calixto (46), na semana passada, após um procedimento estético em um apartamento na
Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, levanta uma série de questionamentos e deve chamar a atenção principalmente daqueles que querem mudar o corpo a qualquer custo.

A situação remete à reflexão, em primeiro lugar, sobre a perda de uma vida, atraída por ostensiva publicidade nas redes sociais, por um médico conhecido como “Dr. Bumbum”, que não era especialista e realizou o procedimento, com substância perigosa, em local inadequado. O PMMA (polimetilmetacrilato) usado causou complicações em pelo menos 17 mil em São Paulo, apenas em 2016,
estima uma pesquisa.

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Pacientes devem pesquisar sobre a qualificação de médicos

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É fundamental também saber mais sobre material usado e local do procedimento

Por O Globo

O fim trágico de Lilian Calixto chama atenção para os perigos de procedimentos estéticos realizados com profissionais que não são qualificados. O médico Denis Cesar Barros Furtado, conhecido nas redes sociais como Doutor Bumbum, não tem CRM no Rio, o que era obrigatório para atuar profissionalmente no estado, e está foragido.

As bioplastias com uso de polimetilmetacrilato (PMMA), um material sintético, também entrou na berlinda. O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Níveo Steffen, ressalta que, desde 2006, o Conselho Federal de Medicina alerta os médicos sobre o produto por não existirem estudos de longo prazo sobre seus efeitos no corpo humano. Uma das principais complicações é o aparecimento de granulomas ou calcificações, como reação a um corpo estranho.

— A população corre sérios riscos com os apelos fantasiosos, imorais e mentirosos de falsos profissionais. Nos glúteos, a aplicação é feita por injeção intramuscular, o que agrava os riscos, já que esta é uma região em que existem muitos vasos sanguíneos. Se a injeção atingir vaso, pode levar à embolia pulmonar e à morte. A substância também não é absorvida pelo corpo, e reações a longo prazo são imprevisíveis. As sequelas podem ser irreversíveis. Isso quando o paciente não morre — destaca ele. PRÓTESES SÃO MAIS INDICADAS O cirurgião plástico André Maranhão, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da Regional do Rio, explica que a bioplastia é um preenchimento de uma região por algum material sintético para devolver volume, em especial quando há flacidez. São comuns as aplicações em glúteos e face. No entanto, a bioplastia não deve ser feita com PMMA e, para aumento de bumbum, não é a melhor opção.

— Os cirurgiões plásticos em geral preferem implantes de silicone ou fazer lipoescultura, que é a retirada de gordura de alguma área do corpo para injetá-la onde está faltando — diz ele.

O PMMA é um produto autorizado pela Anvisa para pacientes com HIV que tenham lipodistrofia facial (eles recebem aplicações em pequena quantidade).

— Para o glúteo, precisaria de um grande volume, o que não é seguro — ressalta.

Para Elvio Bueno Garcia, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, da Regional de São Paulo, o médico deve ter um consultório regulamentado, na prefeitura e na Anvisa. E procedimentos assim só podem ser realizados em clínicas credenciadas ou hospitais.

Ao operar, recomendação é buscar informações

Profissionais precisam comprovar registro e especialização na área

Ao buscar um local para realizar cirurgias estéticas, o interessado deve, segundo especialistas e entidades de classe, tomar algumas precauções básicas. A primeira orientação é checar se o médico responsável pelo procedimento tem cadastro ativo no Conselho Regional de Medicina do estado em questão. Além disso, recomenda-se buscar profissionais com especialização na área — as duas informações podem ser localizadas na página do órgão.

Ser filiado à Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica não é obrigatório, mas é outra forma de o paciente resguardar-se — mais uma vez, é possível fazer a checagem no site da entidade. Vale frisar que o procedimento deve ser feito em ambiente adequado, com todo o aparato necessário.

— Não se pode fazer abdominoplastias ou procedimentos na mama em local sem centro cirúrgico ou suporte para o caso de situações adversas — explica Nelson Nahon, presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio (Cremerj).

Do ponto de vista administrativo, toda clínica deve ter exposto o alvará concedido pela prefeitura. Por fim, o paciente tem ainda o direito de exigir a apresentação da licença sanitária.

PMMA não deveria ser usado para fins estéticos, dizem entidades médicas

By | Notícias

Produto usado por Dr. Bumbum não deveria ter finalidade estética. SAÚDE. B6
Não é de hoje que o PMMA (polimetilmetacrilato) carrega má fama, mas a substância continua causando complicações graves.

Por Saúde, Folha de São Paulo

No último domingo (15) a bancária Lilian Calixto morreu no Rio, aos 46 anos, após complicações em cirurgia feita por Denis Cesar Barros Furtado, 45, conhecido em redes sociais como Doutor Bumbum. Além de não ter formação em cirurgia plástica, o médico realizou o procedimento em sua casa, no Rio de Janeiro, o que é proibido.

A suspeita é que ela tenha sofrido uma embolia pulmonar devido à aplicação da substância PMMA para preenchimento nos glúteos. O PMMA é utilizado para a fabricação de diversos produtos para a saúde, como dentes artificiais, lentes intraoculares e implantes.

Em forma líquida, o PMMA, pode ser usado em procedimentos estéticos para corrigir rugas e restaurar pequenos volumes perdidos com o envelhecimento, segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Mas nem a SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica) nem a SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia) recomendam o uso do produto para fins estéticos, seja em pequena ou grande quantidade.

Segundo médicos das entidades, a exceção seria o uso do preenchimento facial em pessoas com HIV/Aids, para corrigir a lipodistrofia causada pelos antirretrovirais, uma indicação prevista pela Anvisa em portaria de 2009. Segundo o CFM (Conselho Federal de Medicina), não há estudos a longo prazo sobre o produto no corpo, principalmente em grandes volumes.

No censo de 2017 da SBCP, a entidade incluiu pela primeira vez dados sobre as sequelas dos implantes com PMMA devido ao aumento no número de complicações. Em 2016, foram feitas 4.432 cirurgias plásticas para corrigir defeitos decorrentes da aplicação da substância, de um total de 664.809 operações reparadoras. O total de complicações, porém, é bem maior, segundo pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional São Paulo (SBCP-SP). No mesmo ano de 2016, houve mais de 17 mil registros em todo o país.

Para a maioria dos cirurgiões plásticos ouvidos pela entidade, o produto deveria ter o que pode dar errado com PMMA seu uso e comercialização banidos do mercado nacional. Em 2006, o CFM (Conselho Federal de Medicina) e a SBCP já haviam se manifestado sobre o assunto, condenando sua utilização indiscriminada. Em 2007, após ampla discussão, a Anvisa proibiu a manipulação da substância em farmácias.

“Há vários produtos biocompatíveis e seguros, como o ácido hialurônico, que é absorvível. O PMMA é barato, definitivo e traz um monte de riscos, mas as pessoas se enganam pela promessa da fantasia”,
diz Níveo Steffen, presidente da SBCP.

O material é permanente, ou seja, não é absorvido pelo corpo, e pode causar deformações, inflamações, necrose e até a morte. Para médicos, a autopromoção agressiva em mídias sociais aumenta os riscos. “Pacientes estão se deixando levar por médicos blogueiros.

O que é o PMMA

Também conhecido como bioplastia, é um composto de microesferas de acrílico comercializado com diversos nomes como: metacril, pexiglass ou lercite. É usado principalmente para:

• Tratar rugas médias a profundas, como pregas nasolabiais (“bigode chinês”)
• Preencher cicatrizes
• Aumentar lábios finos até que quem mais publica está mais atualizado”, diz Sergio Palma, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Como é aplicado

As aplicações de PMMA são simples de serem realizadas: bastam microcânulas com anestesia local. Custa menos do que outros produtos absorvíveis e mais seguros. A substância é permanente. Depois de aplicado, sua remoção é praticamente impossível, porque se espalha.

Nos últimos anos, o aumento da procura por procedimentos não cirúrgicos e reparadores superou o das operações estéticas, segundo novo levantamento

Por Giulia Vidale

Nos últimos dois anos, a procura por procedimentos estéticos não cirúrgicos aumentou 390%. Entre os cirúrgicos, as operações com fins reconstrutores subiram 23%, enquanto as cirurgias com fins estéticos, apenas 8%. Os dados são do Censo 2016 da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), que entrevistou 1.218 associados, de todas as regiões do país.

Para Luciano Chaves, presidente da SBCP, o aumento pela procura de procedimentos não cirúrgicos – em 2014, representavam apenas 17,4% da fatia de procedimentos estéticos realizados pelos cirurgiões plásticos e em 2016 passou a ocupar 47,5% da agenda de especialistas – pode ser associada aos seguintes fatores: pessoas mais jovens, que não procuravam cirurgias, estão procurando procedimentos menos invasivos e preventivos; redução dos custos desses procedimentos e maior qualificação e disponibilidade de especialistas que os realizam

Entre os tratamentos mais procurados estão preenchimento (1º), toxina botulínica (2º), peeling (3º), laser (4º) e suspensão com fios (5º). “O tipo de procedimento indicado [cirúrgico ou não cirúrgico] irá depender de cada fase e da necessidade de cada paciente. Por exemplo, maiores graus de envelhecimento, demandam cirurgia. Por outro lado, casos mais leves, sem um grau de envelhecimento estabelecido, podem ser resolvidos com procedimentos mais simples”, disse Chaves.

Cirurgias reparadoras

O aumento da procura por cirurgias reparadoras comprova o destaque que esses procedimentos ganharam nos últimos anos. Em 2009 elas representavam apenas 27% dos procedimentos realizados por cirurgiões plásticos, em 2014 passaram para 40% e, em 2016, 43%. Entre os tratamentos mais procurados, a cirurgia após câncer de pele foi a mais realizada, seguida pela pós-bariátrica e reconstrução mamária.

O presidente da SBCP atribui esse crescimento à maior qualificação dos cirurgiões plástico brasileiros na resolução de situações complexas de cirurgia reconstrutora. “Fatores como o aumento da violência urbana e de acidentes domésticos, como queimaduras em crianças, a precocidade do diagnóstico de câncer de pele e o aumento da procura por reconstruções após mastectomias por câncer de mama também contribuíram para o aumento da necessidade dessas cirurgias”.

Pagamento

A tendência também refletiu em mudanças nos pagadores das cirurgias. Embora a principal origem dos pagamentos ainda seja a particular, responsável pelo custeio de 59,3% dos procedimentos, neste censo, já aparecem outros pagadores, como o Sistema Único de Saúde (SUS) responsável pelo custeio de 16,3% das cirurgias realizadas e organizações filantrópicas, com 1,8%. Os convênios foram responsáveis por 19,8% das operações.

Cirurgias estéticas

Já as cirurgias plásticas estéticas, embora não tenham apresentado aumento significativo, continuam os maiores números absolutos, com 839.288 operações realizadas em 2016 (57% de todas as cirurgias realizadas).  O aumento de mamas ainda é o procedimento mais realizado no país, seguido por lipoaspiração, dermolipectomia abdominal (plástica da flacidez), mastopexia (elevação das mamas) e redução de mamas. Uma novidade do Censo 2016 é a inclusão dos dados de bichectomia, que não constavam nos censos anteriores, e correspondeu a 0,5% dos procedimentos realizados e a polêmica plástica vaginal, responsável por 1,7% das cirurgias estéticas.

Fonte: Revista Veja