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Plástica Vaginal

por SBCP , novembro de 2012

Em alguns casos, a cirurgia para a redução dos pequenos lábios vaginais pode ser feita pelo Sistema Único de Saúde (SUS)

Lipoaspiração na barriga e culotes, rinoplastia, silicone. Cada vez mais comuns no dia a dia dos brasileiros, as intervenções estéticas são usadas cada vez mais para corrigir alguns defeitinhos e aumentar a qualidade de vida de muitas mulheres e homens. Já existem técnicas para melhorar várias partes do corpo, inclusive as partes íntimas. Isso mesmo! O número de pacientes nos consultórios à procura de cirurgias íntimas aumentou cerca de 50% nos últimos dois anos, segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, o médico Sebastião Nelson Edy Guerra.

“Cada vez mais, a mulher deseja satisfação pessoal e liberdade. Antigamente, essa questão ficava escondidinha e elas só falavam com o ginecologista. Mas hoje, com a conquista da maior liberdade sexual e independência, houve esse espaço para a mulher melhorar e buscar perfeição em alguns pontos”, aponta o médico.

Cirurgia

Sebastião explica que existem basicamente dois tipos de cirurgias na vulva: a redução dos pequenos e grandes lábios e o aumento ou diminuição do chamado monte de vênus. “Depois dos 45 anos – e principalmente após os 50 – há uma flacidez natural do músculo da vulva, que deixa os lábios mais murchinhos mesmo. A cirurgia é basicamente estética e melhora a confiança e autoestima das pacientes. Elas saem muito mais felizes”, conta o médico.

A redução dos lábios da vagina, a ninfoplastia, em mais de 95% dos casos, é usada para consertar assimetrias entre os lábios da vagina e não esta ligada a alguma anormalidade, mas a questões estéticas. Sebastião conta que o grande desejo das mulheres é deixar a vagina com aspecto bem simétrico, com os pequenos lábios bem fechados. “Elas chegam ao consultório falando detalhadamente o que querem. Depois da cirurgia, ficam horas se olhando no espelho. Já teve uma paciente que me pediu para deixar os lábios parecidos com gomos de mexerica, bem arredondados e certinhos”.

Redução do clitóris

O monte de Vênus também pode ser lipoaspirado, caso a paciente queira diminuir o volume, ou receber enxerto de gordura – geralmente retirado da área do joelho – para as que querem aumentar o volume. Uma cirurgia mais delicada e menos recomendada é a de hipertrofia clitoriana. Normalmente, o clitóris tem cerca de 0,5 centímetros, podendo chegar a 1 cm ou 1,5 cm. Muitas mulheres, no entanto, se incomodam com o tamanho do órgão e desejam diminuí-lo. A área é responsável pelo prazer feminino e tem milhares de vasos sanguíneos. É o clitóris que corresponde à glande masculina e um erro no procedimento cirúrgico pode ser irreversível. “Aconselho a não mexer, a não ser que seja realmente uma anomalia. É bom ter em mente que nesse tipo de cirurgia, não temos como voltar atrás”, alerta Sebastião.

Hímen

Será as mulheres mais maduras podem fazer a cirurgia? “Não. Muitas meninas mais novas procuram o médico para resolver alguma questão estética. O importante é que ela já tenha amadurecimento hormonal, ou seja, já tenha menstruado, e também passe por avaliação psicológica e outros exames de praxe, tudo com a autorização dos pais”, explica o médico.

Além das cirurgias na vulva – a área externa da vagina – outro procedimento também tem feito sucesso: a reconstituição do hímen. “Na verdade, não é uma reconstituição. Quando o hímen se rompe, as abas ficam atrofiadas. O médico então reaviva esse tecido e dá alguns pontos no local. É super rápido”, garante Sebastião.

Especialista

Sebastião alerta também para a importância de procurar bons profissionais. “Antes da cirurgia, procure saber as referências do cirurgião. No site da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica as pessoas podem saber se ele é especialista ou não. Atualmente, não há especialização em cirurgia íntima, mas segundo Sebastião, todos os cirurgiões plásticos do País estão aptos a realizar os procedimentos. “Todos os profissionais da sociedade estudam mais 5 anos, além da faculdade, e ainda passam por uma prova do conselho”, garante.

Para quem não tem plano de saúde e não pode pagar a cirurgia, basta procurar um posto de saúde e se informar. A ninfoplastia está disponível no Sistema Único de Saúde, mas primeiro é preciso receber indicação médica para o procedimento

http://www.orm.com.br/projetos/oliberal/interna/default.asp?modulo=255&codigo=541794

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